Barbados, Índias Ocidentais
SEJA bem-vindo a Barbados — a “terra do peixe-voador”, e o portal das Índias Ocidentais. Sabia que esta pequenina ilha é um dos países mais densamente habitados do mundo? Sua área terrestre de aproximadamente 430 quilômetros quadrados é habitada por mais de 235.500 pessoas. Mas, como diz o ditado: “Os melhores perfumes vêm em frascos pequenos”, e esse é certamente o caso desta ilha que é a mais oriental das ilhas do Caribe.
A costa oriental de Barbados fornece uma vista pitoresca de colinas suavemente ondulantes, que se elevam acima das cristas espumantes das ondas do agitado oceano Atlântico, ao passo que a costa ocidental é orlada de praias brancas banhadas pelas águas mais serenas do Mar do Caribe.
Certa época, a cana-de-açúcar foi o “rei” da economia em Barbados. No entanto, recentemente, o turismo tornou-se a principal fonte de divisas. Todo ano, esta ilha recebe milhares de visitantes, cujo número ultrapassa o da inteira população.
Desde que os colonos ingleses se estabeleceram em Barbados em 1627, até se lhe conceder a independência em 1966, manteve-se um forte elo com a Grã-Bretanha, e, por conseguinte, com a Igreja Anglicana. Até que ponto isso afetou a vida cotidiana? Certa ocasião, decretou-se uma legislação que exigia ‘orações em família e o comparecimento à igreja’. As orações matutinas e vespertinas tornaram-se obrigatórias. Qualquer falha na obediência resultava numa multa de 18 quilos de açúcar. Todo mundo era obrigado a sujeitar-se ao domínio e à disciplina da igreja sem nenhum desvio. Isto levou certo historiador a descrever os barbadianos como “inflexíveis quanto à formalidade e ao anglicanismo”. Entretanto, a situação se modificou um pouco, visto que existem atualmente 141 seitas e denominações “cristãs”. Conseguiria a religião verdadeira prosperar num baluarte religioso como esse?
Sementes da Verdade do Reino São Lançadas
Em 1905, nove anos antes do estabelecimento do Reino messiânico no céu, Joseph Brathwaite começou a dar testemunho em Barbados como colportor, como eram então chamados os trabalhadores de tempo integral das Testemunhas de Jeová. Ele aprendera a verdade na Guiana Inglesa (atual Guiana). Não demorou muito até que pessoas famintas da verdade iguais a Algernon Symmonds e sua esposa, Maud, aceitassem a animadora mensagem do Reino. Ambos, junto com Juliet Shepherd, foram batizados em 1909. A jovem filha de Symmonds, Waldemar (que se tornou mais tarde Sra. Vere Rice) logo juntou-se aos pais na distribuição de panfletos bíblicos.
Esses primeiros Estudantes da Bíblia tinham ardente desejo de falar a outros sobre o que haviam aprendido. O espírito de urgência e abnegação induziu-os a distribuir publicações da Sociedade Torre de Vigia à medida que levavam a mensagem a muitas aldeias da ilha. A irmã Rice relata: “Papai, que tinha um negócio na capital, Bridgetown, utilizava sua mula e sua carroça para transportar o grupo de Estudantes da Bíblia que participavam no trabalho de cobrir os distritos interioranos. Saíamos principalmente nos fins de semana. A pobre mula não tinha muito descanso, de modo que parava com bastante freqüência na viagem de retorno — não sabemos se era devido ao cansaço, ou se tratava apenas de simples teimosia. Em resultado disso, chegávamos a casa bem tarde nos domingos, às vezes bem depois da meia-noite. Contudo, eu tinha de me levantar na manhã seguinte para ir à escola.”
Recordações de dias Emocionantes
Entre aqueles cuja atividade remonta àqueles primórdios está a irmã Lina Gaul, que tanto os jovens como os idosos mais achegados chamavam de “Mamãe Gaul”. Embora sua memória não seja tão boa como antes, ah!, como ela gosta de recordar aqueles dias emocionantes e refletir na forma maravilhosa em que Jeová lidou com seu povo! Agora, com mais de 90 anos, Mamãe Gaul relembra a ocasião, lá em 1910, quando seu pai e sua mãe receberam um tratado do Sr. Thomas, um professor. Com o auxílio desse e de outros tratados publicados pelos Estudantes da Bíblia, a família logo aprendeu a verdade sobre o inferno, a alma, a Trindade e outros ensinos. Não levou muito tempo para romperem todos os vínculos com a Igreja da Missão Cristã, em Workman Village, de modo que logo passaram a associar-se com a eclésia (ou congregação) dos Estudantes da Bíblia, que se reuniam na Rua Roebuck, N.º 40, em Bridgetown. Em 1911 os pais dela estavam preparados para o batismo, e no ano seguinte Lina também foi imersa.
A irmã Gaul e os pais dela, Alexander e Josephine Payne, eram encarados pelos ex-associados da Missão Cristã como “ovelhas desgarradas”, e fizeram-se esforços para “restabelecê-los”. Com esse propósito, a missão realizava reuniões públicas defronte à casa dos Paynes e implorava ao Senhor para enviá-los de volta ao rebanho da Missão Cristã.
A irmã Gaul, com um sorriso amável e olhos cintilantes, relembra certa ocasião em que a melhor amiga de sua mãe, que pertencia à missão, foi enviada à casa deles. Como se ouvisse todo o diálogo outra vez, ela relata:
“‘Irmã Payne’, disse a amiga de minha mãe, ‘tenho uma mensagem do Senhor para a irmã’.
“‘Você o viu? Qual era a aparência dele?’, retrucou mamãe.
“‘É um homem branco, alto, vestido de branco, cavalgando um cavalo branco, e ele lhe diz para retornar ao Salão de Workman Village.’
“A resposta seguinte de mamãe pôs rápido fim às tentativas deles de fazer-nos retornar à Igreja da Missão. Ela disse ‘Bem, volte e diga a este “homem que eu, Josephine Payne, digo que não vou retomar.’”
Os Paynes, bem como outras pessoas que se associavam com os Estudantes da Bíblia naqueles primeiros anos, enfrentaram considerável zombaria e persistente oposição. Mas, sua fé era forte. Fazendo uma retrospectiva, apreciamos o valor da seguinte pergunta suscitada nas Escrituras: “Quem desprezou o dia das coisas pequenas? (Zac. 4:10) Sem dúvida, o propósito de Jeová de fazer com que seu nome fosse declarado em toda a terra incluía esta pequena ilha das Índias Ocidentais.
A irmã Gaul ainda serve ativamente e, desde seu batismo em 1912, nunca passou um mês sequer sem pregar as boas novas. Embora já tenha sofrido dois derrames cerebrais, chamados localmente “passagens por alto”, ela ainda é lúcida e sempre busca oportunidades de falar a outros sobre as boas novas.
Zelo Que Não Diminuiu
A irmã Waldemar Rice, outra diligente trabalhadora, tem apresentado a verdade durante as últimas sete décadas a pessoas de todas as classes. Ela tem a habilidade de usar o barbadiano, ou dialeto “bajan”, com bons resultados. Seu conhecimento cabal do linguajar local torna mais atraente seu testemunho, sem detrair da dignidade deste, e seu zeloso entusiasmo pela esperança do Reino, quando expresso no idioma nativo, consegue cativar a atenção de um ouvido atento. Ao falar com pessoas de formação humilde sobre as condições deteriorantes do mundo, ela talvez diga algo mais ou menos assim: “O mundo tá uma confusão, essa é que é a verdade, enquanto nóis passa pobrema num lugar, tem gente que passa fome notros lugar, e existe rebuliço im otras parte.”
Ela é corajosa e destemida ao defender a verdade, e este exemplo tem animado muitos jovens no decorrer dos anos. Embora seu vigor físico tenha diminuído, o zelo da irmã Rice pelo serviço de Jeová no seu 87.º ano de vida permanece tão vibrante como sempre foi.
Atingindo a Comunidade Branca
Barbados, como a maioria das ilhas das Índias Ocidentais, é constituída principalmente de descendentes de escravos negros africanos — 90 por cento da população. Entre os primeiros membros da população branca a aceitarem a verdade estava Lucy Gooding, cuja família morou certa vez no local onde está situado atualmente o prédio da filial e um Salão do Reino, em Bridgetown.
John Benjamin levou a mensagem do Reino aos Goodings certa tardinha em 1910. Como anglicanos fervorosos que eram, ficaram surpresos ao ouvir a explicação da verdade bíblica sobre algumas de suas preciosas crenças. Preocupados, levaram o assunto ao seu pastor. “Por que preocupar-se com tais coisas?”, respondeu ele. “Esqueçam-nas e apeguem-se à igreja.” Em vez disso, eles renunciaram.
Visto que a irmã Gooding tinha uma personalidade bem forte e sabia explicar a verdade com clareza, ela esteve na vanguarda da obra do Reino durante muitos anos. Desde os primeiros dias, a casa dela serviu de lar missionário extra-oficial para representantes especiais da Sociedade que visitavam Barbados.
Não havia segregação nem desarmonia entre essas primeiras Testemunhas. As divisões sociais e étnicas nunca se infiltraram em suas fileiras, como se dava no restante da comunidade. Todos os veteranos que ainda estão conosco relatam prontamente as evidências do amor e do afeto muito fortes que eles sentiam e ainda sentem uns para com os outros. É como Jesus disse: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 3:35.
