-
Semeadura que visa o Reino de DeusA Sentinela — 1980 | 15 de dezembro
-
-
Cristo foi colaborador de Jeová Deus no terceiro dia criativo, quando “a terra começou a produzir relva, vegetação que dava semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, segundo a sua espécie”. (Gên. 1:12) De modo que o pré-humano Filho de Deus demonstrou ter pleno conhecimento do crescimento das plantas e de como o solo, por si mesmo, dá gradualmente fruto.
16. Que visão, no último livro da Bíblia, mostra se o glorificado Jesus Cristo esta sonolento ou dormindo com respeito ao crescimento das congregações cristãs?
16 No entanto, quanto ao desenvolvimento da congregação, o último livro da Bíblia, Revelação, escrito uns 63 anos depois de Jesus subir ao céu, na terça-feira, 25 de íiar de 33 E.C. (12 de maio de 33 E.C.), retrata Jesus Cristo como andando entre os sete candelabros que representam sete congregações na Ásia Menor. Com olhos semelhantes a uma “chama ardente”, ele deve estar bem desperto ao inspecionar a condição espiritual destas sete congregações de destaque. De modo que ele não é representado como sonolento ou adormecido com respeito ao crescimento das congregações. Deve ter sabido como estas congregações atingiram a condição espiritual que ele descreve. — Rev. 1:14; 2:18.
17. Que visão descrita em Revelação 5:6 mostra se o glorificado Jesus Cristo podia ser representado por um homem que lança semente no solo e dorme à noite?
17 Com respeito à ascensão de Jesus e seu comparecimento na presença celestial de Deus, ele é retratado como cordeiro que acaba de ser abatido, mas que está novamente vivo com “sete olhos, olhos que significam os sete espíritos de Deus, os quais têm sido enviados à terra inteira”. (Rev. 5:6) Longe de sugerir sonolência ou sono, tal visão sétupla do Cordeiro de Deus significa um estado constantemente desperto e em que discerne tudo. Portanto, torna-se claro que o glorificado Jesus Cristo não poderia ser retratado pelo homem que lança semente no solo e que dorme à noite, não sabendo como se dá o crescimento do que plantou.
18. Então, a quem representa logicamente o homem na ilustração?
18 Então, a quem representa o homem na ilustração de Jesus? O escritor evangélico Marcos traz à nossa atenção este lavrador individual logo depois de Jesus ter aconselhado seus discípulos íntimos a prestarem atenção ao que estavam ouvindo. Certa medida de atenção havia de ser recompensada com algo proporcional em troca, acrescentando-se-lhe ainda mais. Portanto, é razoável que o homem da ilustração represente cada pessoa que professa ser discípulo ou aprendiz de Jesus Cristo, principal Pregador do reino de Deus.
PARTICULARIDADES INDICATIVAS DA ILUSTRAÇÃO
19, 20. Que duas coisas principais abrangem toda a ilustração, e, por isso, que ponto é destacado pela ilustração, e com que conceito, de quantidade ou de qualidade?
19 Jesus iniciou a ilustração por dizer: “Deste modo [ou: assim], o reino de Deus é como quando um homem lança semente no solo.” — Mar. 4:26, NM; Almeida.
20 Notamos duas coisas principais que abrangem toda a ilustração. Primeiro, há o lançamento da semente em conexão com o reino de Deus, e, segundo, há a colheita ou ceifa da safra resultante da semeadura. De modo que o ponto é que, assim como houve uma semeadura ou um plantio da semente, devia-se esperar uma colheita ou ceifa. Uma segue inevitavelmente à outra. A verdade solene é que aquilo que a pessoa semeia com relação ao reino de Deus leva àquilo que ela colherá ou ceifará. O importante é a qualidade do que ela colhe, não a quantidade!
21. Especificou Jesus o tipo de semente ou a espécie de solo em que ela foi lançada? Contudo, que pergunta surge sobre a semente?
21 Jesus não especificou o tipo de semente ou a espécie de solo envolvido no plantio. Ele disse: “Mas, assim que o fruto o permite, ele mete a foice [pequeno instrumento manual], porque veio o tempo da colheita.” (Mar. 4:29) Os judeus a quem Jesus deu a ilustração tinham três colheitas durante o ano agrícola. A primeira ocorria logo após a festividade primaveril da Páscoa, sendo um molho da ceifa de cevada apresentado no 16 de nisã pelo sumo sacerdote no templo de Jerusalém. Cinqüenta dias contados a partir de então, o sumo sacerdote apresentava no templo as primícias da colheita do trigo, e a colheita prosseguia depois disso. A terceira colheita vinha no fim do verão e era comemorada pela festividade do recolhimento ou das barracas (tabernáculos), começando no 15.º dia do sétimo mês lunar, tisri. (Êxo. 23:14-17) Não se declara a qual destas três colheitas se referia a ilustração. Mas, não importa qual a semente lançada, o que representa ela?
