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  • Por que os bispos católicos tiveram de reunir-se?
    Despertai! — 1986 | 8 de julho
    • Muitos católicos esperavam que algumas questões, tais como o controle da natalidade, o celibato, e a ordenação de mulheres, fossem discutidas amplamente. Com efeito, receberam pouquíssima consideração, se é que alguma. Alguns bispos trouxeram à tona o amplo problema dos católicos divorciados que são impedidos de participar da Eucaristia. Um sacerdote de Nova Jersey, EUA, disse ao jornal The Toronto Star que, “se proibisse os divorciados e casados de novo de participar dos sacramentos, sua igreja ficaria quase que vazia”. Mas os bispos não apresentaram qualquer solução, e o problema não foi sequer mencionado no relatório final do sínodo.

      A questão principal parecia ser a unidade — como sanar a brecha surgida entre o papado e algumas conferências nacionais de bispos. Como escreveu Danièle Blain: “A busca da unidade perdida é, mais do que nunca, a ordem do dia.” (L’Actualité) Relacionada com a unidade, havia também a questão da Teologia da Libertação, que afirma que a Igreja deveria envolver-se nas lutas políticas e sociais dos oprimidos. Ela dividiu o clero católico nos anos recentes, e veio a ficar sob o ataque do bispo colombiano, Darío Castrillón Hoyos.

      Aconteceu que o sínodo não produziu nenhum confronto violento, e, pelo menos publicamente, o Papa evitou qualquer aparência de pressionar os bispos. Peter Nichols, correspondente do jornal The Times, de Londres, noticiou: “O Papa compareceu a todas as sessões plenárias do sínodo, mas, permaneceu em silêncio até o último dia. Fez também questão de levantar-se e deixar o salão quando se fazia uma votação. A votação foi secreta, mas ele queria evitar qualquer impressão de que procurava influenciar as opiniões.”

      Assim, os veículos noticiosos ficaram desapontados — os fogos de artifício teológicos provaram ser simples busca-pé molhado. Embora houvesse óbvias diferenças de opinião, evitaram-se os debates acirrados. É possível que o sínodo tenha sido resumido de forma otimista pela manchete da revista dos trabalhadores católicos italianos, Azione Sociale, que declarou: “Unidos, porém Diferentes.” Possivelmente indicando que havia evitado perigoso confronto, comentou The New York Times: “O relatório final do Sínodo notabilizou-se, pelo menos, tanto pelo que evitou como pelo que confrontou.”

      Como Influi nos Católicos?

      Pelo visto, o relatório do sínodo para os fiéis não foi um documento fácil de redigir. Uma comissão de cinco cardeais fez duas vezes um esboço, apenas para vê-lo rejeitado por pessimismo excessivo. Por fim, conseguiram a aprovação de uma terceira e mais positiva versão. E o que tem a oferecer aos católicos em geral?

      Um assunto de interesse vital é abrangido no subtítulo “A Palavra de Deus”. Declara: “Ouvindo a palavra de Deus com reverência, a Igreja tem a missão de proclamá-la com fé ([confronte com] Dei Verbum, 1). Por conseguinte, a pregação do Evangelho acha-se entre os principais deveres da Igreja, e, especialmente dos bispos, e, hoje em dia, assume a máxima importância ([confronte com] Lumen Gentium, 25).” Todavia, no Relatório do Sínodo, a Palavra de Deus, a Bíblia, que se acha disponível para a maioria das pessoas, só é citada sete vezes. Em contraste, encíclicas e documentos eclesiais, que só se acham disponíveis para uns poucos privilegiados, são citadas pelo menos 44 vezes, conforme ilustrado pela citação acima! Se a Bíblia é o raramente utilizada, como pode um documento desta natureza alcançar o coração dos católicos sinceros que realmente desejam saber qual é seu dever cristão?

      O documento também declara: “A evangelização é o primeiro dever, não só dos bispos, mas também dos sacerdotes e dos diáconos, deveras, de todos os cristãos.” Esclarece ainda mais o assunto: “A evangelização se dá através de testemunhas. A testemunha dá seu testemunho, não apenas com palavras, mas também por sua vida.”

      Apelamos para os católicos sinceros que arrazoem sobre isto. Quem, hoje em dia, está realmente atuando como testemunhas de Deus e de Cristo? Quem, hoje em dia, está evangelizando em todas as rodas da vida, tanto pela palavra como pela conduta? Quem, hoje em dia, apesar de sacrifícios, mesmo da vida e da liberdade, proclama o Evangelho, ou boas novas, do governo do Reino de Deus, por meio de Cristo? Quem visita regularmente a sua casa para lhe levar esta mensagem? Será seu sacerdote? Ou são as Testemunhas de Jeová? — Compare com Isaías 43:10, 12 e Atos 1:8.

      Ao passo que a Igreja Católica acha-se dilacerada pela dissensão e pela rebelião, motivadas pela teologia, pela política e pelas questões sociais, o verdadeiro Cristianismo tem de seguir as seguintes linhas mestras da Bíblia: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” “Exorto-vos agora, irmãos, por intermédio do nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos faleis de acordo, e que não haja entre vós divisões, mas que estejais aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar.” — João 13:35; 1 Coríntios 1:10.

      Evidentemente, tal unidade não existe nas fileiras divididas dos bispos “progressistas” e “conservadores” da Igreja Católica. A própria necessidade de reunir um sínodo ressaltou tal divisão.

  • Deve ser proibido fumar nos aviões?
    Despertai! — 1986 | 8 de julho
    • Deve ser proibido fumar nos aviões?

      O médico e advogado Lee S. Glass não faz muito tempo discutiu este tópico controversial num artigo da revista Newsweek.

      Relatou ele: “Quando conversei com um supervisor de manutenção sobre o fumo, ele me disse que era bastante custoso para as linhas aéreas. Todos aqueles quilos de fumo que se transformam em gramas de cinza não desaparecem simplesmente. Depois de depositar certa quantidade de suas substâncias carcinógenas nos pulmões do fumante, saem pelo sistema de ventilação, causando, nesse processo, o equivalente mecânico à aterosclerose. Essa fumaça provoca aderências na tubulação metálica, exatamente como causa aderências nas artérias do fumante, e precisa-se gastar muito para repor os sistemas em boas condições.” Então, por que as linhas aéreas toleram esta despesa desnecessária, quando banir o fumo lhes pouparia muito tempo e dinheiro? “O motivo de as linhas aéreas tolerarem tais custos”, declara Glass, “é que as rendas geradas pela venda de passagens a fumantes excedem o que seria economizado com a proibição do fumo”.

      Glass não concorda com tal argumento. Ele arrazoa que, a longo prazo, as pequenas perdas seriam recuperadas pelo apoio dado por não-fumantes, e por “toda organização antitabagista, desde Savannah até São Francisco”, EUA. Por fim, as companhias de aviação “contariam com os fumantes, que não estariam fumando, visto não haver nenhum lugar reservado para fumantes. Elas reduziriam significativamente seus custos de manutenção, visto que os ventiladores ficariam livres dos resíduos da fumaça. Elas dariam um passo significativo no aprimoramento da saúde nacional, e poderiam, indiretamente, ajudar algumas pessoas a deixar de fumar.”

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