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O sexo e a moralOs Jovens Perguntam — Respostas Práticas
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Seção 6
O sexo e a moral
Muitos jovens sem dúvida voltarão primeiro sua atenção para esta seção do livro. Por quê? Porque nenhum assunto suscita tantas perguntas e tanta controvérsia — e confusão — como o sexo e a moral. A boa moral, contudo, abrange mais do que o comportamento sexual. Por exemplo, pode-se dizer que o jovem que mente e que tapeia e “cola” tem boa moral? Ou existem situações em que a desonestidade é aceitável? Felizmente, a Bíblia nos fornece algumas orientações diretas e práticas sobre tais questões morais.
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Que dizer do sexo antes do casamento?Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas
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Capítulo 23
Que dizer do sexo antes do casamento?
‘SE VOCÊS se amam, será isto aceitável? Ou deveriam esperar até se casarem?’ ‘Eu ainda sou virgem. Será que há algo de errado comigo?’ Perguntas assim são comuns entre os jovens.
Todavia, “é só a pessoa jovem de qualidades excepcionais que já não teve relações sexuais na adolescência”, concluiu o Instituto Alan Guttmacher, dos EUA, em seu informe de 1981. “Oito de cada 10 homens, e sete de cada 10 mulheres comunicam já terem tido relações sexuais na adolescência.”
‘E por que não?’, talvez pergunte. Afinal de contas, é somente natural querer sentir-se amado. E, quando se é jovem, suas paixões podem ser bem fortes, a ponto de perturbá-lo. Ademais, existe a influência dos colegas. Eles talvez lhe digam que o sexo pré-marital é divertido, e que, quando você realmente gosta de alguém, é somente natural desejarem tornar-se íntimos. Alguns talvez até digam que fazer sexo comprova sua masculinidade ou feminilidade. Não desejando ser visto como esquisito, você talvez se sinta assim pressionado a experimentar as relações sexuais.
Contrário à opinião popular, nem todos os jovens têm pressa em deixar de ser virgem. Considere, à guisa de exemplo, uma jovem solteira chamada Ester. Ela se submetia a um exame médico geral quando o médico dela perguntou, com toda a naturalidade: “Que método anticoncepcional está usando?” Quando Ester respondeu: “Não uso nenhum”, o médico dela exclamou: “O quê! Você quer ficar grávida? Como é que espera não engravidar se não está usando nada?” Ester replicou: “É porque não estou fazendo sexo!”
O médico olhou para ela, descrente: “Isto é inacreditável”, disse ele. “Chegam aqui mocinhas de 13 anos, e não são mais virgens. Você é uma pessoa notável.”
O que tornava Ester “notável”? Ela obedecia à admoestação da Bíblia: “Ora, o corpo não é para fornicação [que inclui o sexo pré-marital] . . . Fugi da fornicação.” (1 Coríntios 6:13, 18) Sim, ela reconhecia o sexo pré-marital como um grave pecado contra Deus! “Isto é o que Deus quer”, declara 1 Tessalonicenses 4:3, “que vos abstenhais de fornicação”. Por que, porém, a Bíblia proíbe o sexo pré-marital?
Os Efeitos Posteriores
Até mesmo nos tempos bíblicos, alguns praticavam o sexo pré-marital. Uma mulher imoral talvez convidasse um jovem para entregar-se a isso, dizendo-lhe: “Vem deveras, bebamos fartamente do amor até à manhã; regalemo-nos deveras mutuamente com expressões de amor.” (Provérbios 7:18) A Bíblia, contudo, avisava que os prazeres usufruídos hoje podem trazer dor amanhã. “Pois os lábios duma mulher estranha estão gotejando como favo de mel e seu paladar é mais macio do que o azeite”, observou Salomão. “Mas”, prosseguiu ele, “o efeito posterior dela é tão amargo como o absinto; é tão afiado como uma espada de dois gumes”. — Provérbios 5:3, 4.