22. Se a semente não representa os membros da congregação cristã, o que é que ela representa, e fica o crescimento de tal “semente” além de controle?
22 A ilustração de Jesus diz que a semente lançada brotou e cresceu alta, amadurecendo uma espiga cheia de grãos. Notamos que a semente lançada não representa os membros da congregação cristã. Conforme mostrará o artigo que segue, a semente espalhada no solo representa as sementes das qualidades, atitudes e capacidades pessoais do semeador para com o serviço relacionado com o reino de Deus. Ele precisa procurar nutrição para elas como que do solo. O desenvolvimento destas tendências pessoais até a madureza ou o amadurecimento para a colheita ocorre gradualmente. Isto é o que devemos vigiar, porque não está além de ser controlado.
-
-
Colheita de frutos próprios para o Reino de DeusA Sentinela — 1980 | 15 de dezembro
-
-
Colheita de frutos próprios para o Reino de Deus
1. Em Jeremias 4:3, 4, a que é que Jeová trouxe atenção?
Em Jeremias 4:3, 4, Jeová disse: “Lavrai para vós terra de lavoura e não continueis a semear entre os espinhos. Fazei-vos circuncidar para Jeová e tirai os prepúcios de vossos corações, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém; para que o meu furor não saia como um fogo e certamente arda sem haver quem o apague, por causa da ruindade das vossas ações.” Jeová trouxe à atenção a condição má do coração do seu povo pactuado.
2. Como mostra a ilustração da semente caída em solo cheio de espinhos que devemos ter cuidado com o ambiente em que fazemos nossa semeadura espiritual?
2 De modo similar, numa parábola, Jesus Cristo ilustrou os resultados desapontadores de se lançar semente entre os espinhos. Tanto em Mateus 13:1-9 como em Marcos 4:1-9, ele retratou como algumas das sementes lançadas pela mão do semeador caíram em solo que tinha sementes de espinhos. De tal solo ele não obteve nenhum resultado, porque os espinhos cresceram e sufocaram o cereal, não se podendo colher nenhuma safra dele. (Luc. 8:4-8) Isto ilustra que temos de ter cuidado quanto ao ambiente em que fazemos a nossa semeadura espiritual.
3. Na ilustração em Marcos 4:26-29 o que representa a semente, e o que precisam cultivar os cristãos com respeito à sua personalidade hoje, assim como tiveram de fazer os cristãos do primeiro século?
3 Na parábola do semeador e da semente, contada em Marcos 4:26-29, a semente representa as qualidades da personalidade. Jesus disse aos judeus que rejeitaram a parábola do semeador e outras parábolas: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” (Mat. 21:43, 45, 46) De acordo com isso, há “frutos” do reino de Deus. (Luc. 3:8) Conjugados com estes frutos do Reino há os chamados “frutos do espírito”, a saber, “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gál. 5:22, 23) Lá, no primeiro século, os cristãos a quem o apóstolo Paulo escreveu tinham de lançar “semente” relativa às qualidades cristãs que precisavam ser nutridas, assim como os cristãos precisam fazer hoje em conexão com o reino de Deus. Essas qualidades pessoais precisam ser desenvolvidas até a plena madureza, inteireza. — Zac. 8:12; Tia. 3:18.
4. De que precisa a “semente” das qualidades cristãs, pessoais, para ser nutrida?
4 O tempo de seu pleno amadurecimento seria a época normal de ceifá-las. Mas, onde é que o semeador cristão de tal “semente” deveria lançá-la, na esperança de finalmente ceifar a colheita desejada? Ele quer que a sua safra tenha a aprovação de Deus, para que possa ser considerado digno de ser aceito em conexão com o reino de Deus. Assim como a semente natural precisa de solo, também a semente das qualidades cristãs, pessoais, “os frutos do espírito”, precisa de ambiente. — Pro. 18:1.
5. Para ceifar a colheita esperada, precisa-se ter cuidado com respeito a que, conforme enfatizado em Lucas 8:14?
5 Lembre-se da parábola de Jesus com respeito aos quatro tipos de solo em que caiu a semente do semeador. (Mar. 4:3-20; Luc. 8:5-15) Esta parábola ilustra que se precisa ter cuidado e fazer a escolha certa quanto ao ambiente para a semente, se se quer ceifar a colheita esperada. Assim como Jesus explicou a respeito do ambiente cheio de espinhos para a semente: “Quanto à que caiu entre os espinhos, estes são os que têm ouvido, mas, por serem arrebatados pelas ansiedades, e riquezas, e prazeres desta vida, ficam completamente sufocados e não trazem nada à perfeição.” — Luc. 8:14.
