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  • Por que muitos não desejam mais o sacerdócio?
    Despertai! — 1972 | 8 de fevereiro
    • minou, ela mesma, o próprio alicerce para a fé e a crença? Será esta uma razão para o desapontamento da parte de muitos sacerdotes devido à posição que ela tomou em certas questões morais?

      Não Seguidos os Ensinos da Bíblia

      O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para persuadir, para corrigir e formar na justiça. Assim, o homem de Deus se acha provido de tudo e preparado para toda a boa obra.” (2 Tim. 3:16, 17, CBC) Não sugerem estas palavras do apóstolo Paulo que a Bíblia Sagrada devia ser a norma para o ensino e a ação corretos? Segundo isto, não ficaria a fé duma pessoa consideravelmente abalada se verificasse que os ensinos de sua religião não concordam com a Bíblia? Isto dá origem a ainda outra pergunta: Tem a Igreja Católica ensinado a verdade, conforme delineada na Bíblia, e tem sustentado a inspiração da Bíblia?

      Por séculos, os católicos e os membros de outras organizações religiosas têm sido ensinados que a alma é a parte imortal e espiritual do homem, que sobrevive à morte do corpo. Mas, é isto o que a Bíblia ensina? The New American Bible (trazendo o imprimatur do Cardeal Patriek O’Boyle, D.D., Arcebispo católico de Washington, D.C., EUA), em seu “Glossário de Termos Bíblicos de Teologia”, afirma sob a palavra “Alma”:

      “No Novo Testamento, ‘salvar a alma’ (Mar. 8:35) não significa salvar alguma parte ‘espiritual’ do homem, em oposição ao seu ‘corpo’ (no sentido platônico), mas a inteira pessoa, com ênfase no fato de que a pessoa é viva, desejando, amando e querendo, etc., em adição a ser concreta e física (cf. CORPO). Não há oposição ou diferença entre alma e corpo; são simplesmente meios diferentes de descrever a única e concreta realidade.”

      E, sob o título “Corpo”, lemos:

      “Na Bíblia, não é o oposto de alma, mas a inteira, concreta plenitude da pessoa humana, o homem como um todo. A distinção entre alma e corpo no sentido grego é estranha à Bíblia.”

      Parece-lhe estranho que a Igreja Católica tenha ensinado por séculos que a alma e o corpo não são a mesma coisa e, todavia, afirme que este não é um ensino da Bíblia? Não seria o caso de a incoerência entre o que tem sido ensinado e o que se acha realmente contido na Palavra de Deus contribuir para minar a fé de muitos? Se sempre creu que o homem tem uma alma imortal, como se sente depois de ler uma publicação oficial católica que admite não ser este um ensino bíblico? Faz com que fique pensando se lhe foram ensinadas muitas outras coisas que não estão em harmonia com as Escrituras Sagradas?

      Deve-se notar que, não só se ensinaram doutrinas que são admitidamente contrárias à Bíblia, mas até mesmo a inspiração da Bíblia foi posta em dúvida. Ao considerar pontos destacados pelo teólogo Hans Küng, escreveu recentemente Gregory Baum, O.S.A.:

      “No passado, consideramos a escritura como inarrável. Porque era a Palavra de Deus, a igreja não se dispunha a admitir quaisquer erros em suas páginas. Um modo mais crítico e histórico de encarar as coisas nos ensinou, contudo, que há muitos erros na Bíblia. Como os teólogos lidaram com este problema? Não diferençaram, na escritura, as partes que são inspiradas por Deus, e portanto, inerráveis, e as partes que não são inspiradas, e, portanto, possivelmente errôneas. Propuseram, antes, que toda a escritura é inspirada, que toda a Bíblia comunica a Palavra de Deus aos homens, apesar dos erros que encontramos nela e as concepções errôneas que as gerações futuras ainda descobrirão nela. Este conceito, de início, causou consternação e ira entre os católicos e até mesmo provocou reações negativas da hierarquia, mas por fim foi admitida pela igreja e se tornou sua posição oficial.”

