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    A Sentinela — 1967 | 1.° de outubro
    • A norma de julgamento

      “Esta é uma prova do julgamento justo de Deus, resultando em serdes contados dignos do reino de Deus, pelo qual, deveras, estais sofrendo.” — 2 Tes. 1:5.

      1. Que contrastes marcaram o ministério de João Batista?

      JOÃO BATISTA iniciou seu ministério por pregar: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” Não perdeu tempo em reunir discípulos junto de si que partilhassem as bênçãos do seu ministério, preparando-os para serem “contados dignos do reino de Deus”. Ao mesmo tempo, disse aos indignos líderes religiosos que era impendente um tempo de juízo, que “o machado já está posto à raiz das árvores” e que aquele que viria ‘ajuntaria seu trigo no celeiro, mas a palha queimaria em fogo inextinguível’. — Mat. 3:1, 2, 7-12; 2 Tes. 1:5.

      2. O que significa uma norma, e como foi que Jesus começou uma em seu ministério?

      2 Aquele que viria, Jesus, logo que ouviu dizer que João fora preso, começou a pregar a mesma mensagem: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 4:12, 17) Ali começou a formular a norma de julgamento, elaborando um projeto harmonioso, governado por um propósito fixo, pois é isso que é uma norma. O primeiro elemento, o todo-importante elemento tempo, foi assinalado pela pregação da mensagem do Reino. Como Jesus disse ao conduzir a palestra para a ilustração do homem rico e Lázaro: “A Lei e os Profetas existiram até João. Dali em diante, o reino de Deus está sendo declarado como boas novas.” — Luc. 16:16.

      3. Segundo registrado em Lucas 16:17, 18, que dois elementos então utilizou Jesus?

      3 Jesus então passou a usar dois outros elementos, dizendo primeiro: “Mais fácil é passarem céu e terra do que passar sem cumprimento uma só partícula duma letra da Lei.” Então acrescentou: “Todo aquele que se divorciar de sua esposa e se casar com outra, comete adultério, e quem se casar com uma mulher divorciada do marido, comete adultério.” (Luc. 16:17, 18) É improvável que seus ouvintes observassem qualquer ligação entre estas duas declarações. Com efeito, não foi senão depois de a congregação cristã ter os escritos inspirados do apóstolo Paulo que a situação ficou clara. A luz desses escritos, podemos atualmente examinar aqueles dois elementos e avaliar seu ideado propósito.

      4. De que modo cumpriu Jesus a Lei, levando a que realidades e a que resultado final?

      4 Jesus não só guardou a Lei pela obediência perfeita aos requisitos dela; mas também a cumpriu. Como disse certa vez: “Não vim destruir, mas cumprir”, também afirmando que até à última ‘partícula duma letra . . . tudo tear de se cumprir’. (Mat. 5:17, 18) Paulo escreveu que a Lei era “sombra [ou, “representação típica”] das coisas vindouras, mas a realidade pertence ao Cristo”. (Col. 2:17; Heb. 8:5; 10:1) Em sua vida e em sua morte sacrificial, Jesus fez que ocorressem as grandes realidades. Uma das provisões essenciais da Lei era a do sacrifício pelos pecados, especialmente os no dia de expiação. Não obstante, tais sacrifícios animais “nunca podem tirar completamente os pecados. Mas, este homem [Jesus] ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente”, por dar a sua vida perfeita na morte. (Heb. 10:11, 12) Sua morte lançou o alicerce para tremendas mudanças, com grandes benefícios para os que exercerem fé nisso, começando com os membros judaicos da classe de “Lázaro”. Tendo cumprido suas provisões, então, diz Paulo, aquele anterior pacto da Lei foi removido e pregado na estaca de tortura em que Jesus foi pendurado. (Col. 2:14) Mas, que ligação tinha isso com o seguinte elemento, com a observação de Jesus a respeito do divórcio e do adultério?

      5. Com que ilustração mostra Paulo que alguns foram “exonerados” da Lei?

      5 Tendo aceitàvelmente ‘se oferecido a Deus sem mácula’, Jesus se tornou “mediador dum novo pacto”. (Heb. 9:14, 15) Paulo explica que antes disso os judeus estavam obrigados ao seu pacto da Lei como “a mulher casada está amarrada por lei ao seu marido enquanto ele viver . . . Mas, se o seu marido morrer, ela está livre da lei dele, de modo que não é adúltera caso se tornar de outro homem. Assim, meus irmãos, vós também fostes mortos para com a Lei, por intermédio do corpo de Cristo, para que vos tornásseis de outro, daquele que foi levantado dentre os mortos, a fim de que déssemos fruto para Deus”. Paulo estava falando a seus irmãos da classe de “Lázaro”, e foram somente estes que foram “exonerados da Lei”. — Rom. 7:1-6.

      6. Que norma estabeleceu Jesus a respeito do divórcio, e como isto afetaria os fariseus?

      6 Em contraste, as palavras de Jesus sobre o divórcio e o adultério foram dirigidas primariamente aos fariseus, membros da classe do “homem rico”. Não estavam livres da Lei. Na verdade, a Lei realmente incorporava uma provisão de divórcio mediante a qual o homem poderia ter mais de uma esposa viva, mas Jesus voltou à norma original de Deus para todos que haviam de obter o favor de Deus no novo pacto, ou sob ele. Não havia nenhuma provisão de divórcio para Adão e Eva. Assim, divorciar-se o cristão de seu cônjuge, exceto à base da infidelidade sexual, e então casar-se de novo enquanto o cônjuge divorciado ainda vive, significa que tal pessoa comete adultério. Por isso, as observações feitas por Jesus aos fariseus, que confiavam na tradição e no ensino do então não-escrito Talmude sobre este assunto, apenas os irritavam. Era parte do seu tormento. — Deu. 24:1-4; Mat. 19:3-9.

      7. Como foi que Jesus antecipou os benefícios de sua morte?

      7 Assim vemos a norma de julgamento tomar forma. Tenha presente, contudo, que as mudanças garantidas pela morte de Jesus começaram a ocorrer efetivamente antes de sua morte realmente se dar. A mensagem e a obra tanto de João Batista como de Jesus se basearam em forte fé na certeza de Jesus cumprir tudo que estava predito e prefigurado na Lei e nos Profetas. Em prova disto, quando Jesus instituiu a comemoração de sua morte na noite antes de ser pendurado na estaca, passou o cálice a seus discípulos, dizendo: “este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício . . . e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino.” — Luc. 22:20, 29.

      8. O que resultou da declaração feita por Jesus da mensagem do Reino?

      8 Não, tais mudanças não demoraram. A declaração das boas novas do reino começou a trazer uma completa inversão das condições a ambas as classes que consideramos. Desde então, ambas as classes morreram para com sua anterior condição e experiência, conforme indicado na ilustração de Jesus pela morte de Lázaro e do homem rico. Por ocasião da morte de Jesus, em cumprimento da Lei Mosaica, a classe de “Lázaro” morreu para com tal Lei; e no seguinte Pentecostes o derramado espírito santo comprovou que estavam no seio do Abraão Maior. O que aconteceu a seguir, conforme descrito por Jesus, e o que isto significava, nós acompanharemos com interesse.

