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Novo prédio para a obra cultural no MéxicoDespertai! — 1974 | 8 de dezembro
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adquirido em 1938 e ampliado em 1945 e 1962, não podia satisfazer as demandas da impressão e expedição de publicações editadas pelas testemunhas de Jeová no México. Também os planos governamentais de construção de estrada exigiam a demolição da antiga estrutura.
Uma característica muito incomum deste projeto de prédio foi o número de pessoas que ofereceram-se para trabalhar nele; mais de 90% do trabalho foi feito gratuitamente. Testemunhas de toda a parte do país, e até alguns visitantes estrangeiros, doaram seu tempo, sua energia e perícias para erguer o novo prédio.
Entre as 3.379 pessoas presentes ao programa de dedicação se achava a equipe da sede do México, mais de 250 dos trabalhadores voluntários, vários superintendentes de congregações da Cidade do México, e muitos convidados. Iniciando o programa, o administrador de La Torre del Vigia de México, A. C. (sociedade legal das testemunhas de Jeová no México) falou sobre o êxito da obra cultural feita pelas Testemunhas ali durante os últimos trinta anos. Observou que, desde 1946, ensinaram 46.468 pessoas a ler e escrever, e ajudaram milhares a deixar uma forma imoral de vida.
O destaque do programa foi um discurso de N. H. Knorr, presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados dos EUA. Apontou que o novo prédio será ‘usado para ajudar o povo do México a aprender sobre os arranjos de Deus para abençoar a humanidade. Sublinhou a necessidade de todos cultivarem o apreço pelas coisas que Deus lhes provê para ajudá-los. “Muitos”, disse Knorr, “não sentem real apreço pelas coisas que recebem. Para eles, a expressão ‘Obrigado’ nada mais é que formalismo. Isto não devia acontecer conosco. Temos de ter presente que ‘apreciar’ significa estimar altamente algo, considerá-lo de grande valor. Consideremos tudo que recebemos de Jeová desse modo!”
O programa de 19 de abril foi repetido no dia seguinte a fim de habilitar a maioria dos envolvidos no projeto a assisti-lo. Quando terminou, todos se foram revigorados e alegres por terem participado numa obra realmente benéfica.
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Estão seus entes queridos no purgatório?Despertai! — 1974 | 8 de dezembro
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Qual É o Conceito da Bíblia?
Estão seus entes queridos no purgatório?
QUASE todo mundo já perdeu entes queridos na morte. É provável que também tenha passado por esta experiência desagradável. Nesse caso, com certeza ficou imaginando sobre a condição dos mortos e se há qualquer esperança de vê-los vivos de novo.
Se for católico-romano, provavelmente lhe foi ensinado que muitos dos mortos se acham agora no “purgatório”. The Catholic Encyclopedia for School and Home (Enciclopédia Católica Para a Escola e o Lar; 1965) define o purgatório como “lugar ou estado em que algumas almas são detidas por algum tempo depois da morte, antes de entrarem no céu. . . . [É] um estado de punição temporária para aqueles que, morrendo na graça de Deus, não estão ainda inteiramente livres dos pecados veniais ou não pagaram ainda a satisfação devida a pecados passados perdoados.” Diz-se que os no purgatório com certeza por fim atingirão o céu.
As autoridades católicas usualmente afirmam que a punição no purgatório é dupla: a dor da perda e a dor do sentido. Por dor da perda querem dizer que as almas no purgatório sofrem devido a estarem separadas de Deus, não podendo contemplá-lo diretamente. Quanto à “dor do sentido”, aponta a New Catholic Encyclopedia: “Na Igreja Latina, tem-se geralmente mantido que esta dor é imposta pelo fogo real.”
A Igreja Católica Romana sustenta, segundo um decreto de seu Concílio de Florença (1438-1445 E. C.), que os detidos no purgatório “são beneficiados pelos sufrágios dos fiéis vivos, a saber: o sacrifício da Missa, orações, esmolas e outras obras piedosas”. Muitos católicos sinceros gastaram consideráveis somas em prover estes “sufrágios” para os que acreditam estar no purgatório.