Um dos possíveis efeitos posteriores é contrair uma doença sexualmente transmissível. Imagine só a aflição de coração duma pessoa ao ficar sabendo, anos depois, que uma experiência sexual lhe causou danos irreversíveis, talvez a infertilidade ou um grave problema de saúde! Como avisa Provérbios 5:11: ‘Terás de gemer no teu futuro, quando tua carne e teu organismo chegarem ao fim.’ O sexo pré-marital também resulta em filhos ilegítimos (veja as páginas 184-5), em aborto, e num casamento prematuro — cada qual com suas dolorosas conseqüências. Sim, quem pratica o sexo pré-marital deveras ‘peca contra seu próprio corpo’. — 1 Coríntios 6:18.
Reconhecendo tais perigos, o Dr. Richard Lee declarou na revista Yale Journal of Biology and Medicine: “Jactamo-nos perante nossos jovens dos grandes avanços que fizemos na prevenção da gravidez e no tratamento das doenças venéreas, desconsiderando o preventivo mais confiável e específico, o menos dispendioso e menos tóxico, tanto da gestação como dos sofrimentos venéreos — aquele estado antigo, honroso, e até mesmo saudável, da virgindade.”
Culpa e Decepção
Muitos jovens verificam, ademais, que o sexo pré-marital é amargamente decepcionante. Com que resultado? Passam a ter sentimentos de culpa e menos respeito por si mesmos. Admitiu Dênis, de 23 anos: “Foi uma tremenda decepção — nenhuma sensação gostosa ou do caloroso amor que devia supostamente trazer. Antes, doía-me a plena consciência de quão errado tinha sido aquilo. Eu me sentia completamente envergonhado da minha falta de autodomínio.” Confessou certa jovem: “Caí na realidade com um golpe prostrador. . . . A festa terminara e eu me sentia mal, vulgar e suja. Não me senti nada melhor ao ouvi-lo dizer: ‘Por que foi que você não nos fez parar antes de as coisas irem longe demais?’”
Tais reações não são raras, segundo o Dr. Jay Segal. Depois de estudar as atividades sexuais de 2.436 estudantes universitários, ele concluiu: “As experiências de uma primeira [relação sexual] insatisfatória e desapontadora excediam as satisfatórias e excitantes numa proporção de quase duas por uma. Tanto homens como mulheres lembravam que tinham ficado muito decepcionados.” Deve-se admitir que até mesmos cônjuges legais podem, às vezes, ter dificuldades quando se trata de sexo. Mas, num casamento, quando existe genuíno amor e um compromisso, tais problemas podem, em geral, ser resolvidos.
O Preço da Promiscuidade
Alguns jovens não sentem nenhuma culpa por terem relações sexuais, e, assim, dedicam-se totalmente à busca da gratificação sensual, procurando fazer sexo com uma variedade de parceiros. O pesquisador Robert Sorensen, em seu estudo sobre a sexualidade dos adolescentes, observou que tais jovens pagam um preço alto por sua promiscuidade. Escreve Sorensen: “Em nossas entrevistas pessoais, muitos [jovens promíscuos] revelam . . . crer que sua vida tem muito pouca finalidade e pouco contentamento.” Quarenta e seis por cento destes concordaram com a declaração: “Do jeito como eu vivo agora mesmo, a maioria das minhas aptidões será desperdiçada.” Sorensen comprovou, ademais, que estes jovens promíscuos referiam sentir pouca “confiança em si e auto-estima”.
É exatamente como diz Provérbios 5:9: Os que se empenham em imoralidade ‘dão a outros sua dignidade’.
A Manhã Seguinte
Uma vez o casal de namorados tenha tido relações sexuais ilícitas, amiúde passam a encarar um ao outro de forma diferente. O rapaz talvez descubra que aquilo que sentia pela moça já não é tão intenso como antes; pode ser que até a julgue menos atraente. A moça, por outro lado, talvez se sinta explorada. Lembre-se do relato bíblico sobre o jovem Amnom, e quão apaixonado estava pela virgem Tamar. Todavia, depois de ter relações sexuais com ela, “Amnom começou a odiá-la com um ódio muito grande”. — 2 Samuel 13:15.