      ABRAÃO, A FIGURA IMPORTANTE

      9, 10. (a) Que importante personagem introduziu Jesus em sua ilustração? (b) Como foi que os fariseus consideravam sua relação com Abraão? (c) De que modo estavam corretos, e de que modo estavam errados, em suas conclusões?

      9 Imagine a cena. No tormento, no Hades, o homem rico ergue os olhos, e o que vê? Ora, longe dali se acha o anterior mendigo agora usufruindo a posição do seio de Abraão, isto é, o lugar favorecido, como no caso em que a pessoa se reclina na frente de outra no mesmo divã, numa refeição! (Luc. 16:23; veja-se também João 13:23.) Era mui significativa a inclusão de Abraão no quadro, adicionando-se o elemento mais importante da inteira norma de julgamento. A quem representa? Lembre-se, Jesus falava diretamente aos fariseus. Reconheciam que, como governantes religiosos, eram os únicos com direito à posição do seio de Abraão. Aos seus olhos, o povo comum de jeito nenhum entraria no quadro. Tais governantes disseram a Jesus num anterior encontro com ele: “Somos descendência de Abraão” e, de novo “Nosso pai é Abraão”, e, ainda mais “Temos um só Pai, Deus.” — João 8:33, 39, 41.

      10 Disto é evidente que os fariseus consideravam que Abraão representava a Deus. Nisto estavam certos. Estavam errados era em pretender ser filhos de Abraão ou de Deus. Aos olhos de Deus, esta relação é determinada, não pela descendência carnal, mas pela disposição e pelas obras da pessoa. Conforme Jesus lhes disse naquela mesma ocasião: “Se sois filhos de Abraão, fazei as obras de Abraão”, e Jesus também disse: “Vós sois de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai. Esse foi homicida quando começou.” — João 8:39, 44.

      11. Por que era essencial a fé a fim de aceitar Jesus como o Messias?

      11 Ao passo que isso explica a razão pela qual Jesus retratou o anterior homem rico como estando bem distante de Abraão, talvez fiquemos imaginando por que Lázaro, depois de sua morte, foi representado como sendo levado diretamente para a posição do seio de Abraão. (Luc. 16:22) A ênfase é dada à fé. Jesus veio, não como Rei, como era esperado, mas na “semelhança da carne pecaminosa”, sendo “levado exatamente como uma ovelha para o abate”. (Rom. 8:3; Isa. 63:7) Era preciso verdadeira fé para aceitá-lo como o Messias. Alguns, não os orgulhosos, mas os humildes, realmente exerciam tal fé. Estavam impregnados de fé, assim como Abraão quando “saiu [de seu próprio país], embora não soubesse para onde ia”. (Heb. 11:8) Tornaram-se discípulos de Jesus e, mais tarde, em Pentecostes, quando receberam o espírito santo, tornaram-se cristãos. A respeito destes, Paulo escreveu: “Porque todos os que são conduzidos pelo espírito de Deus, estes são filhos de Deus. . . . O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus.” — Rom. 8:14-16.

      12. Como foram ainda mais abençoados aqueles que aderiram à fé?

      12 Paulo também disse a respeito destes:“Os que aderem à fé é que são filhos de Abraão . . . [e] são abençoados junto com Abraão, que teve fé.” Como assim? A Abraão foi feita a grandiosa promessa de que, por meio de sua descendência, “todas as nações da terra certamente se abençoarão”. Tal descendência é primariamente Cristo Jesus. Mas, nas riquezas da bondade imerecida de Deus, outros são privilegiados a compartilhar ‘unto com Cristo em ser parte de tal descendência. Como Paulo disse de novo: “Todos vós sois, de fato, filhos de Deus, por intermédio da vossa fé em Cristo Jesus. . . . Além disso, se pertenceis a Cristo, sois realmente [o] descendente de Abraão, herdeiros com referência a uma promessa.” — Gál. 3:7-9, 16, 26-29; Gên. 22:18.

      13. (a) A quem abrangia a classe de “Lázaro” no primeiro caso? (b) Como foi que Jogo e Jesus agiram como anjos para com tais pessoas?

      13 Em resumo, então, vemos que os membros da congregação cristã, guiados pelo espírito de Deus, são filhos de Deus. São também mencionados como filhos de Abraão por causa de sua fé semelhante à dele e porque, junto com Cristo Jesus, constituem a descendência de Abraão, o instrumento de Deus para cumprir seu propósito centralizado em Seu reino. Constituem a classe de “Lázaro”, iniciando com aqueles judeus que estavam cônscios de sua necessidade espiritual e que exerceram fé quando ouviram os mensageiros de Deus, João Batista e Jesus. Com efeito, João e Jesus agiram como anjos, ou mensageiros, para pôr aqueles judeus em linha para receber aquelas grandiosas promessas ligadas à promessa de Deus dada sob juramento a Abraão e à descendência dele. Não é de admirar, então, que Jesus representasse a Lázaro como sendo imediatamente “carregado pelos anjos para a posição junto ao seio de Abraão”. — Luc. 16:22.

      14. Que indicação foi fornecida de que muitos não-judeus viriam a obter o favor divino?

      14 Embora a classe de “Lázaro”, de início, se limitasse aos judeus fiéis, não permaneceu assim. A certo oficial do exército gentio que mostrou fé incomum, disse Jesus: “Eu vos digo que muitos virão das regiões orientais e das regiões ocidentais, e se recostarão à mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; ao passo que os filhos do reino serão lançados na escuridão lá fora. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.” (Mat. 8:5-12) Isto indicava que muitos não-judeus, até então alienados de Deus e numa condição empobrecida, viriam de todas as partes e seriam levados ao seio do favor divino. Conforme disse Paulo: “Ora, a Escritura, vendo de antemão que Deus declararia justas as pessoas das nações devido à fé, declarou de antemão as boas novas a Abraão, a saber: ‘Por meio de ti serão abençoadas todas as nações.’ (Gál. 3:8) Mas, quanto aos que pensavam que, como os filhos naturais de Abraão, eram os herdeiros indisputáveis de todas as posições mestras do reino de Deus, ver-se-iam rejeitados e em tormento.

      15. Que ótimo quadro da Teocracia apresentou Jesus em Mateus 8:11?

      15 A inclusão de Isaque e Jacó junto com Abraão, neste caso, constitui ótimo quadro do Reino, a Teocracia, em seu completo estabelecimento. Abraão, o pai dos que aderem à fé, representa o Pai celeste, Jeová, a verdadeira fonte de todas as bênçãos para as nações. Isaque, o filho de Abraão, representa o Filho de Deus, Jesus Cristo. Assim, quando Abraão ofereceu seu filho Isaque em sacrifício no Monte Moriá, ou chegou ao ponto de fazer isso, prefigurou como Jeová ofereceu seu Filho unigênito em verdadeiro sacrifício. Por sua vez, o filho de Isaque, Jacó, representa a congregação cristã. Assim como Jacó obteve vida de Abraão por meio de Isaque, assim a congregação cristã obtém vida espiritual de Jeová por meio de Jesus Cristo. Esta congregação teve início com um restante de judeus fiéis, mas, cerca de três anos e meio depois de Pentecostes, as boas novas do Reino começaram a ser pregadas aos gentios, começando-se com Cornélio. Desde então, as pessoas das nações têm vindo de todas as partes, compondo o número completo. Todas elas constituem a classe de “Lázaro”.