Sofrem seus entes queridos no purgatório? Examinemos o assunto à luz de traduções católicas da Bíblia e de recente erudição católica.
Muitos escritores católicos insistem que a doutrina do purgatório, embora não diretamente mencionada, e pelo menos subentendida na Bíblia. A principal passagem que citam é 2 Macabeus 12:38-46, que fala de Judas Macabeu enviar prata a Jerusalém a fim de prover sacrifícios para os soldados judeus que sucumbiram à idolatria e morreram em batalha. O versículo 46 conclui: “Por isso, mandou oferecer o sacrifício expiatório, para que os mortos fossem absolvidos do pecado.” — Pontifíco Inst. Bíblico, vers. 45.
No entanto, os livros dos Macabeus se acham entre os “apócrifos” e jamais foram incluídos pelos judeus no cânon das Escrituras inspiradas, e a eles “foi confiada a palavra de Deus”. (Rom. 3:2, Hoepers) E, o versículo 43 mostra que Judas “tinha em consideração a ressurreição”, e não o purgatório. Compreendendo isto, os tradutores da New American Bible (que são membros da Associação Bíblica Católica dos EUA) admitem numa nota marginal que a crença de Judas “não era bem a mesma que a doutrina católica do purgatório”. A New Catholic Encyclopedia (1967) admite: “Em última análise, a doutrina católica do purgatório se baseia na tradição, e não na Escritura Sagrada.”
Concorda esta tradição com a palavra escrita de Deus? A idéia do purgatório presume que o homem tenha alma imortal distinta do corpo e que continua a existir após a morte do corpo. Mas, ensina isso a Bíblia?
Stanley B. Marrow, sacerdote jesuíta católico-romano e perito bíblico, escreve: “A noção de a alma sobreviver após a morte não é prontamente discernível na Bíblia. O próprio conceito da alma humana não é o mesmo no V[elho] T[estamento] que na filosofia grega e moderna.” The New Catholic Encyclopedia indica que “apenas com Orígenes [c. 184 — c. 253 E.C.] no Oriente e S. Agostinho [354-430 E.C.] no Ocidente, é que a alma foi estabelecida como substância espiritual e conceito filosófico formado por sua natureza”. A mesma obra de referência conta-nos que Tomás de Aquino [c. 1225-1274 E.C.] desenvolveu mais a doutrina católica romana sobre a alma humana, fazendo uso da “fórmula aristotélica”. Assim, o conceito católico da alma se deriva essencialmente da filosofia grega, e não da Palavra de Deus.
O que ensinam as Escrituras sobre a alma humana? O que acontece a ela na morte? Stanley Marrow comenta: “A alma no V[elho] T[estamento] significa, não uma parte do homem, mas o homem inteiro — o homem como ser vivente. Similarmente, no N[ovo] T[estamento] significa vida humana; a vida dum indivíduo, duma pessoa consciente.”
Naturalmente, se a alma significa “não uma parte do homem, mas o homem inteiro”, é claro que, quando o homem morre, a alma morre. Assim, em Ezequiel 18:4, a Versão Soares, católica, declara: “A alma que pecar, essa morrerá.” Estão as almas mortas cônscias de algo? Podem sentir a dor que se diz existir no purgatório? Eclesiastes 9:5, 10, responde: “Os mortos não sabem nada, . . . não há atividade, nem razão, nem cognição, nem sabedoria entre os mortos [hebraico seol, a sepultura comum da humanidade], para onde vais.” (PIB) Quão confortador para os que ainda vivem na terra é saber que seus entes queridos mortos não sofrem de nenhuma forma!
