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  • Batismo — por imersão ou aspersão?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1960
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  • A ORIGEM DO BATISMO
  • A PALAVRA DOS HISTORIADORES
  • OS COMENTÁRIOS DOS “PADRES DA IGREJA”
  • QUANDO OCORREU A MUDANÇA
  • A MUDANÇA DA CERIMÔNIA MUDA O SIGNIFICADO
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w60 15/9 pp. 549-552

Batismo — por imersão ou aspersão?

Um pouco de história lança muita luz sobre a origem e o significado desta importante cerimônia cristã.

MILHARES de turistas passam por ele sem muita reflexão. Nunca se perguntam sobre a mudança, e caso o façam, raras vezes encontram a resposta à sua pergunta.

O cenário podia ser quase qualquer igreja realmente antiga, mas, tomemos, por exemplo, uma em Florença, na Itália. Milhares de visitantes passeiam pela Piazza del Duomo, no centro da cidade. Olham para o magnífico edifício de mármore verde e branca existente ali, com 25 metros de diâmetro. Sabem que é um batistério, mas raras vezes se perguntam por que se precisa dum edifício tão grande.

Vão dali para Pisa, a uns oitenta quilômetros de distância. Ali, na praça em que se encontram tanto a catedral como a famosa torre inclinada, há outro batistério, de 35 metros de diâmetro. Mas o visitante passa por ele, raras vezes pensando na mudança que deve ter havido no batismo desde que se projetaram estes edifícios.

Foi quando vi um batistério similar em Poitiers, a uns 300 quilômetros ao sudoeste de Paris, que fiquei realmente curioso de saber algo sobre esta diferença. A pia batismal existente ali chega quase a ter dois metros de diâmetro. Mais ao sul, em Marselha, na antiga Catedral de Ia Major, a pia tinha dois metros e meio de diâmetro. Aonde quer que olhe, quer no famoso palácio de Latrão em Roma, quer nas ruínas de Tipaca, setenta quilômetros ao oeste de Argel, na África do Norte, quer em lugares menores no norte da Itália, tais como Albenga, Grado, Parma, Pistoia, Torcello ou Volterra, quer em outros lugares onde há igrejas extremamente antigas, encontrará estes batistérios especiais. Alguns deles ainda têm as grandes bacias batismais (que os franceses chamam de piscines — a mesma palavra que usam para tanque para peixes ou piscina de natação!) que são os restos dos tempos em que o batismo era bem diferente do praticado hoje em dia.

Se tiver mente inquisitiva, desejará saber a razão da mudança.

A ORIGEM DO BATISMO

Embora a Bíblia mostre que se batizavam pessoas antes de Jesus Cristo, o primeiro batismo cristão foi obviamente o batismo de Cristo. João Batista batizava as pessoas no rio Jordão, no ano 29 de nossa era. Ele batizava, segundo o historiador fidedigno, os “arrependidos para o perdão de pecados”. Preparava-os para o Messias, cujo sacrifício traria realmente o perdão destes pecados. — Mar. 1:4; Heb. 9:22, NM.

Em cada um destes batismos precisava-se de muita água. Ninguém foi apenas aspergido. Nem foi Jesus batizado quer por afusão (derramar água sobre a cabeça), quer por aspersão. Mateus diz: “Jesus, sahiu logo da agua:” Marcos também fala de Jesus “logo . . . sahir da agua”. Jesus tinha estado na água, tendo sido realmente imerso no rio Jordão. — Mat. 3:16; Mar. 1:10.

Precisava-se duma grande quantidade de água para poder imergir, ou mergulhar debaixo da água, os que estavam sendo batizados. Assim lemos nas Sagradas Escrituras: “João estava também batizando em Enon, junto a Salim; porque havia ali muita água.” O eunuco etíope, ao se converter, também disse: “Vê! um corpo de água; o que me impede ser batizado?” Não apenas um pequeno charco, mas um “corpo” de água era necessário, pois estes batismos eram todos por imersão. (João 3:22, 23, So; Atos 8:36, NM) Este fato é confirmado não só pela Bíblia, mas também pelos historiadores seculares e religiosos -mesmo por historiadores de religiões que não mais fazem o batismo por imersão!

A PALAVRA DOS HISTORIADORES

Larousse du XXe Siècle, o melhor conhecido dicionário enciclopédico da França, diz: “Os primeiros cristãos recebiam o batismo por imersão onde quer que houvesse água.”a O predecessor do atual Larousse, o maior Grand Dictionnaire Universel du XIXe Siècle, disse por quase cem anos: “Batismo por imersão, batismo conferido por se mergulhar o catequizado debaixo da água. No primeiro século da Igreja dava-se o BATISMO POR IMERSÃO.”b O Dictionnaire Encyclopédique Quillet acrescenta: “As pias batismais mais antigas consistiam numa bacia suficientemente grande para se mergulhar nela adultos; porque, nos dias primitivos da Igreja, o batismo era realizado por imersão.”c

Le Baptême des Adultes, escrito por Robert Lesage, com aprovação eclesiástica, como guia para os novos membros, diz na página 18: “Foi, com efeito, por imersão que se administrava o batismo durante os primeiros séculos da igreja.”

