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  • O protestantismo e o Apartheid
    Despertai! — 1988 | 22 de junho
    • Uma “Crise de Credibilidade”

      O protestantismo sul-africano tem-se tornado o alvo de muita crítica. Em 1982, a Aliança Mundial das Igrejas Reformadas reuniu-se em Ottawa, no Canadá, e declarou que a teologia do apartheid era uma “heresia”. Foi suspensa a filiação da Igreja RH, da África do Sul. Além disso, o próprio governo sul-africano exerceu pressão sobre as igrejas, por vetar algumas das leis a favor do apartheid, inclusive a que proibia os chamados casamentos mistos.

      Como reagiram as igrejas? Alguns ministros da Igreja RH também passaram a criticar abertamente o apartheid. No livro Apartheid Is a Heresy (O Apartheid É Uma Heresia), o Professor David Bosch, teólogo da Igreja RH, declara: “As Igrejas Reformadas Africânderes precisam apenas voltar às suas raízes para descobrir que aquilo que elas tanto prezam agora, não é nada mais do que uma heresia.”

      Mas, que efeito teve tal mudança de conceito sobre os membros das igrejas? Observa o Professor Bernard Combrink, teólogo da Igreja RH: “Alguns membros não hesitam em falar sobre a crise de credibilidade existente na igreja, à luz do fato de que se tem apresentado certo ponto de vista ou certa política como bíblica, durante muitos anos, e, agora, ‘subitamente’, apresentam-se outros pontos de vista, como estando de acordo com a Escritura.”

      Deveras, a “crise de credibilidade” na Igreja RH atingiu um clímax em outubro de 1986, quando seu sínodo geral aceitou uma resolução sobre o apartheid que dizia, em parte: “Aumenta a convicção de que não se pode concluir que a segregação obrigatória e a separação das pessoas sejam algo prescrito pela Bíblia. Tem-se de admitir como errônea, e repudiar, a tentativa de justificar tal prescrição à base da Bíblia.”

      Esta rejeição da teologia do apartheid tem provocado reações confusas entre os brancos. Muitos acham que o sínodo da Igreja RH foi não suficientemente longe, visto não se dispor a unir-se, num único organismo, com suas igrejas reformadas negras. Todavia, outros acham que a igreja foi longe demais e, por isso, estão retirando dela o apoio financeiro. No sábado, 27 de junho de 1987, 2.000 dissidentes da Igreja RH se reuniram em Pretória. Pelo voto da maioria, formaram uma nova igreja apenas para brancos, chamada Afrikaanse Protestante Kerk (Igreja Protestante Africânder).

      Ao passo que o protestantismo holandês assumiu a liderança em estabelecer o apartheid, as igrejas sul-africanas de língua inglesa condenaram publicamente a política controversial. Todavia, dois ministros brancos, um metodista e um congregacional, admitem que a vida nas igrejas de língua inglesa ainda “reflete a divisão e a discriminação racial que, às vezes, é tão contínua e intensa quanto a que pode ser encontrada nas Igrejas Reformadas Africânderes.” — Apartheid Is a Heresy.

      Qual tem sido a reação dos membros das igrejas negras? Ao passo que os teólogos brancos têm debatido acirradamente sobre o apartheid, destacados teólogos negros têm formado alguns conceitos próprios.

  • A ascensão da teologia negra
    Despertai! — 1988 | 22 de junho
    • A ascensão da teologia negra

      “Muitos negros identificam o Cristianismo com o ‘apartheid’.” — Extraído de The Church Struggle in South Africa (A Luta da Igreja na África do Sul), do ministro congregacional J. de Gruchy.

      DESILUDIDOS com a espécie de protestantismo que existe na África do Sul, muitas pessoas de cor se voltaram para algo novo — a teologia negra, que tenta relacionar a Bíblia com a situação deles.

      “O termo ‘negro’”, explica Louise Kretzschmar, em The Voice of Black Theology in South Africa (A Voz da Teologia Negra na África do Sul), “pode ser entendido de dois modos. Primeiramente, refere-se a todos os que, anteriormente, eram chamados de ‘não-brancos’ ou ‘não-europeus’, i.e., africanos, mestiços e indianos. . . . Em segundo lugar, a ‘negritude’ é considerada sinônimo de ‘o povo oprimido da África do Sul’.”

      A teologia negra ressalta assim que as pessoas de cor devem ser tratadas com a mesma dignidade que os brancos, porque as pessoas de cor também foram criadas à imagem de Deus. Entre seus temas de destaque acham-se a libertação de Israel do cativeiro do Egito, e os sofrimentos de Jesus. ‘Deus está do lado dos oprimidos’, é seu brado de arregimentação.