Uma jovem chamada Maria teve uma experiência semelhante. Depois de ter tido relações sexuais, admitiu: “Eu me odiava (por causa da minha fraqueza), e odiava meu namorado. Com efeito, as relações sexuais, que achávamos que nos tornariam mais achegados, puseram fim ao nosso relacionamento. Eu nem quis mais vê-lo.” Sim, por praticarem o sexo pré-marital, um par cruza uma linha e não pode nunca mais voltar atrás!
Paul H. Landis, respeitado pesquisador no campo da vida familiar, comenta: “O efeito temporário [do sexo pré-marital] pode ser o de fortalecer o relacionamento, mas os efeitos a longo prazo podem ser bem diferentes.” Deveras, os pares que têm relações sexuais têm mais probabilidade de romper seu relacionamento do que aqueles que se abstêm delas! Qual é o motivo disso? O sexo ilícito gera ciúme e desconfiança. Como certo jovem admitiu: “Alguns indivíduos, quando têm relações sexuais, pensam depois disso: ‘Se ela teve relações comigo, é possível que também as tenha tido com outro.’ Aliás, era assim que eu pensava. . . . Tornei-me extremamente ciumento, desconfiado e suspeitoso.”
Quão diferente disto é o genuíno amor, que “não é ciumento, . . . não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses”. (1 Coríntios 13:4, 5) O amor que consolida relacionamentos duradouros não se baseia na paixão cega.
Os Benefícios da Castidade — Paz e Respeito Próprio
Permanecer casto, contudo, faz mais do que ajudar um jovem a evitar conseqüências funestas. A Bíblia menciona uma jovem virgem que permaneceu casta, apesar do intenso amor que sentia por seu namorado. Em resultado, ela podia orgulhosamente dizer: “Sou uma muralha, e meus peitos são como torres.” Ela não era nenhuma ‘porta de vaivém’ que facilmente ‘se abria’ sob a pressão da imoralidade. Moralmente, ela permanecia sendo uma muralha, impossível de escalar, de uma fortaleza dotada de torres inacessíveis! Merecia ser chamada de “a pura”, e podia dizer a respeito de seu prospectivo marido: “[Eu] me tornei aos seus olhos como aquela que acha paz.” Sua própria paz mental contribuía para o contentamento entre os dois. — O Cântico de Salomão 6:9, 10; 8:9, 10.
Ester, a jovem casta já mencionada, sentia a mesma paz íntima e o mesmo amor-próprio. Disse ela: “Eu me sentia bem comigo mesma. Mesmo quando minhas colegas de trabalho zombavam de mim, eu considerava minha virgindade como um diamante, valioso por ser tão raro.” Adicionalmente, as jovens como Ester não são afligidas por uma consciência culpada. “Não existe nada melhor do que ter uma boa consciência perante Jeová Deus”, declarou Estêvão, um cristão de 19 anos.
‘Mas, como pode um casal vir a conhecer-se bem se não fizerem sexo?’, imaginam alguns jovens.
Criar Uma Intimidade Duradoura
Apenas o sexo não pode forjar um relacionamento permanente; nem o podem as expressões de afeto, tais como o beijo. Uma mulher jovem, chamada Ana, avisa: “Aprendi por experiência própria que, às vezes, podemos muito cedo nos tornar íntimos demais, fisicamente.” Quando namorados gastam seu tempo demonstrando afeição um ao outro, cessa a comunicação significativa. Assim, podem desperceber graves diferenças que poderão aflorar depois do casamento. Quando Ana mais tarde começou a sair com outro homem — aquele com o qual ela veio a se casar — ela teve o cuidado de evitar tornarem-se íntimos demais, em sentido físico. Explica Ana: “Passávamos o tempo resolvendo problemas e discutindo nossos alvos na vida. Eu vim a conhecer o tipo de pessoa com quem eu iria me casar. Depois do casamento, só houve surpresas agradáveis.”
Foi difícil para Ana e seu namorado mostrar tal autodomínio? “Foi, sim!”, confessou Ana. “Sou, por natureza, uma pessoa carinhosa. Mas, conversamos sobre os perigos e ajudamos um ao outro. Ambos queríamos muitíssimo agradar a Deus e não estragar nosso vindouro casamento.”
