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O que reserva o futuro para seu filho?A Sentinela — 1976 | 1.° de fevereiro
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a todos, jovens e idosos, que querem ‘procurar a Jeová, a justiça e a mansidão’. A fim de acatar estas ordens’ terá de achar tempo para si, a fim de aprender o que Deus exige de sua pessoa, e então aplicar na sua vida diária aquilo que aprende. Atualmente, cerca de dois milhões de testemunhas cristãs de Jeová ajudam outros a fazer exatamente isso, e, a seu pedido, as Testemunhas que moram na sua própria vizinhança terão prazer em prestar-lhe tal ajuda.
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“Persisti em fazer isso em memória de mim”A Sentinela — 1976 | 1.° de fevereiro
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“Persisti em fazer isso em memória de mim”
UMA vez por ano, na data bíblica de 14 de nisã, na noite da Páscoa, o povo dedicado de Jeová, em todas as partes da terra, reúne-se em harmonia com a ordem de Jesus: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Luc. 22:19; Êxo. 12:2-6) É correto que se comemore a Refeição Noturna do Senhor nesta verdadeira noite da Páscoa, anualmente, após o pôr do sol, na comunidade de cada um.
Quem é convidado para estar presente? Certamente estarão presentes os poucos do restante dos ungidos pelo espírito, de Jeová, mas também todos os da crescente “grande multidão”, que têm esperanças terrestres, são cordialmente convidados a estar presentes, bem como todos os que começam a familiarizar-se com as provisões de Jeová. (Rev. 12:17; 7:4, 9) Trata-se duma ocasião de formalismo ritual ou misticismo? Definitivamente que não. Antes, este aniversário, envolvendo os emblemas simbólicos de pão e vinho, traz a mente e ao coração dos presentes o que Jesus Cristo fez por eles há dezenove séculos atrás e o que tudo isso significa para eles hoje e para um futuro infindável. — 1 Cor. 11:23-26.
Como se calcula esta data importante? No primeiro século, Jesus e os primitivos cristãos aceitaram o cálculo da data de 14 de nisã (que começava ao pôr do sol) conforme determinado pelo sacerdócio judaico no templo em Jerusalém. É digno de nota que Jesus celebrou a refeição pascoal em 14 de nisã, conforme ordenado na lei de Moisés. (Êxo. 12:6-8; Lev. 23:5; Mat. 26:18-20) Não comeu a refeição pascoal em 15 de nisã, conforme fazem hoje muitos judeus. Depois da destruição do templo em 70 E. C., os próprios cristãos tinham de calcular a data da Páscoa de 14 de nisã.
No tempo em que o imperador romano Constantino fez do cristianismo apóstata a religião estatal (325 E. C.), o Concílio de Nicéia ordenou que a celebração da Páscoa sempre ocorresse no domingo que seguisse logo após a lua cheia no dia do equinócio da primavera (vernal; do hemisfério setentrional) ou logo depois. A data deste equinócio costuma ser 21 de março. Se o décimo quarto dia a partir da lua nova, considerado como sendo o dia da lua cheia, caísse num domingo, a celebração da Páscoa era transferida para o domingo seguinte. Isso devia evitar a coincidência com os judeus e a minoria dos cristãos chamados de quarto-decimanos, que ainda a celebravam em 14 de nisã. Deste modo, a cristandade veio a ter a sua “Quinta-feira Santa” sempre numa quinta-feira, para comemorar a Última Ceia de Jesus, e sua “Sexta-feira Santa” sempre numa sexta-feira, para comemorar a morte dele.
Pelo menos por volta de 1880, os adoradores ungidos de Jeová haviam-se afastado da prática da cristandade, de celebrar a Refeição Noturna do Senhor diversas vezes por ano, e observavam-na apenas em 14 de nisã, após o pôr do sol. A partir de então, até 1919, os cristãos ungidos aceitavam as datas estabelecidas pelo calendário judaico para determinar o 14 de nisã. Apercebiam-se de que o calendário judaico alistava a “Páscoa” em 15 de nisã, após o pôr do sol. Não obstante, estes cristãos ungidos providenciavam celebrar a Refeição Noturna do Senhor na noite de 14 de nisã, assim como fez Jesus. Ainda assim, esses cristãos usavam o calendário judaico ao aceitarem o cálculo do mês de nisã de cada ano.
O moderno calendário judaico calcula o começo do seu mês de nisã pela lua nova astronômica. Entretanto, usualmente leva dezoito horas ou mais até que a primeira fatia do crescente da lua nova se torne visível em Jerusalém. Cada ano, nos tempos recentes, o corpo governante das testemunhas de Jeová calculou a própria lua nova que se torna visível em Jerusalém, que era a maneira em que se calculava o primeiro de nisã nos tempos bíblicos. Por este motivo, muitas vezes houve uma diferença de um ou dois dias entre a data da Comemoração das testemunhas de Jeová e a data de 14 de nisã segundo o moderno calendário judaico.a
Segundo nosso atual método de cálculo, a data da Comemoração é aproximadamente a da lua cheia mais próxima do equinócio da primavera (do hemisfério setentrional, que é a do outono no hemisfério meridional). Por exemplo, em 1975, a data da Comemoração, calculada em quatorze dias depois da lua nova (mais próxima do equinócio da primavera) visível em Jerusalém, caiu na quinta-feira, 27 de março, após o pôr do sol. Apropriadamente, houve também lua cheia na quinta-feira, 27 de março de 1975. A data da Comemoração em 1976, calculada pelo nosso método atual, cai na quarta-feira, 14 de abril, após o pôr do sol. A lua cheia também ocorre nesta mesma data. Portanto, no futuro, se alguns do povo de Jeová estiverem fora do contato com o corpo governante, podem calcular a data da Comemoração com bastante exatidão com os seus calendários locais, que indicarão a primeira lua cheia após o equinócio da primavera (do hemisfério setentrional). A celebração deverá então ocorrer após o pôr do sol do dia em que há lua cheia.b
O que deverá fazer se ocorrer uma emergência na noite da Refeição Noturna do Senhor? O que se fará se houver um temporal violento ou outro distúrbio grande que impossibilita que a congregação local se reúna no tempo designado? Em tais casos, seria bom que os irmãos se reúnam em pequenos grupos de bairro ou em grupos familiares, se necessário. Assim estarão reunidos para serem lembrados do significado dos emblemas da Comemoração, de pão sem fermento e vinho. Em tais ocasiões de emergência, um dos irmãos dedicados (ou uma irmã dedicada, se não houver irmão presente) poderá considerar brevemente as narrativas bíblicas de Mateus 26:17-30; Lucas 22:7-23, 28-30; e 1 Coríntios 11:20-31. Se a congregação tiver de reunir-se em grupos pequenos, então o número conjunto dos que assistiram aos grupos pequenos poderá ser enviado como relatório da assistência da congregação inteira.
Quanto aos emblemas, certamente se deverá fazer todo esforço para cuidar de que aos do restante de ungidos sejam servidos o pão e o vinho, mesmo que
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