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A retirada dos santos causa confusãoDespertai! — 1970 | 8 de outubro
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Posição a Favor da Verdade?
A verdadeira religião faz o máximo para corrigir o erro e informar as pessoas sobre a verdade. Todavia, quando o Vaticano anunciou a retirada dos santos na primavera setentrional de 1969, o porta-voz oficial do Cardeal Cooke de Nova Iorque comentou: “Tais mudanças não são realmente surpreendentes, visto que já por muitos e muitos anos tem havido dúvida de que alguns destes santos eram realmente santos ou simplesmente heróis reverenciados e legendários.”
Sim, os líderes religiosos da Igreja Católica por longo tempo já sabiam que tais santos provavelmente jamais existiram, todavia, toleraram e até incentivaram a veneração a eles. E ainda o fazem! Com efeito, após o anúncio da retirada dos santos, um semanário do Vaticano observou: “Se um santo realmente nunca existiu, Deus ainda veria a fé daquele que ora [ao santo] e ouviria sua súplica.”
Mas, é isto realmente verdade? Aprova Deus as orações feitas aos “santos”? Jesus Cristo tornou claro o único caminho de aproximação a Deus, afirmando: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém chega ao Pai senão por mim.” (João 14:6, CBC) Tais palavras de Jesus eliminam taxativamente qualquer aproximação a Deus por meio de orações feitas a “santos”.
Ademais, não há nada na Bíblia que mostre que uma organização religiosa possa criar “santos”. Deus é quem santifica os humanos, colocando-os à parte para seu santo serviço. (1 Tes. 5:23) Mas, até aqueles a quem Deus santifica não devem ser venerados, conforme se evidencia de o apóstolo Pedro não permitir que Cornélio lhe rendesse homenagem. A Bíblia mostra que é errado adorar até um anjo. — Atos 10:25, 26; Rev. 19:10.
Não é evidente, portanto, que a Igreja Católica não se tem apegado à verdade de Deus, e que isto contribui para a confusão religiosa? Mas, há ainda outras mudanças perturbadoras.
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O que se passa nos ofícios das igrejasDespertai! — 1970 | 8 de outubro
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O que se passa nos ofícios das igrejas
JÁ NOTOU que, nos anos recentes, os ofícios das igrejas mudaram consideravelmente? Quase todas as denominações religiosas foram afetadas.
Certo jovem observou recentemente. “Não sei o que ocorreu na igreja que eu conhecia desde criança. Tudo virou tão moderno, tão . . . jazzificado.” Houve mudanças nos ofícios da igreja que freqüenta?
É provável que sim, e, sem dúvida, outros ofícios eclesiásticos em sua comunidade sofreram similares mudanças. Mas, talvez fique surpreso de saber até que ponto as mudanças ocorreram em muitos lugares.
O Que Se Passa
O Times de Nova Iorque descreveu um moderno ofício de igreja: “Uma cortina de fumaça pesada pairava sobre 300 episcopais, amontoados no chão de mármore, suas faces mascaradas. O baque surdo de uma ampliada batida do coração reverberava pelos arcos de pedra . . . um foco de luz vermelha brilhava através da bruma, e um branco. . . . A batida duma guitarra baixa substituía a batida do coração à medida que moças se dirigiam à congregação, levantavam as pessoas, retiravam suas máscaras e começavam a dançar.”
Uma ocorrência rara e isolada, diria? O jornal noticiou: “Os ofícios de rock como este são comuns hoje em dia.” Sim, muitas igrejas introduziram tais modalidades para aumentar as assistências decrescentes. Até da rádio do Vaticano se ouviu o fluxo de uma batida beat e de um cantor pop entoando a letra da música “Deus Está Morto”.
Em São Paulo, Brasil, o Jornal da Tarde noticiou a adulação prestada a um cantor pop na catedral, e comentou em editorial: “Há alguns anos, ninguém imaginaria que fosse possível assistir a uma cena dessa natureza. Hoje, porém, tudo parece quase normal. A conseqüência é que o povo . . . já não consegue perceber a diferença entre um templo e um auditório de televisão com suas macacas.”
É notável que os líderes religiosos tomem a liderança de tais inovações. Recentemente, 450 delegados clericais e leigos se reuniram para a 45.ª Conferência da Igreja Unida do Canadá, anual, da Colúmbia Britânica. O de Vancouver noticiou: “Bateram com balões de gás uns nos outros. Gritaram pedindo mais rock gravado — que já tocava suficientemente alto para ensurdecer o Arcanjo.” Será de admirar que as pessoas se achem perturbadas?
Qual deveria ser o propósito dos ofícios religiosos? Não deveria ser o de estudar a Bíblia e aprender mais sobre Deus? Todavia, é este realmente o propósito básico dos ofícios eclesiásticos hodiernos? Talvez pense como a senhora que escreveu no Redbook de março de 1969: “Desejo um ofício religioso em que Deus é o tema principal. . . . Mas, não mais encontro muito a Ele na igreja.”
Muitos Estão Irados
É uma realidade que muitos estão dessatisfeitos com seus ofícios religiosos. Em certa paróquia da Itália, os adoradores expressaram fortemente sua desaprovação da ‘missa beat’ em que as orações eram alternadas com músicas acompanhadas de guitarras e órgão. “As desavenças logo degeneraram em desordem que só foi aplacada com a intervenção da polícia”, noticiou Il Messaggero.
Até as mudanças oficiais na Missa, que o papa ordenou que fossem usadas em todas as igrejas católicas por volta de novembro de 1971, sofrem forte oposição da parte de muitos católicos. Quando entraram em vigor inicialmente nas igrejas da Itália, em 30 de novembro de 1969, a discordância foi geral. Folhetos de protesto encheram a Praça de São Pedro até mesmo quando o Papa Paulo suplicava à multidão que fosse indulgente com “este novo rito”.
Torna-se patente que a confusão e inquietação grassam através das igrejas da cristandade. Estão sendo assoladas daqui e dali pelos ventos da mudança, como um navio que perdeu seus cabos de amarração. Não dispõem de orientação aparente. As regras prescritas ontem não mais são válidas hoje, e assim as pessoas concluem que as regras de hoje não serão aplicáveis amanhã. Nem mesmo a Bíblia é mais aceita como autoridade.
As mudanças que se passam nas igrejas, sem dúvida, contribuíram para seu rápido declínio. Mas, há outros motivos para o declínio das igrejas.
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