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Jovens cuidem da sua espiritualidadeA Sentinela — 1965 | 1.° de março
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jovens, preferem pedir dispensa para seus filhos, ao invés de se arriscarem a deixá-los ficar contaminados com práticas idólatras. É responsabilidade dos seus pais em união com o Senhor fazer decisões no tocante a este e a outros assuntos, visando os seus melhores interesses espirituais.
Durante os seus anos escolares, surgirão problemas, e, quando surgirem, pergunte a si mesmo que princípio bíblico se aplica. Daí, consulte seus pais em união com o Senhor a fim de verificar se chegou à decisão que manterá a sua espiritualidade. Poderá também consultar o superintendente da sua congregação, o qual terá prazer de ajudá-lo a aplicar os princípios bíblicos e manter a sua espiritualidade.
Portanto, considere plenamente as suas obrigações cristãs e, quando estiver na escola ou em qualquer outra parte, governe seu proceder pela Palavra de Deus. Depois das horas escolares, tenha presente que não é como os jovens irrequietos que não têm nenhum propósito na vida, mas que são deixados às soltas. Como cristão, é diferente. Ora, até um jovem em idade escolar que mora numa fazenda usualmente tem que ir prontamente para casa depois da escola, a fim de cuidar dos deveres que seu pai lhe deu para realizar. Portanto, o mesmo se dá com o cristão, pois seu Pai celeste lhe tem dado responsabilidades. Ao passo que cuidar das mesmas exige a negação de si mesmo com respeito às coisas do mundo, isto é proteção; ademais, abre caminho às maiores riquezas, a muitos privilégios em relação com o ministério cristão, e à vida interminável na gloriosa nova ordem de Deus.
Com tais grandes perspectivas adiante de vocês, cuidem da sua espiritualidade como se a própria vida dependesse disso. E com toda a certeza depende disso!
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Conversa franca sobre Nicéia e a trindadeA Sentinela — 1965 | 1.° de março
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Conversa franca sobre Nicéia e a trindade
O CONHECIDÍSSIMO escritor e historiador H. G. Wells tinha idéias muito definidas a respeito da doutrina da trindade. Em seu livro God the Invisible King (Deus, o Rei Invisível), ele delineou a sua própria crença religiosa e por que rejeitava a Trindade. No prefácio, observa: “O escritor é de opinião que o Concilio de Nicéia, que forçosamente cristalizou as controvérsias de dois séculos e formulou o credo em que se baseiam todas as igrejas cristãs existentes, foi uma das reuniões religiosas mais desastrosas e menos veneráveis de todas.”
Sim, foi ali que começou toda a dificuldade, considerou H. G. Wells, e qualquer pessoa que erguesse a voz em protesto não teria nenhuma oportunidade. Acrescenta: “A destruição sistemática de todos os escritos heréticos, feita pelos ortodoxos, não tinha nenhuma das qualidades da convicção honesta que é possuída pelos que têm verdadeiro conhecimento de Deus; foi uma algazarra das dissensões que, se permitidas resolver-se, teriam estragado bons negócios.” O Imperador Constantino liderou nisto, porque ele queria um império unido, a qualquer preço.
Mas, se isto for verdade, como poderia tal ludíbrio persistir através dos séculos, até hoje? Diz Wells: “Ampla maioria dos que possuem e repetem os credos cristãos os adotaram tão insensivelmente, desde a meninice irrefletida, que só de maneira leve entendem a natureza das declarações a que dão apoio. Falarão e pensarão tanto de Cristo como de Deus de modo redondamente incompatível com a doutrina da deidade Trina em que descansa, teòricamente, a inteira estrutura de todas as igrejas.”
Era a firme crença de H. G. Wells de que não havia maior pedra de tropeço para se entender a Deus do que a trindade. Desviou-se dela com o comentário: “Pela fé, dissemos a respeito desse empalhado espantalho da divindade, esse incoerente acúmulo de noções teológicas antigas, a deidade de Nicéia: ‘Certamente que isso não é Deus algum.’”
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