A irmã adotiva de Lucy Gooding, Winifred Heath, lembra-se dos primeiros dias e das mudanças que ela mesma teve de fazer para se tornar serva aprovada de Jeová. Ela ri de si mesma ao recordar-se com embaraço: “Ora, eu costumava xingar feito pescador.” Visto que tais mudanças vieram lentamente, ela não foi batizada nos primeiros anos, mas o fez em 1940, quando estava em andamento o ajuntamento das “outras ovelhas”.
Benefícios dos Discursos Públicos
Os discursos públicos sobre a Bíblia desempenharam importante papel na disseminação da verdade. Alfred Joseph, que veio originalmente da Guiana, teve seu contato inicial com a verdade durante um discurso bíblico proferido ao ar livre, na Praia de Brandons, próxima ao porto de Bridgetown. Havia cerca de 50 pessoas presentes para ouvir o discurso intitulado: “Onde Estão os Mortos?” Este início de sua instrução bíblica levou ao seu batismo em 1915, que se deu não muito longe do local onde ele ouviu aquele discurso público.
Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32) Agora que o irmão Joseph estava espiritualmente livre, ele podia ajudar outros a obter a mesma liberdade. É interessante que em 1516, mediante Licença Imperial Espanhola, abrira-se o caminho para o tráfico legalizado de escravos trazidos da África, que durou mais de três séculos e meio. Mas, como que numa inversão das coisas, Alfred Joseph e William R. Brown, da Jamaica, ambos descendentes de escravos africanos, foram à África para indicar o caminho da liberdade espiritual a muitos milhares de pessoas que viviam na África Ocidental. Desse modo, em 29 de junho de 1915, o irmão Joseph partiu num navio a vapor para cumprir um contrato de trabalho em Serra Leoa, onde também trabalhou laboriosa e realmente em divulgar as boas novas do Reino.
Quando o irmão Joseph retornou a Barbados 18 anos mais tarde, desempenhou importante papel no proferimento de discursos ao ar livre. Certa ocasião, ele levou um grupo de irmãos e irmãs para trabalhar em Waverly Cot, na paróquia de St. George’s. Como de costume, passaram a manhã pregando às pessoas nos seus lares e convidando-as para uma reunião pública que se realizaria à tarde. Alugou-se um salão público para esse propósito. No entanto, assim que o discurso começou, somente com a presença dos irmãos e das irmãs, os membros da missão Church Army da Igreja de St. Luke reuniram-se do lado de fora com um bombo, um tambor e um timbale. O barulhento ribombo dos tambores, acompanhado de canto, destinava-se a abafar a voz do orador. Ajuntou-se uma multidão. O barulho era ensurdecedor. O irmão Joseph, desprovido de qualquer equipamento de som, mal podia ser ouvido.
Daí, para a grande surpresa dos irmãos e da multidão do lado de fora, caiu uma chuvarada repentina. Contudo, o céu estivera claro, sem nenhum indício duma iminente tempestade. Visto que o salão no qual os irmãos estavam reunidos era o único local que oferecia abrigo, todos os que estavam reunidos do lado de fora, inclusive os que tocavam os tambores, entraram apressadamente no salão, que logo lotou. Todos permaneceram para ouvir o discurso de uma hora e também o apreciaram. Quando os irmãos partiram para casa, descobriram que estranhamente a chuva caíra apenas na região em que o salão se situava!
Sementes Caem em Outras Ilhas
Atualmente, a filial em Bridgetown, Barbados, supervisiona a obra de pregação do Reino em cinco outras ilhas: Bequia, Cariacu, Granada, Sta. Lúcia e S. Vicente. Essas ilhas estão situadas a oeste de Barbados — todas num raio de 253 quilômetros.
Granada, a mais distante dessas ilhas, a sudoeste, tem apenas 311 quilômetros quadrados, com uma população de 112.000 amistosos habitantes. Granada ganhou o apelido de “Ilha das Especiarias” devido à grande produção de condimentos aromáticos, como canela, cravo-da-índia, fava-de-cheiro, cacau, e noz-moscada.
As sementes da verdade foram plantadas nesta pitoresca ilha no ano do irrompimento da Primeira Guerra Mundial. Como trabalhador imigrante no Panamá, Elias James aceitara a mensagem do Reino de Deus e tornara-se publicador dedicado e batizado. Muito ansioso de divulgar a verdade aos habitantes de sua ilha natal, retornou para lá em 1914. Logo contatou o Sr. Briggs, um barbadiano residente em Granada. Briggs aceitou prontamente a mensagem do Reino.
Por volta dessa época, zelosos trabalhadores em Barbados enviavam tratados e outras publicações a seus conhecidos nas “ilhas mais baixas”. Judith Callender, que serviu fielmente a Jeová até sua morte, vários anos atrás, relatou que o tio dela, “Popie”, enviava tratados ao pai dela, Francis, um barbadiano, quando este morava com ela em Granada. Este, por sua vez, partilhou as boas novas com seus patrícios barbadianos.
Entre os que aceitaram a verdade estava Chriselda James, cunhada de Elias James. Ela conseguiu criar seus nove filhos na verdade apesar da persistente oposição do marido. Todos os nove filhos foram batizados quais Testemunhas. Como membro declarado dos ungidos, ela revelou ser uma cristã leal e perseverante até seu falecimento em 1986, aos 87 anos. Três dos filhos morreram antes dela, mas todos os outros ainda estão ativos, sendo que dois deles servem como pioneiros regulares e um como ancião e pioneiro especial.
Ministros viajantes visitantes também são lembrados por sua participação na obra do Reino em Granada. Entre eles havia A. T. Johnson, W. R. Brown e E. J. Coward. O serviço do irmão Coward no leste do Caribe teve pleno êxito em todos os sentidos. Entretanto, não escapou aos olhos invejosos do clero. Explorando os temores existentes durante a Primeira Guerra Mundial, inimigos da verdade espalharam um rumor perverso, sugerindo que E. J. Coward era um espião alemão! Sob tal pressão por parte do clero, as autoridades governamentais ordenaram que o irmão Coward partisse das Índias Ocidentais Britânicas. Assim, seu ministério foi ali abruptamente interrompido. Após esse episódio, a Sociedade deu-se conta de que nenhum Estudante da Bíblia procedente dos Estados Unidos conseguiria entrar com facilidade nas ilhas. Assim, providenciou-se que o irmão George Young, um canadense, fosse enviado para lá em 1922.
No decorrer dos anos, os que assistiam aos congressos eram principalmente gente idosa, de modo que as pessoas começaram a referir-se a esta como “religião dos velhos”. No entanto, eles tinham espírito jovem e entusiástico. Não era incomum esses trabalhadores devotados caminharem 8 quilômetros ou mais, às vezes sob pesada chuva tropical, para assistir às reuniões semanais.
Acompanhe-nos agora, ao irmos para S. Vicente, apenas uns 118 quilômetros ao norte de Granada, para ver como a obra teve início ali.
Início em S. Vicente
S. Vicente, uma ilha pitoresca com uma área de 388 quilômetros quadrados, e sede de um dos jardins botânicos mais antigos do leste do Caribe, foi visitada pelo irmão A. T. Johnson em 1913. Naquele tempo Ethel e Maud Thompson, e o pai delas, mostraram certo interesse na mensagem do Reino. Vários anos mais tarde, Philippa La Borde, uma trinitina, estabeleceu-se na ilha.
Existe um ditado popular entre os agricultores nas Índias Ocidentais que com freqüência se tem provado veraz: “Semente caída produz mais do que a plantada.” Em outras palavras, uma semente que cai ao acaso produz mais do que a que é deliberadamente semeada. Por exemplo, em 1918, ao vasculhar os bolsos da roupa do marido antes de lavá-la, Philippa encontrou um tratado bíblico que W. R. Brown entregara a ele. Este tratado atiçou o interesse. Tanto ela como o marido estudaram e aceitaram a verdade, e então foram batizados em 1.º de agosto de 1918. Alguns anos depois, antes de 1923, eles foram a S. Vicente por motivos de saúde. Pretendiam ficar apenas alguns meses, mas acabaram ficando muitos anos.
Recordando as primeiras impressões que teve ao ir para S. Vicente, Philippa declarou: “As ruas eram acidentadas e poeirentas, mas o povo era muito amistoso, e era isso o que importava. Nos 50 anos que se seguiram, a irmã La Borde, usualmente chamada na ilha de “Mamãe Lab, conseguiu levar a mensagem a altas autoridades do governo — pois fora professora do jardim da infância de algumas delas. Ela era pequena e de aspecto frágil, mas tinha uma personalidade forte e sabia explicar as verdades bíblicas de forma simples e lógica.
Pode-se ver claramente sua iniciativa e desenvoltura na maneira em que ajudou Marion Dunn, uma nativa de S. Vicente, até esta dar o passo do batismo. A Sra. Dunn conheceu a verdade em Cuba, em 1914. Logo depois retornou a S. Vicente, mas daí enfrentou dura e persistente oposição por parte de sua prima, com quem morava. Devido ao espírito vingativo da prima, a Sra. Dunn hesitou em dedicar a vida a Jeová e simbolizar isso pelo batismo em água. Mas, depois de a irmã La Borde prover incentivo bíblico e ajuda necessários, tomaram-se providências para que Marion Dunn fosse batizada em particular na casa da irmã La Borde, em 1935. Anos depois, a irmã La Borde refletiu: “Aprendi muito ao trabalhar com a irmã Dunn, a saber, paciência e humildade.”
