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  • Estranha mistura de crenças na Bolívia
    Despertai! — 1978 | 22 de agosto
    • Estranha mistura de crenças na Bolívia

      Do correspondente de “Despertai!” na Bolívia

      DENTRE os aproximadamente cinco milhões de pessoas que vivem na Bolívia, cerca de dois milhões são índios aimarás e quíchuas. Embora professem o catolicismo, confundem os “santos” com os deuses adorados por seus ancestrais. Como é isto possível, quando a Igreja Católica já existe na Bolívia por cerca de quatro séculos?

      Em seu livro A Short History of Bolivia (Breve História da Bolívia), Robert Barton comenta a obra dos missionários católicos: “Começaram trabalhando para angariar grandes números de conversos, ao invés de tentarem fazer que o Cristianismo fosse compreensível aos nativos; com efeito, muitos pretendiam que existia uma semelhança entre seu próprio credo e as crenças supersticiosas dos bárbaros. Isto explica a mistura dos dois, que dura até os dias de hoje.”

      Esta “mistura dos dois” é claramente evidenciada no dia de Todos los Santos (Todos os Santos). Kip Lester e Jane McKeel em seu livro Discover Bolivia (Descubra a Bolívia) declaram: “Para o campesino [camponês], a festa de Todos os Santos é uma combinação da forma cristã de guarda destes Dias Santos e do culto prestado aos chullpas.” Os chullpas são as torres redondas de pedras não lavradas que são encontradas na bacia do Titicaca. São, supostamente, os túmulos originais dos chefes indígenas.

      É interessante que a Igreja Católica ajustou muitos outros costumes pagãos e os perpetuou sob o rótulo de cristãos. “O Dia de Finados” não se originou com o verdadeiro cristianismo. A respeito de suas raízes, lemos em Funk and Wagnalls’ Standard Dictionary of Folklore, Mythology and Legend (Dicionário Padrão de Folclore, Mitologia e Lenda, de Funk e Wagnalls): “Essencialmente, [o Dia de] Finados é a adaptação dum costume quase mundial de reservar parte do ano (usualmente a última parte) para os mortos. Os babilônios observavam uma Festa de Finados, mensal, em que sacrifícios eram feitos pelos sacerdotes.”

      Compreensivelmente, os cristãos primitivos não tinham nenhuma celebração em honra das “almas” dos mortos. Sabiam que as Escrituras inspiradas ensinam que “a alma que pecar, essa morrerá”. (Eze. 18:4, Versão Matos Soares, católica) Sim, avaliavam que os mortos estão realmente mortos, aguardando a ressurreição. — Atos 24:15.

      Outro exemplo da estranha mistura de crenças é a Diablada (Dança do Diabo). O livro Gate of the Sun, A Prospect of Bolivia (Porta do Sol, Uma Perspectiva da Bolívia) afirma o seguinte sobre ela: “Arraigada numa combinação de mito pagão e cristão, é interessante exemplo da dualidade que ainda permeia a vida cotidiana na Bolívia.”

      Segundo a tradição não-cristã da Bolívia, o Diabo vive nas minas e é o dono dos minerais e dos metais. Ele é invocado diariamente pelos mineiros, para protegê-los dos desmoronamentos. Na coreografia, os grupos da dança folclórica (representando todo nível da sociedade na cidade mineradora de Ouro) assumem o papel do Diabo, com máscaras e trajes altamente ornamentados. Suplicam à Virgen del Socavón, a Virgem da Mina, em favor próprio. Na mente católica, a virgem, naturalmente, é Maria.

      Apontando o envolvimento da Igreja Católica com a Dança do Diabo, comenta a obra Discover Bolivia: “Em aditamento às danças, muitos ritos religiosos são cerimonialmente realizados pelos Dançarinos do Diabo. Ao sopé da Colina de São Filipe, na famosa Igreja de Socavón, primeiro homenageiam a Virgem e oficiam missa em certas ocasiões específicas, durante e depois do Carnaval.”

      Pode-se ver pessoas vestidas de “Diabo” entrarem na capela católica e participarem na Comunhão servida por sacerdotes católicos. Ao entrarem na capela, os Dançarinos do Diabo se dirigem à Virgem de Socavón com as seguintes palavras: “Viemos do inferno suplicar-lhe a bênção, todos os seus filhos do Diabo, Mãezinha do poço da mina.” E, na última vez que entram na capela, oferecem sua oração de despedida do ano, como segue: “Como nas colinas de estanho, derrame a sua luz do sol, sobre nossos corações derrame as suas bênçãos. Não nos negue sua proteção, Divina Mãe de Deus, até o ano seguinte, Mãezinha! Até o ano seguinte, Adeus!”

