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Cumprindo meu propósito na vidaA Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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que levamos meses para a viagem, mas as estações ali eram naturalmente as opostas às dos Estados Unidos.
Achamos Buenos Aires uma cidade moderna e limpa de aproximadamente quatro milhões de habitantes, com trens subterrâneos e outros meios modernos de transporte. Sendo uma cidade cosmopolita, o trabalho de porta em porta era tanto mais interessante, visto que nunca sabíamos que tipo de pessoas íamos encontrar na próxima casa.
Pouco depois de chegarmos a Buenos Aires, assistimos à nossa primeira assembléia e chegamos a conhecer muitos de nossos irmãos argentinos. Encontramos ali grande necessidade de missionários, pois a seara era grande e os trabalhadores poucos em comparação. Quando chegamos, havia ali cerca de mil publicadores ativos em todo o país. Agora, quase doze anos depois, há cerca de 7.000.
Nossa próxima assembléia foi por ocasião da visita do irmão Knorr, em princípios de 1949. Esta foi interrompida pela polícia, que levou centenas de nós para a cadeia até se fazerem investigações. Todas as nossas assembléias públicas foram então proscritas e as portas de todos os Salões do Reino foram fechadas. Não obstante, Jeová, o Todo-poderoso, continuou a prosperar os nossos esforços, e tem havido um contínuo aumento no número de publicadores, ano após ano.
Todas as nossas reuniões tinham de ser realizadas em lares particulares, onde estudávamos juntos em dez ou quinze. Era mais como reunião familiar e nos sentíamos à vontade para participar. Eu fui designada dirigente de um destes grupos, o que significava responsabilidade adicional, e eu era grata a Jeová por ter sido usada.
Depois de estar na Argentina por quase cinco anos, fiz pela primeira vez uma nova visita aos Estados Unidos. Isto foi em 1953, para assistir à Assembléia da Sociedade do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová, que foi internacional. Foi um acontecimento muito agradável. Tive também o privilégio de estar na Assembléia Internacional da Vontade Divina de 1958. Ao voltar para a Argentina, fui designada com mais três missionárias para trabalhar na cidade de Salta, perto da fronteira boliviana. Somos muito felizes nesta designação e temos visto um aumento constante aqui, tanto em números como na madureza da pequena congregação, que já estava formada quando chegamos.
Olhando para trás, posso dizer realmente que os meus dezessete anos de serviço missionário valeram o custo. Apesar de dificuldades que tivemos às vezes, ainda temos a paz de Deus, que excede todo o entendimento. (Fil. 4:7) Fiel à sua promessa, Jeová ‘abre as janelas do céu, e derrama uma bênção, até que não haja mais lugar para recebê-la’. — Mal. 3:10, NA.
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“Alma de cinco dólares”A Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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“Alma de cinco dólares”
Certa igreja em Clarksville, Tennessee, E. U. A., realizou recentemente uma reunião de reanimação oficiada por um evangelista visitante do Texas. Cada pessoa, ao entrar, recebeu um pedacinho de sola de sapato. Quando começou o culto, os crentes foram informados de que a sola [palavra que em inglês é de pronúncia parecida à de alma] representava a alma deles, e que, se davam valor à sua alma, bastava embrulhar o pedaço de sola de sapato numa nota de 5 dólares e colocá-lo no prato de coleta — outra evidência de que os falsos pastores estão atualmente empenhados em tosquiar as ovelhas em vez de apascentá-las.
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