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Um jugo benévolo e uma carga leveA Sentinela — 1971 | 1.° de abril
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mente. Pare! Arrependa-se e leve uma vida em harmonia com a vontade de Deus, senão levará não somente uma vida miserável, mas perderá também a vida eterna.
25. (a) Como podemos combater o desânimo? (b) Onde acharemos revigoramento para a nossa alma?
25 Resolva prontamente qualquer problema que tiver. Não permita que os fardos que leva diminuam seu zelo ou o desanimem de servir a Jeová. Reconheça que os tempos atuais são difíceis para todos. (Rev. 12:12) Reconheça também que a situação mais feliz na vida, nesta hora de crise, é estar no mesmo jugo com Cristo. Por tomarmos sobre nós o jugo de Cristo e nos tornarmos seus discípulos, apesar de muitos problemas, ainda assim poderemos achar revigoramento para a nossa alma. Acharemos revigoramento na nossa associação com Jeová e Cristo em oração, por nos associarmos com irmãos e irmãs puros na congregação cristã e por nos empenharmos no ministério do Reino. Fora da família dos discípulos de Cristo, não há descanso e não pode haver revigoramento.
26. (a) O que devemos fazer agora’ se desejarmos revigoramento para a nossa alma? (b) Com que perspectiva em vista?
26 Portanto, escute o Rei Jesus Cristo, que convida: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e tornai-vos meus discípulos, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” Acredite nisso! Aceite o convite. Tome sobre si o jugo por se tornar verdadeiro discípulo de Cristo. Carregue com apreço a sua carga leve do ministério cristão, para ter satisfação em viver agora durante este tempo de pressão intensa, ao nos aproximarmos do fim deste sistema moribundo de coisas. Pois, ‘este velho mundo cansado está passando, e assim também o seu desejo, mas aqueles que fizerem a vontade de Deus, não só usufruirão agora o revigoramento, mas permanecerão por toda a eternidade para usufruir uma vida revigorante’. (1 João 2:17) Se aceitar o convite de Cristo, de ‘vir a ele’, poderá ter esta sorte feliz! — Mat. 11:28-30.
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O homem que se esqueceu de DeusA Sentinela — 1971 | 1.° de abril
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O homem que se esqueceu de Deus
Artigo que se destina a ser lido especialmente pelos pais com os filhos.
CONHECE alguém que tem alguma coisa que você gostaria de ter? Estou certo de que conhece. É comum querer as coisas dos outros.
Mas alguns procuram tirar as coisas dos outros. Conhece meninos ou meninas que fazem isto? Acha que são bons colegas com quem brincar? Ou prefere brincar com outras crianças?
Eu gostaria de lhe falar sobre um homem que procurou tirar coisas de outro. Certo dia ele veio falar com Jesus. Queria que Jesus o ajudasse a obter algumas das coisas que pertenciam ao irmão dele. O homem achava que tinha direito a elas.
Mas o que acha você! Era amoroso da parte deste homem procurar tirar as coisas de seu irmão? Ou devia ter ficado satisfeito de ter um irmão? Alguns nem mesmo tem um irmão.
Se você fosse Jesus, o que teria dito àquele homem? Jesus disse-lhe que tomasse cuidado. Jesus sabia que havia algo de errado no seu modo de pensar. Sabe o que era?
Pense bem. Quais são as coisas mais importantes na vida! São os brinquedos bonitos ou a roupa nova? Não; não são. As coisas que a pessoa pode comprar com dinheiro não lhe podem dar vida, podem? Há algo muito mais importante. E esta é a lição que Jesus queria ensinar.
Por isso Jesus contou uma história. Tratava de um homem que se esquecera de Deus. Quer ouvi-la?
O homem era muito rico. Era dono de terras e de celeiros. O que havia plantado crescia muito bem. Não tinha bastante espaço nos seus celeiros para armazenar todas as colheitas. O que devia fazer?
O homem rico disse a si mesmo: ‘Vou derrubar os meus celeiros e construir maiores. Depois armazenarei nestes novos celeiros as minhas colheitas e todas as minhas coisas boas.’
O rico achava que era sábio fazer isso. Achava que era muito esperto armazenar muitas coisas. Disse para si mesmo: ‘Tenho muitas coisas boas acumuladas. Estas me vão durar muitos anos. Por isso, posso agora folgar. Vou comer, beber e regalar-me.’
Mas algo estava errado com o modo de pensar do rico. O que era? Ele pensava apenas em si mesmo e no seu próprio prazer. Mas se esquecia de Deus.
Por isso, Deus falou ao rico. Disse-lhe: ‘Você é tolo. Hoje à noite vai morrer. Quem vai ficar então com as coisas que acumulou?’
