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Torne-se zeloso por JeováA Sentinela — 1969 | 1.° de fevereiro
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transformar sua mente e personalidade nas de Cristo. Sua vida diária é saturada de zelo por Jeová. Neles se cumprem as palavras do apóstolo Paulo: “Não mais [andais] assim como também as nações andam na improficuidade das suas mentes, ao passo que estão mentalmente em escuridão e apartados da vida que pertence a Deus, por causa da ignorância que há neles, por causa da insensibilidade dos seus corações. Tendo ficado além de todo o senso moral, entregaram-se à conduta desenfreada para fazerem com ganância toda sorte de impureza. Mas vós não aprendestes que o Cristo seja assim, se é que o ouvistes e fostes ensinados por meio dele, assim como a verdade está em Jesus, de que deveis pôr de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os seus desejos enganosos; mas que deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e que vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” — Efé. 4:17-24.
19. Que perguntas nos vemos obrigados a fazer, e onde se encontrarão as respostas às nossas perguntas?
19 Mas, onde se encontra hoje tal zelo num mundo de agitação religiosa? Quem, hoje em dia, nesta era da ciência, deseja ser zeloso por Jeová? Que pessoas estão dispostas a pôr de lado o velho modo fácil de viver desenfreadamente num mundo de moral em colapso, de crime e de rebelião, a favor duma nova personalidade? Que prova há de que existe genuíno zelo religioso por Jeová na terra? O artigo que segue responderá a estas e a outras perguntas oportunas.
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Atiça seu zelo os seus irmãos?A Sentinela — 1969 | 1.° de fevereiro
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Atiça seu zelo os seus irmãos?
“O vosso zelo tem atiçado a maioria deles.” — 2 COR. 9:2.
1, 2. Que eventos provam que as pessoas ainda têm capacidade de ter zelo?
EM ANOS recentes, especialmente desde a Segunda Guerra Mundial, o entusiasmo pelas instituições religiosas da cristandade tem diminuído perceptivelmente, especialmente entre os jovens do mundo. Bancos vazios nas igrejas são abundantes, ao passo que os estádios esportivos têm estado superlotados, com multidões-recordes aos sábados e domingos, dias geralmente reservados, na cristandade, para a adoração de Deus. Os fãs dos esportes, muitos deles freqüentadores de igrejas, enfrentam o mau tempo e toda espécie de inconveniências, muitas vezes viajando grandes distâncias e pagando preços exorbitantes para assistir aos jogos. Estimulam seus times à vitória ou os consolam na derrota.
2 Alguns fãs juvenis podem recitar palavra por palavra estatísticas intermináveis sobre cada jogador e se oferecem voluntariamente, todo felizes, a contar tudo o que sabem sobre o esporte. Em anos recentes, o entusiasmo pelos esportes competitivos tem sido tão grande em alguns países, que foi necessário construir muros altos em volta dos campos de esporte, alguns até com valas cheias de água, para desencorajar as multidões zelosas de transpor as barreiras e impedi-las de invadir o campo e talvez ferir os jogadores. É óbvio que as pessoas ainda têm a capacidade de ter zelo irresistível, mas não é a religião que está atiçando os seus corações, não é?
3. Na Inglaterra, o que atiça o entusiasmo entre muitos dos jovens?
3 Na Inglaterra declara-se que os Beatles são mais populares entre os adolescentes do que Jesus Cristo. A religião antiga é dada como morta. Agora há uma nova religião. É a religião da jovem guarda, com a bossa nova. John Lennon, dos Beatles, reconheceu esta mudança geral, anunciando: “O cristianismo desaparecerá. Sumirá e desvanecerá. Nós somos agora mais populares do que Jesus.” Uma jovem, tomando seu partido, perguntou: “Por acaso vê alguma moça gritar por causa dum retrato de Cristo, assim como fazem por causa dum retrato dos Beatles?” É bem natural que não. Assim como o pequeno Zaqueu certa vez subiu num sicômoro-figueira para ver melhor a Jesus Cristo, assim, agora, os jovens enchem os caibros dos telhados para ver melhor os que atiçam a sua alma. Ao ver os Beatles, certa moça gritou: “Ó meu Deus! Ó meu Deus! Não agüento mais. Não agüento mais.” O “Deus” estava nos seus lábios, mas não foi um ministro de Deus, nem a mensagem de Cristo, que atiçou a sua alma. — Luc. 19:2-8.