O abade católico Jules Corblet, cânone honorário de Amiens, autoridade da Academia e diretor da Revue de l’Art Chrétien, escreveu dois tomos sobre o batismo, intitulados Histoire Dogmatique, Liturgique et Archéologique du Sacrement de Baptême. Seu segundo tomo começa com o seguinte parágrafo:

“O exemplo de Nosso Senhor, batizado no Jordão, faria naturalmente que se escolhessem rios como os primeiros lugares para o batismo; nenhuma outra coisa seria mais favorável do que estas grandes correntes de água para a imersão das multidões que se convertiam ao cristianismo. Mas, visto que nem em toda a parte havia rios, os escritores do primeiro século [Justiniano, Clemente, Vítor I, Tertuliano, etc.] tomavam cuidado em observar que mares, lagos, tanques e fontes eram igualmente adequados para as imersões batismais.”

OS COMENTÁRIOS DOS “PADRES DA IGREJA”

Corblet cita antigos padres da Igreja como prova de que nos tempos primitivos se realizava uma verdadeira imersão. Gregório de Nissa (cerca de 331-396) disse a respeito da água: “Nós nos ocultamos nela, assim como o Salvador foi oculto ria terra.” Cirilo de Jerusalém (315-386) disse que a pessoa fica completamente cercada de água. Epifânio observou que a água banhava, não apenas um membro, mas que cercava e purificava o corpo inteiro. João Crisóstomo (345-407) disse: “A imersão da cabeça nas águas batismais é uma representação do túmulo do homem velho, que é mergulhado nela como num túmulo, para sair dela com vida nova para a qual é ressuscitado.” Jerônimo (cerca de 340-420) falou duma imersão tríplice da cabeça, e Agostinho (354-430), relata Corblet, falou da purificação completa do corpo.

O dicionário inglês Encycdoptedia Britannica, Tomo 3, página 83, cita a descrição que Cirilo de Jerusalém fez dum batismo realizado por volta do ano 340 de nossa era. A pessoa a ser batizada entra numa câmara interior, prepara-se, é conduzida ao tanque batismal e “é submersa com cada pergunta, portanto, três vezes”.

Embora o batismo cristão, segundo a Bíblia, não seja nem para a purificação do corpo, nem para a remissão dos pecados, e embora precise ser feito apenas uma vez, estas declarações mostram claramente que a prática da imersão, estabelecida por Jesus, ainda estava em efeito centenas de anos depois da sua morte, e que somente depois disso foi mudada.

O abade Corblet disse em Des Lieux Consacrés à L’Administration du Baptême, na página 13: “O batistério fora especialmente construído em vista do batismo de adultos. No século oitavo, quando se tornou generalizado o de crianças, tinham de se abandonar pouco a pouco estes monumentos isolados, para serem substituídos por pias batismais colocadas dentro das igrejas. Onde se continuavam a usar os batistérios, substituía-se a bacia grande por uma pia de imersão para crianças.”

Esta mudança e os projetos de construções religiosas, desde o nono até o décimo terceiro século, trouxeram consigo a destruição de muitas bacias de imersão anteriormente usadas para adultos. Todavia, ainda há algumas delas como testemunho silencioso, mas eloqüente, desta mudança.

QUANDO OCORREU A MUDANÇA

Corblet diz: “A maioria dos teólogos e liturgistas admite de maneira geral: 1.° Que havia imersão total desde os tempos evangélicos até cerca do século quatorze; 2.° que do século treze até o século quinze se usava a imersão parcial do corpo junto com a afusão [derramamento] sobre a cabeça; 3.° que a partir do século quinze a afusão simples substituiu a afusão acompanhada pela imersão.”d Este historiador eclesiástico indica que um concílio eclesiástico realizado em Liège, na Bélgica, em 1287, indicou que a imersão era ainda a única forma de batismo empregada ali. “São Tomás [1225-1274] falou da [aspersão] como sendo uma prática fora do comum e disse que o ministro pecaria gravemente ao batizar alguém diferente do que por imersão, porque não se conformaria ao cerimonial da Igreja Latina.”e”

Em 1526, uma assembléia eclesiástica realizada em Chartres, na França, concedeu aos sacerdotes empregar qualquer um dos dois métodos. Mas, mais de cem anos depois, em 1655, o Ritual de Poitiers ainda recomendou que os sacerdotes “mergulhassem habilmente a criança três vezes, tendo cuidado de não a prejudicar”.

No entanto, a maré da mudança tem sido por muito tempo definitivamente contra o princípio da imersão estabelecido por Jesus. Já tinha eliminado a idéia de que o batismo, assim como nos dias de Jesus, era para pessoas de bastante idade para ter conhecimento e fé, e que anunciassem publicamente a dedicação de suas vidas a Deus. Em lugar deste significado original, o batismo fora reduzido a pouco reais do que um ato cerimonial depois do nascimento.