Ajuda Adicional Provida
John C. Rainbow, da sede da Sociedade nos Estados Unidos, foi designado em 1924 para passar uma semana com as Testemunhas em S. Vicente. Sua visita proveu excelente encorajamento, não só para essas irmãs fiéis, mas também para os que assistiram aos seus discursos proferidos na Biblioteca Carnegie, em Kingstown, a capital.
George Young, em sua segunda viagem missionária às ilhas, também parou em S. Vicente para auxiliar essas irmãs. Nessa ocasião, 1932, o Fotodrama da Criação foi exibido na Biblioteca Carnegie e foi muito bem recebido. De fato, por exigência do público, foram feitos arranjos para outra exibição, desta vez no palácio da justiça da capital. O irmão Young proferiu uma série de discursos públicos e ajudou as irmãs a organizar um estudo semanal de A Sentinela. Para ajudar a promover a adoração verdadeira entre essa gente humilde, ele também iniciou o ministério de casa em casa nesta ilha.
Tatear por Deus e Achá-lo
Durante os anos de guerra, de 1939 a 1945, ocorreu algo em S. Vicente que certamente ilustra a orientação angélica no ajuntamento dos semelhantes a ovelhas. No alto das montanhas de Riley, há um lugar de onde se pode olhar para o sul e obter uma vista abrangente da ilha de Bequia, distante uns 16 quilômetros, ou olhar para o norte e obter uma vista estonteante do vale Mesopotâmia, logo abaixo. No alto dessas montanhas vivia um grupo de pessoas sinceras que se reuniam regularmente para aprender sobre Deus. Embora desencaminhadas, ainda estavam ‘tateando por Deus’. (Compare isso com Atos 17:26, 27.) Leonard Pope, o bispo do grupo, junto com o líder Albert Forbes e a congregação dos “shakers” (tremedores), como se denominavam, vieram a apreciar as publicações da Torre de Vigia e as utilizavam em suas reuniões.
Certo dia em 1942, Rupert G. Wyllie parou para ouvir Leonard Pope, enquanto este pregava numa região chamada Lote de Paulo, em Kingstown. Pope pregava em voz alta, mas à base do que dizia, Wyllie, que era leitor das publicações da Torre de Vigia, sabia que Pope devia ter lido as mesmas publicações. Ademais, na mão de Pope, que ele usava para fazer gessos dramáticos, havia um livro que citava com freqüência, asseverando que comprovava suas afirmações. Wyllie lembra-se de ter refletido: ‘É verdade que ele é um shaker, mas agora ele está dizendo algo que vale a pena ouvir.’ Mais tarde, ao conversar com Wyllie, Pope disse: “Deve haver algum lugar em Kingstown para estudar isto.” Wyllie conhecia as irmãs La Borde e Dunn, de modo que encaminhou Pope a elas. Este encontrou as irmãs e aprendeu mais sobre a verdade. Pouco depois ele e sua congregação de oito pessoas percorriam a pé os oito quilômetros até Kingstown para assistir ao estudo semanal de A Sentinela.
Em 1944, durante a visita que Gilbert Talma, superintendente da filial da Sociedade em Trinidad, fez a S. Vicente, todos os oito foram batizados na Praia de Edinboro. Todavia, somente em 1947 esse grupo de Testemunhas em Riley foi organizado de modo a formar a segunda congregação em S. Vicente. A primeira encontrava-se em Kingstown. No ano seguinte, diversos dos ex-shakers tornaram-se pioneiros de tempo integral e deram um testemunho eficaz nas regiões de difícil acesso no interior.
O último dos oito membros originais do grupo do “Bispo” Pope, Leonora Forbes, apesar de ter as pernas aleijadas pela artrite, continuou participando ativamente na divulgação das boas novas do Reino até sua morte em março de 1988. Ela era maravilhosa fonte de incentivo tanto para jovens como para idosos.
Quando foi doado um pequeno terreno no alto duma colina para a construção dum Salão do Reino, esses trabalhadores diligentes esforçaram-se arduamente. O local proporcionava uma vista majestosa, mas era um desafio construir ali. Os irmãos e as irmãs transportavam os materiais de construção na cabeça até o canteiro de obras — uma distância de 2,4 quilômetros tanto do rio como da estrada de acesso mais próxima. Por fim o salão foi terminado, o primeiro salão próprio dos irmãos na ilha. O acesso a este pitoresco Salão do Reino era por meio de degraus escavados na colina de argila. Naturalmente, no tempo de chuva esses degraus ficavam extremamente escorregadios, e diversos superintendentes viajantes escorregaram até o sopé da colina — quer ainda em pé, quer de outras maneiras!
Antes de passarmos para Sta. Lúcia, retornaremos brevemente a Barbados para observar o progresso da obra ali.
Ônibus Alugados Para Dar Testemunho
Os colportores (atualmente chamados de pioneiros) realizavam extensiva obra de distribuição de publicações bíblicas. Cuthhert Blackman, agora no seu 77.º ano de vida, era um dos 10 pioneiros em Barbados em 1931, e havia outros 44 que participaram no trabalho conforme o tempo e as circunstâncias permitiam.
Hoje em dia os habitantes de Barbados são bem servidos por uma rede de estradas modernas. De fato, embora seja descrita como tendo “34 quilômetros de comprimento e um sorriso de largura”, a ilha possui 1.280 quilômetros de estradas pavimentadas ou asfaltadas. Mas, 50 anos atrás os transportes eram bem diferentes de agora. Havia freqüentes curvas sem visão nas estradas, que eram resquícios dum sistema rodoviário projetado essencialmente para as carroças de burro do século 17. Por causa disser, relata o irmão Blackman, “de bom grado utilizamos os serviços da carroça do irmão Edwin Hacktt, puxada por seu fiel cavalo Harry”.
Entretanto, à medida que outros meios de transporte se tornaram mais comuns, os irmãos passaram a alugar ônibus para dar testemunho. Dessa forma todas as 11 paróquias da ilha puderam ser sistematicamente cobertas pelo testemunho em grupo. Durante algum tempo os irmãos usaram cartões de testemunho para explicar o motivo de suas visitas. Mais tarde, tocavam-se para os moradores as gravações dos sermões do irmão Rutherford em fonógrafos portáteis, e aparelhos de som foram usados para assistências maiores.
Normalmente, o povo da ilha levanta-se cedo. Alfred Joseph relembrou certa manhã em que ele e alguns outros irmãos resolveram iniciar bem cedo o testemunho em Holetown, pequena comunidade situada na costa oeste. Instalaram o equipamento de som no alto duma árvore para que o som se propagasse longe no tranqüilo ar da manhã e assim atingisse mais pessoas. Essa tática agressiva obteve uma reação imediata. O irmão Joseph disse: “Logo surgiu o sargento da polícia, avisando que havia sido enviado pelo ‘reverendo’ e que devíamos interromper nosso programa de instrução bíblica. Nós o incentivamos a ouvir durante alguns minutos. Quando observou que não éramos de modo algum desordeiros — exceto por iniciarmos cedo — e que não havia nada de errado em nossa mensagem do Reino, ele partiu.
Testemunhas Destemidas
O zelo e o destemor dos irmãos, conjugados com a determinação de dar um testemunho cabal, eram características marcantes daquele período. Essas primeiras testemunhas levaram a mensagem aos portões, por assim dizer. Ávidas de expor a hipocrisia e a confusão da cristandade, conseguiram fazer com que muitos se sentassem e refletissem seriamente, coisa que de outro modo não teriam feito.
Por exemplo, quando certo “Reverendo” Ince, da Igreja dos Nazarenos, de St. Lawrence, em Christ Church, Barbados, ouviu falar das viagens do irmão Joseph na África, convidou o irmão Joseph para falar à sua congregação sobre a vida na África. “Aceitei de bom grado”, relembra o irmão Joseph, e concordei em falar por uma hora. Usei boa parte do tempo para relatar minha obra ministerial em Serra Leoa e o modo de vida ali. Mas, daí achei que deveria dizer algo sobre certos ensinos bíblicos. Pedi que o ‘Reverendo’ Ince e seu catequista acompanhassem os textos que eu estava usando, tais como Ezequiel, capítulo 34, e Isaías, capítulo 28. Então, ficando ainda mais audacioso, convidei Ince a ler Isaías 56:10, 11. (“Os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos . . . ” — Almeida) Bem, isso já era demais, pois ele pediu imediatamente que se entoasse um hino. No entanto, antes de a congregação começar, continuei meu tema.
“Na próxima oportunidade que surgiu, ele pediu que se fizesse uma coleta. Agora, pode imaginar-me discutindo com ele até mesmo sobre esse assunto, e isto dentro da própria igreja dele? Bem, foi o que fiz! Entende, a orientação da Sociedade estava profundamente gravada em minha mente — ‘Entrada franca e não se faz coleta’ — de modo que não podia deixar passar essa oportunidade sem dizer algo. Disse à inteira congregação que nós não coletaríamos um centavo sequer, e que eu pagaria até mesmo o custo da eletricidade usada durante a reunião. Por fim, não se fez nenhuma coleta.
“Perguntei à congregação se gostariam que eu lhes falasse novamente, noutra ocasião. A resposta foi definitivamente afirmativa. Entretanto, o ‘reverendo nunca mais me convidou.
“Algum tempo após esse incidente, montei o equipamento de som ao ar livre próximo aos fundos da mesma Igreja dos Nazarenos, e toquei as gravações do Juiz Rutherford. Em resultado disso, quando a congregação se reuniu para o ofício, muitos não entraram, mas ficaram do lado de fora para ouvir o discurso gravado. Se foi principalmente por curiosidade, ou se foi por real interesse, não sei, mas posso dizer o seguinte: ‘Minha congregação’ do lado de fora era maior do que a que estava dentro da igreja.”