      Comentando ainda mais o caráter duplo da Diablada, a autora Margaret Joan Anstee escreve: “A dualidade recebe nova contorsão quando, na época do Carnaval, o mineiro reafirma sua devoção à Virgem, por identificar-se com o personagem diabólico a quem reverencia o ano inteiro. Esta ambivalência não é excecional, mas é expressão especialmente notável do enfoque sincrético [a combinação de formas diferentes de crença ou prática] da religião, da parte dos índios andinos. A nova fé não suplanta a antiga. Nada é abandonado, mas os novos dogmas são absorvidos no arcabouço existente de crenças, e as duas se tornam tão interligadas que não mais é possível separá-las.”

      Muita gente talvez não se sinta especialmente perturbada com essa mistura estranha de crenças. A questão vital, porém, é: O que pensa sobre isso o Deus Todo-poderoso? O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Corinto: “As coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que vós tenhais sociedade com os demônios; não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” (1 Cor. 10:20, 21, Soares) “Não vos sujeiteis ao mesmo jugo que os infiéis. Pois, que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que sociedade entre a luz e as trevas? E que concórdia entre Cristo e Belial? Ou que de comum entre o fiel e o infiel?” — 2 Cor. 6:14, 15, Soares.

      Não ilustra esta mistura estranha de crenças na Bolívia que tais palavras inspiradas foram desconsideradas? Como, então, poderia Deus aprovar tal “mistura”? O Filho de Deus disse que seu Pai procurava pessoas que o ‘adorassem com espírito e verdade’. (João 4:23, 24) É evidente que as crenças mitológicas não-cristãs não são a verdade. Por isso, os que se apegam a elas não podem render adoração aceitável a Deus.

      Felizmente, contudo, graças à zelosa atividade das Testemunhas de Jeová, muitos bolivianos sinceros vieram a apreciar o ensino bíblico e a rejeitar as práticas não-cristãs. Acatam o conselho inspirado: “Saí do meio deles e separai-vos, . . . e não toqueis o que é impuro.” (2 Cor. 6:17, Soares) É isso também o que já fez ou planeja fazer?

  • Testemunho de um Dilúvio global
    Despertai! — 1978 | 22 de agosto
    • Testemunho de um Dilúvio global

      ● A Bíblia declara que Deus “não se refreou de punir um mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, junto com mais sete, quando trouxe um dilúvio sobre um mundo de pessoas ímpias”. (2 Ped. 2:5) Esses oito sobreviventes humanos eram o patriarca Noé, seus três filhos, e as esposas desses quatro homens. Eles, junto com os espécimes dos animais selvagens, dos animais domésticos, dos animais moventes e das criaturas voadoras, foram preservados numa gigantesca arca construída sob direção divina. Fora da arca, “toda a carne que se movia sobre a terra expirou, dentre as criaturas voadoras, e dentre os animais domésticos, e dentre os animais selváticos, e dentre os enxames de criaturas que pululavam na terra, bem como toda a humanidade”. — Gen. 7:11-23.

      ● Todavia, existe evidência geológica do Dilúvio? Existe, deveras, e há muito tem sido reconhecida por vários peritos. À guisa de exemplo, em 1761, Alexander Catcott, A. M., escreveu A Treatise on the Deluge (Tratado Sobre o Dilúvio), citando o que considerava prova desse cataclismo. Foi citado como afirmando: “Apelamos mais uma vez para a Natureza e descobrimos que há, até os dias de hoje, provas tão evidentes, tão demonstráveis, tão incontestáveis do Dilúvio sobre a face da terra . . . como se tivesse ocorrido no ano passado . . . Pesquise a terra; encontrará o alce americano, nativo da América, sepultado na Irlanda; elefantes, nativos da Ásia e da África, soterrados no meio da Inglaterra; crocodilos, nativos do Nilo, no coração da Alemanha; moluscos, jamais conhecidos nos mares norte-americanos, junto com esqueletos completos de baleias, na maioria das regiões interioranas da Inglaterra; árvores de vastas dimensões, com suas raízes e seus topos, e algumas também com folhas e frutos, no fundo de minas.”

      ● Os estudiosos da Bíblia, contudo, não baseiam sua crença num dilúvio global na evidência da Geologia. Aceitam as Escrituras Sagradas como a veraz Palavra de Deus. (1 Tes. 2:13) Todavia, é interessante observar que eminentes eruditos encontraram, por toda a terra, caraterísticas que eles aceitam como testemunho de um dilúvio global.

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