4. Que perguntas se fazem, e por quê?
4 O que aconteceu com a religião cristã que antigamente atiçava os corações dos homens a abandonarem pai e mãe, seu lugar de emprego, a subir em árvores, até mesmo negando-se a si mesmos pela causa de Cristo? Onde está aquele zelo revolucionário que antigamente inflamava o mundo? Onde estão as pessoas que antigamente eram acusadas de subverter a terra habitada? (Atos 17:6) Sem ministros zelosos não pode haver triunfo do cristianismo, nem atos recompensadores de fé cristã. Mas, onde se pode encontrar tal zelo hoje em dia?
AGITAÇÃO RELIGIOSA NA CRISTANDADE
5, 6. Em que situação se encontra a religião da cristandade, conforme atestado pelo seu clero?
5 Dentro da cristandade há mais evidência de religião morredoura do que de cristianismo dinâmico. O evangelista Billy Graham afirmou que as igrejas da cristandade se debatem numa confusão trágica. “Se temos perdido nosso entusiasmo por Cristo”, disse ele, “é porque a nossa fé deixou de significar grande coisa para nós”. O Dr. Carl F. H. Henry, evangelista-teólogo, disse que o protestantismo liberal “perdeu a maior parte de seu impulso evangélico”. E parece não haver dúvida quanto a isso. Em 31 de outubro de 1966, enquanto os sinos das igrejas, na Berlim dividida, repicavam para anunciar o Dia da Reforma, muitos delegados, segundo se relata, suplicavam a Deus ‘para que soprasse novamente o espírito da Reforma para dentro da igreja cristã’. Mas, evidentemente, o espírito de Deus abandonou aquele organismo inteiramente.
6 O protestantismo não tem o zelo do primeiro século. Certo líder eclesiástico, protestante, na América do Norte, confessou: “A igreja cristã está morrendo em todo o mundo.” Ele descreveu os professos cristãos como “presumidos, cheios de ódio [e] preconceito”. O “Padre” Boyd, sacerdote episcopal de boates, disse que ‘a sua igreja está moribunda’. Na Inglaterra, a religião é descrita como “descendo uma ladeira escorregadia. . . . O povo abandonou a igreja”, disse certo ministro episcopal. Ele disse mais: “O mesmo acontecerá aqui na América, e vai condenar a igreja.”
7. Quem é responsável pela condição inanimada das religiões da cristandade?
7 Quem é responsável por esta condição inanimada na religião da cristandade? O que a produziu? Um líder metodista, de Nashville, Tennessee, E. U. A., declarou que há “insipidez demais” na igreja. Levantou a acusação de que “parte disso é simplesmente simulação, e há demasiada conformidade e mediocridade para a pessoa se sentir à vontade”. O ex-bispo episcopal Pike disse: “Por 2.000 anos temos falado com duplicidade. Não é de admirar-se que estejamos confusos.” Um destacado leigo presbiteriano declarou recentemente: “A maioria dos ministros está tão mal orientada, tão completamente fora da questão e tão cheia de idéias liberais e humanísticas, que cada dia se mostram mais inúteis para os seus paroquianos.”
