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Progresso na madurezaA Sentinela — 1961 | 15 de dezembro
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conduzindo! Não se deixe enganar por ele. Não encha a sua mente com a propaganda dele! Isto só servirá para minar a sua fé, não para edificar sua norma de manter a integridade. Não deixe que, a sua mente se encha dos motivos errados, de matar, lutar, ter ressentimento e se vingar, coisas glorificadas nos sempre populares filmes de “mocinho”. Não nutra a sua mente com as repugnantes lutas romanas e de boxe, oferecidas pela televisão! Acha que os homens abusarão dos seus corpos daquela maneira no novo mundo de Deus? Acha que foi a vontade de Deus, por ocasião da criação, que o corpo do homem fosse socado, esmurrado, torcido, estropiado e preso pela cabeça? Naturalmente que não! — Fil. 4:8.
17 Portanto, se quiser progredir em madureza, precisa começar por não alimentar a sua mente com os motivos errados. Gaste seu tempo em aprender a dominar as suas lições de estudo bíblico para a semana ou para a próxima revisão escrita na escola do ministério teocrático. Isto edificará a sua fé, e não a destruirá. Pois, Jeová tem também um programa de alimentação, destinado a manter as pessoas ocupadas nestes últimos dias. A questão é que nós precisamos individualmente ficar despertos e analisar e fazer contínua e diariamente a escolha entre o que edifica a nossa fé e o que a derruba, entre o programa de alimentação de Jeová e a propaganda do Diabo. Há bastante matéria, quer da parte de Jeová Deus quer da parte de Satanás, para controlar o seu pensamento e ocupar o seu tempo. Precisará fazer cada dia a escolha quanto a quem permitirá que encha a sua vida. — Apo. 16:15.
18. Por que deve a pessoa aprender a ser digna de confiança?
18 Aprender a ser digno de confiança ajudará também a desenvolver a madureza. É muito desanimador quando as pessoas recebem designações e elas não as cumprem. Por exemplo, alguém pode receber o trabalho de contar a assistência nas reuniões da congregação, mas quando se lhe pede que faça o relatório, ele diz que se esqueceu de cuidar de sua deli ação. Outro se oferece talvez voluntariamente a limpar o local de reunião, mas quando a congregação se ajunta para uma reunião; descobre-se que ele fez apenas um serviço negligente. Não se pode depender de tais pessoas. Outros telefonam para o superintendente da congregação na última hora, avisando-o de que lhes será impossível cuidarem de sua parte no programa naquela noite. Quanta falta de consideração! Quanta falta de madureza! Ainda outros recebem uma designação para trabalhar no programa de treinamento; mas, quando se lhes pergunta como estão progredindo, eles relatam que nem mesmo trabalharam juntos. Que desapontamento! Que conceito péssimo dos privilégios cristãos! Outros apresentam desculpas quando recebem a oportunidade de trabalhar junto com um ministro experiente, tal como o servo de circuito, com o fim de receberem treinamento perito no ministério. A atitude madura seria trabalhar com ele em cada oportunidade. Quanto mais o cristão é capaz de receber instrução na arte de pregar e de ensinar, tanto mais rápido progredirá na madureza e se tornará perito. Aproveite cada uma de tais oportunidades, sim, procure tais oportunidades. Aprenda a ser digno de confiança. — Mat. 25:14-30.
19. Que perspectiva devemos ter quanto ao nosso trabalho?
19 As pessoas maduras têm uma certa perspectiva sobre o seu trabalho. Nunca esquecem que precisam trabalhar com um propósito em mente, que o serviço prestado a Deus não é simplesmente uma questão de trabalhar tantas horas. Por exemplo, ao se fazer a pregação de casa em casa em zonas rurais, os ministros maduros organizam o trabalho de tal modo que se gaste o tempo mínimo na viagem e na espera, e o máximo na própria pregação e no ensino. Não evitarão os centros mais populosos, mas reconhecem que é ali que se pode fazer o trabalho mais produtivo de testemunho.