Mas não é de ajuda para o marido (ou esposa) recém-casado ter tido prévia experiência sexual? Não, pelo contrário, isso muitas vezes prejudica a intimidade conjugal! Nas relações sexuais pré-maritais dá-se ênfase à gratificação pessoal, aos aspectos físicos do sexo. O respeito mútuo é minado pela paixão descontrolada. Uma vez se formem tais padrões egoístas, eles são difíceis de romper, e podem, com o tempo, provocar estragos no relacionamento.
No casamento, contudo, o saudável relacionamento íntimo exige restrição, o domínio de si. O foco precisa estar no dar, em ‘render os deveres sexuais’, em vez de em ‘receber’. (1 Coríntios 7:3, 4) Permanecer casto o ajuda a cultivar tal autodomínio. Ensina-lhe a colocar a preocupação altruísta com o bem-estar da outra pessoa à frente de seus próprios desejos. Lembre-se, também, de que a satisfação conjugal não se deve puramente a fatores físicos. O sociólogo Seymour Fisher diz que a resposta sexual da mulher também depende de ela possuir “sentimentos de intimidade, de achego, e de confiabilidade”, e, da “capacidade [do marido] de identificar-se com a esposa, e de . . . quanta confiança ela depositava nele”.
É interessante que, num estudo feito com 177 senhoras casadas, três quartos das que praticaram o sexo pré-marital comunicaram ter tido dificuldades sexuais nas duas primeiras semanas do casamento. Ademais, todas as que comunicaram dificuldades sexuais a longo prazo “tinham um histórico de relações sexuais pré-maritais”. As pesquisas têm adicionalmente demonstrado que aqueles que praticam o sexo pré-marital apresentam duas vezes mais probabilidade de cometer adultério depois do casamento! Quão verídicas são as palavras da Bíblia: ‘A fornicação é que tira o bom motivo.’ — Oséias 4:11.
Por conseguinte, ‘você colhe o que semeia’. (Gálatas 6:7, 8) Semeie paixão e colherá uma abundante safra de dúvidas e incertezas. Mas se semear o domínio de si, você colherá uma safra de fidelidade e de segurança. Ester, mencionada antes, já está casada e é feliz por muitos anos. O marido dela diz: “É uma alegria indescritível chegar a casa e encontrar minha esposa, e saber que nós pertencemos apenas um ao outro. Nada pode substituir esta sensação de confiança.”
Aqueles que esperam até se casarem podem, também, usufruir a paz mental, sabendo que estão agradando a Deus. Ainda assim, não é nada fácil permanecer casto nestes dias. O que pode ajudá-lo a fazer isso?
Perguntas para Consideração Capítulo 23
◻ Quão prevalecente é o sexo pré-marital entre os jovens que você conhece? Será que isso lhe cria quaisquer problemas ou pressões?
◻ Quais são alguns dos efeitos posteriores negativos do sexo pré-marital? Conhece alguns jovens que tenham sofrido dessa forma?
◻ É o controle da natalidade a solução para o problema da gravidez de adolescentes?
◻ Por que alguns se sentem culpados e decepcionados depois de praticar sexo ilícito?
◻ Acha que as relações sexuais ajudarão um casal de namorados a achegar-se mais um ao outro? Por que responde assim?
◻ Como pode um casal de namorados chegar a conhecer um ao outro quando saem juntos?
◻ O que julga você serem os benefícios de permanecer virgem até se casar?
[Destaque na página 182]
“É só a pessoa jovem de qualidades excepcionais que já não teve relações sexuais na adolescência.” — Instituto Alan Guttmacher.
[Destaque na página 187]
“Foi uma tremenda decepção — nenhuma sensação gostosa ou do caloroso amor que devia supostamente trazer.”
[Destaque na página 190]
Por praticarem o sexo pré-marital, um par cruza uma linha e não pode nunca mais voltar atrás!
[Foto na página 183]
No rastro do sexo imoral, uma jovem muitas vezes se sente explorada, ou até mesmo humilhada.
[Foto na página 186]
O sexo pré-marital muitas vezes resulta em doenças sexualmente transmissíveis.
[Foto na página 188]
Excessivas demonstrações de afeto podem expor os namorados a perigos morais, e prejudicar a comunicação significativa.
