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  • A ameaça da bomba
    Despertai! — 1984 | 22 de setembro
    • passaram a ter novos e inesperados aliados — indivíduos e organizações de destaque da cristandade.

      Para muitos destes grupos religiosos, trata-se duma surpreendente inversão de posições. Lá por volta de 1950, o jornal The New York Times veiculava: “O Vaticano, através de seu jornal oficial, L’Osservatore Romano, garantiu hoje ao Governo e ao povo dos Estados Unidos que compreendia plenamente os motivos pelos quais o presidente Truman decidira aprovar a fabricação duma superbomba de hidrogênio.” Em 1958, segundo uma notícia procedente da Dinamarca, uma comissão especial do protestante Conselho Mundial de Igrejas concluíra: “O cristão pode, em sã consciência, concordar com o emprego de armas atômicas numa guerra limitada.”

      Alguns líderes singulares eram ainda mais a favor da Bomba. Em 1958, o arcebispo de Cantuária, Inglaterra, chegou mesmo a afirmar: “Segundo tudo que eu saiba, é da providência de Deus que a raça humana se destrua desta forma [pelas bombas nucleares].” E, em 1961, o Daily Express da Inglaterra noticiava: “A Grã-Bretanha deve manter a bomba de hidrogênio, o arcebispo do País de Gales . . . disse ontem. Talvez conduza os homens a Cristo.”

      Quão notável, por conseguinte, é ouvir muitas organizações protestantes e católicas se expressarem agora contra as armas nucleares! Por que modificaram seus conceitos? O que afirmam agora? E fará isso realmente alguma diferença a longo prazo?

  • Por que os bispos se opõem a ela agora
    Despertai! — 1984 | 22 de setembro
    • Por que os bispos se opõem a ela agora

      “A RAÇA humana nunca esteve tão perto, como se acha agora, da autodestruição total.” Foi com tais palavras que a sexta assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, reunido em meados de 1983 em Vancouver, Canadá, soou o alarma contra A Bomba. Instando a favor do desarmamento nuclear, proclamaram: “A dissuasão nuclear é moralmente inaceitável porque depende da credibilidade da intenção de usar armas nucleares.”

      Meses antes, em maio de 1983, os bispos católico-romanos nos Estados Unidos divulgaram o texto final duma longa carta intitulada “O Desafio da Paz: A Promessa de Deus e a Nossa Resposta.” Nesta, instaram a favor duma redução nos estoques nucleares existentes, bem como da suspensão “dos testes, da produção e da instalação de novos sistemas de armas nucleares”. Insistiram: “Não deve haver nenhum mal-entendido de nosso profundo ceticismo quanto à aceitabilidade moral de qualquer emprego das armas nucleares.”

      Estas foram duas das mais destacadas declarações recentes dos líderes religiosos contra as armas nucleares. Alguns reagiram com deleite ao envolvimento dos bispos na causa anti-Bomba. Um ministro presbiteriano, citado em The New York Times, disse a respeito da carta dos bispos dos EUA: “Nela se ouve a voz da consciência moral, não só falando aos católicos, mas também falando a nós, como americanos e como seres humanos decentes . . . Deus abençoe os bispos católicos.”

      Outros são mais críticos. Disse o filósofo Sidney Hook: “A posição dos bispos é desinformada, irreal e moralmente irresponsável.” E a ativista conservadora, Phyllis Schlafly foi citada como tendo dito que a declaração dos bispos era perigosa, por conduzir os católicos pela trilha do “pacifismo . . . e do desarmamento e do amor pelos russos”.

      Todavia, considerando-se a longa história do envolvimento clerical nas guerras, e as declarações a favor da Bomba, feitas pelos líderes religiosos nos anos depois da Segunda Guerra Mundial, estas declarações recentes contrárias à Bomba assinalam surpreendente reviravolta. Por que ocorreu tal mudança?

      Quarenta Anos de Atraso

      A carta dos bispos dos EUA oferece uma espécie de explicação: “Atualmente, o potencial destrutivo das potências nucleares ameaça a pessoa humana, a civilização que construímos lentamente, e até mesmo a própria ordem criada.” Não obstante, isto também ocorria desde que aquelas bombas atômicas explodiram sobre Hiroxima e Nagasáqui, há quase 40 anos. Por que não houve nenhum clamor público lá naquele tempo?

      Afirma o Conselho Mundial de Igrejas: “Cremos que qualquer intento de empregar armas de destruição em massa é total violação desumana da mente e do espírito de Cristo que devia existir em nós.” Bem, não se aplicava isso também quando civis eram massacrados às centenas de milhares durante a última guerra mundial? Todavia, poucos líderes religiosos se expressaram abertamente então.

      O físico nuclear, Harold M. Agnew, expressou sem rodeios sua opinião: “Acho que são hipócritas, no sentido de que parecem aceitar a guerra convencional como OK, mas não a guerra nuclear. Pela primeira vez na História, graças ao poder das armas nucleares, os que fazem decisões

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