8. Que fator tem levado à perda de fé e de zelo religioso?
8 Sua declaração talvez fosse induzida pela ação recente da Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana Unida, que adotou uma nova confissão de fé para esta denominação. A confissão rejeita o conceito de que a Bíblia é a palavra “inerrante” de Deus. Muitos clérigos e professores de escolas teológicas questionam a fidedignidade da Palavra de Deus, a Bíblia. Instam a “tirar a mitologia” da Bíblia. Em suma, arvoraram-se em juízes para decidir quais ensinos da Bíblia são “possíveis”. Citam o nascimento virginal como sendo mito. A ciência moderna acredita que é impossível que uma virgem dê à luz um filho. Portanto, segundo o seu arrazoamento, Maria não era absolutamente virgem. Mas, uma vez que duvidam do nascimento virginal, o que os impede que duvidem de Cristo, o Filho de Deus, da ressurreição dos mortos ou mesmo da existência do próprio Deus? O ponto de vista dos que consideram a maior parte da Bíblia como mito é que, embora partes dela talvez sejam divinamente inspiradas, o resto é simplesmente evidência infundada de homens imperfeitos. Mas, quando se adota e aceita tal ponto de vista, a Bíblia, a fonte da força, do zelo e do entusiasmo cristãos é tornada inútil. Até mesmo o homem, o pecado e Deus tornam-se meras especulações de homens mortais.
9. De que modo têm os clérigos diluído a Palavra de Deus, e com que efeito?
9 Mas, não é isto o que tem acontecido na cristandade? O Dr. Leslie Weatherhead, ex-presidente da Conferência Metodista, diz que gostaria de censurar a Bíblia. Um reitor da Igreja Anglicana do sul da Inglaterra, J. C. Wansey, de Woodford, disse que a Bíblia contém passagens de “refugo espiritual” e “veneno” para o povo. Certo bispo episcopal disse que ‘não há espírito santo, nem nascimento virginal, nem ressurreição, e que ele não tem nem certeza da onipotência de Deus’. Um ministro anglicano, chefe do departamento de estudos religiosos da Universidade da Colúmbia Britânica, declarou: “Deus não é necessário.” “Todas as ciências — inclusive os estudos religiosos — procedem sem a hipótese de Deus. Se o conhecimento pode existir sem Deus, então também a vida.” O Rabino Joel Goor disse a estudantes da Universidade de San Diego, na Faculdade Feminina, em 22 de outubro de 1966: “Não cremos no pecado original. Cremos que o homem peca assim como Adão pecou, não por este haver pecado”, apesar do que a Bíblia diz em contrário. (Rom. 5:12; 1 Cor. 15:22) Esta diluição da Palavra de Deus com especulação e tolice humanas não tem produzido um cristianismo dinâmico. Pois um cristianismo diluído não é cristianismo. É religião falsa, despida de todo poder transformador.
10. Que situação moral vergonhosa foi produzida por esta diluição?
10 A religião diluída produziu na cristandade uma moralidade diluída, que não é nenhuma moralidade. Ela sanciona a tolerância do mal, o que é em si mesmo um mal. Robert W. Wood, ministro da Igreja Unida de Cristo (um organismo formado, nos Estados Unidos, pela união das Igrejas Congregacional, Evangélica e Reformada), disse: “O ônus moral da homossexualidade não é maior do que o de ser canhoto.” O “casamento” entre dois homossexuais é considerado moral por este ministro, e ele diz que realizaria tal cerimônia religiosa. Chefes de religião defendem a legalização das práticas homossexuais entre homens adultos, aprovam as relações sexuais fora do matrimônio e ridicularizam quase que todo princípio moral básico da Bíblia, que é a base da fé e do zelo cristãos. Que espécie de rol de membros se pode, de direito, esperar de tal liderança indolente, desleixada e sem fé?