Até 1936 havia quatro congregações das Testemunhas de Jeová situadas em Barbados — uma em Bridgetown e uma em cada uma das paróquias de Christ Church, St. George e St. Philip.
Cego Ajuda Outros a Enxergar
Muitos em toda a ilha estavam aceitando a verdade. Indicavam isso por ficarem em pé diante da companhia, como então eram chamadas as congregações, repudiarem sua anterior ligação com a cristandade, e declararem sua consagração (dedicação). Mais tarde, simbolizavam isso pela imersão em água. Um dos que fizeram isso em fins da década de 30 foi um cego, Cecil Alleyne.
Cecil fez sua declaração pública num cenário diferente. Como pastor-assistente da Igreja dos Nazarenos em Blades Hill, St. Philip, ele já conhecia inúmeras passagens bíblicas. Mas, nunca havia compreendido o “modelo de palavras salutares”. (2 Tim. 1:13) Entretanto, quando o irmão Blackman deu testemunho a ele, não levou muito tempo para que Cecil, mesmo sendo cego, enxergasse a verdade. Agora ele se sentia enraivecido por causa dos muitos anos de esclarecimento espiritual que havia perdido durante o tempo em que esteve associado com a Igreja dos Nazarenos. Pouco depois, declarou diante da igreja que não mais se associaria com eles, mas se tornara Testemunha de Jeová. Muitos dos presentes choraram e suplicaram para que não a abandonasse, pois era muito querido por eles. Mas, nos anos que se seguiram, muitos deles aceitaram a verdadeira adoração em resultado de o irmão Alleyne lhes dar testemunho.
Ele conhecia muito bem os distritos, visto que não nascera cego. Ao andar acompanhado no território, sabia exatamente onde se encontrava e quem morava na casa onde porventura estivessem passando. Seu notável zelo e bom senso de humor tornavam-no benquisto. Ele tinha um jeito cativante de falar com as pessoas, apoiado por uma risada contagiante, que tanto tornava compreensíveis os pontos bíblicos que estivesse explicando, como provia uma pausa revigorante para inculcar os pontos. Ele foi grandemente responsável pela formação de uma boa congregação que mais tarde foi estabelecida em Blades Hill. Um daqueles a quem ele deu testemunho, e a quem ajudou muito, foi Oswald Batson, que se tornou pioneiro, e mais tarde serviu como superintendente de circuito e depois como superintendente de distrito nas seis ilhas do território da filial, até sua morte em 1957. O irmão Alleyne também já morreu.
Organização Teocrática Durante a Segunda Guerra Mundial
Em sentido histórico, 1938 foi um ano significativo para os do povo de Jeová em todo o mundo. Aquele ano marcou o reconhecimento da necessidade duma organização totalmente teocrática. No leste do Caribe, assim como no mundo inteiro, houve medidas corretivas na estrutura organizacional. Isso foi deveras providencial, pois contribuiu para a união necessária para ajudar os verdadeiros cristãos a manter a neutralidade durante o conflito mundial que logo se seguiu.
Embora tais ilhas não estivessem diretamente envolvidas nas hostilidades, como colônias da Grã-Bretanha forneciam potencial humano para serviços fardados. Todavia, nossos irmãos mantiveram-se fora das atividades de guerra e devotaram seus esforços a apontar para o Reino de Jeová como a única esperança da humanidade. Embora não houvesse nenhuma proscrição oficial às publicações da Sociedade, as autoridades usaram seus altos postos para restringir a entrada de publicações, registros, documentos e outros suprimentos que auxiliariam a atividade do Reino.
Isso resultou na escassez de publicações. Assim, quaisquer publicações que os irmãos recebessem eram usadas com muita cautela. A irmã Lucy Gooding e alguns outros em Barbados tornaram-se devotados escribas, que copiavam e distribuíam aos irmãos artigos de estudo de quaisquer revistas A Sentinela que recebessem. As palavras da irmã La Borde, de S. Vicente, expressam gratidão de coração e refletem a atitude de todos os então associados: “Agradecemos a Jeová e à nossa querida irmã Gooding, que partilhava conosco a chamada celestial, por possibilitar manter-nos em dia com as informações mais recentes.”
Após o fim da guerra, fez-se um apelo ao governo para que permitisse novamente a importação de publicações da Sociedade. Logo depois, as publicações despachadas foram recebidas, e desde então não tivemos mais dificuldades.
Chegam Formados em Gileade
Muitos países, inclusive Barbados, estavam em vias de receber uma bênção não aguardada. A partir de 1945, chegaram formados na Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. Que grandioso ímpeto isso deu à obra!
James e Bennett Berry, dois irmãos carnais, e Franklyn Lamar Pate, começaram a servir como missionários em novembro de 1945. Também serviram as demais ilhas, agora supervisionadas por esta filial, como superintendentes de circuito, que naquele tempo eram chamados de servos aos irmãos. Em virtude de partilharem com os irmãos o excelente treinamento recebido em Gileade, notou-se uma sensível melhora no padrão de ensino, tanto nas congregações como no ministério de campo.
Pela primeira vez os irmãos em Barbados reconheceram o benefício de se abranger dentro do tempo estipulado todos os parágrafos programados da matéria designada de estudo. Isso beneficiou especialmente a congregação Bridgetown, onde se desenvolvera um espírito controversial entre alguns. O espírito melhorado propiciava maior progresso espiritual. Diversas pessoas novas e mais jovens passaram a associar-se.
A esta altura, havia seis congregações em Barbados, com 72 publicadores ativos. A assistência à Comemoração naquele ano foi de 199. Nesse ínterim, Granada relatou 15 publicadores, com 22 presentes à Comemoração.
Visita do Presidente
Em 1946, após a guerra, o presidente da Sociedade, Nathan H. Knorr, e o então vice-presidente, Frederick Franz, visitaram pela primeira vez as Índias Ocidentais. Nesta ocasião, porém, a única ilha visitada foi Trinidad, que supervisionava a obra do Reino em todas as ilhas do leste do Caribe.
Quanta emoção e apreço causou o recebimento da carta da filial de Porto de Espanha, Trinidad. Dirigida a todas as congregações, a carta dizia em parte: Será organizado um congresso e uma reunião pública em que o irmão Knorr será o orador. Será impossível para os irmãos Knorr e Franz visitarem outras ilhas durante esta viagem, de modo que queiram informar disso os irmãos. . .. Seria bom que os servos de companhia e o pioneiros estivessem presentes, caso tenham condições para isso. Esta será uma oportunidade maravilhosa de os irmãos das Índias Ocidentais se reunirem com o presidente e o vice-presidente da Sociedade, e obterem valiosas informações sobre a promoção do serviço do Reino.”
Mas, os benefícios do programa do congresso foram estendidos até mesmo aos que não puderam viajar a Trinidad. Para possibilitar isso, realizou-se um grande congresso em Barbados, em outubro daquele ano. Nessa época, Joshua Steelman, outro formado de Gileade, havia chegado e tomou parte no programa do congresso. Neste congresso, os irmãos se alegraram com a notícia de que as congregações seriam visitadas regularmente pelos “servos aos irmãos”, agora chamados superintendentes de circuito. A assistência recorde foi de 902 pessoas. Esse foi o início da era dos congressos maiores e bem organizados em Barbados.
Entre os que foram fortalecidos por esse congresso estavam os irmãos St. Clair Gall e Frank Gall. O genuíno espírito de pioneiro demonstrado pelos missionários impressionou-os tanto que também ingressaram no serviço de pioneiro. Em 1950, Frank Gall e Fitz Gregg foram os primeiros barbadianos a serem convidados a cursar a Escola de Gileade. Depois de se formarem na 16ª. turma, ambos foram designados para Honduras Britânica (atual Belize).
À medida que os irmãos locais davam de si, às vezes além do normal, Jeová derramava bênçãos abundantes sobre eles. Dudley Mayers, aos 81 anos, relembra aqueles anos e nos conta: “Éramos apenas dez no pequeno grupo de Hall’s Village, em St. James, inclusive quatro membros de minha família. Visto que um dos irmãos era bastante idoso e havia muitas irmãs, eu fui designado para todos os cargos de servo na companhia, como então chamávamos a congregação. Mais tarde, transferimos nosso local para Cave Hill, em St. Michael, que distava uns 5 quilômetros do local original, e daí em diante as coisas realmente começaram a melhorar, até que hoje temos cerca de 135 publicadores e mais de 200 pessoas presentes às reuniões de domingo.” O próprio irmão Mayers, embora já tenha sofrido três infartos, continua servindo regularmente como pioneiro auxiliar.
Não Desistiram
Levou algum tempo para os missionários se ajustarem às condições locais e adquirirem certa medida de imunidade às doenças locais. Muitos deles não desistiram, mas permaneceram na designação.
Um exemplo excelente de alguém que não desistiu e que veio a ser muito querido pelos irmãos é Sven Johansson. Em março de 1949, ele e Richard Ryde foram designados para servir quais missionários em Granada. O irmão Johansson, originário da Suécia, relembra a ocasião em que contraiu malária. Desconhecendo a doença que tinha, tentou fazer um tratamento para resfriado, da melhor forma que ele, como solteiro, sabia, mas finalmente deu-se conta de que sua doença era muito mais grave do que imaginara. Ele escreve: “Quando o médico iniciou o tratamento, já era muito tarde. Todo mundo achava que eu ia morrer. Meu companheiro missionário, Richard Ryde, chegou a escrever ao irmão Knorr sobre providências para o funeral. O irmão Knorr respondeu prontamente que ele deveria certificar-se de que eu recebesse os melhores cuidados médicos disponíveis.
