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  • Cumprindo um enigma profético
    A Sentinela — 1978 | 1.° de fevereiro
    • Cumprindo um enigma profético

      UM ENIGMA estimula o raciocínio e a reflexão. Pode causar uma impressão muito mais profunda na mente do que a mera declaração de fatos. Portanto, evidentemente, visando fazer que suas palavras proféticas a respeito da casa real de Davi se destacassem na mente dos ouvintes, o Altíssimo transmitiu-as na forma dum enigma, por meio do profeta Ezequiel.

      Este enigma é encontrado em Ezequiel, capítulo 17. Lemos: “A grande águia, com grandes asas, de compridas guias, cheia de penas, de cores variadas, chegou ao Líbano e passou a tomar a copa do cedro. Arrancou mesmo o topo dos seus noveleiros e foi levá-lo à terra de Canaã; colocou-o na cidade dos negociantes. Além disso, tomou da semente da terra e a pôs num campo de sementeira. Qual salgueiro junto a vastas águas, qual salgueiro a colocou. E começou a brotar e tornou-se aos poucos uma frondosa videira de pouca altura, inclinada para virar as suas folhas para dentro; e, quanto às suas raízes, vieram a existir gradualmente debaixo dela. E por fim se tornou uma videira, e produziu sarmentos e lançou ramos.

      “E veio a haver outra grande águia, com grandes asas e com grandes penas, e eis que esta mesma videira estendeu avidamente as suas raízes para ela. E estendeu a sua folhagem para ela, a fim de que a regasse, longe dos canteiros em que estava plantada. Já estava transplantada num bom campo, junto a vastas águas, para produzir ramos e dar fruto, para se tornar uma videira majestosa.” — Eze. 17:3-8.

      Depois, suscitou-se a seguinte pergunta a respeito desta videira: “Será bem sucedida? Não arrancará alguém as suas próprias raízes e fará que até o fruto dela seja escamoso? E não terão de secar-se todos os seus renovos recém-arrancados?” A resposta: “Secar-se-á. Nem por um grande braço nem por um povo numeroso terá de ser levantada das suas raízes.” Daí, levantam-se mais perguntas, que depois são respondidas: “E eis que, embora transplantada, será bem sucedida? Não se secará completamente, assim como quando tocada pelo vento oriental? Secar-se-á no canteiro do seu renovo.” — Eze. 17:9, 10.

      O que é que quer dizer o enigma? Como se cumpriu? E de que proveito é para nós hoje? Estas perguntas merecem ser respondidas.

      Não ficamos em dúvida sobre o significado do enigma. A explicação inspirada está também registrada nas Escrituras. Identificando a “grande águia” que veio ao “Líbano”, Ezequiel 17:12 diz: “O Rei de Babilônia chegou a Jerusalém e passou a tomar seu Rei e seus príncipes e a trazê-los a si em Babilônia.”

      O “rei de Babilônia”, Nabucodonosor, era igual a uma “grande águia”, debaixo de cujas asas muitos povos passaram a estar sujeitos. Esta “grande águia” veio ao “Líbano”, quer dizer, a Jerusalém. Por causa de sua elevação e dos prédios construídos em grande parte de cedros-do-líbano, Jerusalém podia apropriadamente ser chamada de “Líbano”. Além disso, o governo exercido por um governante da linhagem real de Davi, em Jerusalém, era igual a um alto cedro. O topo deste cedro — representando o Rei Joaquim e seus príncipes — foi arrancado por Nabucodonosor e levado ao exílio em Babilônia. No enigma fala-se de levá-lo ao exílio babilônico como ‘levá-lo à terra de Canaã e colocá-lo na cidade dos negociantes’. Isto se dá porque, séculos antes, a expressão “cananeu” viera a significar “negociante” ou “comerciante”. (Veja Jó 41:6 onde “cananeus” é traduzido por “comerciantes”.) Babilônia, como grande centro comercial, era deveras uma “cidade de negociantes”.

      A respeito do que Nabucodonosor fez com parte “da semente”, a explicação prossegue: “Tomou um da descendência real [Zedequias, tio do Rei Joaquim] e concluiu com ele um pacto, e o introduziu num juramento; e levou embora os principais homens do país, a fim de que o reino fosse rebaixado, incapaz de se erguer, para que ficasse de pé por guardar o seu pacto.” — Eze. 17:13, 14.