Louis Réau, membro do Instituto Francês e historiador da arte eclesiástica, acha que foi este desvio do batismo de apenas adultos que levou gradualmente à mudança da imersão para a aspersão. A mudança foi necessária, diz ele, porque era perigoso mergulhar crianças completamente debaixo da água. Ele indica, porém, que esta mudança não ocorreu toda de uma só vez, mas que “se deve conceder um longo período de transição durante o qual a cerimônia do batismo foi ao mesmo tempo imersão parcial e derramamento”.f A evidência disso é que certas antigas pias batismais são rasas demais para ser possível a imersão, e que as obras de arte daquela época mostram a pessoa de pé na água, que lhe chega talvez até os joelhos, ao passo que se lhe derrama mais água sobre a cabeça.

A MUDANÇA DA CERIMÔNIA MUDA O SIGNIFICADO

A mudança da cerimônia reduziu tanto a sua importância como o seu significado. Sufocou-se completamente a idéia da dedicação pessoal. A mudança tem atingido o ponto mencionado pelo semanário católico Témoignage Chrétien, publicado em Paris. Ele disse que a maioria das pessoas vão agora à Igreja “assim como seus pais e avós fizeram”, apenas para o batismo, para a comunhão, para o casamento e para o enterro. Disse que para estas pessoas o batismo apenas santifica o evento do nascimento. “Outras religiões, outras civilizações traduziriam isso por outras ações, mas o significado não seria em nada diferente.”

Conforme disse Réau, a Igreja mudou o significado do batismo. Ele não é mais para os adultos, “preparados por um longo período de tempo e plenamente cônscios do seu compromisso”. Em vez disso, tornou-se algo para crianças que não têm nem o conhecimento nem a capacidade de assumir um compromisso pessoal.

A Igreja, ao batizar crianças em vez de adultos, e ao aspergir em vez de imergir, “eliminou o significado simbólico do batismo primitivo”, quando, entre outras coisas, “a imersão significava a morte do ‘homem velho’ enterrado debaixo da água e a saída do banho batismal [significava] o nascimento para uma nova vida”.g

OS RESULTADOS DE SE TOMAR A SÉRIO O BATISMO

No entanto, há hoje pessoas que realmente se apegam no batismo primitivo estabelecido por Jesus. Não acham necessário o batismo imediato para a remissão dos pecados inerentes da criança; aceitam o resgate de Cristo como sendo suficiente para isso. Não consideram o batismo como assinalando que a pessoa é membro duma igreja, mas, antes, reconhecem que simboliza publicamente a sua dedicação a Deus.

Sabem que o batismo é um requisito cristão, mas batizam somente pessoas que têm idade bastante para fazer as suas próprias decisões, que entendem a Palavra de Deus e que se dedicaram a Ele. Outrossim, batizam apenas pela imersão total, assim como Jesus foi imerso no rio Jordão. Assim retêm o símbolo importante do batismo — o de morrer voluntariamente para com o proceder anterior na vida e ser levantado para uma nova vida no serviço de Deus.

Tomando a sério tais assuntos, assim como Jesus e seus apóstolos fizeram, não acham necessário queixar-se, como fez a capa de Témoignage Chrétien, que somente um em dez paroquianos batizados é cristão. Antes, suas fileiras de zelosos trabalhadores cristãos, realmente instrutores voluntários de outros, crescem vertiginosamente em toda a terra. Centenas de pessoas recém-dedicadas são regularmente batizadas em assembléias semestrais e anuais realizadas em toda a terra. Mais de sete mil foram batizadas numa assembléia realizada em 1958 na cidade de Nova Iorque.

Por que tomam tantos este “jugo” que Cristo disse que seus seguidores tinham de tomar sobre si? Não fazem isto apenas porque é uma ordem cristã, mas também porque estes princípios, conforme existiam realmente nos dias de Jesus, são tão emocionantes, que, quando alguém os aprende, reconhece que precisa falar deles aos outros.

Quando as testemunhas de Jeová dizem que o batismo tem de ser feito por imersão, e que tem de ser em símbolo da dedicação da pessoa a Deus, elas seguem o exemplo dado por Jesus, pelos seus discípulos e por todos os cristãos primitivos. Aos que discordam deste princípio estabelecido por Jesus, respondem simplesmente que ninguém que afirme seguir a Cristo tem jamais o direito de negar o exemplo dele, ou mesmo de dar a entender que estava errado.

[Nota(s) de rodapé]

a Tomo 1, página 551.

b Tomo 21, página 187.

c Tomo 1, página 366.

d Histoire Dogmatique, Tomo 1, página 223.

e Histoire Dogmatique, Tomo 1, página 236.

f Louis Réau, Iconographie de l’Art Chrétien, Tomo 1, página 240.

g Louis Réau, Iconographie de l’Art Chrétien, Tomo 1, página 241.

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