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Como encara sua igreja os abortos?A Sentinela — 1974 | 15 de janeiro
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Como encara sua igreja os abortos?
EM 22 de janeiro de 1973, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos emitiu um parecer favorável à liberalização das leis sobre o aborto. Outros países adotaram um proceder similar.
Como encara tais mudanças? Acha que é direito destruir uma criança em desenvolvimento, embora ainda não nascida? Acha isso a sua igreja?
Muitas igrejas pensam assim. Por exemplo, numa resolução adotada em 31 de maio de 1968, as Igrejas Batistas Americanas dos E. U. A. instaram em “que houvesse legislação que provesse: Que a terminação da gravidez . . . seja à pedido das pessoas envolvidas e seja considerada como proceder médico facultativo”.
Também, o Conselho Geral da Igreja Unida do Canadá afirmou “que o aborto é moralmente justificável em certas circunstâncias clínicas, sociais e econômicas, e devia ser assunto particular entre a mulher e seu médico”.
Centenas de clérigos tomaram a dianteira em procurar liberalizar as leis sobre o aborto. Por exemplo, no jornal Citizen Patriot, de Jackson, Michigan, de 6 de novembro de 1972, publicou-se um apelo para votação a favor duma reforma da lei sobre o aborto. Assinado por 178 clérigos, dizia:
“Cremos que o aborto — assim como a religião — é uma decisão pessoal e que o Estado não deve impedir a mulher de seguir os ditames de sua consciência.”
Após a longa lista de nomes de clérigos, o jornal dizia:
“Os clérigos alistados acima ocupam postos eclesiásticos em 14 denominações, cujos corpos nacionais têm emitido declarações em apoio da reforma da lei sobre o aborto.”
Entre as muitas igrejas que endossam leis que liberalizam o aborto encontram-se a Igreja Unida de Cristo, a Igreja Presbiteriana Unida, a Igreja Luterana na América e a Igreja Metodista Unida. O Conselho das Igrejas da Cidade de Nova Iorque, que inclui cerca de vinte e três denominações, disse no seu jornal Metropolitan Church News:
“A notícia a respeito da decisão do Supremo Tribunal, favorecendo os direitos das mulheres de decidir se querem ou não querem um aborto foi recebida com profundo apreço pelos funcionários e pelo pessoal do Conselho.”
É verdade que os líderes católicos romanos de alto nível expressam seu desagrado. Contudo, alguns sacerdotes apóiam o aborto. E o National Catholic Reporter de 15 de setembro de 1972 dizia: “Cinqüenta e seis por cento dos católicos da nação, segundo a mais recente investigação da opinião pública por Gallup sobre o aborto acreditam que a decisão de terminar a gravidez deve ser feita ‘exclusivamente pela mulher e pelo seu médico’.”
O Supremo Tribunal, justificando a sua decisão revolucionária, observou que os ainda não nascidos não são “reconhecidos na lei como pessoas no pleno sentido”. De modo que o Tribunal permite a terminação da vida da criança por nascer até a vigésima oitava semana de gravidez.
Entretanto, muitos abortos são realizados antes, usualmente antes da décima terceira semana de gravidez. E assim, o Supremo Tribunal revogou todas as leis estaduais que proíbem ou restringem os abortos durante este período de treze semanas. O Tribunal afirma que tais abortos são relativamente seguros para a mulher.
Mas, naturalmente, destrói-se a criança em desenvolvimento dentro da mãe. De que consiste realmente a criança por nascer? É simplesmente uma massa indistinguível de tecidos?
Comentando isso, o Dr. Denis Cavanaugh observou em Ob. Gyn. [Obstetrical Gynecological] News:
“No fim da segunda semana [da gravidez] começa a diferenciação dos sistemas cardiovascular e nervoso. No fim de 6 semanas [tempo em que a mulher costuma ter a certeza de que está grávida] estão presentes todos os órgãos internos do ser humano completo . . .
“No fim da oitava semana, já começou a formar-se o esqueleto e evidenciam-se os olhos, os dedos das mãos e dos pés, de modo que o embrião é agora chamado feto. . . . Depois da oitava semana, não se acrescentará nenhuma nova estrutura maior, e o crescimento adicional consistirá no amadurecimento e no desenvolvimento das estruturas existentes, em vez de na criação de algo novo.”