Podia aquele rico usar essas coisas depois de morto? Não; outro iria ficar com elas. Jesus disse: “Assim é com o homem que acumula para si tesouros, mas não é rico para com Deus.” — Luc. 12:13-21.
Não vai querer ser como este rico, não é? O erro dele foi que fez do acúmulo de coisas materiais o objetivo principal de sua vida. Sempre queria mais. Mas não era “rico para com Deus”.
O que significa ser “rico para com Deus”? “Rico para com Deus” é aquele que pensa primeiro em Deus. Ele coloca em primeiro lugar na sua vida fazer a vontade de Deus. Mas o homem que se esqueceu de Deus não fez isso. Portanto, o que aconteceu com ele? Perdeu tudo.
Agora, pare e pense. O que você coloca primeiro na sua vida? Quando chega a hora para considerarmos juntos a Bíblia, é realmente isto o que você quer fazer mais do que qualquer outra coisa? Ou gostaria às vezes mais de brincar com os seus brinquedos em lugar disso? Para sermos ‘ricos para com Deus’, temos de por a Deus em primeiro lugar.
Há algo mais que nos ajuda a compreender o que devemos por em primeiro lugar. Por exemplo, quando seu pai volta para casa, qual é a primeira coisa em que você pensa? Pensa primeiro em quão bom é vê-lo de novo? Ou pensa em coisas materiais? Pergunta-se: ‘O que será que ele me trouxe?’
Algumas crianças sempre querem que seu papai lhes compre coisas. Mas, não seria melhor serem gratas de que têm um pai? Há crianças que nem mesmo tem pai ou mãe que more com elas.
Talvez você tenha um amigo ou uma amiga que tem um carrinho, uma boneca ou outros brinquedos bonitos. Seria direito pensar que você deveria ter os brinquedos deles? Jesus disse que devemos cuidar-nos para não cobiçarmos ou desejarmos aquilo que os outros têm.
Quem cobiça deseja ter muito aquilo que pertence a outro. Quer ter estas coisas de todo o coração. Pensa muito nelas. Talvez até mesmo pense em como pode tirar estas coisas do outro. Mas, lembrasse ele de Deus! O que você acha? Na realidade, ele se esqueceu de Deus, porque Deus não quer que cobicemos. Ele diz que devemos amar o nosso próximo, não tirar-lhe as coisas.
Talvez fosse bom ter certo brinquedo. Mas, é mesmo tão importante? O que acontece com ele depois de algum tempo? Fica velho. Talvez se quebre e nós nem o queremos mais.
Portanto, o que é melhor? É melhor ser “rico para com Deus”? Ou é melhor ter muitas coisas que se podem comprar com dinheiro? Vai morrer se não tiver certo brinquedo? Não; o brinquedo não pode fazer você viver nem mesmo por um só dia. Mas, se você confiar em Deus, ele lhe poderá dar vida eterna. Por isso é importante que não se esqueça de Deus, assim como o rico fez.
Jesus Cristo nunca se esqueceu de seu Pai no céu. Sempre punha em primeiro lugar fazer a vontade de Deus. Não procurava ganhar muito dinheiro. Nem mesmo possuía muitas coisas materiais.
Mas Jesus era feliz. Era “rico para com Deus”. Por isso, Jeová cuidava de Jesus. Deus lhe deu a recompensa de viver para sempre. Quer ser assim como Jesus?
Jeová Deus o amará se for assim, e o mesmo se dará comigo. Portanto, seja como Jesus, e nunca se torne igual àquele homem rico que se esqueceu de Deus.
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A igreja holandesa diverge de RomaA Sentinela — 1971 | 1.° de abril
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A igreja holandesa diverge de Roma
“EU LHE digo, senhor, que por vinte e cinco anos tenho tido contato diário com o povo. Todos nós achamos que fomos defraudados pela igreja. Todas estas mudanças nos tiraram o entusiasmo. Não é que todos nós tenhamos abandonado a igreja, mas perdemos o zelo. E nossos filhos vão mais longe. Nem mesmo a freqüentam.”
Isto é o que um comerciante de meia-idade, numa cidade católica do interior, na Holanda, disse a um ministro viajante. Mas, trata-se de um caso isolado? Não, os sentimentos dele são partilhados por inúmeros outros, tanto entre os clérigos como entre os leigos.
Isto se mostra no forte declínio da freqüência à igreja — 420.000 freqüentadores de igreja menos no fim de 1969 do que havia em 1966 — e se evidencia na diminuição das fileiras dos Clérigos. É comum o sentimento de grande desassossego entre os católicos holandeses em todo o país. Isto se deve às mudanças na sua igreja e na piora das suas relações com Roma.
Os acontecimentos recentes com relação ao celibato clerical levaram a tensão ao ponto crítico nas relações entre a igreja holandesa e Roma. A situação se tornou tensa durante a quinta sessão do concílio pastoral realizado de 4 a 7
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