      A “DECISÃO JUDICIAL” DE DEUS É “GRANDE PRECIPÍCIO”

      16. Como é que os pedidos feitos pelo homem rico mostram a sua verdadeira intenção com respeito a Lázaro, e que disposição revelam?

      16 Voltando nossa atenção agora para a parte final da ilustração de Jesus, iniciada com o argumento entre o homem rico e Abraão, encontramos outras expressões do julgamento de Deus. Note os dois apelos feitos pelo homem rico. Primeiro, pede que Lázaro seja enviado para refrescar-lhe a língua com uma gota de água por causa do fogo. Falhando isto, pede então que Lázaro seja enviado para avisar seus cinco irmãos a respeito deste lugar de tormento. (Luc. 16:24-28) Tudo isto para fazer que Lázaro se afaste do seio de Abraão e mantê-lo longe dele! Por que não pediu que os anjos fossem enviados nessas pequenas missões de misericórdia, vendo-se quão prontamente agiram ao levar Lázaro para Abraão? Mas, não, tem de ser Lázaro que deve correr para cá e para lá e agir qual mensageiro. Pela representação feita por Jesus do homem rico, podemos apenas imaginar que, se Lázaro o tivesse visitado em realidade e colocado o dedo na boca dele para refrescar-lhe a língua com uma gota de água, o homem rico teria mordido o dedo de Lázaro e o retido lá! Sabemos com certeza que, como disse Jesus, os escribas e fariseus não mediam esforços para “fazer um prosélito”, e, tendo-o feito, faziam-no ‘objeto para a Geena duas vezes mais do que eles mesmos’. — Mat. 23:15.

      17. Como e por que os governantes religiosos procuraram obter alivio da classe de “Lázaro”?

      17 Quão ridículo é pensar que isto ocorreu literalmente, mas quão apropriado era perante os fatos, visto que conhecemos as classes que Jesus tinha em mente! Assim, perguntamos: Como é que os governantes religiosos procuraram alívio, mesmo que fosse por uma única gota de água, da classe de “Lázaro”? Tais homens não teriam ficado tão atormentados se os desprezados seguidores de Jesus simplesmente o tivessem seguido e ficassem quietos. Ao invés, foram treinados e enviados, primeiro os doze e então os setenta. Eles, e não os governantes, agiam então como a descendência de Abraão, transmitindo bênçãos enviadas do céu, curando os doentes e pregando o reino de Deus. (Luc. 9:1, 2; 10:1, 9) Veio Pentecostes, e cerca de 120 receberam poder do espírito santo para falar em línguas, e, antes de terminar o dia, outras 3.000 pessoas foram acrescentadas às suas fileiras. E que intrepidez a deles! Tanto publicamente como diante do Sinédrio, o apóstolo Pedro e outros, tais como Estêvão, jamais hesitaram de declarar a responsabilidade e a culpa de sangue desses governantes. (Atos 2:23; 3:14, 17; 4:10; 5:30; 7:52) Como os descendentes naturais de Abraão, a classe do “homem rico” figurativamente clamou: “Pai Abraão, tem misericórdia de mim” e faz com que esta classe de “Lázaro” fale ao invés em nosso favor, nem que seja uma só palavra! Como foi que Abraão respondeu?

      18. Como é que a resposta de Abraão representa apropriadamente ambos os lados da norma de julgamento?

      18 As primeiras palavras de Abraão simplesmente declaram os fatos: “Filho, lembra-te de que recebeste plenamente as tuas boas coisas no curso da tua vida, mas Lázaro, correspondentemente, as coisas prejudiciais. Agora, porém, ele está tendo consolo aqui, mas tu estás em angústia.” (Luc. 16:25) Não foram desperdiçadas palavras com o homem rico. Por que não? Porque Jesus sabia que agia como servo de Deus num tempo de inspeção. Era, na verdade, a descendência de Abraão, e quem quer que invocasse o mal sobre tal descendência seria amaldiçoado por Deus. (Gên. 12:3) Como classe, o “homem rico” tivera seus dias de glória, seu ‘período de vida’, quando ‘recebeu plenamente as boas coisas’ que poderia ter tão facilmente dispensado aos em necessidade. Mas, tal classe mostrou que jamais tivera qualquer intenção de fazê-lo, e, agora, o adverso juízo de Deus foi manifesto sobre ela. O julgamento favorável de Deus foi igualmente manifestado sobre a classe de “Lázaro”. Isto era a norma de julgamento, como um traçado em desenho em que um lado equilibra e contrabalança o outro. Uma forte linha reta é traçada no meio por questão de ênfase, e aí surge o “grande precipício”. Note as seguintes palavras de Abraão ao homem rico.

      19. Qual foi o efeito e o significado do “grande precipício”?

      19 “E, além de todas estas coisas, estabeleceu-se um grande precipício entre nós e vós, de modo que os que querem passar daqui para vós não o podem, nem podem pessoas passar de lá para nós.” (Luc. 16:26) Não há confraternização! A classe de “Lázaro” não poderia transigir e falar de paz à classe do “homem rico”. Jesus avaliava que este era um elemento vital na norma de julgamento, e que a “decisão judicial” de Deus “é um vasto abismo aquoso”. (Sal. 36:6) Note bem, era somente como classes que o julgamento era final. Nenhuma das classes, nem qualquer das classes apoiadoras, poderia chegar até à outra, mas as pessoas de per si podiam e realmente o fizeram durante seu período de vida. O apóstolo Paulo foi um exemplo notável de alguém que, quando ‘anteriormente no judaísmo’, perseguiu amargamente a classe de “Lázaro”. (Gál. 1:13-17) João Batista chamou os fariseus e saduceus de “descendência de víboras” e então disse: “Produzi . . . fruto próprio do arrependimento.” Alguns deles fizeram isso mais tarde. — Mat. 3:7, 8; Atos 6:7.

      20. Como foi que o homem rico fez adicional apelo, e como foi que isto teve aplicação nos dias de Jesus?

      20 Conhecendo a atitude mental da classe do “homem rico”, Jesus acrescentou à sua ilustração ainda outro argumento motivado pelo homem rico. Tentando ignorar ou rodear aquele abismo, suplicou: “Neste caso, peço-te, pai, que o envies [a Lázaro] à casa de meu pai, pois eu tenho cinco irmãos, a fim de que lhes dê um testemunho cabal, para que não cheguem a entrar neste lugar de tormento.” (Luc. 16:27, 28) Observe que, ao passo que se dirigia a Abraão como pai, fala de um pai de parentesco mais próximo, em cuja casa há cinco irmãos dele. Jesus conhecia a casa religiosa do judaísmo, construída sobre a tradição humana, a que pertenciam os governantes religiosos. Foi essa casa que estimulou o espírito de perseguição amarga, até mesmo de assassinato. Seu pai era o Diabo, que ‘era homicida’. (João 8:44) Os cinco irmãos (perfazendo seis com o homem rico, símbolo da organização do Diabo) representavam todos os admiradores e apoiadores dos governantes religiosos, manifestando o mesmo espírito. Os governantes procuravam alio de ficarem expostos, não só aos seus próprios olhos, mas também aos olhos de seus apoiadores. Caso estes, seus irmãos, morressem figurativamente e fossem parar no mesmo lugar, isso apenas aumentaria seu tormento. Assim, com efeito, tais governantes desejavam que a classe de “Lázaro” deixasse a posição do favor divino e desse “testemunho cabal”, não da mensagem de julgamento, mas de uma mensagem que desse a impressão de as coisas serem restauradas ao que eram antes do período de inspeção, quando nem os governantes nem seus apoiadores estavam expostos ao tormento.