“Por fim, melhorei. Daí, meu companheiro contraiu a mesma enfermidade. Tivemos repetidas recaídas. Às vezes ambos ficávamos doentes, de cama, ao mesmo tempo. Para decidir qual dos dois se levantaria para cuidar do outro e executar as tarefas domésticas necessárias, comparávamos as temperaturas do corpo. O que estivesse com a temperatura mais alta ficava na cama. Lutamos durante muitos anos contra essa incômoda e recorrente febre. Quanto a mim, levou oito anos até ficar curado.”
Respeitado Pelo Trabalho Honesto
O irmão Johansson não só serviu em Granada, onde se casou com uma irmã local, mas também em S. Vicente. Em 1951, ele e sua esposa foram a S. Vicente, onde serviram como pioneiros regulares por diversos anos. No entanto, mal se havia instalado quando recebeu uma notificação do chefe de polícia de que tinha cinco dias para deixar a ilha. Numa subseqüente entrevista com o chefe, foi informado de que fora declarado indesejável por ser espião estrangeiro. O irmão Johansson explicou-lhe que era Testemunha de Jeová e não se envolvia em política. O chefe de polícia permaneceu irredutível.
O irmão Johansson escreveu: “Meu único recurso era falar com o administrador da ilha. Depois de marcar entrevista, consegui conversar com o administrador durante uns 30 minutos. Ele confirmou o que o chefe de polícia me havia dito, a saber, que eu era agora um visitante indesejado. O administrador disse então que eu era contra os católicos; sendo ele próprio católico, ressentia-se muito disso. Assegurei-lhe de que não era contra os católicos. Mencionei que meu barbeiro era católico e que eu visitava os católicos em seus lares para falar-lhes sobre a Bíblia. Por fim, ele disse: ‘Sr. Johansson, ouvi dizer que sabe consertar muito bem rádios. Tenho dois rádios que precisam de conserto. Eu os mandarei amanhã para consertá-los. Pode ficar na ilha.’ Apanhou então o telefone, ligou para o chefe de polícia, e deu-lhe as instruções de que se deveria permitir que eu ficasse na ilha.”
Por mais de uma vez, ser o irmão Johansson exemplar em seu trabalho secular resultou em excelente testemunho. Certo homem de negócios desejava contratar uma pessoa fidedigna e honesta para consertar rádios com defeitos. Ele apanhou dois rádios idênticos que estavam em boas condições, e cortou um fio no circuito de cada rádio. Daí, mandou os dois rádios a dois técnicos considerados por ele como estando entre os melhores no ramo. Quando o irmão Johansson devolveu o rádio que lhe havia sido entregue para consertar, anexou uma conta de 2,40 dólares do Caribe (uns Cz$ 500,00), declarando que se referia à solda dum fio rompido. O outro técnico cobrou a substituição de válvulas e outras peças. Ao irmão Johansson coube o serviço de consertador de rádios daquela firma.
Durante os 39 anos em que o irmão Johansson tem passado nestas ilhas, serviu no circuito, no distrito, e como pioneiro especial. Atualmente, ele mora em Barbados e serve como pioneiro regular e como membro da Comissão de Filial que supervisiona a obra do Reino nessas ilhas. Embora tenha sofrido recentemente um grave infarto, recuperou-se. Seu coração, um tanto enfraquecido, exige um ritmo mais lento. Seu exemplo no decorrer dos anos lembra a muitos o comentário de Paulo em 2 Coríntios 6:4-6: “Recomendamo-nos de todo modo como ministros de Deus, na perseverança em muito, em tribulações, em necessidades, em dificuldades, . . . pela longanimidade, pela benignidade, por espírito santo, pelo amor livre de hipocrisia.”
Início da Obra do Reino em Sta. Lúcia
Sta. Lúcia, 192 quilômetros a noroeste de Barbados, é uma luxuriante e bela ilha tropical com 120.000 habitantes. Famosa por seus montes gêmeos, em formato de pão-de-açúcar, que se elevam abruptamente do mar, Gros Piton e Petit Piton, a ilha é famosa pela produção de banana e de copra.
Em 1947, Sta. Lúcia também começou a produzir frutos do Reino. A primeira Testemunha nativa foi Leanna Mathurin. Ela morava em Demerara, na Guiana, quando aceitou a verdade. Escreveu ao irmão Knorr, indagando se havia algo que pudesse fazer para ajudar a disseminar as boas novas em Sta. Lúcia. Após receber a animadora resposta do irmão Knorr, mudou-se para Micoud, uma aldeia que fica a uns 48 quilômetros de Castries, a capital.
Dois anos depois chegaram missionários treinados em Gileade — Lloyd Stull e William Cammers. Esses dois, junto com Leanna Mathurin, constituíam a população total de Testemunhas de Jeová na ilha.
Esta zelosa irmã, sabendo falar o patoá nativo, uma mistura de francês e inglês, levou a muitas pessoas do interior o consolo das Escrituras. Construiu um pequeno Salão do Reino com seus próprios recursos. Foram adicionados dois cômodos, um de cada lado. Ela ocupava um cômodo, e reservava o outro para ministros viajantes. Embora tenha 82 anos, ainda serve zelosamente como pioneira regular.
Em Sta. Lúcia, por ser predominantemente católica, era um tanto desafiador os missionários conseguirem acomodações adequadas, mas o irmão Stull diz: “Adotávamos o conceito de que tudo o que necessitávamos nos seria provido no ministério de casa em casa.” E de fato, vez após vez suas necessidades foram providas.
No decorrer dos anos, mais missionários foram enviados a Sta. Lúcia. Entre estes estavam Fred Dearman, dos Estados Unidos, e William e Edith Honsinger, do Canadá, que ainda servem fielmente em suas designações. As bênçãos de Jeová tornaram-se realmente manifestas nos seus labores realizados por amor à causa, pois há agora quatro excelentes Salões do Reino que servem as necessidades de cinco congregações e seus 380 zelosos publicadores.
Enjôo nas Viagens Para Congressos
Nos primeiros anos, os irmãos tinham de usar chalupas de um só mastro, veleiros, escunas, ou qualquer embarcação que navegasse no mar entre as ilhas, para chegar aos congressos nas diversas ilhas. Não havia transportes aéreos confiáveis que ligassem as ilhas. Para os marinheiros acostumados, as viagens marítimas não representavam problema. Mas, para alguns como o irmão Stull, isso freqüentemente se revelava uma experiência desagradável.
Certa pessoa descreveu uma dessas viagens do seguinte modo: “O irmão Stull, não estando acostumado ao mar, ficou muito enjoado no barco. Ademais, para piorar as coisas, a viagem que devia levar um dia levou três dias devido à turbulência do mar.
“Tínhamos de dormir no convés, visto que havia carga tanto no porão como nas cabines. Havia um encerado para nos abrigar, mas por fim a chuva e os respingos do mar a atravessavam. O irmão Stull ficou tão enjoado que não tinha forças para se abrigar, de modo que na maior parte do tempo ficou exposto às intempéries. Durante o dia, quando o sol brilhava, nós o virávamos de um lado para secar, depois o virávamos do outro lado até que secasse completamente — até o tempo piorar novamente, quando a história se repetiria.”
A angustiante experiência persistiu até que os irmãos avistaram a ilha do congresso. Mas mesmo então não houve alívio. A maré inverteu, e a correnteza levou o barco para o mar, fora da vista outra vez. Quando finalmente aportaram, que frustração foi descobrir que a imigração e os funcionários da alfândega já tinham deixado seus postos! Assim, os irmãos tiveram de passar mais uma noite a bordo da escuna.
Richard Ryde, missionário com base em Granada, também passou pelas dificuldades das viagens interinsulares. Ele estava escalado para servir de presidente dum congresso em Barbados. Velejou de Granada a S. Vicente, esperando fazer uma conexão até Barbados. Apercebido da lentidão das viagens interinsulares, partiu com suficiente antecedência para poder participar nos trabalhos que antecederiam o congresso. Todavia, devido às condições do mar, o irmão Ryde chegou a Barbados apenas em tempo para ouvir o discurso público! Quando o barco em que ele viajava aproximou-se de Barbados, os que estavam a bordo conseguiram avistar a terra em diversos momentos. Conseguiram até mesmo divisar pessoas andando na praia. Mas, marés e ventos adversos os impediam de chegar até lá. Os marinheiros supersticiosos tomaram esses acontecimentos como mau presságio e ergueram cruzes, mas inutilmente. Com compreensível desgosto, o irmão Ryde disse-lhes “Rapazes, vocês não precisam de cruzes — precisam dum motor auxiliar”.
Visita da Sede
Quão deleitados ficaram os irmãos, em 1949, com a notícia de que o irmão Knorr, em sua segunda viagem ao Caribe, visitaria Barbados! Desta vez, Milton Henschel, também da equipe da sede, o estaria acompanhando. Providenciou-se um congresso de distrito interinsular a ser realizado no Steel Shed, para coincidir com a visita.
A assistência ao discurso público intitulado: “É Mais Tarde do Que Pensa!”, foi de 3.000. Tal número não foi superado durante 25 anos. Nesse congresso, o irmão Knorr também considerou com os pioneiros um assunto que produziria dividendos espirituais para as ilhas — a perspectiva de receberem treinamento em Gileade.