      Enfoque Unificado?

      Os expoentes da teologia negra acham-se espalhados entre as muitas igrejas da África do Sul, e entre eles grassam debates. Alguns, para exemplificar, admiram a ideologia comunista e a analisam em seus escritos. Outros rejeitam o marxismo. Nem todos concordam quanto a até que ponto a comunidade branca deveria partilhar este novo estilo de “cristianismo”.

      Quando os críticos da teologia negra discutem que esta promove o nacionalismo negro, da mesma forma que a teologia do apartheid promove o nacionalismo branco, o Dr. Allan Boesak, destacado expoente da teologia negra, replica: “A fé cristã transcende a todas as ideologias e a todos os ideais nacionalísticos.”

      No entanto, um ministro da Igreja Congregacional, Bonganjalo Goba, retruca: “Discordo de Allan Boesak.” É inescapável, afirma Goba, que a teologia negra “reflita os interesses ideológicos da comunidade negra. Se não refletir, deixa de ser Teologia Negra.” Acrescenta o bispo luterano Dr. Buthelezi: “É a mesma mensagem da Bíblia, que inspirou o espírito do africânder . . . que nos está motivando a entoar o cântico da Teologia Negra.”

      Utilizada Como Arma

      “A teologia negra”, declara Itumeleng Mosala, ministro metodista e conferencista sobre a teologia negra, “tem servido bem a seu intuito, como arma de crítica contra a teologia branca e a sociedade branca”. Por expressarem tal crítica, os teólogos negros esperam que os jovens negros permaneçam em suas igrejas. Muitos as abandonaram em protesto contra o modo como observam o “Cristianismo” ser praticado nas igrejas.

      Outros vão mais além, e utilizam a teologia negra qual arma em prol de mudanças políticas. Admite Takatso Mofokeng, ministro da Igreja RH negra, na África, e conferencista sobre a teologia negra: “A Teologia Negra continua a ser um instrumento útil na luta, sempre em expansão, pela libertação.”

      Um exemplo disto é The Kairos Document (O Documento Kairos), assinado por 156 teólogos sul-africanos. Conclama os membros das igrejas “a eliminar a opressão, a remover os tiranos do poder e a estabelecer um governo justo”. Os teólogos declaram: “Cremos que Deus está operando em nosso mundo, transformando situações desesperançosas e malignas em algo bom, de modo que ‘venha o seu Reino’ e ‘seja feita a sua vontade, assim na terra como no céu’. . . . O conflito e a luta terão de intensificar-se nos meses e nos anos à frente, porque não existe outro meio de se remover a injustiça e a opressão.”

      Será isto, contudo, o que a Bíblia ensina? Virá o Reino de Deus por meio da revolução política? Será que o fato de o protestantismo ter-se provado uma fonte de dissenção na África do Sul significa que o próprio cristianismo seja um fracasso?

  • O verdadeiro cristianismo une todas as raças!
    Despertai! — 1988 | 22 de junho
    • O verdadeiro cristianismo une todas as raças!

      EM 1982, um prisioneiro sul-africano de cor, chamado Mnguni, cumpria sua quarta sentença por estar envolvido em atividades terroristas. As autoridades concederam-lhe permissão para escrever para casa, pedindo alguns livros. Quando estes chegaram, ele encontrou, entre eles, um que não havia solicitado. Intitulava-se A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, editado pelas Testemunhas de Jeová.

      Aquilo que Mnguni leu teve poderoso efeito sobre ele. “Eu acreditava que minhas atividades terroristas eram por uma causa divinamente inspirada. ‘Deus está do lado dos oprimidos’, era um de nossos lemas. Eu era luterano, e nem sequer uma vez minha igreja me condenara ou me desestimulara de agir. Antes, eles costumavam atacar o governo pelas medidas tomadas contra mim. Uma organização de igrejas até mesmo ajudou a mim e a meus ‘camaradas’ a obter um advogado.

      “O livro Verdade me fez compreender que meus atos eram contrários à Palavra de Deus. O livro usava a Bíblia para mostrar que não existe nenhum governo sem a permissão de Deus, e que todos os verdadeiros cristãos devem submeter-se às autoridades.” (Mateus 5:44; 1 João 3:10-12; Romanos 13:1-7) Mnguni abandonou suas atividades terroristas e, depois de liberto, começou a servir como ministro das Testemunhas de Jeová.

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