      21. Qual era o sentido da resposta de Abraão?

      21 Poderia isso ser feito? Qual foi a resposta de Abraão? “Mas Abraão disse: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que escutem a estes.” (Luc. 16:29) Nada mais e nada menos do que a palavra da verdade de Deus! Foi baseado nesta autoridade apenas que Jesus falava às pessoas e a seus governantes, incluindo a mensagem de julgamento então apropriada. A classe de “Lázaro” falou da mesma forma. Por exemplo, a mensagem forte e estimulante de Pedro no dia de Pentecostes se baseava inteiramente nas citações das Escrituras Hebraicas, de Moisés (a Lei) a os Profetas e os Salmos. O fato que três mil pessoas responderam imediatamente a ela e foram batizadas provou que as Escrituras Hebraicas em si mesmas eram um aviso e guia suficientes para os dispostos a ouvir, muitos dos quais eram anteriormente aderentes do judaísmo. — Atos 2:41.

      22. (a) Qual foi o apelo final do homem rico? (b) O que motivou isto, e como foi que Jesus respondeu à exigência de um sinal?

      22 Mas, o homem rico não terminara. Mostrando então de que lado realmente estava e discordando abertamente de Abraão, disse: “Não assim, pai Abraão, mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.” (Luc. 16:30) Em outras palavras, exigiu um sinal culminante, alguém se levantar dentre os mortos, como sendo a coisa necessária. Isto evitaria a necessidade de se pregar usando as Escrituras ou a exposição das tradições do judaísmo. Mais de uma vez, os fariseus e outros pediram a Jesus que “lhes mostrasse um sinal do céu”. Respondeu: “Uma geração iníqua e adúltera persiste em buscar um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas.” Jonas era sinal suficiente para os ninivitas que, disse Jesus, “se arrependeram com o que Jonas pregou, mas, eis que algo maior do que Jonas está aqui”. (Mat. 16:1-4; 12:38-41) Jesus pregou com muito mais autoridade e evidência apoiadoras do que Jonas jamais veio a ter. Mas, o resultado foi como Jesus disse: “A menos que vós vejais sinais e prodígios, de modo algum acreditareis.” — João 4:48.

      23. Como era a palavra final de Abraão apropriada e fiel aos fatos?

      23 Em consonância com isto, Abraão respondeu ao homem rico: “Se não escutam Moisés e os Profetas, tampouco serão persuadidos se alguém se levantar dentre os mortos.” (Luc. 16:31) Esta foi a palavra final de julgamento contra a classe representada pelo homem rico e seus irmãos. Se faziam ouvido de mercador para com a mensagem de Deus contida nas Escrituras, fechariam os olhos ao mensageiro de Deus, quer fosse Jesus quer a classe de “Lázaro”. Conforme Jesus lhes disse: “Pesquisais as Escrituras . . . que dão testemunho de mim”, e acrescentou que, “se acreditásseis em Moisés, teríeis acreditado em mim, porque este escreveu a meu respeito. Mas, se não acreditais nos escritos desse, como acreditareis nas minhas declarações?” — João 5:39, 46, 47.

      24. Que aviso e encorajamento pode ser derivado da palavra final proferida nesta ilustração?

      24 A ilustração de Jesus terminou com uma nota de forte julgamento, tão nítida como aquele “grande precipício”. Mostrava a justa “decisão judicial” de Deus tanto a favor como contra. Era contra a inteira casa dos que apenas ‘ouviam com aborrecimento’, e que “têm fechado os olhos; para que nunca vissem com os olhos . . . [e] entendessem com os corações, e se voltassem”. (Mat. 13:15) Mas, graças a Deus, aquela palavra final foi inteiramente em favor da classe de “Lázaro”. Jamais haveria qualquer necessidade ou justificativa para que deixassem ou abandonassem o lugar do favor divino junto com todas as suas provisões confortadoras e a oportunidade de se banquetear à mesa de banquete de Jeová.

      25. Que perguntas suscita isto a respeito de nossos próprios dias?

      25 Será que podemos traçar linhas paralelas e estender a norma de julgamento em todas as suas características destacadas aos nossos próprios dias? Será que a ilustração de Jesus tem para nós alguma mensagem oportuna? Podemos delinear duas classes em contraste e ver como ocorreu diante dos nossos próprios olhos uma grande mudança, uma inversão de condições? E será que nós, como pessoas, podemos ser destarte ajudados a entender o que temos de fazer a fim de encontrar as verdadeiras riquezas sob o julgamento favorável de Deus?

  • O julgamento de Deus torna manifestos os verdadeiramente ricos
    A Sentinela — 1967 | 1.° de outubro
    • O julgamento de Deus torna manifestos os verdadeiramente ricos

      1. Por que é tão vigorosa a mensagem hodierna do Reino?

      EM SUA profecia a respeito do tempo do fim, disse Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações.” Isto se compara com a mensagem do primeiro advento, a saber, de que o “reino dos céus se tem aproximado”. A mensagem hodierna é mais vigorosa. Fala do reino de Deus realmente estabelecido, pois, no outono setentrional de 1914 E. C. Jeová Deus empossou seu Rei, Cristo Jesus, não num trono terrestre, mas no Monte Sião celeste. — Mat. 24:14; 4:17; Sal. 2:6; Heb. 12:22.

      2. Que proceder nos saudará a aplicar a ilustração em Lucas 16:19-31 aos nossos próprios dias?

      2 A mensagem do Reino, no primeiro advento, marcou o início dum período de inspeção e julgamento. Constituiu o primeiro elemento da norma de julgamento. Em resultado, começaram a ocorrer mudanças que envolviam duas classes, conforme representadas na ilustração de Jesus sobre o homem rico e Lázaro. O mesmo se dá atualmente. Os princípios em que se baseiam a inspeção e o julgamento permanecem os mesmos, mas, desenvolvem-se em escala maior. Por examinarmos o contexto da ilustração e outros textos relacionados, pudemos identificar os dois principais personagens no tempo do primeiro advento, em seu primeiro cumprimento. O mesmo proceder nos ajudará a ter uma visão clara da situação atual. Também nos ajudará individualmente a entender a nossa posição com respeito a essa norma de julgamento e seu ideado propósito.

