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Jerusalém nos dias dos apóstolosA Sentinela — 1976 | 15 de abril
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em harmonia com o propósito de Deus, pois a verdadeira adoração não depende agora de nenhum lugar geográfico, específico. (João 4:21-24) O que é realmente importante é a mensagem proclamada por Jesus e seus apóstolos. Esta mensagem tem sobrevivido nas Escrituras Sagradas, e a obra iniciada por Jesus e seus apóstolos, no primeiro século E. C., atingiu os confins da terra.
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Por dentro das notíciasA Sentinela — 1976 | 15 de abril
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Por dentro das notícias
Igrejas de Nova Iorque em Dificuldades
● Brooklyn, Nova Iorque, era conhecido por muito tempo como “cidade das igrejas”. No começo do ano passado, porém, “representantes de 30 igrejas de Brooklyn reuniram-se para uma conferência sobre a sobrevivência”, segundo o “Times” de Nova Iorque. As estratégias de sobrevivência apresentadas eram: Primeiro, fusões dentro da mesma determinação; segundo, fusões ecumênicas; e, como “último recurso”, o fechamento das igrejas. Do outro lado do rio, em Manhattan, a Igreja Presbiteriana Central, antigamente próspero centro do protestantismo, decidiu-se pelo “último recurso”. O rol de membros havia constantemente diminuído até atingir apenas 33 pessoas.
Nas comunidades negras e hispânicas de Nova Iorque, as igrejas estão em situação um pouco melhor, mas não estão sem problemas. O pastor de uma das maiores igrejas protestantes negras disse: “Existimos numa comunidade de crise.” Embora a maioria das igrejas negras sejam de batistas, admite-se que a cooperação não é das melhores. Conforme o expressou o artigo do “Times”, a igreja protestante, negra, comum, é “ferrenhamente independente, às vezes até mesmo competindo com as outras na região por membros e posição social”. O pastor da “Igreja do Mestre” de Harlem salientou uma das principais fraquezas das igrejas de Nova Iorque dizendo: “No passado, a igreja . . . identificou-se demais com o mundo. A igreja não demonstrou sua importância para a cidade — se todas as igrejas desaparecessem, será que alguém se importaria?”
Amortecedor Contra a Decadência
● Em contraste com o acima, o periódico “The Search”, publicado para advogados, por uma companhia de seguros dos Estados Unidos, fez alguns comentários interessantes sobre a compra do Hotel Towers, de quinze pavimentos, em Brooklyn, pelas testemunhas de Jeová. O prédio foi comprado no começo de 1975 para satisfazer as necessidades maiores resultantes da expansão mundial das testemunhas de Jeová. “The Search” primeiro mencionou a gradual deterioração observada na região de Brooklyn Heights, onde alguns hotéis se tornaram abrigos para viciados e ralé. Os novos proprietários do Hotel Towers “infundiram uma nova qualidade”, foi seu comentário. Em harmonia com a sua fé, “a propriedade foi . . . consertada e é mantida por operários peritos, com limpeza, ordem e dignidade”.
Os novos moradores do prédio, as testemunhas de Jeová, também “deram uma nova dimensão à segurança e ao bem-estar da comunidade”, prosseguiu o artigo. “A imprensa pública e outros porta-vozes comentaram a presença de ‘tais pessoas distintas, decentes morais e de alto valor’ como sendo um amortecedor para as condições negativas, mudadas, no bairro. Também pessoas idosas indicaram que se sentem seguras por causa da presença delas”.
A Influência da Religião
● Há pouco mais de um ano atrás, a revista “U. S. News & World Report” fez uma enquête entre estadunidenses de destaque, para classificarem a influência de dezoito grandes organizações e instituições sobre decisões e ações nacionais. Naquela enquête, a “religião organizada” ocupou o último lugar. Este ano, uma enquête similar colocou a “religião organizada” em penúltimo lugar — mas só porque a lista das instituições incluídas foi aumentada de dezoito para vinte e quatro. Na realidade, a “religião organizada” caiu do décimo oitavo para o vigésimo terceiro lugar na classificação entre as instituições estadunidenses quanto à influência que exerce sobre o modo de vida nacional.
De modo similar, o periódico “Bunte” descreveu o modo em que muitos dos alemães procuram lidar com o impacto financeiro sofrido em resultado da reforma tributária. Um grande número deles desliga-se das igrejas e assim se livram do imposto que recai sobre os membros delas. Segundo a revista “Bunte” “as dioceses católicas e as igrejas evangélicas estatais esperam arrecadar 1,2 bilhões de DM [marcos alemães] a menos com os impostos religiosos em 1975”.
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Milhões abandonaram as igrejas — devem fazer o mesmo?A Sentinela — 1976 | 15 de abril
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Milhões abandonaram as igrejas — devem fazer o mesmo?
AS IGREJAS da cristandade abrangem quase um bilhão de pessoas. Em anos recentes, certas igrejas aumentam rapidamente. A publicação Religião na América 1975 (em inglês) mostra que agora 31 por cento das pessoas acham que a religião está ganhando influência. Em 1970, apenas 14 por cento pensavam assim.