Neste respeito, o Dr. P. G. Coffey escreveu no jornal Daily Star de Toronto:
“Não há nenhuma diferença biológica essencial entre uma criança por nascer e aquela que já nasceu, ou caso queira um exemplo específico, entre um feto de dois a três meses de idade e um bebê recém-nascido, exceto que este é mais maduro do que aquele.”
Torna-se claro que a criança em desenvolvimento, que é destruída, não é apenas uma massa indistinguível de tecidos! Algumas das crianças abortadas dentro do período de tempo permitido por lei se movem e respiram; algumas até mesmo sobrevivem ao processo do aborto. O Times de Nova Iorque, de 1.º de fevereiro de 1972, observou:
“As enfermeiras em salas de parto haviam ficado acostumadas a fazer todo esforço concebível para salvar os bebês, mesmo os de uma a três libras, e elas verificaram que às vezes estavam ‘salgando’ [abortando] bebês maiores do que aqueles que fizeram empenho para salvar. . . . Recentemente, emergiu um bebê ainda vivo do processo de salga.”
Então, não é compreensível que o Dr. George C. Manning escreva que o aborto é “tão certamente um assassinato como é um assassinato quando se desliga deliberadamente o calor no incubador dum bebê prematuro de 11/2 libras”? Alguns se preocupam com qual será o próximo passo possível. Conforme perguntou Sir John Peel, presidente do Colégio Real de Obstetras e Ginecólogos:
“Se a sociedade sancionar a destruição da vida numa série de circunstâncias, em prol do que afirma ser para o bem da sociedade, por que não deve sancionar o infanticídio do neonato [recém-nascido] anormal, do mentalmente defeituoso, do delinqüente, do incurável, do senil?”
Poderia você, leitor, aprovar a matança dum recém-nascido indefeso? Mas, não é igualmente errado matar um bebê antes de nascer? Segundo a lei de Deus, dada por intermédio de Moisés, o embrião ou feto humano era considerado uma vida, e a lei de Deus protegia esta vida. (Êxo. 21:22, 23) Não devíamos ter respeito similar para com a criança por nascer? Contudo, muitíssimas religiões adotam uma atitude contrária ao que a Palavra de Deus diz. Qual é a atitude de sua igreja?
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Importa quem são seus amigos?A Sentinela — 1974 | 15 de janeiro
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Importa quem são seus amigos?
Fatos úteis que os jovens desejam saber.
TER amigos é uma das coisas que contribuem mais para o gozo da vida. Os que se isolam e evitam os outros nunca são realmente felizes. O que há, no companheirismo, que aumenta tanto a nossa felicidade?
Fazer algo com um amigo parece aumentar nosso usufruto das coisas e consecuções agradáveis da vida. Deve lembrar-se de que, nas parábolas de Jesus, o pastor que encontrou a sua ovelha perdida e a mulher que achou sua moeda perdida chamaram, cada um, seus amigos, dizendo: “Alegrai-vos comigo.” (Luc. 15:6, 9) Sim, normalmente queremos compartilhar as coisas boas com companheiros, e nosso prazer parece multiplicar-se em resultado disso.
Por outro lado, quando as coisas não vão muito bem para nós e nos sentimos deprimidos, um bom amigo pode fazer muito para reduzir nossa tristeza. Os amigos podem amiúde ser de enorme ajuda quando há ameaça de dificuldades, advertindo-nos do perigo ou ajudando-nos a fugir dele, dando-nos força extra nos momentos críticos. Conforme diz Provérbios 17:17: “O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo e é um irmão nascido para quando há aflição.”
Este texto salienta uma qualidade notável que distingue os verdadeiros amigos: a lealdade. Ser amigo realmente significa mais do que apenas ‘ser amistoso’. O amigo genuíno é leal a você e aos seus melhores interesses. São os seus amigos assim?
Atualmente, as pessoas, em geral, parecem mais interessadas em superar seu próximo do que em ajudá-lo. Isto se dá tanto entre os jovens como entre os mais idosos. Até mesmo entre os chamados ‘amigos’ há amiúde um espírito de competição, não de lealdade. Muitas amizades duram apenas enquanto não se exige de nenhum dos dois fazer alguma mudança ou sacrificar algum interesse egoísta.
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