      3. Como podemos identificar a moderna classe do “homem rico”?

      3 Não temos de procurar muito longe para acharmos a moderna classe do “homem rico”. O clero e os lideres religiosos da cristandade apresentam marcante semelhança aos líderes religiosos judeus dos dias de Jesus. Atualmente, como naquele tempo, estes homens estão numa classe única, sacrossanta, são tidos como superiores em posição e educação, destacando-se por sua roupa e seus muitos títulos. São ricos em posições de influência e proeminência, amiúde se encontram em boa posição junto aos governantes políticos, e, em alguns casos, exercem verdadeiro poder por trás do trono, ou do ditador. Estes homens são também religiosamente ricos em suas afirmações de serem os únicos porta-vozes de Deus em questões nacionais, também em problemas sociais e pessoais. Em suas congregações, usualmente são os únicos ordenados a pregar e a dirigir os ofícios. Em algumas igrejas, tais homens afirmam ter o direito de ouvir confissões e conceder absolvições. Certos deles até mesmo afirmam ter o direito de canonizar uma pessoa como santa, declarando que tal pessoa é santa e justa. Na verdade, a moderna classe do “homem rico” procura trajar-se de púrpura e linho, usufruindo a magnificência de dia em dia. — Luc. 16:19.

      4. Desde quando se tornou aparente a moderna classe de “Lázaro”, e como isto se deu?

      4 Também não temos de procurar muito longe para localizar a classe do “mendigo” da ilustração de Jesus. Lembre-se de como, no primeiro advento, esta classe de pessoas simples e humildes surgiu logo que o precursor, João Batista, começou a pregar. Assim, também, atualmente, antes do estabelecimento do Reino em 1914, houve uma obra preparatória similar, de limpar o caminho diante do representante de Jeová. (Mal. 3:1) Sendo feita em escala maior, abrangeu um período mais longo de cerca de quarenta anos. Achou imediatamente aqueles que estavam cônscios de sua necessidade espiritual, mas que, semelhantes aos discípulos de João, não mais ficaram dependendo dos lideres religiosos ortodoxos para obterem o alimento espiritual. Até então eles, como Lázaro em sua condição ulcerosa, costumavam ‘ser colocados junto ao . . . portão [do homem rico]’ para apanhar as porções de alimento que talvez caíssem. (Luc. 16:20, 21) Não obstante, o clero da cristandade, como seu anterior correspondente, tem demonstrado bem limitada preocupação com o povo comum. Têm preferido suas tradições e credos antes que os ensinos governados estritamente pela Bíblia. Sua mesa talvez tenha a aparência de um magnífico banquete, mas seu alimento é adulterado.

      CONCEITO CORRETO DO FATOR TEMPO

      5. Será que devemos esperar súbito cumprimento do que foi representado pela morte do homem rico e Lázaro?

      5 Então, conforme dito na ilustração, algo aconteceu que mudou a inteira cena. Ambos os homens morreram. É aqui que entra o importante elemento tempo, assinalado no cumprimento pela declaração das boas novas do Reino. Sim, a morte é um evento culminante, mas não obtenha a impressão errada. As mudanças resultantes não ocorrem todas ao mesmo tempo, afetando a todos simultaneamente. Não aconteceu assim no primeiro advento. Em antecipação do ministério de Jesus, foi feita uma obra e foi declarada uma mensagem durante seis meses antes a isso, trazendo conforto para alguns e tormento para outros. Semelhantemente, antes de 1914, a mensagem da verdade, centralizando-se no reino de Deus, trouxe conforto e esperança a alguns, enchendo as almas dos famintos, mas deixou irado e atormentado o clero, que não se demorou a demonstrar isso. (Para pormenores, veja-se Jehovah’s Witnesses in the Divine Purpose, em inglês, alemão, espanhol.) Tal obra e mensagem anteriores foram uma antecipação duma norma maior e mais claramente definida a ser elaborada depois de 1914. Semelhante ao sol da manhã, não temos de esperar que realmente surja para que seus raios penetrantes revelem tudo em nítido contorno. Antes disso, em antecipação, a bem-vinda luz do amanhecer nos fornece um quadro cada vez mais claro da paisagem diante de nós.

      6. Como somos ainda guiados neste respeito?

      6 Há ainda outra coisa. Quando Jesus deu sua ilustração, os governantes religiosos ainda contavam em apegar-se a seu alto padrão de vida e às suas afirmações pretensiosas. Havia também muitos num estado de mendigo que somente mais tarde experimentaram o conforto do favor divino. Isso não alterou o fato de que o período de inspeção começara e nada podia mudar seus princípios nem parar ou impedir seu desenrolar. Jesus falou de acordo com isso. Assim, atualmente, uma vez que Cristo Jesus foi entronizado no Monte Sião celeste ao se expirarem os Tempos dos Gentios em 1914, nada podia parar ou atrasar os acontecimentos que deveriam ocorrer.

      7. Como é que Paulo identificou o Abraão Maior, levando a que apelo excelente?

      7 Na descrição inspirada de Paulo da estrutura teocrática no “Monte Sião . . . Jerusalém celestial”, depois de mencionar as “miríades de anjos . . . e a congregação [cristã] dos primogênitos”, então cita a figura mais importante, o Abraão Maior, “Deus, o Juiz de todos”. (Heb. 12:22, 23) Sim, ele julga a classe de “Lázaro” e a classe do “homem rico” e todas as demais. Sua “decisão judicial é um vasto abismo aquoso”, um “grande precipício”, justo e inexorável com respeito a todas as classes. (Sal. 36:6; Luc. 16:26) Não obstante, até a execução final do Seu julgamento, é possível que as pessoas experimentem a mudança de coração e abandonem uma classe e fujam para a outra, até mesmo durante este período de inspeção. Não se esqueça, contudo, que o tempo é limitado. Neste sentido que Paulo continua, afirmando: “Cuidai de que não vos escuseis daquele que está falando.” Passa a dizer que o inteiro sistema de coisas atual, sim, o céu e a terra simbólicos, serão abalados e completamente removidos. Conclui com este excelente apelo: “Em vista disso, sendo que havemos de receber um reino que não pode ser abalado, continuemos a ter benignidade imerecida, por intermédio da qual podemos prestar a Deus serviço sagrado aceitável, com temor piedoso e com espanto reverente.” — Heb. 12:25-28.

      8. Que palavra final adicionou Paulo, e que distinção deve ser observada?

      8 Paulo adiciona uma palavra forte e final: “Porque o nosso Deus é também um fogo consumidor.” Note a diferença. Em sua ilustração, Jesus falou da condição ardente que os homens sofrem enquanto ainda estão na terra, que atormenta mas não mata. Paulo, no entanto, referia-se à execução final do julgamento que consome e que destrói toda vida no “lago de fogo . . . a segunda morte”. — Heb. 12:29; Rev. 20:14.

      9. Como é que a profecia em Revelação 11:7-12 lança mais luz sobre o fator tempo?

      9 Examinando os fatos, encontramos mais evidência da necessidade de considerar devidamente o fator tempo. Embora 1914 marcasse o nascimento do Reino, não foi senão em 1919 que a classe de “Lázaro” provou plenamente sua condição mudada. (Rev. 12:5) O que aconteceu? Durante a Primeira Guerra Mundial, o clero da cristandade obteve a permissão de Deus de oprimir e levar os servos dedicados de Jeová da classe de “Lázaro” ao encurralamento da inatividade. Como classe, parecia que estavam liquidados e, simbòlicamente, seus cadáveres sem vida ficaram expostos “na rua larga da grande cidade”, Babilônia, a Grande. Seus inimigos ‘alegraram-se por causa deles’. Então, sob o decreto orientador de Deus, ocorreu uma súbita inversão. O “espírito de vida da parte de Deus” os restaurou à atividade, e “ouviram uma voz alta dizer-lhes desde o céu: ‘Subi para cá’ . . . e seus inimigos os observavam”. É exatamente isso o que aconteceu em 1919 às testemunhas de Jeová que foram restauradas ao Seu favor e serviço exaltado no interesse do seu reino aos olhos de todos, inclusive seus inimigos da classe do “homem rico”. — Rev. 11:7-12.

