-
O “canal do Panamá” da EuropaDespertai! — 1977 | 8 de agosto
-
-
pelo canal são deveras panorâmicos. Pouco antes de elevarmos às eclusas, vemos grandes propriedades com suas mansões abrigadas em ambientes semelhantes a parques. Isto nos recorda uma era do passado em que os cavaleiros e os nobres possuíam essa região. Logo depois, contudo, margens pavimentadas de tijolos, silos, guindastes, tanques de petróleo e pontes nos dizem que chegamos a Kiel-Holtenau, o fim de nossa viagem pelo canal.
Centenas de veleiros saúdam nossos olhos, pois Kiel é conhecida como a meca dos entusiastas por veleiros. Ver velas brancas misturadas com coloridas velas ponteiras, chamadas velas de fortuna, serve como agradável fim de nossa viagem pelo famoso “Canal do Panamá” da Europa.
-
-
Quando se estabeleceu o conteúdo da Bíblia?Despertai! — 1977 | 8 de agosto
-
-
Quando se estabeleceu o conteúdo da Bíblia?
“A IGREJA Católica”, escreveu certo sacerdote a uma senhora que estudava a Bíblia com as testemunhas cristãs de Jeová, “decidiu de uma vez para sempre todo o conteúdo e a interpretação da palavra de Deus”. Sua declaração estava de pleno acordo com a Nova Enciclopédia Católica (em inglês), que declara: “Segundo a doutrina católica, o critério aproximado do cânon bíblico é a decisão infalível da Igreja. Esta decisão não foi feita senão em época um tanto posterior da história da Igreja (no Concílio de Trento).” — Vol. 3, p. 29.
O Concílio de Trento foi realizado no século dezesseis. Será que a fixação do conteúdo da Bíblia realmente teve de esperar até essa data tardia?
Jesus Cristo e seus discípulos do primeiro século certamente não tiveram problemas de determinar que livros eram inspirados por Deus. Como seus concidadãos, Jesus Cristo aceitava as três divisões básicas do que é atualmente chamado, de modo comum, de “Velho Testamento” — a Lei, os Profetas e os Salmos — como a Palavra de seu Pai. Depois de sua ressurreição, por exemplo, disse ele a dois de seus discípulos: “Estas são as minhas palavras que vos falei enquanto ainda estava convosco, que todas as coisas escritas na lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos, a respeito de mim, têm de se cumprir.” (Luc. 24:44) As Escrituras Gregas Cristãs (ou “Novo Testamento”) usam expressões tais como “as Escrituras”, as “sagradas Escrituras” e “os escritos sagrados” (Atos 18:24; Rom. 1:2; 2 Tim. 3:15) Estas eram, obviamente, denominações que tinham significado específico para as pessoas que então viviam. O que eram tais “sagradas Escrituras” certamente não continuaram em dúvida até o tempo em que os clérigos afirmaram tê-las definido, no século dezesseis.
É digno de nota que o Concílio de Trento não acompanhou Jesus Cristo e seus primeiros discípulos em aceitar somente os livros do estabelecido cânon das Escrituras Hebraicas. Tal concílio aceitou livros apócrifos. Estes eram livros sobre os quais o erudito Jerônimo, tradutor da Vulgata latina, escreveu a certa senhora, em relação à educação de sua filha: “Todos os livros apócrifos devem ser evitados; mas, se ela quiser alguma vez lê-los, . . . deve ser informada de que não são as obras dos autores por cujos nomes se distinguem, que eles contêm muitas falhas e que é uma tarefa que exige grande prudência, achar ouro no meio do barro.”
Ao declarar que certos livros apócrifos ou deuterocanônicos formavam parte do cânon da Bíblia, o Concílio de Trento também desconsiderou as palavras do apóstolo Paulo: “Foi [aos judeus] que foram confiados os oráculos de Deus.” — Rom. 3:2, A Bíblia de Jerusalém, católica.
Que dizer das Escrituras Gregas Cristãs? Os escritos que constituem essa parte da Bíblia eram aceitos como inspirados desde o início. Naquele tempo havia cristãos que tinham os dons miraculosos de discernir declarações inspiradas. (1 Cor. 12:10) O apóstolo Pedro podia, por conseguinte, classificar as cartas do apóstolo Paulo junto com o restante das Escrituras inspiradas. Lemos: “ Assim como vos escreveu também o nosso amado irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando destas coisas, como faz também em todas as suas cartas. Nelas, porém, há algumas coisas difíceis de entender, as quais os não ensinados e instáveis estão deturpando, assim como fazem também com o resto das Escrituras.” — 2 Ped. 3:15, 16.
Esta fixação logo de início do cânon das Escrituras Gregas Cristãs também é confirmada pelas listas dos livros inspirados que datam do segundo ao quarto século E. C.
Em última análise, então, cada livro da Bíblia foi aceito como inspirado pelos crentes desde o próprio início. Quando terminou a escrita da Bíblia no primeiro século E. C., nada quanto à sua canonicidade ficou para ser determinado séculos mais tarde.
-