      Em vista do que a Igreja Católica tem feito ao ensinar coisas abertamente admitidas por ela como sendo antibíblicas e agora até mesmo aceitando a idéia de que a Bíblia está cheia de erros, deve surpreender-nos que a Igreja Católica passe por uma crise, Seria diferente se ela seguisse o ensino bíblico e aderisse coerentemente a suas normas em tudo? Se tivesse feito isto, o celibato compulsório para os sacerdotes nem sequer seria uma questão, pois a Bíblia não apóia tal idéia.

  • ‘Felizes os misericordiosos — serão tratados com misericórdia’
    Despertai! — 1972 | 8 de fevereiro
    • “A Tua Palavra É a Verdade”

      ‘Felizes os misericordiosos — serão tratados com misericórdia’

      HÁ UM ditado que diz: “A virtude é sua própria recompensa.” Tal ditado é bem intencionado, pois quem é virtuoso com vistas a recompensa material não é realmente virtuoso. No entanto, a Palavra de Deus nos assegura de que Jeová Deus também recompensa a virtude, isto é a boa qualidade moral e as ações corretas. Com efeito, o apóstolo Paulo declara que, para agradar a Deus, temos de crer, não só que Ele existe, mas também que recompensa aqueles que fervorosamente o buscam. (Heb. 11:6) Jesus Cristo, o Filho de Deus, bateu na mesma tecla no seu Sermão do Monte, ao dizer: “Felizes os misericordiosos, porque serão tratados com misericórdia.” — Mat. 5:7.

      Para muitos, a palavra “misericórdia” só tem o sentido legal de não exigir a penalidade plena que a justiça exige. Assim, comutar uma pena de morte em prisão perpétua é considerado como ato de misericórdia. A Palavra de Deus amiúde usa “misericórdia” com esta conotação. Mas, “misericórdia” também tem outro sentido, o de mostrar bondade ou compaixão, consideração aos merecedores ou necessitados, e é com este significado que a palavra “misericórdia” é usada mais freqüentemente na Bíblia, tanto nas Escrituras Hebraicas como nas Gregas.

      Quando Jesus, em relação com sua parábola do Bom Samaritano, perguntou quem ‘se fez próximo do homem que caiu entre os salteadores’, responderam-lhe: “Aquele que agiu misericordiosamente para com ele.” É óbvio que a questão aqui não era de temperar a justiça com a tolerância, ou ser perdoador, mas, antes, a de se mostrar compaixão para com uma vítima do infortúnio, o homem que fora golpeado e roubado. (Luc. 10:36, 37) E, assim, repetidas vezes verificamos nos Evangelhos que as vítimas do infortúnio ou os necessitados suplicaram a Jesus que tivesse misericórdia deles, não tendo presente que ele os devia perdoar, que devia exigir menos justiça deles, mas que devia aliviar seus sofrimentos.

      Será que Deus deveras mostra misericórdia aos que são assim misericordiosos? Os fatos históricos mostram que aquilo que a Palavra de Deus afirma sobre isto é verdade. Notável exemplo de como Deus mostrou misericórdia, no sentido de compaixão para com alguém que demonstrou esta qualidade, é visto no registro bíblico de Tabita ou Dorcas. Conta-nos que “abundava em boas ações e nas dádivas de misericórdia” para com os pobres. Quando aconteceu cair doente e morrer, aqueles que se haviam beneficiado de suas misericórdias mandaram chamar o apóstolo Pedro. Ele, por meio do espírito santo de Deus, pôde trazê-la de novo à vida — certamente grande misericórdia para com ela. — Atos 9:3-43.

      Outro exemplo da aplicação das palavras de Jesus em Mateus 5:7 é visto no caso de Cornélio, oficial romano que vivia em Cesaréia. Era ‘devoto e temia a

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