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Eu era uma freira católicaDespertai! — 1973 | 22 de janeiro
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vontade fosse feita, e não a minha. Eu confiava inteiramente nele e repetidas vezes orara a noite toda. Não mais me preocupava com o alimento, a roupa e o abrigo. Só tinha os olhos voltados para uma coisa: Pregar a boa-nova do reino de Deus, e ajudar tantas pessoas que nem ovelhas quantas fosse possível a entrar em contato com a verdade.
No dia seguinte, duas das testemunhas de Jeová vieram me buscar. Minha partida decorreu suavemente. Havia cerca de trinta freiras no convento, e todas pareciam olhar, surpresas, sem dizer uma palavra. Quando a sacristã quis saber o que estava acontecendo, eu lhe disse: “Lembra-se de eu lhe ter dito que, quando achasse a verdade, nada me deteria. Eu a achei com as testemunhas de Jeová e é por isso que vou-me embora com elas.” Ela se foi sem dizer uma palavra.
Permaneci dois meses com uma família de Testemunhas em Bruxelas. Não quiseram receber nada pela casa e comida. Podia-se sentir que tudo isto era feito por puro amor a Jeová. Eu me sentia tão feliz de estar livre da influência do império mundial da religião falsa, que a Bíblia chama de “Babilônia, a Grande”, e de estar em companhia destes cristãos dedicados.
E, assim, aconteceu que eu deveras me dediquei a Jeová. Eu somente desejava fazer a Sua vontade, como uma de suas testemunhas. Cinco meses depois, em 26 de junho de 1971 — depois de quarenta e três anos como freira missionária — simbolizei esta dedicação pelo batismo em água.
Atualmente, a fim de cuidar de mim mesma, trabalho parte do tempo como arrumadeira, mas não tenho do que me arrepender, visto que minha felicidade é completa. Sinto que agora realmente sou missionária, levando uma vida muito mais honesta do que quando era freira. Realmente, só tenho uma coisa a lamentar: que tive de esperar tanto tempo para poder provar a Jeová Deus que eu o amo, e isto pelo entendimento exato de sua Palavra.
Assim, agora consegui realizar o desejo, expresso em 1916, quando eu era aquela menina de sete anos de idade, de entregar-me inteiramente ao serviço de Deus. De agora em diante, devoto o resto de minha vida a fazer discípulos de Jesus Cristo, como ele mandou que seus seguidores fizessem. Faço isto por pregar a boa-nova do reino de Deus e por partilhar com outros as verdades que encontrei. Espero que muito mais pessoas de coração honesto provem a mesma alegria que eu tenho por aceitarem, enquanto ainda há tempo, a verdade que conduz à vida eterna no novo sistema de coisas prometido por Deus.
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Notícias geraisDespertai! — 1973 | 22 de janeiro
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Notícias gerais
Sacerdotes Alcoólatras
◆ Louis Cassels, editor religioso da “United Press International”, revela que o Conselho Nacional Católico do Clero Sobre o Alcoolismo tenta trazer a lume um grave problema que muitos católicos preferem ignorar: os sacerdotes alcoólatras. Os estudos do conselho indicam que cerca de um de cada dez sacerdotes católicos é alcoólatra. O sacerdote Gavin Griffin, ex-alcoólatra, disse que há uma conspiração do silêncio entre os leigos católicos para “proteger” os sacerdotes católicos. Disse que até mesmo a hierarquia não conhece a dimensão do problema Cassels afirma que embora haja um problema similar entre os clérigos protestantes, não há nenhuma organização protestante comparável ao conselho Católico, que está determinado a trazer a lume o assunto.
Ais da Igreja da Escócia
◆ O Herald de Glasgow relata que a Igreja da Escócia, que tem sofrido declínios no rol de membros, vê agora os mesmos declínios no número dos Jovens que assistem às aulas da escola dominical e das classes bíblicas. Também, havia 1.388 menos professores da escola dominical em comparação com o ano anterior. Três revistas para crianças publicadas pela igreja estão deixando de ser publicadas devido à falta de interêsse. O Herald observou que 40 por cento dos membros da Igreja da Escócia jamais receberam a Comunhão no ano passado.
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