6. Em Gálatas 5:7-9 como é o efeito do mau ambiente trazido à atenção por Paulo?
6 Em harmonia com isso, o apóstolo Paulo fez uma observação com relação aos cristãos na Galácia, aos quais escreveu sobre “os frutos do espírito”, para avisá-los de que estavam sendo mal influenciados pelo ambiente errado. Ele disse: “Corríeis bem. Quem vos impediu de persistirdes em obedecer à verdade? Esta sorte de persuasão não vem Daquele que vos chama. Um pouco de fermento leveda a massa toda.” (Gál. 5:7-9; Mat. 13:33) Esses cristãos gálatas estavam sendo influenciados por judaizantes, cujo coração não era receptivo para com o pleno cristianismo, cujos ouvidos estavam tapados e cujos olhos estavam fechados. (Mat. 13:14, 15; Gál. 5:10) Tais associações estorvadoras precisam ser evitadas ou abandonadas.
7. Como expressou Paulo preocupação similar com o efeito do mau ambiente para os cristãos de Corinto?
7 O apóstolo Paulo temia também que a congregação coríntia talvez não cultivasse “os frutos do espírito”, porque escreveu-lhe o seguinte: “Receio que, quando eu chegar aí, não vos ache, de algum modo, assim como queria, e eu não mostre ser para vós assim como queríeis, mas, em vez disso, que haja de algum modo rixa, ciúme, casos de ira, contendas, maledicências, cochichos, casos de enfunação, desordens.” (2 Cor. 12:20) Depois de citar os que dizem: “Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos”, Paulo, com boa razão, podia dar a advertência: “Não sejais desencaminhados. Más associações estragam hábitos úteis.” — 1 Cor. 15:32, 33.
8. Por que prosseguirá o desenvolvimento das qualidades da personalidade apesar de o cristão dormir, e por que não pode ele ter nenhuma certeza quando julga pelo que primeiro se desenvolve?
8 Assim como o solo em que cai a semente e que tem o poder dado por Deus de nutrir quer trigo, quer espinhos, o ambiente em que o cristão escolhe cultivar as qualidades da personalidade o afetará para o bem ou para o mal. Mesmo quando dorme, envolvido em tal ambiente, a lei da influência ambientar agirá implacavelmente sobre ele, até que o produto permita que se use a foice, porque chegou o tempo da colheita pessoal. Neste respeito, Jesus disse: “O solo, por si mesmo, dá gradualmente fruto, primeiro a planta, depois a espiga, finalmente o grão cheio na espiga.” (Mar. 4:28) Para o semeador, o crescimento é quase que imperceptível e ocorre por meio duma força que ele não pode compreender. O desenvolvimento numa ou noutra direção será gradual, primeiro como lâmina, depois como haste, e finalmente como a espiga cheia de grãos.
9. Como ilustra a parábola do trigo e do joio a incerteza com respeito ao resultado final da semeadura em certo ambiente?
9 Quando a semente começa a brotar e produz a lâmina, o semeador talvez não saiba exatamente o que vai ceifar, a julgar pelas aparências. No primeiro estágio de desenvolvimento, talvez não tenha certeza absoluta do que vai surgir; ele apenas lembra que espécie de semente plantou. Para ilustrar: Na parábola de Jesus sobre o trigo e o joio, em Mateus 13:26-30, ele disse:
Quando a planta cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Vieram assim os escravos do dono de casa e disseram-lhe: “Amo, não semeaste excelente semente no teu campo? Donde lhe veio então o joio?” Disse-lhes ele: “Um inimigo, um homem, fez isso.” Disseram-lhe: “Queres, pois, que vamos e o reunamos?” Ele disse: “Não; para que não aconteça que, ao reunirdes o joio, desarraigueis também com ele o trigo. Deixai ambos crescer juntos até a colheita; e na época da colheita direi aos ceifeiros: Reuni primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado, depois ide ajuntar o trigo ao meu celeiro.”
10. Quando discerniremos o efeito inconfundível da semeadura em determinado ambiente?
10 Portanto, depois de termos lançado as sementes de nossos traços de personalidade, o que surge como lâmina pode no começo não ser distinguível quanto ao que o solo está produzindo. Apenas mais tarde, quando a planta amadurece e produz fruto, não haverá engano quanto ao que o solo produziu para a pessoa que semeou ali.
11. Além dos aspectos físicos do solo, que mais é importante para se saber da qualidade do que cresce em tal solo?
11 O solo é fator importante para com o que finalmente se produz. Jesus disse: “O solo, por si mesmo, [não Deus,] dá gradualmente fruto, primeiro a planta, depois a espiga, finalmente o grão cheio na espiga.” (Mar. 4:28) Na parábola dos quatro tipos de solo, Jesus descreveu apenas os aspectos físicos dos solos. Mas as propriedades químicas do solo também são importantes para se saber a qualidade do produto, como no caso de solo azedo, ácido ou salino, ou quando é tratado com fertilizantes inorgânicos ou orgânicos.
12. Portanto, o que representa a terra ou o solo?
12 Visto que a terra ou o solo desempenha um papel importante na questão do crescimento e da qualidade, representa o ambiente social, moral e religioso no meio do qual nutrimos as sementes de nossos traços pessoais, e, naturalmente, envolve
-