A “Religião Sem Inferno”
O grande amor do povo pela Bíblia faz parte da cultura da vida barbadiana. Isso, junto com a ampla alfabetização e o sincero desejo de aprender, torna o ministério de casa em casa um desafio agradável. Raramente alguém se nega a ouvir. Antes, o publicador talvez descubra que poderá surgir uma animada palestra religiosa, que exige bom conhecimento da Bíblia e uso perito dela.
Durante algum tempo, especialmente nas décadas de 60 e 70, com freqüência as pessoas se referiam às Testemunhas como a “religião sem inferno”. Um de nossos irmãos lembra que Gertrude Linton era chamada pelo povo da comunidade de “Gerti Sem-Inferno”. Obviamente, isso visava causar tropeço às pessoas que mostravam interesse em nossa mensagem. Assim, tornou-se necessário elaborar uma parte no programa duma assembléia de circuito, mostrando como lidar com essa objeção por usar a Versão Rei Jaime. Foram usados textos bíblicos tais como os Salmos 55:15;86:13; Isaías 14:9 e Jonas 2:2, com as acompanhantes referências marginais da Versão Rei Jaime. Visto que a maioria dos lares possuía essa versão da Bíblia com referências marginais, o irmãos podiam raciocinar com as pessoas dentro da própria Bíblia delas, e ajudá-las a entender que o inferno mencionado nas Escrituras não é um lugar de tormento ardente, mas a sepultura. Esse método evidentemente provou-se eficaz, pois dificilmente se ouve agora essa obsessão.
Cobrindo as Granadinas com o Testemunho
As principais ilhas pertencentes ao território da filial já recebiam um bom testemunho. Mas, as ilhas menores espalhadas entre Granada e S. Vicente também necessitavam de atenção. Essas ilhas são chamadas de Granadinas.
Hoje em dia, uma pessoa que viaja de avião nesta região nunca perde de vista essas ilhas. Entretanto, para se chegar a elas anos atrás, a Sociedade comprou uma escuna de 65 pés chamada Sibia. Foi em 18 de março de 1950 que um grupo internacional de missionários lançou âncora na ilha de Cariacu, a maior das Granadinas. A tripulação era composta de Arthur Worsley, Stanley Carter, Ronald Parkin e Gust Maki, que servia como comandante—todos eram proclamadores zelosos das boas novas. Pouco depois, os 7.000 habitantes da ilha de 34 quilômetros quadrados haviam recebido seu primeiro testemunho organizado.
Os irmãos descobriram que, apesar de o povo estar relativamente isolado, havia um espírito cordial entre todos. Não possuíam muito em sentido material, mas isso pouco importava aos missionários, visto que estavam lá para dar e partilhar. Assim, para ajudar aquelas pessoas humildes, os missionários trocavam com freqüência Bíblias e outras publicações por amendoim, milho e legumes, que eram produtos locais. Em 29 de agosto de 1950, foi batizada a primeira Testemunha local, uma irmã. Em 22 de setembro de 1952, foi organizada uma congregação. Hoje, essa congregação tem mais de 43 publicadores, sem mencionar os inúmeros publicadores que se mudaram da ilha e estão agora na Europa, na América do Norte e em outras ilhas do Caribe.
Outra ilha das Granadinas que ainda preserva sua beleza rústica intocada é Bequia. A Sibia chegou ao seu pitoresco porto, Port Elizabeth, em 5 de abril de 1950. Nos anos que se seguiram, a Sibia visitou dez vezes esta ilha de uns 6.000 habitantes. Hoje em dia há uma congregação forte de cerca de 20 publicadores que cuida das pessoas que mostram interesse ali.
Em 1953, o presidente da Sociedade aprovou a compra duma embarcação maior, um barco a motor chamado Le Cheval Noir, para tomar o lugar da Sibia. O nome foi mudado para um mais apropriado, Light (Luz), que representava o real propósito dessa embarcação de hélice dupla. Havia espaço para 8 pessoas morarem a bordo. Podia transportar até 50 pessoas em curtas viagens interinsulares, e fazia-se isso com freqüência para transportar publicadores entre uma ilha e outra, para assistir a congressos.
Ajuda Após o Furacão Janete
Em setembro de 1955, o furacão Janete varreu as ilhas de Barbados, Bequia, Cariacu, Granada e S. Vicente. Como um touro furioso, o vento, a uma velocidade nunca antes registrada na memória dos que viviam nessa região, destruiu árvores e casas. Antes de se dirigir mais para o norte, o furacão Janete soprou bilhões de cavalos-vapor de energia destrutiva sobre essas ilhas durante uma semana inteira. Noventa por cento das casas e dos prédios em Cariacu foram derrubados ou destruídos.
O amor que os irmãos mostraram para com os que foram atingidos pelo furacão foi deveras notável. “Durante o furacão, estávamos com o nosso barco Light na região de Porto Rico”, disse Gust Maki. “Os irmãos e as irmãs de Porto Rico deram-nos um montão de roupas e alimentos para levar aos irmãos em Cariacu.” Lembrando a reação do povo, ele prosseguiu: “Uma vez que todas as igrejas de Cariacu ficaram danificadas, não houve ofícios religiosos durante vários meses. O sacerdote católico foi visto ir aos lares dos fiéis para lhes dar a comunhão antes de deixar a ilha. O sacerdote anglicano visitou o lar duma paroquiana para pedir dinheiro para a reforma da igreja; na ocasião esta pessoa morava numa cozinha improvisada. Ouviu-se ela dizer: ‘O bispo de minha igreja vem pedir dinheiro, enquanto as Testemunhas de Jeová vêm ajudar seus membros.’”
A Migração Influi no Crescimento
Os anos de 1950 a 1970 alteraram o padrão de crescimento e desenvolvimento da organização em todo o território da filial. Pessoas de todo o leste do Caribe sentiram a necessidade de migrar para países mais desenvolvidos em busca duma “vida melhor” e de condições econômicas melhores. Isto aconteceu especialmente em Barbados. Num período de 30 anos, Barbados relatou uma perda líquida de população de 74.000.
A situação econômica de nossos irmãos não era diferente da das outras pessoas. Muitos se viam num dilema entre duas exigências prementes — a necessidade de prover alimento, roupa e abrigo para a família, e a necessidade ainda mais urgente de manter as coisas espirituais em primeiro lugar e preservar a união da família na adoração verdadeira. Esta situação induziu os chefes de família a fazer sérias ponderações.
Muitas congregações ficaram consideravelmente enfraquecidas pela partida de alguns irmãos que haviam sido os publicadores mais zelosos. Em alguns casos, a ausência prolongada de um membro da família contribuiu para a infidelidade conjugal, e, para reparar a brecha conjugal, exigiu-se disciplina bem como orientação da parte dos anciãos. O fato de a família não estar junta contribuiu, em alguns casos, para os filhos se tornarem delinqüentes. Com o passar dos anos, os migrantes que retornavam estavam, na maioria dos casos, em melhor situação financeira, mas, em vista dos danos causados à relação familiar e do prejuízo espiritual, alguns se depararam com a pergunta: ‘Afinal de contas, será que valeu a pena?’
Melhor Escolha, Maiores Bênçãos
Houve aqueles, porém, que resistiram ao fascínio econômico, mantiveram a família unida, e agüentaram os tempos difíceis. Simplesmente exploraram ao máximo todos os seus recursos e foram ricamente abençoados por assim fazer. Considere dois dos que deram bom exemplo — Milton Alleyne e Fitz Hinds.
Embora fosse empreiteiro perito e experiente, Milton Alleyne resistiu à tentação de migrar. Permaneceu na comunidade para ajudar sua família mais do que só em sentido econômico, e para poder ajudar os irmãos locais. Manteve sua família unida e agora tem a alegria de ver os quatro filhos dedicados e batizados, e ativos na verdade. Dois servem atualmente como pioneiros regulares, e um como pioneiro especial. O irmão Alleyne serve agora como superintendente presidente da congregação Hillaby, em Barbados.
Fitz Hinds também demonstrou paciente perseverança. Ele tem estado na vanguarda da atividade teocrática, provendo liderança na congregação por mais de 36 anos. Servindo atualmente como dirigente do Estudo da Sentinela em Sugar Hill, Barbados, também teve a alegria de ajudar todos os filhos a progredir na verdade, à medida que cresciam. Os três filhos são servos ministeriais, e uma de suas filhas é pioneira regular. O restante da família participa regularmente no serviço de pioneiro auxiliar em diversas ocasiões do ano.
Felizmente, pode-se dizer que o padrão dos anos 50 a 70 mudou. Agora, menos dos irmãos mais habilitados e zelosos pensam em migrar apenas por razões econômicas.
Alguns dos que aceitaram o privilégio do serviço de tempo integral foram favorecidos com o treinamento na Escola de Gileade. É acalentador refletir no fato de que no decorrer dos anos a filial de Barbados enviou dez trabalhadores de tempo integral a Gileade. Para coordenar a obra em rápida expansão nas ilhas, dois dos formados que foram designados de volta para cá, A. V. Walker e O. L. Trotman, servem atualmente na Comissão de Filial junto com Sven Johansson.
É evidente que a obra de fazer discípulos progrediu bem. Os irmãos têm adquirido a habilidade organizacional necessária e assumido mais responsabilidade com relação à obra do Senhor nestes dias finais do atual sistema de coisas.