[Foto na página 189]
A felicidade conjugal depende de muito mais do que apenas do relacionamento físico do casal.
[Quadro nas páginas 184, 185]
‘Isso Não Pode Estar Acontecendo Comigo!’— O Problema da Gravidez de Adolescentes
“Mais de uma em cada 10 adolescentes fica grávida todo ano, e a proporção está aumentando. Se os padrões não se modificarem, quatro em cada 10 mulheres jovens ficarão grávidas pelo menos uma vez enquanto ainda são adolescentes.” Assim relata a publicação Teenage Pregnancy: The Problem That Hasn’t Gone Away (Gravidez de Adolescentes: O Problema Que não Desapareceu). E que tipo de moças ficam grávidas? Disse a revista Adolescence: “Moças em idade escolar que engravidam procedem de todos os níveis socioeconômicos . . . Todas as raças, todas as crenças e todas as regiões do país, rurais e urbanas, estão representadas.”
Poucas jovens realmente querem ficar grávidas. Em seu estudo, que serve de referência, de mais de 400 adolescentes grávidas, Frank Furstenberg Jr. comentou que “a maioria repetidas vezes declarava, nas entrevistas: ‘Jamais pensei que isto fosse acontecer comigo.’”
Mas observando que algumas de suas amigas tinham tido relações sexuais sem ficar grávidas, algumas moças calculavam que também poderiam safar-se. Furstenberg também declara: “Várias delas mencionaram que não imaginavam que poderiam ficar grávidas ‘logo depois’. Outras pensavam que, caso tivessem relações sexuais apenas ‘de vez em quando’, não engravidariam . . . Quanto mais tempo se passava sem conceberem, tanto maior era a probabilidade de elas assumirem maiores riscos.”
A verdade, porém, é que sempre que se tem relações sexuais, corre-se o risco de engravidar. (De um grupo de 544 moças, ‘cerca de um quinto delas ficaram grávidas dentro de seis meses depois de começarem a ter relações sexuais’.) Muitas, como uma mãe solteira chamada Robin, deliberaram não controlar a natalidade. Robin receava — como acontece com muitas jovens — que tomar a pílula lhe prejudicasse a saúde. Ela admite mais: “Se eu praticasse o controle da natalidade, seria como admitir a mim mesma que estava fazendo algo errado. Não me era possível fazer isto. Assim, simplesmente criei um bloqueio mental quanto ao que eu estava fazendo e esperei que nada me acontecesse.”
Tal raciocínio é comum entre as mães solteiras. No estudo feito por Furstenberg, “quase a metade das adolescentes tinha declarado que era muito importante, para a mulher, esperar até o casamento para começar a fazer sexo . . . Inegavelmente, havia óbvia discrepância entre palavras e ações . . . Tinham adotado um conjunto de normas e tinham aprendido a viver por outro”. Este conflito emocional “tornava especialmente difícil para essas mulheres lidar de modo realístico com as conseqüências de seu comportamento sexual”.
Mesmo ao se utilizar o controle da natalidade, não existe garantia de que a moça evite tornar-se uma mãe solteira. Relembra-nos o livro Kids Having Kids (Mães Meninas): “Todo método tem sua taxa de falhas. . . . Mesmo que adolescentes solteiras empreguem continuamente métodos de controle da natalidade . . . 500.000 [nos EUA] ainda ficariam grávidas todo ano.” Cita-se então uma mãe solteira de 16 anos, chamada Patrícia, que lamentava: “Eu tomava fielmente [pílulas anticoncepcionais]. Honestamente, jamais falhei um dia sequer.”
“Não vos deixeis desencaminhar”, avisa a Bíblia. “De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7) A gravidez é apenas um dos muitos modos em que a pessoa pode colher um tributo desagradável da fornicação. Felizmente, as mães solteiras, como todas as outras pessoas que ficaram enredadas na imoralidade, podem desviar-se disso e voltar-se para Deus com a atitude arrependida do Rei Davi, que orou: “Lava cabalmente de mim o meu erro e purifica-me mesmo do meu pecado.” (Salmo 51:2) Deus abençoará os esforços de tais pessoas arrependidas de criar seus filhos “na disciplina e na regulação mental de Jeová”. — Efésios 6:4.