      De modo que Nabucodonosor plantou Zedequias como “salgueiro”, tornando-o Rei vassalo. Como tal, Zedequias devia ser apenas um soberano local, dependente de Babilônia. No anterior território do reino de Judá, os salgueiros cresciam como arbustos ou árvores pequenas. A posição de Zedequias era como tal salgueiro, em comparação com a posição elevada antigamente ocupada pelos reis da linhagem real de Davi.

      Zedequias não estava satisfeito com esta posição. Começou a procurar outra “grande águia”, para ajudá-lo a se livrar do jugo babilônico. Quem era esta “grande águia”? Somos informados: “Este [Zedequias] finalmente se rebelou contra ele [Nabucodonosor], enviando seus mensageiros ao Egito, para que lhe desse cavalos e um povo numeroso.” — Eze. 17:15.

      Enquanto Zedequias permanecia submisso a Nabucodonosor, seu reinado estava seguro. Sua posição era semelhante a duma frondosa videira de pouca altura, abundantemente suprida de água. Mas a situação havia de mudar. Voltando-se para outra “grande águia”, o faraó egípcio Hofra, Zedequias estava provocando um desastre. Traria sobre si a fúria da águia mais poderosa, o Rei Nabucodonosor. Igual a um causticante vento oriental, as forças babilônicas viriam contra ele e o fariam secar-se qual videira no intenso calor.

      Em explicação do que havia de acontecer a Zedequias, por causa de sua rebelião, a palavra profética diz: “No meio de Babilônia . . . é que morrerá. E Faraó não o fará eficiente na guerra por meio duma grande força militar e por meio duma congregação numerosa.” — Eze. 17:16, 17.

      Tudo o que foi indicado pelo enigma profético aconteceu a Zedequias. No décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, os exércitos babilônicos brecharam as muralhas de Jerusalém. Zedequias e os homens de guerra fugiram de noite. Uma força militar caldéia os apanhou nas planícies desérticas de Jericó. Zedequias foi capturado e levado perante Nabucodonosor, em Ribla. Ali, os filhos de Zedequias foram mortos diante dos seus olhos, após o que ele mesmo foi cegado, preso com grilhões de cobre e levado a Babilônia, onde morreu na casa de custódia. — 2 Reis 25:2-7; Jer. 52:6-11.

      Não devemos cometer o engano de considerar o cumprimento do enigma profético apenas como história morta. Foi com relação a este enigma que se introduziu outro aspecto, que pode ser de grande bênção para nós. Lemos: “Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Eu mesmo também tomarei e porei parte da copa altaneira do cedro; do topo dos seus rebentos arrancarei um tenro, e eu mesmo vou transplantá-lo para um monte alto e elevado . . . e certamente brotarão ramos nele, e produzirá fruto, e tornar-se-á um cedro majestoso.’” — Eze. 17:22, 23.

      Isto apontava para o tempo em que reinaria um herdeiro da casa real de Davi, o Messias ou Cristo, Jesus. Este tornar-se-ia um altaneiro cedro, exercendo domínio mundial. Com referência profética a este domínio, o Salmo 72:7, 8, declara: “Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar e desde o Rio até os confins da terra.”

      Podemos escolher o domínio de Cristo desde já, por aceitar seu convite de nos tornarmos seus discípulos: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e tornai-vos meus discípulos, pois sou de temperamento brando e humilde de coração.” (Mat. 11:28, 29) Já aceitou este convite? Aceitá-lo é a única maneira de evitar provocar um desastre assim como o do Rei Zedequias da antiguidade.

  • Um juiz modesto que quis ter certeza
    A Sentinela — 1978 | 1.° de fevereiro
    • Um juiz modesto que quis ter certeza

      ACONTECEU no século treze A. E. C., cerca de 200 anos após a morte do sucessor de Moisés, Josué. O lugar era o vale de Jezreel, na parte setentrional da terra que Deus prometera aos israelitas.

      O que ocorreu lá naquele tempo que é de interesse para nós, hoje? Um dos juízes de Israel, com um exército de apenas 300 homens, derrotou uma força inimiga de cerca de 135.000 homens.

      Como podia acontecer algo assim? Um fator importante foi a determinação deste juiz, de certificar-se de que Deus o apoiava.

      O registro bíblico deste espantoso acontecimento se encontra no livro de Juízes, capítulos 6 a 8, que começa: “Os filhos de Israel começaram então a fazer o que era mau aos olhos de Jeová. Portanto, Jeová os entregou na mão de Midiã, por sete anos. E a mão de Midiã veio a prevalecer sobre

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