11. Como explicou um grupo presbiteriano leigo a sua preocupação?
11 Um grupo presbiteriano leigo explicou sua preocupação do seguinte modo: “A mensagem autoritária da salvação, que tem o poder de transformar o coração dos homens, é declarada pelas Escrituras Sagradas. Mas os homens que duvidam da plena integridade e autoridade da Bíblia perdem logo a confiança na sua mensagem. Concede-se tempo para se estudar ‘sobre’ a Bíblia, ao passo que se negligencia o conhecimento da própria Palavra. Mesmo os nossos seminários apoucam tanto o ensino bíblico, que, muitas vezes, se deixa em dúvida a importância das Escrituras. . . . As pessoas têm fome e sede da mensagem autoritária da salvação. Os que comprometem a autoridade da Bíblia com uma mistura de verdade e de erro falharão a esta geração.” Não se pode mofar de Deus. O princípio bíblico é: ‘Ceifamos o que semeamos.’ (Gál. 6:7) O colapso moral e espiritual desta geração precisa ser atribuído aos púlpitos e aos seminários, onde se questiona a autenticidade da Bíblia como a Palavra de Deus.
12. Quais têm sido os frutos da religião fútil, ritualística?
12 Quando os distúrbios raciais assolavam Chicago, Ilinóis, E. U. A., em 1966, tornou-se terrivelmente evidente o fracasso da Igreja Católica Romana quanto a ensinar princípios bíblicos, justiça racial e dignidade humana. Os católicos romanos voltaram-se uns contra os outros. Uma freira foi abatida a pedrada. “Magoa-nos pensar que não os ensinamos melhor”, disse ela. Um homem gritou para um sacerdote que andava lado a lado com uma mulher negra: “Eh! padre, está dormindo com ela?” Um sacerdote perspicaz, que morava numa das áreas das turbas amotinadas, disse: “Durante anos, a maior parte de nossas paróquias por aqui têm ensinado ritos, regras e restrições fúteis. Recebemos o que pedimos.” Em outras palavras, colheram em distúrbios e abuso o que semearam em ritos fúteis. No Panamá, uma multidão ameaçou linchar tanto freiras como padres, se não se lhe permitisse a jogatina e a dança. Estas pessoas, que vieram a Portobelo para celebrar a festa anual, católica romana, do Cristo Negro, clamavam: “Queremos o sangue dum sacerdote.” Tais pessoas têm zelo, mas, obviamente, não é o zelo do cristianismo do primeiro século. Parece-se mais ao zelo dos que penduraram o Filho de Deus numa estaca, no Calvário, do que ao daqueles que o seguiam.
IDENTIFICADOS OS CRISTÃOS ZELOSOS
13, 14. Como identificaram diversos autores a presença do cristianismo zeloso na terra, como estando com que grupo?
13 Significa isso que não há nenhuma representação zelosa do cristianismo atualmente na terra? Não, não significa isso absolutamente. O cristianismo está bem representado na terra, hoje em dia, e isso com zelo. Em toda a terra há mais de um milhão de cristãos reagindo zelosamente à urgência dos nossos tempos, oferecendo-se voluntariamente como ministros de Deus. Estão proclamando as boas novas do reino de Deus, em testemunho a todas as nações, antes de vir o fim deste sistema de coisas. (Mat. 24:14) Charles S. Braden, no seu livro These Also Believe (Estes Também Crêem), identifica para nós quem são. Escreve: “Pode-se dizer verdadeiramente que nenhum grupo religioso no mundo demonstrou mais zelo e persistência em procurar difundir as boas novas do Reino do que as Testemunhas de Jeová.” Seu ministério é de participação zelosa, que diz mais do que apenas: “Creio.”
14 Louis Cassels, editor de notícias religiosas, também teve o seguinte a dizer das testemunhas de Jeová: “A proporção fenomenal de seu aumento é o resultado de zelo pelo evangelismo, que envergonha as igrejas estabelecidas. Cada Testemunha é considerada como ministro ordenado e é enviada a tocar campainhas às portas, distribuir literatura nas esquinas das ruas e pregar a mensagem [do Reino] a tantas pessoas quantas possível. . . . Atrás desta paixão para ganhar conversos está a firme convicção das Testemunhas de que é iminente o
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