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Uma oliveira produtivaA Sentinela — 1984 | 15 de fevereiro
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21 Mas, que lições práticas podem ser tiradas da ilustração da oliveira enxertada, tanto por parte dos ramos simbólicos (os cristãos ungidos) como por outros que agora podem abençoar a si mesmos por meio do descendente produzido pela árvore do pacto abraâmico? Estes aspectos serão abrangidos no artigo que segue.
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Unidos produtores de frutosA Sentinela — 1984 | 15 de fevereiro
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Unidos produtores de frutos
“Que persistais em dar muito fruto e vos mostreis meus discípulos.” — João 15:8.
1. Como mostra a Bíblia que Jeová dá muito valor a árvores frutíferas?
“JEOVÁ DEUS fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento.” (Gênesis 2:9) Em Israel deixavam-se as árvores frutíferas recém-plantadas crescer por três anos, sem que seu dono usasse as frutas para qualquer fim. Mesmo quaisquer frutas produzidas no quarto ano se tornavam “algo santo de exultação festiva para Jeová”. No quinto ano, o dono podia usar a colheita de frutas como bem entendesse, depois de entregar as primícias a Jeová. (Levítico 19:23-25; Deuteronômio 26:1-10; Neemias 10:35-37) Em caso de guerra, as árvores frutíferas tinham proteção especial sob a Lei mosaica. — Deuteronômio 20:19, 20.
ÁRVORES IMPRODUTIVAS ERAM CORTADAS
2, 3. O que disse Jesus na parábola da figueira estéril?
2 No artigo precedente vimos que muitos dos ramos naturais da oliveira simbólica (Romanos, capítulo 11) foram cortados e substituídos por ramos procedentes duma oliveira brava. Nesta ilustração, os ramos decepados representam os judeus sem fé, que se negaram a reconhecer o tronco da oliveira, ou o Descendente principal, o Messias, Jesus. Numa ilustração diferente, Jesus comparou a nação judaica a uma árvore inteira — não uma oliveira, mas uma figueira.
3 No outono (setentrional) de 32 EC, Jesus declarou: “Certo homem plantara uma figueira no seu vinhedo e veio procurar fruto nela, mas não achou nenhum. Ele disse então ao vinhateiro: ‘Já faz agora três anos que venho procurar fruto nesta figueira, mas não achei nenhum. Corta-a! Realmente, por que devia ela manter o solo inútil?’ Em resposta, este lhe disse: ‘Amo, deixa-a também este ano, até que eu cave em volta dela e lhe ponha estrume; e, se então produzir fruto no futuro, muito bem; mas se não, hás de cortá-la.’” — Lucas 13:6-9.
4. Como mostrou Jesus que era “vinhateiro” fiel?
4 Na época em que Jesus falava sobre esta figueira, ele, como o “vinhateiro”, havia gastado três anos na tentativa de cultivar fé entre os judeus. No entanto, apesar das muitas vantagens que estes tinham sob o pacto abraâmico e o da Lei, apenas um pequeno restante da nação judaica havia aceito o Messias. (Romanos 9:4, 5, 27) Durante o quarto ano do seu ministério, Jesus intensificou seus empenhos entre os judeus, simbolicamente cavando e pondo estrume em volta da “figueira” judaica, por zelosamente pregar e ensinar na Judéia, na Peréia e finalmente tanto em Jerusalém como em volta dela. — Lucas, capítulos 10 a 19.
5. Como e por que foi cortada a “figueira” judaica, e quando foi “lançada no fogo”?
5 Todavia, no meio daquele quarto ano, poucos dias antes de sua morte, Jesus chorou sobre Jerusalém e disse à capital da nação judaica que sua casa havia sido abandonada. (Mateus 23:37-39) Jeová, o dono da “figueira” judaica, inspecionara-a novamente nesta quarta estação de cuidados intensivos. Encontrando-a sem frutos, qual nação, mandou que fosse cortada, em harmonia com o princípio declarado por Jesus em Mateus 7:19. Assim é que o Reino de Deus foi tirado da nação judaica e dado a uma outra nação, o Israel espiritual, que produzia seus frutos. (Mateus 21:43) Esta transferência ocorreu em Pentecostes daquele mesmo ano 33 EC. Trinta e sete anos mais tarde, em 70 EC, a “figueira” cortada foi “lançada no fogo”, quando Jerusalém e a nação judaica foram destruídas. — Mateus 3:9, 10; Lucas 19:41-44.
“DESDE QUE PERMANEÇAS NA SUA BENIGNIDADE”
6. Como são salientadas a benignidade e a severidade de Deus pelas ilustrações da figueira estéril e da oliveira enxertada?
6 Assim como a parábola da figueira estéril mostra que há limites para a paciência de Jeová, assim a ilustração de Paulo a respeito da oliveira, embora saliente a benignidade de Jeová, também mostra a sua severidade. Jeová, na sua benignidade, havia enviado João, o Batizador, aos “ramos naturais” judaicos para dizer-lhes que ‘produzissem fruto próprio do arrependimento’ e cressem em Jesus. (Mateus 3:8; Atos 19:4) Eles foram ‘cortados’ por causa de sua falta de fé. Esta diminuição no número dos “ramos naturais” judaicos significava “riquezas para pessoas das nações”, visto que se enxertavam ‘ramos de oliveira brava’, gentios, na árvore
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