“Ao mesmo tempo, porém, a maioria (56 por cento) atualmente diz que a religião está perdendo influência”, observa a mesma publicação. Um breve exame das atitudes e da conduta da maioria dos membros das igrejas da cristandade revela um fato interessante: Milhões de membros das igrejas não participam nos ofícios religiosos, nem em outras atividades das igrejas. Embora seus nomes permaneçam no rol de membros das igrejas, virtualmente, se não formalmente, as abandonaram. Considere o seguinte:
DIMINUI O ROL DE MEMBROS E A ASSISTÊNCIA
Nos Estados Unidos, a Igreja Metodista Unida perdeu cerca de 150.000 membros por ano durante os últimos cinco anos. Certos outros grupos protestantes, naquele país, perderam desde dezenas até centenas de milhares de aderentes durante os 1970. A mesma tendência existe em todo o mundo. Em algumas cidades da Alemanha Ocidental, os escrivães relatam que são mantidos ocupados por verdadeiras filas de pessoas que querem cancelar sua associação com as igrejas. Uma comparação dos algarismos no Livro do Ano da Britannica de 1975 (em inglês), com os volumes de 1974 e 1973, revela uma queda de 80.041.050 no rol conjunto de membros das igrejas católica romana, ortodoxa oriental e protestantes em todo o mundo, em apenas dois anos.
Além das perdas diretas, as igrejas da cristandade ganharam cada vez menos membros novos nos anos recentes. Também a freqüência à igreja é muito baixa. Estudos feitos na França mostram que, embora mais de 80 por cento dos cidadãos franceses sejam católicos batizados, apenas cerca de 20 por cento freqüentam a igreja com algum grau de regularidade. Em 1972, um estudo canadense revelou que apenas 30 por cento dos católicos de Montreal assistiam à missa e recebiam os sacramentos. Nos Estados Unidos, a assistência à igreja é de apenas 40 por cento dos membros adultos.
Por que é que tantos milhões de pessoas voltaram as costas para as igrejas da cristandade?
POR QUE AS ABANDONAM?
O motivo apresentado pelas pessoas por abandonarem as igrejas são muitos e variados. Alguns, na Alemanha Ocidental, fazem isso para escapar de pagar o imposto eclesiástico. Na maioria das vezes, porém, o motivo envolve mudanças no ensino católico romano, nos anos recentes. Essas confundiram a muitos que pensavam que tinham a verdadeira religião apostólica. Conforme se expressou sobre isso certo sacerdote católico nos Estados Unidos: “Se as coisas que a Igreja disse nos últimos dez anos forem verdadeiras, então tudo o que ela disse durante os últimos 2.000 anos é falso.”
Alguns clérigos tentaram reter os jovens nas suas igrejas por se ajustarem às modas populares. Por exemplo, incorporou-se música folclórica e de “rock” nos ofícios religiosos. Mas, tais empenhos, na maior parte, não foram bem sucedidos. “Não parece dar certo”, comentou o sacerdote católico Andrew U. Greeley. “De algum modo, os jovens não se sentem atraídos pelos clérigos que agem como excêntricos viciados em drogas e pelas igrejas que procuram fazer as vezes de café-restaurante local ou fazer algo do tipo de Woodstock.”
A franca aprovação, por muitos clérigos, das normas frouxas de moral prevalecentes hoje produziu outros reveses para muitas igrejas. Até mesmo os jovens desaprovam isso, conforme foi observado na coluna jornalística estadunidense “Atitudes dos Jovens”:
“Há um velho ditado que diz que a gente não se eleva por rebaixar os outros. Exatamente o contrário é que se devia dar. Por isso, na nossa opinião, as igrejas erraram em não se manterem firmes pelas elevadas normas de moral e em serem igualmente firmes no ensino do que é moralmente certo e errado. Os jovens necessitam e querem orientação. . . . Não há transigência com o que é moralmente errado.”
O sacerdote católico e psicólogo Martin Pable citou outro motivo principal pelo qual as pessoas ficam desanimadas com as igrejas. “As pessoas têm verdadeira fome religiosa, e uma das poucas oportunidades que têm para saciar esta fome é durante o ofício dominical. É quando o sacerdote (ou o ministro) não satisfaz a fome espiritual, há verdadeiro desapontamento.”
Quais são as condições na sua igreja? Recebe conselho sólido, baseado na Bíblia, que edifica a espiritualidade? Ou está entre as centenas de milhares que ficaram desapontados ao ouvirem repetidos rogos por dinheiro, discussões de política e aprovação do relaxamento moral dada do púlpito? Se tiver passado por isso, será que tem sentido continuar a ser membro de tal igreja? Milhões decidiram que não tem, e por isso abandonaram as igrejas. Deve fazer o mesmo?
Esta é uma pergunta séria a considerar. Ao passo que a considera, certifique-se de analisar cuidadosamente o que o
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