Após o Light, o Trabalho de Cuidar dos Interessados
Os missionários do barco Light realizaram uma obra valiosa nas ilhas. Havia, porém, um inconveniente. Nessas ilhotas, as pessoas se preocupavam muito quanto a quem batizaria seus bebês e quem realizaria os ritos fúnebres ou as enterraria quando morressem. As pessoas interessadas que estudavam com os missionários, algumas das quais chegaram a largar sua religião anterior, sentiam-se abandonadas quando os missionários tinham de levantar âncora e viajar para outra ilha. ‘Quem enterrará agora nossos mortos?’, perguntavam-se. De modo que retornavam à sua religião anterior.
Assim, por volta de 1957, Light, o lar missionário flutuante da Sociedade, já havia cumprido seu objetivo e foi vendido. Os missionários que serviam no barco foram designados a outros lugares. O cenário estava então preparado para que os trabalhadores de tempo integral com base em terra cuidassem dos que mostraram interesse.
Stanley e Ann Carter foram designados a St. George’s, em Granada. Empenharam-se leal e fielmente em fortalecer os irmãos. Logo o entusiasmo gerado pelas zelosas Testemunhas na cidade tornou necessário um local maior para as reuniões. Construiu-se um excelente Salão do Reino num local cuja vista dava para o belo porto de St. George’s, e este foi dedicado por Robert Wallen, da equipe da sede mundial, quando este visitou como superintendente de zona, em março de 1964.
Reajustes Afastam os Descontentes
A provisão da Sociedade em 1961 de treinamento adicional por meio da Escola do Ministério do Reino para pioneiros especiais, missionários e anciãos de congregação contribuiu muito para fortalecer a obra em sentido organizacional. Ajudou os irmãos habilitados a reconhecer o valor de se fazer empenho para permanecer em suas designações, em vez de migrar em busca de benefícios econômicos. Precisava-se dar também atenção a situações que envolviam publicadores cuja vida era moralmente impura. Às vezes tais casos não eram prontamente tratados. Portanto, o curso de um mês realizado em Bridgetown, Barbados, e em Kingstown, S. Vicente, supriu o necessário reajuste bíblico de ponto de vista.
Alguns se queixaram quando ajustes foram feitos, mas outros ficaram humildemente gratos de poder servir a Jeová de alguma maneira. Por exemplo, Reuben Boyce admite que quando foi substituído como superintendente presidente na congregação Bridgetown, em Barbados, aquilo lhe causou “uma grande surpresa”. Mas, ele aceitou isso como orientação de Jeová, ou como tendo a permissão Dele. Por outro lado, uma pessoa que não mais trilha a vereda da verdade chegou-se ao irmão Boyce, fingindo condoer-se do fato, e disse: “O que aconteceu? Por que o removeram?”
O irmão Boyce respondeu: “Que quer dizer com isso?”
A pessoa que tentava suscitar descontentamento disse então: “Isso já não basta? O que vai fazer a respeito?”
A resposta do irmão Boyce refletiu a atitude leal da grande maioria dos irmãos quando disse: “Escute aqui! Não há nada a dizer. Quando a Sociedade designa alguém para um cargo na congregação, ela não diz à pessoa que vai designá-la; assim, quando ela o remove, não se cria caso por isso — continua-se como antes. Assim, não vejo motivo de ficar irritado”. E isso pôs fim ao diálogo.
No decorrer dos anos, o irmão Boyce continuou mantendo sua lealdade a Jeová e à Sua organização, e a tirar proveito da necessária disciplina. Agora, totalmente cego e muito avançado em anos, serve qual ancião. Nos anos posteriores ele teve também a bênção de ver sua esposa, que antes era descrente, tornar-se Testemunha dedicada e batizada.
Organizada Uma Nova Filial
Entre as Notícias Teocráticas do Ministério do Reino de fevereiro de 1966 (Edição de Trinidad) havia um anúncio breve, porém significativo:“Em 1.º de janeiro de 1966 começou a operar uma nova filial em Barbados para supervisionar a obra em Barbados, Bequia, Cariacu, Granada, Sta. Lúcia e S. Vicente.” A esta altura o número de Testemunhas nessas seis ilhas totalizava 1.084. Tais publicadores tinham a designação de pregar a uma população que junta somava mais de meio milhão de pessoas. Naturalmente, já se havia dado muito testemunho.
Dois missionários foram enviados a Barbados para organizar o lar missionário no qual se situaria a filial. Tratava-se de Benjamin e Beryl Mason. O irmão Mason havia cursado a 2a e a 39a turmas de Gileade. O zelo pelo ministério era sua marca registrada. Ele andava ligeiramente inclinado para a frente, e, com seu característico senso de humor, comentava que era encurvado em resultado de “avançar no serviço do Senhor”.
Desde o início a nova filial não perdeu tempo em dar mais atenção pessoal aos irmãos, cuidando melhor de suas necessidades. Também, estar a filial situada na ilha significava maior rapidez na obtenção dos suprimentos, sem ter de fazer o pedido a Trinidad e depois depender dos precários serviços de transporte marítimo entre as ilhas. Não demorou até todos os irmãos da filial se acostumarem a fazer parte da nova “família da filial”.
Já era tempo de a Sociedade lançar raízes permanentes em Barbados. Adquiriu-se uma excelente propriedade em Bridgetown para a filial, o lar missionário e o Salão do Reino novos. Tratava-se da mesma propriedade que fora centro de muita atividade teocrática durante mais de 50 anos — o lar de Lucy Gooding.
A filial de Barbados está estrategicamente situada em Bridgetown, a um quarteirão da nova agência postal central e a uns dez minutos a pé do porto de Bridgetown. Os transeuntes freqüentemente comentam a bela e esmerada aparência dos prédios — gente que também presenciou o esforço comunitário das Testemunhas na construção. Todas as congregações participaram diretamente na construção, e isso foi em si mesmo um grande testemunho.
A coordenação da obra de construção dos prédios da filial e a confraternização que isso gerou fizeram com que os irmãos pensassem mais seriamente na necessidade de construir Salões do Reino. Subitamente os irmãos se deram conta de que havia à pronta disposição na ilha irmãos com experiência em construção. Assim, no período de 18 meses após a dedicação dos prédios da filial, 8 Salões do Reino novos foram construídos no território da filial. O primeiro a ser dedicado situava-se em Cave Hill, Barbados; seguiram-se outros em Castries, Sta. Lúcia, bem como em Grenville, Granada, para citarmos apenas alguns. Há atualmente em todo o território da filial 28 Salões do Reino, possibilitando assim que todas as 33 congregações se reúnem em prédios próprios.
Mudanças Políticas à Nossa Volta
A partir de 1958, houve grandes mudanças políticas nas Índias Ocidentais. Dez ilhas das Índias Ocidentais, da Jamaica no noroeste a Trinidad no sul, reuniram-se numa federação política. Mas isso acabou sendo um fracasso, de modo que foi dissolvida em maio de 1962. Em vez de todas essas ilhas buscarem a independência como uma só nação, deixou-se que cada uma fizesse isso individualmente. Assim, Barbados tornou-se uma nação independente em 30 de novembro de 1966. Granada, Sta. Lúcia e S. Vicente fizeram o mesmo mais tarde.
Entretanto, esses desenvolvimentos políticos não influíram no relacionamento dos irmãos nas diversas ilhas. Tanto antes como após a independência política dessas ilhas, os irmãos sempre se esforçaram a viver em harmonia com o princípio bíblico da neutralidade. Estão bem a par do que Cristo disse concernente aos seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:16) Também têm sido orientados pelas palavras do apóstolo Paulo: “Se possível no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.” (Rom. 12:18) Uma vez que os irmãos não se envolviam na política, mas mantinham estrita neutralidade, passaram a ser altamente respeitados pelo governo da ilha, apesar de não serem estimados. Às vezes, os políticos talvez fiquem irritados com os irmãos por estes não cumprirem o que são considerados deveres cívicos, especialmente durante as eleições locais. No entanto, os irmãos nunca tiveram problemas realmente sérios com relação a esse assunto.
Umas poucas vezes, alguns dos filhos de Testemunhas foram ameaçados de expulsão da escola por não fazerem saudações e juramentos de fidelidade de natureza política. Quando isso acontecia, era útil mencionar aos diretores de escola, especialmente aos de Barbados, algumas das particularidades da constituição da ilha. Quando as autoridades escolares eram lembradas dos direitos garantidos ali, raramente enfrentávamos mais dificuldades. A brochura A Escola e as Testemunhas de Jeová revelou-se um excelente instrumento para esclarecer nossa posição a diretores e professores escolares.
Formados de Gileade Dão Bom Exemplo
Todas as ilhas foram beneficiadas pelos superintendentes viajantes e missionários treinados em Gileade. Cada um deles fez uma sólida contribuição para a disseminação das boas novas e para o fortalecimento das congregações.
Em 1960, John e Lynne Mills vieram de Trinidad para Barbados, a fim de trabalhar no serviço de circuito. E fizeram isso com êxito durante muitos anos, mesmo tendo um filho pequeno.
Richard e Gay Toews chegaram a Barbados em 21 de fevereiro de 1967 para assumir sua designação missionária. Naquele mesmo ano o irmão Toews foi designado para administrar a filial, e ele cuidou bem dessa responsabilidade durante 13 anos. Assim como o apóstolo Paulo instruiu Timóteo a fazer, os irmãos da filial empenharam-se naquela época em desenvolver e treinar irmãos locais, em lugar dos missionários estrangeiros, para cuidar das responsabilidades e das designações vitais. — 2 Tim. 2:2.
