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O Muro das Lamentações
● O Muro Ocidental da área do templo em Jerusalém, conhecido como Muro das Lamentações, é hoje o lugar mais sagrado para os praticantes do judaísmo. (Lá no alto, no topo da área do templo, há duas mesquitas muçulmanas e aquela área está sob controle religioso muçulmano.) Agora surgiu um grande debate em Israel a respeito do Muro das Lamentações. Qual é a questão? É sobre se se devem ou não arrancar as ervas que crescem nas fendas entre as pedras maciças do muro.
Os líderes religiosos a favor da monda dizem que as ervas põem em perigo a muralha, visto que as raízes podem danificar seriamente as pedras. Líderes religiosos opostos dizem que ‘as ervas representam a destruição do Templo e o anseio de redenção de Israel’, e por isso argumentam que as ervas devem ser deixadas. Sobre os dois mais destacados contendedores na ‘batalha das ervas’, o Grande Rabino da comunidade asquenaze (européia) e o Grande Rabino da comunidade sefardita (norte-africana), um despacho do “Times” de Nova Iorque disse: “Os dois homens são zelosamente competitivos e raras vezes concordam em alguma coisa.”
No primeiro século, Jesus de Nazaré disse que os líderes religiosos daquele tempo eram culpados de ‘coar um mosquito e engolir um camelo’. (Mat. 23:24) Aqueles líderes o rejeitaram qual Messias e ele predisse que em resultado disso viria a condenação e o julgamento da parte de Deus. Hoje em dia, os líderes religiosos discutem por causa de ervas num muro e deixam de entender a mensagem divina envolvida na destruição do templo e o fato de que ele nunca mais foi restabelecido.
Sobre Pássaros e Bebês
● Os apóstatas do antigo Israel diziam: “O caminho de Jeová não é acertado.” A que Deus respondeu: “Não são os vossos caminhos que não são acertados?” (Eze. 18:25) Também nos nossos dias, as pessoas tem um modo estranho de encarar os assuntos e critérios estranhos para julgar.
Por exemplo, um destacado jornal de Nova Iorque publicou recentemente um editorial protestando contra a matança planejada de milhões de melros. Os pássaros acomodaram-se em certa região de dois estados sulinos dos E. U. A., e as autoridades afirmam que constituíam sério perigo para a saúde de homens e animais domésticos. O editorial disse que “o espetáculo comovente de milhões de pássaros mortos e moribundos devia fazer com que o Exército e autoridades municipais reconsiderem este projeto medonho”.
Sem tentarmos avaliar seu conceito sobre isso, não obstante, é esquisito ver na mesma página, diretamente acima do editorial, um outro sobre a recente condenação por homicídio dum médico de Massachusetts, acusado de matar um feto humano vivo durante um aborto. O editorial classificou a condenação de “errônea” e “quase que incrível”. Questionou a competência dos jurados para decidirem quando começa a vida humana, porque se dizia que foram influenciados na sua decisão pelo fato de que um retrato do feto “se parecia a um bebê”.
Evidentemente, o “espetáculo comovente” de centenas de milhões de bebês não nascidos privados da oportunidade de viverem, não afetou os editorialistas tanto quanto a morte dos pássaros. — Veja Lucas 12:6, 7.
É a Poligamia Para os Cristãos?
● Sob o cabeçalho “A Poligamia é o Modo de Vida Africano”, o jornal “Sunday Times” de Lagos, Nigéria, publicou um artigo do sacerdote N. S. S. Iwe. Clamando por uma igreja progressista, ele disse que “a igreja precisa esforçar-se, como questão de norma e praxe, a nunca infundir vinho velho em odres novos”. Esta inversão da declaração mais lógica de Jesus, de não se por ‘vinho novo em odres velhos’ (os odres antigos eram recipientes de couro que ficavam ressequidos e endurecidos com a idade, e por isso não se podiam expandir com o vinho novo). (Mat. 9:17) Embora não explicasse esta inversão, o sacerdote mostrou que ele achava que a igreja devia adaptar seus ensinos às culturas locais. A respeito da poligamia na África, ele disse: “A poligamia, como aspecto significativo de nossa cultura não pode ser condenada sem ser ouvida. O conceito da . . . poligamia merece estudo e exame cabais por parte do cristianismo, porque é um dos honestos conceitos e instituições de nossa cultura.”
Há dezenove séculos atrás, Cristo Jesus disse que o propósito original de Deus era que o homem e sua esposa, apenas os dois, fossem “uma só carne”, sem que mais alguém se interpusesse corretamente entre os dois. (Mat. 19:4-6) Paulo, apóstolo de Cristo, disse que os homens em cargos de responsabilidade na congregação cristã deviam cada um ser “marido de uma só esposa”, como exemplo para todo o rebanho. (1 Tim. 3:1, 2, 12) No entanto, não só a igreja católica, mas também muitas protestantes permitem a poligamia nas suas congregações africanas. Evidentemente, o ensino da Bíblia é considerado como “vinho velho”, impróprio para seus “odres novos”.