20. Como pode alguém mostrar a atitude mental correta?
20 Outra maneira de se progredir na madureza é criar a correta atitude mental. Paulo teve a atitude correta, conforme expressa em Filipenses 3:14, 15: “Prossigo em direção ao alvo para o prêmio da vocação de cima, a qual Deus oferece em Cristo Jesus. Tantos de nós, pois, quantos somos maduros, tenhamos esta atitude mental; e se estais mentalmente inclinados de outro modo, em qualquer respeito, Deus vos revelará a atitude acima.” (NM) Pode dizer honestamente que está prosseguindo em direção ao alvo da vida eterna? Ou está seguindo as coisas da sociedade do velho mundo? (1 João 2:16) Qual é seu objetivo imediato? Comprar um automóvel, ou comprar oportunidades para servir a Jeová? (Efé. 5:16, NM) Gastar dinheiro com férias dispendiosas, ver o panorama do velho mundo moribundo, ou tornar-se pioneiro de férias, achar novos amigos, sim, amigos duradouros, para serem seus companheiros na sociedade do Novo Mundo? Aposentar-se e fixar-se num lugar onde a proporção das testemunhas de Jeová é de uma para menos de mil habitantes, ou servir onde a necessidade de testemunhas do Reino é realmente grande? Se estiver realmente prosseguindo em direção à vida eterna, então isso deve ser indicado pelo seu registro de ministério de campo. Gasta pelo menos dez horas por inês pregando e ensinando a verdade bíblica aos outros? Pode imaginar que Paulo tivesse estado contente com menos de dez horas por mês, embora achasse necessário trabalhar todo o tempo fabricando tendas? O que acha que ele estava fazendo nos fins-de-semana, ou às noites? Estudando a Palavra de Deus, fazendo a obra de Deus, ou assistindo às lutas de gladiadores no coliseu local, dizendo que não tinha tempo para o ministério? — Atos 18:3, 4.
21. Que conceito devem os da sociedade do Novo Mundo formar sobre a exibição de orgulho e de falta de boas maneiras?
21 Outra indicação de madureza é abandonar o orgulho e deixar de cuidar apenas dos seus próprios interesses. A pessoa orgulhosa mostra falta de madureza. A pessoa que acotovela os outros para avançar, que causa perturbação quando os outros estão reunidos para instrução cristã ou que se nega a adquirir o hábito de boas maneiras é pessoa de muita falta de consideração. É de se esperar, porém, que algumas pessoas associadas com a sociedade do Novo Mundo sejam orgulhosas, mal comportadas e desatenciosas, porque se trata duma sociedade em expansão. Cada ano entram dezenas de milhares de pessoas na sociedade do Novo Mundo, procedentes da sociedade do velho mundo, onde tais práticas fazem parte da rotina diária. Mas o ponto é que tais pessoas novas e o resto de nós reconhecerão que se trata de criancinhas em sentido espiritual, imaturas, e que, com o tempo, ao passo que progredirem na madureza, abandonarão as práticas e as atitudes do velho mundo, ‘transformando as suas mentes’ progressivamente para a vida no Novo Mundo. (Rom. 12:1, 2) Em vez de tropeçar por causa de pessoas imaturas, ajude-as a progredir na madureza. Há tantos bons exemplos do modo de vida cristão. Pense nos muitos superintendentes, servos viajantes e outros maduros, que dão o exemplo correto no modo de vida cristão para toda a congregação. Imite-os assim como eles imitam a Cristo. — 1 Cor. 13:4-6; 11:1.
22. Por que não se envolverão os da sociedade do Novo Mundo em questões tolas?
22 A pessoa madura não luta com palavras sobre questões insensatas. Se a resposta puder ser obtida pela pesquisa, fará um esforço razoável de obtê-la, mas não se envolverá tentando achar a solução para cada problema, tal como: ‘Quando virá o Armagedon?’ ou: ‘Acha que o homem viverá alguma vez em Marte?’ Paulo disse em Segunda Timóteo 2:23: “Além disso, rejeita as questões tôlas e especulativas, sabendo que causam lutas.” — NM.