Gay Toews, uma irmã amável e trabalhadora, revelou-se uma excelente missionária durante os anos em que morou em Barbados. Ela se familiarizou bem com as expressões “bajan” e usava-as com freqüência no ministério de casa em casa, apesar de o linguajar barbadiano não soar bem a mesma coisa quando falado por uma canadense! Ela teve considerável êxito em encaminhar pessoas interessadas à organização. Por motivos de saúde, com o tempo o irmão Toews e sua esposa, Gay, retornaram ao Canadá, onde participam atualmente no serviço de distrito.
No momento, a filial de Barbados tem dez missionários e cinco lares missionários. Quatro dos cinco superintendentes viajantes receberam treinamento em Gileade. Muitos dos que agora servem no serviço de tempo integral afirmam que uma das coisas que os induziu a ingressar no serviço de tempo integral foi o bom exemplo dos missionários.
Com toda essa ajuda missionária, o aumento teria sido maior se não fosse a situação imoral da atualidade. Numa das ilhas, 78 por cento de todas as crianças nativas nascem fora do casamento. Embora as religiões da cristandade se adaptem com facilidade à chamada nova moralidade, o povo de Jeová não pode fazer isso. No esforço de proporcionar respeitabilidade social ao resultado de tal promiscuidade sexual certo governo duma ilha, num recente documento sobre a Reforma da Lei de Direito de Família, removeu a palavra ilegítimo (para qualificar crianças nascidas fora do casamento) dos livros de estatutos. Assim, os irmãos têm de dar forte ênfase ao acatamento das elevadas normas morais de Jeová.
Congresso Internacional em Bridgetown
Um excelente indício do desenvolvimento, da madureza e da estatura espiritual dos irmãos em Barbados refletiu-se em patrocinarem um congresso da série internacional em 1978. Os irmãos ficaram emocionados de receber tal privilégio, que foi um sucesso total. Nunca tantos congressistas estrangeiros assistiram qualquer tipo de congresso em Barbados. Vieram congressistas de 28 nações.
Deu-se um excelente testemunho nos hotéis e em outros lugares, ao passo que essas centenas de congressistas se misturavam com o povo de Barbados. Em resultado disso, havia mais de 6.000 pessoas presentes ao discurso público, que foi proferido por Karl Adams, do Betel de Brooklyn, EUA. Jack Barr e sua esposa, Mildred, de Londres, Inglaterra, também estavam presentes, e o irmão Barr presidiu diversas partes vitais do programa. Na época, ele aguardava os documentos que lhe permitiriam entrar nos Estados Unidos, para servir como membro do Corpo Governante.
Programas Radiofônicos Gratuitos Resultam em Testemunho
Em Barbados, quando uma questão, uma prática, ou uma celebração se torna assunto do momento, as emissoras de rádio geralmente providenciam a divulgação dos conceitos divergentes. Esse foro tem sido usado eficazmente pelo povo de Deus para declarar nossa posição quanto a diversos assuntos, e tem resultado na eliminação do preconceito contra nossa obra. Certa ocasião, fomos convidados a enviar um representante para fazer parte dum painel que responderia a perguntas num programa de participação da audiência por telefone sobre o Natal, em virtude de nós não observarmos esta celebração.
O bispo da Igreja Anglicana fazia parte do painel. Antes de o programa ir ao ar, o irmão que representava as Testemunhas dirigiu-se ao bispo e perguntou-lhe como deveria chamá-lo. O bispo indicou que poderia ser chamado de padre, bispo ou reverendo. Nosso irmão explicou educadamente que não poderia usar nenhum desses títulos porque a Bíblia não concorda com tal prática. O clérigo ficou obviamente perturbado, de modo que se dirigiu ao coordenador do programa e disse que não participaria no programa junto com aquela Testemunha — seria ele ou a Testemunha. Visto que o irmão que representava as Testemunhas era o único do painel que discordava da celebração do Natal, tinha de ser mantido. Assim, foi um clérigo muito contrariado e humilhado que saiu do estúdio.
Quando a questão da transfusão de sangue e a prática do homossexualismo tornaram-se assunto do momento, as Testemunhas foram novamente convidadas a enviar representantes para participar em diversos painéis e apresentar o conceito da Bíblia.
Evitar Distrações
Pode-se dizer sem hesitação que a organização teocrática local percorreu um longo caminho nos últimos 84 anos. Ao passo que não houve nenhuma repressão organizada contra o povo de Deus nessas ilhas, nosso astuto adversário, Satanás, o Diabo, tem usado outras artimanhas. Tem empregado armadilhas mais sutis — imoralidade, queixas e recreação em excesso.
Por exemplo, o esporte mais popular da ilha é o críquete. As pessoas são tão apaixonadas pelo jogo que certo escritor comentou “O críquete é mais uma religião do que um esporte.” Os torcedores acompanham o jogo pelo rádio, pela televisão, ou pessoalmente no “venerado” campo de críquete no Kensington Oval, em Barbados. Mas, a maioria dos irmãos, apercebida de que isso consome muito tempo, esforça-se a ter um conceito equilibrado para com esta e outras formas de recreação que podem fazer incursões na vida espiritual da pessoa.
O número de pioneiros auxiliares no mês de abril demonstra que nossos irmãos realmente se esforçam em colocar os interesses do Reino em primeiro lugar. Em abril de 1988, a filial de Barbados relatou um auge de 1.009 pioneiros auxiliares. isso significa que houve uma média de 32 pioneiros auxiliares para cada congregação nas seis ilhas supervisionadas pela filial. Ao todo, 46 por cento dos irmãos estavam empenhados em alguma modalidade do serviço de tempo integral naquele mês. Tal atividade zelosa sem dúvida contribuiu para que em abril daquele ano a filial fosse abençoada com um novo auge de 2.571 publicadores.
Conta-se o Louvor de Jeová nas Ilhas
A história das Testemunhas de Jeová faz agora parte da história de Barbados. Essa silenciosa sentinela terrestre na entrada do Mar do Caribe tem erguido a voz em divulgar as boas novas do Reino de Deus nas últimas oito décadas. E devido a essa alta voz, a ilha se tornou realmente um portal espiritual para muitos milhares que passaram a desfrutar “épocas de refrigério” por entrarem numa boa relação com Jeová Deus e seu Filho, Cristo Jesus. — Atos 3:19.
O profeta Isaías escreveu muito tempo atrás: “Cantai a Jeová um novo cântico, seu louvor desde a extremidade da terra . . . Atribua-se a Jeová a glória e conte-se nas ilhas até mesmo o seu louvor.” (Isa. 42:10, 12) Todos os 2.571 proclamadores do Reino oram unicamente no território desta filial para que Jeová continue a abençoar seus esforços de contar o Seu louvor.
[Foto na página 153]
Lina “Mamãe” Gaul, à esquerda, e Waldemar Rice, duas das primeiras Testemunhas em Barbados.
[Foto na página 155]
Lucy Gooding, cuja casa foi usada como lar missionário.
[Foto na página 156]
Winifred Heath, que modificou sua vida a fim de habilitar-se para o batismo em 1940.
[Foto na página 158]
Chriselda James, de Granada, criou nove filhos na verdade.
[Foto na página 159]
E. J. Coward, da sede de Brooklyn, EUA, serviu as ilhas orientais do Caribe.
[Foto na página 161]
Philippa “Mamãe Lab” La Borde, Testemunha desde 1918, serviu em S. Vicente durante 50 anos.
[Foto na página 161]
Philippa Mamãe Lab La Borde, Testemunha desde 1918, serviu em S. Vicente durante 50 anos.
[Foto na página 165]
Cuthbert Blarkman utilizava uma carroça puxada a cavalo para o serviço de pioneiro.
[Fotos na página 170]
Frank Gall, à esquerda, um dos primeiros barbadianos formados em Gileade, e Dudley Mayers, que ajudou a formar as primeiras congregações de Barbados.
[Foto na página 173]
Richard Ryde, à esquerda, e Sven Johansson foram enviados a Granada como missionários em 1949.
[Foto na página 175]
Lloyd Stull, um dos primeiros missionários enviados a Sta. Lúcia.
[Foto na página 180]
“Sibia”, uma escuna de 65 pés usada na atividade missionária.
[Foto na página 183]
“Light”, a embarcação de hélice dupla que substituiu a “Sibia”.
[Foto na página 184]
Membros da Comissão de Filial: A. V. Walker, à esquerda; O. L. Trotman; e Sven Johansson.
[Foto na página 188]
Benjamin e Beryl Mason, que ajudaram a organizar o missionário.
[Foto na página 191]
Richard e Gay Toews, missionários designados a Barbados em 1967, servem atualmente no Canadá.
[Foto na página 192]
Os prédios da filial e o Salão do Reino em Bridgetown, Barbados.
[Foto na página 193]
Congresso Internacional“ Fé Vitoriosa” — 1978, no National Stadium, em Barbados.
[Foto na página 195]
Costa de Bathsheba, no lado de Barbados que é banhado pelo oceano Atlântico.
[Mapa/Quadro na página 150]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
OCEANO ATLÂNTICO
BARBADOS
Bathsheba
Holetown
Bridgetown
STA. LÚCIA
Castries
Micoud
S. VICENTE
Kingstown
BEQUIA
Port Elizabeth
GRANADINAS
CARIACU
GRANADA
Grenville
St. George’s
MAR DO CARIBE
[Quadro]
Dados Sobre a Filial de Barbados
Capital de Barbados: Bridgetown
Idioma Oficial: Inglês
Religião Principal: Anglicanismo
População Total: 629.184
Publicadores: 2.571
Pioneiros: 299
Congregações: 33
Assistência à Comemoração: 8.065
Filial: Bridgetown
[Gravura de página inteira na página 148]