      10. Desde 1919, como é que se tornaram mais evidentes as condições mudadas para ambas as classes?

      10 Desde então, as condições mudadas, conforme preditas, têm-se tornado cada vez mais evidentes. Os verdadeiros servos de Jeová, que anteriormente choravam e sentiam fome, podiam agora ‘clamar de alegria, por causa da boa condição de coração’, devido a se alimentarem das verdades do Reino e ficarem enriquecidos pelo serviço do Reino. Em contraste, ai daqueles servos professos de Deus que ‘se declaram justos perante os homens’ e gostam que ‘todos os homens falem bem deles’. Estes agora têm razão de ‘clamar por causa da dor de coração’ ao ver a classe de “Lázaro” usufruir grande prosperidade e se tornar verdadeiramente rica, ‘abençoada com toda bênção espiritual nos lugares celestiais em união com Cristo’, o Rei dominante, e com Jeová, o Abraão Maior. Mas, a moderna classe do ‘homem rico’’ está como que morta e sepultada no que concerne a ter qualquer evidência do favor divino. Rejeita a mensagem do Reino proclamada pela classe de “Lázaro”. Ao invés, advoga os substitutos humanos políticos tais como a Liga das Nações e as Nações Unidas. Note agora os apelos modernos da classe do “homem rico”, conforme indicados na ilustração de Jesus. — Isa. 65:14; Luc. 6:26; 16:15; Efé. 1:3.

      OS APELOS DA MODERNA CLASSE DO “HOMEM RICO”

      11. Como é que vemos o apelo do homem rico em Lucas 16:24 ser cumprido em nosso tempo?

      11 Em amplo esboço, os argumentos dos líderes religiosos modernos são semelhantes aos dos escribas e fariseus. Em ambos os casos, as ações representam mais que as palavras. Todo esforço é despendido para diminuir ou contrabalançar a obra e a mensagem vigorosas da classe de “Lázaro”, até mesmo havendo o empenho de proscrever a obra onde isto for possível. ‘Ó, quem dera que Lázaro fosse enviado para refrescar-me a língua com uma gota de água, neste fogo abrasador!’ Ó, quem dera que viesse das testemunhas de Jeová uma palavra suavizante e elogiosa e, incidentalmente, que se conseguisse que abandonassem sua posição de favor divino! Tudo para afastá-las do seio de Abraão! — Luc. 16:24.

      12. Conforme indicado pela resposta de Abraão, qual tem sido o resultado do apelo da classe do “homem rico”?

      12 Em resposta ao apelo do homem rico, lembrar-se-á que Abraão simplesmente recapitulou os fatos, dando a entender que nada poderia alterá-los. O mesmo se dá atualmente. O resultado dos esforços de fazer que as testemunhas de Jeová amainem o tom de sua mensagem ou mudem sua posição são tão infrutíferos como com a primitiva congregação cristã. Jeová dá a mesma instrução à classe de “Lázaro” atualmente, como deu a seu servo Jeremias: “A todos a quem eu te enviar, a estes ‘irás; e tudo o que eu te ordenar, isso falarás. . . . Eles com certeza lutarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti, pois ‘eu estou contigo’, é a declaração de Jeová, ‘para livrar-te’.” — Jer. 1:7, 19.

      13. Como é que Jesus apontou para uma aplicação mais ampla quando mencionou o grande precipício?

      13 Lembrar-se-á, ademais, que na ilustração Abraão a seguir trouxe à atenção o “grande precipício”. Mas, já notou que não limitou suas observações a apenas o homem rico e Lázaro, dizendo que nenhum deles podia ir até o outro por causa do precipício? Fala de muitas pessoas de ambos os lados, dizendo: “Estabeleceu-se um grande precipício entre nós é vós, de modo que os que querem passar daqui para vós não o podem, nem podem pessoas passar de lá para nós.” — Luc. 16:26.

      14. Que outras classes são observadas no cumprimento moderno, além das representadas pelo homem rico e Lázaro?

      14 Por este meio, Jesus abriu a porta a uma aplicação mais ampla de sua ilustração. Isto é especialmente verdadeiro no cumprimento moderno. Sabemos que o homem rico tinha cinco irmãos que, subentende-se, caminhavam em direção do mesmo lugar de tormento. As únicas criaturas que Jesus mencionou como estando do lado de Lázaro eram as que se davam o trabalho de colocá-lo, como mendigo necessitado, à porta do homem rico, também os cães que lambiam consideràvelmente suas úlceras. Ali temos o indício. Faziam algo em favor de Lázaro, em sua necessidade. O homem rico nada fazia. Em outra ilustração, Jesus fala dos que fazem o bem aos seus irmãos espirituais (a classe de “Lázaro”), até mesmo ao mínimo deles, quando vêem que eles estão sofrendo necessidades. Tais pessoas que ficam contentes de prestar serviço aos irmãos de Cristo talvez sejam joões-ninguém, ou como cães, aos olhos da classe do “homem rico”, mas Jesus diz que aos seus olhos são ovelhas (isto é, suas “outras ovelhas”, além de seu “pequeno rebanho” de co-herdeiros). (João 10:16; Luc. 12:32) Por outro lado, aqueles que se recusam a prestar qualquer ajuda ou deixam de fazê-lo, Jesus assemelha a cabritos que sofrem o julgamento final, o consumidor “fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”. Quanto às pessoas idênticas a ovelhas, são convidadas a ‘herdar o reino preparado para vós’. Até mesmo agora, conforme visto na visão dada a João, servem a Deus “dia e noite, no seu templo”, em íntima associação com a classe do “templo” ou classe de “Lázaro”, por isso usufruindo uma posição terrestre de favor divino. Estes associados também se tornam verdadeiramente ricos, “porque o Cordeiro . . . os guiará a fontes de águas da vida”. — Mat. 25:31-46; Rev. 7:15-17.

      REJEITADO ADICIONAL APELO

      15. Como se vê agora a situação a respeito do apelo de Lázaro visitar a casa do pai do homem rico?

      15 Já é o bastante suportar a vergonha e a desgraça atormentadoras. É muito pior se aqueles que conhece bem, sua própria família, estiverem envolvidos e todos igualmente partilharem na exposição pública. Como se deu com o clero judaico nos dias de Jesus, assim agora o clero e os líderes da cristandade se encontram em posição similar. Gostariam de manobrar a classe de “Lázaro”, afastando-a da sua posição de prestar devoção exclusiva ao Abraão Maior. Será que não poderiam ser enviados numa missão e, usando as palavras da ilustração, visitar a casa dos cinco irmãos do homem rico e permanecer o bastante para lhes dar “testemunho cabal”? (Luc. 16:27, 28) Em outras palavras, estabeleçam um contato amigável com os apoiadores da cristandade e dêem testemunho a eles, sim, mas o tipo de testemunho que os poupe do tormento. Se isto acontecesse, podemos estar certos de que seriam bem-vindos e seriam retidos e se tornariam parte da família do pai do homem rico, do pai da cristandade o “deus deste sistema de coisas”, Satanás, o Diabo!