23, 24. Como se mostra madureza em ligação com a solução de disputas e a aceitação de responsabilidade?
23 As pessoas imaturas guardam ressentimentos, mas a pessoa madura progredirá ao ponto de resolver prontamente qualquer disputa. Paulo aconselhou: “Irai-vos, porém não pequeis; não se ponha o sol, estando vós num estado de irritação.” — Efé. 4:26, NM.
24 Mostre o seu progresso na madureza por aceitar responsabilidades. Já se dedicou a Jeová? Então não se refreie quando se lhe pede que assuma certa responsabilidade. Não seja como Jonas, que tentou fugir para Társis, em vez de aceitar a responsabilidade de ir a Nínive, sua designação dada por Deus. — Jon. 1:1-3.
RECOMPENSAS
25-27. Quais são as recompensas da madureza?
25 As recompensas da madureza são deveras abundantes. Um conhecimento profundo e acurado dá uma satisfação íntima que o dinheiro nunca pode comprar. Tal conhecimento profundo dá-lhe a habilidade de ser instrutor eficiente. Sentiu-se feliz quando obteve um conhecimento acurado da verdade bíblica? Será muito mais feliz quando tiver progredido na madureza e levar regularmente esta verdade preciosa a outras pessoas. Os que já tiveram esta experiência podem confirmar que há mais felicidade em dar a verdade do que em recebê-la. — Col. 2:2; Atos 20:35.
26 Outra recompensa da madureza é que a produtividade traz a bênção de Jeová. Paulo disse: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus continuou a fazê-lo crescer.” (1 Cor. 3:6, NM) Imagine a satisfação exultante em saber que é cooperador de Deus, como se Deus necessitasse de sua pessoa! Portanto, quando ver a obra das suas mãos, sim, alguém a quem ensinou, tomar a sua posição na sociedade do Novo Mundo, saberá que Deus se agrada de sua pessoa e coopera. Jesus disse, conforme se acha registrado em João 6:44 (ALA): “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer.”
27 Finalmente, a madureza qualifica a pessoa para maiores oportunidades de serviço. Prepare-se para assumir tais privilégios aumentados. Não fuja da responsabilidade, mas agradeça a Deus a sua benignidade imerecida, aceitando a responsabilidade e continuando a aumentar nesta benignidade imerecida, nunca faltando ao seu propósito. Sim, continue a progredir para obter maior madureza. — 2 Ped. 3:18.
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Ninguém em casa na cristandadeA Sentinela — 1961 | 15 de dezembro
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Ninguém em casa na cristandade
Em resposta à pergunta: “O que aconteceria se Cristo aparecesse entre nós hoje?” o clérigo Ralph W. Sockman, Igreja de Cristo, na cidade de Nova Iorque, disse: “O público quer uma religião mais confortável do que Cristo veio trazer. Jesus não foi algum vendedor que veio oferecer um modo para se conseguir um agradável ajuste social e o êxito financeiro. As multidões ávidas de sensações e os freqüentadores de igreja, de mentalidade leviana, achariam Jesus muito desapontador e cessariam de ouvi-lo.
“Que juízo pronunciaria Cristo sobre a nossa civilização? Diria ele o mesmo que disse à sua própria cidade capital de Jerusalém: que nós não conhecemos nem praticamos as coisas que produzem a nossa verdadeira paz. Ele condenaria o nosso excessivo materialismo que nos cega às coisas invisíveis e eternas. Ele denunciaria fulminantemente o nosso tacanho nacionalismo, nossas castas sociais e nossas barreiras raciais. Cristo não se sentiria em casa em muitas das igrejas erguidas em seu nome porque elas deixaram que o eclesiasticismo e o mundanismo destruíssem a simplicidade e a sinceridade do seu evangelho original.” — Cosmopolitan, dezembro de 1.958.
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