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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1983 | 15 de outubro
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temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” — Mateus 10:28.
Naturalmente, recentes evidências médicas indicam que as transfusões de sangue geralmente não são essenciais para se salvar uma pessoa, pois médicos experientes atestam que, na maioria dos casos, alternativas comuns podem ser igualmente eficazes. Pode-se até mesmo arrazoar que o número de pessoas que sobreviveriam unicamente por meio de transfusões de sangue é provavelmente menor que o dos que morreram em decorrência dos danos causados por transfusões. Qualquer que seja o caso, os cristãos estão determinados a obedecer a Deus e respeitar o conceito dele sobre o sangue.
Por conseguinte, os verdadeiros adoradores, hoje, não comerão carne não-sangrada, quer seja dum animal abatido por um homem, quer duma criatura que tenha morrido de outra maneira. Tampouco sustentarão sua vida por receber sangue procedente de criaturas vivas, animais ou humanas. Reconhecem a Jeová como seu Dador da Vida e estão resolvidos a obedecê-lo em todos os sentidos.
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Por dentro das notíciasA Sentinela — 1983 | 15 de outubro
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Por dentro das notícias
Relações Familiares Hoje
Foram publicados numa página duma edição recente do Times de Nova Iorque dois artigos que envolviam relações familiares. Um deles, intitulado “Infanticídio na China”, referia-se às “reportagens dos diários da China” sobre o assassinato de meninas recém-nascidas e aos maus tratos dispensados às suas mães. Afirmava que, devido à execução duma política governamental de controle da população, “grande número de meninas recém-nascidas têm sido assassinadas, afogadas, ou abandonadas para morrer, e várias mulheres têm recebido tratamento brutal”. O outro artigo, intitulado “Sustentar os Pais”, levantou objeções ao plano do governo dos Estados Unidos de reduzir o custo dos programas sociais médicos, por exigir que, em alguns casos, “os membros adultos da família sustentem os parentes adultos”. Um dos argumentos era o de que “os filhos não escolhem os pais, nem pedem para nascer. Não assinam nenhum contrato relativo a prover cuidado quid pro quo [recíproco].” As pessoas têm sua própria aposentadoria e velhice com que se preocupar, dizia o artigo, e não devem ser ‘sobrecarregadas’ pelos pais idosos.
Embora os jornalistas possam ter diversas opiniões quanto a relações humanas, será que há outros motivos por trás dos maus tratos dispensados a meninas recém-nascidas e suas mães, e da negligência para com os pais idosos? Sim, pelo menos até certo ponto, essas coisas estão acontecendo hoje, porque as pessoas se tornaram ‘amantes de si mesmas’ e não têm “afeição natural”, assim como a Bíblia predisse. Tais acontecimentos constituem evidência adicional de que vivemos realmente nos “últimos dias”. — 2 Timóteo 3:1-3.
“Deus Não É Socialista”
O bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Bahia, d. Boaventura Kloppenbur, ao lançar um livro de sua autoria, declarou: “Digo que Deus não é socialista, porque ele não fez nada igual. . . . O socialismo só daria certo se no mundo houvesse anjos em vez de sem-vergonhas.” O livro denuncia a chamada Igreja popular da América Latina, que, segundo o bispo, defende a opção pelo marxismo leninismo e “estimula a luta de classes até mesmo dentro da Igreja”. Declarou adicionalmente que “muitos que não são pobres sentem-se hoje constantemente insultados dentro da Igreja pelo modo de falar e rezar de certos padres”.
Com respeito aos defensores da “Igreja popular”, o bispo diz que eles sustentam a crença de que o sistema capitalista é o sistema do pecado e precisa ser derrubado, de preferência por meio duma revolução não sangrenta, mas, se for preciso, pelo uso de armas. Propõem desbloquear a consciência — uma moral nova — para que os oprimidos não se sintam culpados ao estrangularem um opressor. Para eles, a análise marxista da sociedade é científica, e eles a aplicam na Igreja com conseqüências fatais, acrescentou ele.
A declaração do monsenhor Pablo Antonio Vega, bispo de Juigalpa, na Nicarágua, no sentido de que “não é propriamente uma Igreja, mas uma estratégia do marxismo internacional, porque não faz referências a um Ser superior e também não é popular, pois só se identifica com o poder, não com o povo”, indica que, nesses países em que a “Igreja popular” está ganhando terreno, aguardam ao clero dias turbulentos. — O Estado de S. Paulo, 26 e 27 de maio de 1983.
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