      16. De que modo a resposta de Abraão tem agora um cumprimento ampliado?

      16 Poderia isto ser feito? Lembre-se da resposta de Abraão: “Eles têm Moisés e os Profetas; que escutem a estes.” (Luc. 16:29) Atualmente, estas Escrituras Hebraicas têm sido suplementadas pelas Escrituras Gregas Cristãs. A classe de “Lázaro” e seus associados, isto é, todas as testemunhas de Jeová, usam agora a Bíblia inteira, explicando, entre outras coisas, a razão do julgamento de Deus sobre Babilônia, a Grande, sua culpa de sangue, sua amizade com o mundo, as doutrinas falsas dela, a luxúria vergonhosa dela, a vindoura destruição dela. — Rev. 17:5, 6; 18:2, 3, 21.

      17. (a) Como é atingida a classe do “homem rico” pelo “testemunho cabal”? (b) Que sinal exigem, e por quê?

      17 Este estendido “testemunho cabal” não é do tipo que agrada quer aos líderes da cristandade quer aos apoiadores dela. Quando o homem rico respondeu: “Não assim, pai Abraão”, estava realmente dizendo “Não” a Moisés e aos Profetas. Quão verdadeiro isso é atualmente! As testemunhas de Jeová em si mesmas não deixam de ser apreciadas nem são temidas pelos líderes religiosos. É sua mensagem da Bíblia que, como uma espada, é ‘poderosa em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas’. (2 Cor. 10:4; Efé. 6:17) Tudo, menos isso! Assim, qual é a alternativa? Um sinal! Um sinal tão significativo que não exija nem a razão nem a fé. “Se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão”, suplicou o homem rico. (Luc. 16:30) A classe do “homem rico” reconhece a necessidade de arrependimento da parte de seus apoiadores, mas quer que isto seja feito por um atalho. Deseja um método que torne desnecessário continuamente ‘derramar na terra as sete taças da ira de Deus’, ou referir-se continuamente a Moisés e aos Profetas e ao resto das Escrituras, dizendo: “Está escrito.” — Rev. 16:1; Mat. 4:4, 7, 10.

      18. De que forma se vê que a palavra final de Abraão é apropriada à situação atual?

      18 Não há meios de se mudar ou fugir da norma de julgamento. “Se não escutam Moisés e os Profetas, tampouco serão persuadidos se alguém se levantar dentre os mortos.” (Luc. 16:31) Essa foi a última palavra de Abraão. As coisas vieram a ficar desse jeito para o clero judaico e seus apoiadores. São bem assim atualmente. Como nos dias primitivos, o mesmo se dá agora, nem os líderes religiosos nem seus apoiadores podem chegar a dizer que não tiveram a oportunidade de ouvir as Escrituras e sua mensagem. Não são obrigados a ouvir ou ser persuadidos. Podem endurecer os corações e fechar os olhos. Podem opor-se e perseguir as testemunhas que usufruem a proteção do Abraão Maior, mas jamais silenciá-las. Nos dias dos apóstolos, “levantou-se grande perseguição contra a congregação que estava em Jerusalém . . . no entanto, os que tinham sido espalhados iam pelo país declarando as boas novas da palavra”. (Atos 8:1, 4) Atualmente, as Testemunhas talvez sejam levadas a trabalhar às ocultas, mas ainda assim pregam.

      19. Que responsabilidade maior cabe agora a todos os fanáticos religiosos?

      19 A responsabilidade dos fanáticos religiosos aumenta, com efeito, grandemente, por causa de ‘alguém dentre os mortos’ ser levantado. Como Pedro disse: “Deus ressuscitou a este [Cristo Jesus] no terceiro dia . . . Também, ele nos ordenou que pregássemos ao povo e que déssemos um testemunho cabal de que Este é o decretado por Deus para ser juiz dos vivos e dos mortos.” (Atos 10:40, 42) Sim, foi dado então testemunho cabal, porém, isto se dá ainda mais hoje em dia, desde que o Levantado se tornou Rei e Juiz no reino de Deus. Adicionalmente, a classe de “Lázaro” em si mesma foi figuradamente levantada dos mortos em 1919, como já observamos, semelhante ao livramento de Jonas do ventre do grande peixe. Mas, tudo isto não faz diferença para a família do homem rico e seus irmãos.

      APRENDENDO A SER VERDADEIRAMENTE RICOS

      20. Na referência feita por Tiago aos homens ricos, que intimas correspondências podem ser observadas, ao serem comparadas á ilustração de Jesus?

      20 O escritor bíblico, Tiago, mui aptamente resumiu o tema de nossa consideração. Sob inspiração, escreveu: “Vinde agora, vós ricos, chorai, uivando por causa das misérias [tormento] que vos hão de sobrevir. Vossas riquezas apodreceram, e vossas roupas exteriores [de linho e púrpura] ficaram roídas pelas traças. . . . Algo como fogo é o que armazenastes [não no futuro tormento eterno depois da morte, mas] nos últimos dias.” Então, referindo-se diretamente à norma de julgamento, continuou: “Eis que o juiz está parado diante das portas. Irmãos, tomai por modelo do sofrimento do mal e do exercício da paciência os profetas, que falaram em nome de Jeová. . . . Ouvistes falar da perseverança de Jó e vistes o resultado que Jeová deu, que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” — Tia. 5:1-3, 9-11.

      21. Como é que o drama de Jó se compara com o de Lázaro?

      21 Esta última parte fornece o lado brilhante de norma. Por bastante tempo Jó, como Lázaro, se viu privado de tudo e obrigado a raspar o pus de seus tumores, como os cães que lambiam as úlceras de Lázaro. (Jó 2:8) Jó, também, estava à mercê de seus supostos benfeitores, seus três amigos religiosos, do qual obteve tanto alívio e ajuda quanto Lázaro obteve das migalhas da mesa do homem rico. Então vieram a inspeção e o julgamento da parte de Jeová que puseram cada um em seu lugar correto. Tornaram manifesto quem era verdadeiramente rico. Restaurada a sua saúde e sendo abertamente demonstrado que tinha o favor de Deus, Jó foi abençoado com duas vezes mais do que tinha antes. Adicionalmente, teve uma nova família de dez ótimos filhos, como a “grande multidão” de “outras ovelhas” que é ajuntada à classe de “Lázaro”, vindo a tornar-se “um só rebanho, [sob] um só pastor”. — Jó 42:10-17; Rev. 7:9; João 10:16.

      22. A fim de nos tornarmos verdadeiramente ricos, o que temos de fazer, e o que temos de evitar?

      22 Como pessoas, podemos aprender como nos tornar verdadeiramente ricos, mesmo que isto signifique mudar a nossa própria norma de vida. Podemos ‘buscar a Jeová, enquanto pode ser achado’. Podemos evitar os erros do ‘homem iníquo e prejudicial’. O homem rico da ilustração de Jesus jamais aprendeu coisa alguma. Era orgulhoso e só pensava em si até o fim, persistindo em considerar Lázaro como apenas um mendigo ao qual poderia mandar fazer o que bem quisesse. Mas, Abraão rejeitou os apelos dele por advogar apenas uma coisa: “Moisés e os Profetas”, as Escrituras Sagradas. A norma de Deus se torna muito clara nisso, mostrando-lhe, leitor, como ‘voltar-se para Jeová, que terá misericórdia . . . pois ele perdoará de forma ampla’. — Isa. 55:6, 7.

