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Lição para a atualidadeDespertai! — 1977 | 22 de outubro
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de Jerusalém, no primeiro século, assim também se cumprirão as profecias sobre o fim do atual sistema de coisas. Sim, temos toda razão de crer na fidedignidade da profecia bíblica e agir em conformidade com tal crença.
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Eu era pastor evangélicoDespertai! — 1977 | 22 de outubro
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Eu era pastor evangélico
O CENÁRIO religioso da Colômbia tem presenciado algumas mudanças bem pronunciadas nos anos recentes. A ampla maioria de meus concidadãos ainda professa a fé católica romana. Mas, poucos poderiam ser chamados de católicos fervorosos. Nas últimas décadas, tem-se observado cada vez maior número de pessoas passarem para outras religiões, inclusive os grupos fundamentalistas protestantes que sublinham a salvação pessoal em sua pregação.
Nos primeiros dezoito anos de minha vida, eu era um católico romano devotado. Ia diariamente à Missa, confessava e tomava a Comunhão duas ou três vezes por semana, e participava das cruzadas da Igreja, tal como a Cruzada do Sagrado Coração de Jesus. Em minha cidade natal de Armênia, Quindío, nossa família se tornou bastante amiga dos sacerdotes.
Por volta de 1945, um idoso casal evangélico se apresentou à nossa porta em busca dum local para passar a noite. Tinham com eles um exemplar da Bíblia, a primeira que vimos. Mamãe ficou tão interessada nela que ela manteve os visitantes acordados, falando sobre ela, quase até o romper do dia. Ela logo compreendeu que aquilo que sua igreja ensinava não estava em completa harmonia com a Palavra de Deus. Mamãe se tornou evangélica. Não demorou muito para que o papai e os demais de nós da família começássemos a pesquisar a Bíblia junto com ela.
Pouco imaginávamos o que aguardava alguém que, morando numa comunidade católica romana, deixasse a Igreja. Antigos amigos tornaram-se inimigos intolerantes. Quando morreu meu irmão caçula, o sacerdote recusou permissão para enterrá-lo no cemitério da Igreja. Visto não haver outro cemitério, não tivemos outro recurso senão o de enterrá-lo no nosso quintal dos fundos.
Um ano depois, quando mamãe morreu, passamos por uma experiência similar. “Por estudar a Bíblia”, disse o sacerdote do púlpito, “tal mulher não merece ser enterrada no campo santo. Qualquer espaço entre os pés de café servirá.” Essa espécie de tratamento não me fazia amar a igreja da minha juventude. Sendo-lhe recusada a permissão de sepultá-la no cemitério, papai, em desespero de causa, conversou com o coveiro, que então concordou em abrir o cemitério às três horas da madrugada. Assim, nessa hora antes do alvorecer, sem que o sacerdote soubesse, mamãe foi sepultada.
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