Mas, além disso, a Bíblia apresenta a esperança duma ressurreição para os mortos. (João 5:28; Atos 24:15) Isto não significa simplesmente uma “ressurreição do corpo”, a ser reunido com a alma imaterial e imortal, pois, conforme vimos, a Bíblia não divide o homem dessa forma. Comentando o real significado de ressurreição, a New Catholic Encyclopedia afirma:
“A noção bíblica da ressurreição não é de forma alguma comparável à idéia grega de imortalidade. . . . No arcabouço bíblico de idéias, a pessoa inteira cai no poder da morte; e, se houver qualquer possibilidade de libertação de seu poder, então a formulação de tal possibilidade não teria de ser em termos da imortalidade natural da alma, mas na afirmação duma crença num livramento sobrenatural da pessoa inteira do domínio implacável da morte.” [O grifo é nosso.]
Para que lugar serão ressuscitados os mortos? Um número limitado, “cento e quarenta e quatro mil que foram resgatados da terra” participarão da “primeira ressurreição, que significará que irão para o céu, onde “serão sacerdotes de Deus e de Cristo: reinarão com ele por mil anos”. (Apocalipse [Revelação] 14:3; 20:5, 6, tradução do Centro Bíblico Católico) No entanto, a maioria dos mortos humanos voltarão à vida bem aqui na terra, tendo a oportunidade de continuar vivos para sempre no paraíso restaurado pela terra toda. — Rev. 20:11-13; Sal. 37:11, 29 [36:11, 29, Soares, CBC]; Luc. 23:43; Rev. 21:3, 4; 1 Cor. 15:50.
Não, seus entes queridos falecidos não sofrem no purgatório, mas estão inconscientes, aguardando a ressurreição. Esta esperança se torna ainda mais grandiosa no sentido de que a cronologia e a profecia bíblicas indicam que o reinado milenar de Cristo, durante o qual bilhões de humanos já falecidos retornarão à vida na terra, começará nesta geração. — Mat. 24:3-14, 34; Rev. 6:1-8.
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Observando o MundoDespertai! — 1974 | 8 de dezembro
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Observando o Mundo
Frutos da Educação
◆ A educação, diz-se às vezes, solucionará os problemas da humanidade. Mas, que folha de serviços apresentam os sistemas educacionais do mundo? Uma resposta emana do educador Rolf A. Weil, presidente da Universidade Roosevelt, de Chicago, EUA, que afirma: “Vemos as mesmas forças destrutivas da nacionalista política de poder e dos preconceitos religiosos e étnicos que afligiram a humanidade por toda a história. . . . por toda a história, a educação formal usualmente tornou o homem mais competente e perito, apenas ocasionalmente o tornou mais sábio, mas, praticamente, nunca o tornou melhor, segundo padrões éticos ou religiosos.” Por quê? Porque não foram motivados por genuíno desejo de conhecer e fazer a vontade de Deus.
Problemas Familiares Judaicos
◆ De 1900 a 1965, o número de judeus dos EUA que se casaram com não-judeus subiu de 1 em cada cem para 1 em cada 10. Agora, um em cada 3 fazem isso. O principal rabino inglês, temendo a extinção dos judeus, afirma: “O pior câncer é o do tipo indolor . . . O casamento misto é tal flagelo.” A Junta de Rabinos de Nova Iorque votou expulsar os colegas que realizassem casamentos mistos, e seu presidente afirma que, a fim de manter em crescimento a comunidade; judaica “três filhos devem ser o mínimo para as famílias judaicas . . . mas quanto maiores, melhor”. Será religiosa esta preocupação pela sobrevivência? Tipicamente, uma judia australiana afirma que seu marido ateu “se sentiria muito aborrecido se seus filhos não se casassem com judeus. Mas, não é de forma alguma por qualquer sentimento religioso”.
População e Alimentos
◆ As nações africanas aumentaram a produção de alimentos em cerca de 22 por cento desde o início da década de 1960. Então, por que há fome? Uma razão é que o aumento populacional baixou o consumo já inadequado de alimentos per capita em 5 por
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