      23. Como é que a mensagem de Jesus aos laodicenos nos ajuda neste respeito?

      23 Jesus, também, em sua mensagem à “congregação em Laodicéia”, mostrou como pode aprender por contraste a apreciar as verdadeiras riquezas. Embora dirigida primariamente à classe de “Lázaro”, os mesmos princípios se aplicam a todos os do povo de Deus. Tal congregação se tornara morna devido a deixar de distinguir as verdadeiras riquezas das falsas, e se jactava: “Sou rico e adquiri riquezas, e não preciso de coisa alguma.” Eram auto-suficientes e auto-justos. Mas, julgados pelos verdadeiros valores espirituais, como Jesus disse, eram ‘miseráveis, coitados, pobres, cegos e estavam nus’, correndo o perigo de serem rejeitados, sendo vomitados de sua boca. Note o remédio dado por Jesus: “Aconselho-te que compres de mim ouro refinado pelo fogo, para que fiques [verdadeiramente] rico, e roupas exteriores brancas, para que fiques trajado e não se torne manifesta a vergonha da tua nudez, e ungüento para os olhos, para passar nos teus olhos, para que vejas.” — Rev. 3:14-18.

      24. As palavras de Jesus: ‘Compra de mim’, exigem que requisitos?

      24 Ah, sim! ‘Compra de mim’, disse Jesus, e paga o meu preço. Isso não é desarrazoado. Ele o convida a se entregar em devoção e dedicação a Jeová, como ele mesmo estabeleceu o padrão. Por se submeter ao treinamento e à disciplina dele, isto produzirá a ‘qualidade provada da fé, de muito mais valor do que o ouro provado pelo fogo’. ‘Busque a justiça’, não se exibindo em sua própria “púrpura e linho”, mas nas vestes ‘embranquecidas no sangue do Cordeiro’, confiando no mérito de seu sacrifício. ‘Busque a mansidão,’ por ser suscetível de ensino, usando colírio, fazendo verdadeiro esforço de manter abertos os olhos às verdades armazenadas na Palavra de Deus. — 1 Ped. 1:7; Rev. 7:14; Sof. 2:3.

      25. Que excelente encorajamento deu Jesus então?

      25 A todos que seguem este proceder, Jesus fez a promessa mui convidativa: “Eis que estou em pé à porta e estou batendo. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei na sua casa e tomarei uma refeição noturna com ele, e ele comigo.” (Rev. 3:20) Se estiver disposto, poderá acatar este apelo pessoal e se tornar verdadeiramente rico, usufruindo a posição íntima do seu favor e aceitação como parte do ‘um só rebanho, sob um só pastor’.

      26. Que ação se exige com urgência agora, baseada em que qualidade?

      26 Se chegar a compreender que tem sido engodado por Babilônia, a Grande, então acate prontamente esse apelo e se torne um membro do povo de Jeová por se dedicar a Ele. Aos babilônios não se ordena que fujam, mas. Jeová diz: “Saí dela, povo meu.” (Rev. 18:4) É questão de fé, de uma fé viva, baseada num proceder harmonioso com a Palavra da verdade de Deus. Não há desculpa para a ignorância. A linha de demarcação, semelhante a um abismo, se acha claramente delineada. Disse Jesus: “Esta é a base para o julgamento: que a luz veio ao mundo.” O próprio Jesus, em sua vida e em seu ensino, personificou e exemplificou tal “verdadeira luz que dá luz”. Em geral, os homens recusam vir à luz, preferindo praticar coisas vis que pertencem às trevas. Recusam-se a exercer fé e, disse Jesus: “Quem não exercer fé, já foi julgado.” Preferem permanecer num estado condenado, em Babilônia, a Grande. Esta é a própria escolha deles. — João 1:9; 3:18-20.

      27. Por seguirmos que proceder e por alcançarmos que posição podemos usufruir revigorantes contrastes, tanto agora como no futuro?

      27 Em contraste, por que não vir à luz e aprender a ser obediente a ela, de modo que suas “obras sejam manifestas como tendo sido feitas em harmonia com Deus”? (João 3:21) Assim, ao invés de provar o amargo contraste entre a vida e a destruição, quando aquela grande cidade for destruída, ou no Armagedom, poderá vir agora para o favor e a proteção amorosos do Deus de Abraão, Jeová. Desse lugar vantajoso, poderá começar a provar agora os felizes contrastes que tornam a vida tão infinitamente interessante e digna de se viver, com a maravilhosa perspectiva de vida eterna no novo sistema de coisas de Deus, com sua promessa adicional de contrastes deleitosos, pois o seu Criador diz: “Eis que faço novas todas as coisas.” — Rev. 21:5.

  • O aviso mais urgente que já foi dado
    A Sentinela — 1967 | 1.° de outubro
    • O aviso mais urgente que já foi dado

      1. Que efeito tem um aviso de perigo de morte súbita sobre os nossos outros empreendimentos e atividades?

      NÃO importa quanto aprecie o que faz, não importa quão satisfeito esteja com sua situação e não importa quais sejam seus planos, largará de imediato a todos e correrá para um lugar seguro se se convencer de que o confronta o perigo de morte súbita.

      2. Forneçam quatro razões pelas quais o aviso que estudamos é o mais urgente que já foi dado.

      2 Por certo, o aviso de tal coisa, para ser bastante forte para o mover a fugir, teria de vir duma fonte fidedigna e ser acompanhado de outras circunstâncias que o convencessem de que o aviso era verdadeiro. Esse é exatamente o caso do aviso de que falamos aqui, e há razões de se poder afirmar verdadeiramente que é o aviso mais urgente que já foi dado. Primeiro, procede de Deus, que deu avisos fidedignos no passado; que, como Criador do homem, tem interesse genuíno no bem-estar das pessoas. Ele próprio o considera o aviso mais importante que já foi dado. Em segundo lugar, não se limita a um local ou mesmo a uma nação, mas é mundial. Não há meios de escape além daquele que Deus provê. Em terceiro lugar, levara tempo para se livrar da perigosa situação e para chegar ao lugar seguro, mesmo que dê ouvidos ao aviso de imediato, e, em quarto lugar, o perigo de que trata o aviso é mui iminente! A cronologia e a profecia bíblicas, junto com os eventos cumulativos que demonstram sua proximidade, demonstram que o aviso tem de ser dado com toda a urgência e deve ser acatado com toda a ligeireza possível. Deve vir na geração que já presenciou duas guerras mundiais e só dista alguns anos à nossa frente.

      3. O aviso envolve que organização?

      3 O aviso se acha no último livro da Bíblia. O apóstolo João acabara de ter uma visão duma prostituta chamada “Babilônia, a Grande”. Em recentes artigos desta revista, temos mostrado que esta prostituta representa uma organização que afirma ser divina e representar a verdadeira religião. Tem-se mostrado que representa o império mundial da religião falsa, que se prostituiu por ter alvos e ambições políticos de poder e por se ter metido na política e nos governos do mundo já por séculos. Agora, aqui na visão dada a João, ela

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