Melhor, porém, é evitar o sexo pré-marital! Não se deixe iludir por aqueles que afirmam que você pode ‘safar-se’.
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Como dizer não ao sexo pré-marital?Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas
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Capítulo 24
Como dizer não ao sexo pré-marital?
UMA pesquisa nacional, feita nos EUA pela revista ’Teen, revelava que muitos de seus jovens leitores desejavam informações sobre a seguinte pergunta: “Como dizer não à pressão sexual?”
No Salmo 119:9, o salmista propôs uma pergunta similar: “Como purificará um moço [ou uma moça] a sua vereda?” A resposta é: “Por estar vigilante segundo a . . . palavra [de Deus].” Mais é necessário, porém, do que o conhecimento teórico. “A gente sabe, na mente, o que a Bíblia diz sobre o sexo imoral”, confessou uma moça. “Mas seu coração continua empurrando tais razões para o recesso da mente.” De modo apropriado, o salmista prosseguiu: “Entesourei a tua declaração no meu coração, a fim de que eu não pecasse contra ti.” — Salmo 119:11.
Salvaguarde o Coração
Para você entesourar as declarações de Deus no seu coração exige-se que, primeiramente, leia e estude as Escrituras e publicações baseadas na Bíblia. Isto pode ajudar a convencê-lo do valor das leis de Deus. Por outro lado, ler, escutar ou ficar vendo qualquer matéria sexualmente estimulante aguçará o “apetite sexual”. (Colossenses 3:5) Assim, evite estritamente tal matéria! Pondere, ao invés, sobre as coisas que são castas e limpas.
A pesquisa tem demonstrado, ademais, que os amigos mais achegados duma pessoa podem ter grande influência em se ela permanecerá casta. Disse o salmista: “Sou associado de todos os que deveras te temem [i.e., a Deus] e dos que guardam as tuas ordens.” — Salmo 119:63.
São seus amigos pessoas que realmente se empenham em ‘guardar as ordens de Deus’? Uma mulher jovem chamada Joana fez a seguinte observação sobre a escolha de amigos: “Se você está perto de pessoas que amam a Jeová, notará que, quando começa a falar sobre moral, começa a pensar do mesmo modo que elas. Por exemplo, caso as ouça dizer que a imoralidade é repugnante, começa a pensar do mesmo jeito. Por outro lado, se está junto de alguém que não se importa, você logo começará a ficar igualzinha a ele.” — Provérbios 13:20.
É quando se começa a sair com alguém, e ao namorar, porém, que a pessoa muitas vezes enfrenta o maior desafio quanto a permanecer casta. Considere um estudo nacional (nos EUA) feito por Robert Sorensen. Ele constatou que 56 por cento dos rapazes e 82 por cento das moças entrevistadas que haviam tido relações sexuais, tinham feito isto pela primeira vez com alguém com quem namoravam firme — ou que, pelo menos, conheciam bem e de quem gostavam muito. Que fazer, então, se já tem idade para casar-se e estiver saindo com alguém? Qual o melhor modo de familiarizar-se com tal pessoa e, ainda assim, manter-se casto?
Evite as Armadilhas no Namoro
A Bíblia avisa: “Nada mais ardiloso e irremediavelmente mau que o coração. Quem o poderá compreender?” (Jeremias 17:9, Centro Bíblico Católico) A pessoa talvez sinta uma atração perfeitamente normal por alguém do sexo oposto. Mas quanto mais ficarem perto um do outro, maior será a atração. E este desejo normal pode desviar seu coração. “Do coração vêm raciocínios iníquos, . . . fornicações”, disse Jesus Cristo. — Mateus 15:19.
Muitas vezes, o jovem casal de namorados não planejava ter relações sexuais.a Na maioria dos casos, isto aconteceu porque os dois se empenharam em carícias, ou no toque estimulante, de partes íntimas. Confessou certa mãe solteira: “Para mim e para a maioria das garotas que conheço, as coisas simplesmente foram indo cada vez mais longe, e por fim você não é mais virgem. Começa-se só com alguns abraços e beijinhos, e, antes que você se dê conta do que acontece, não consegue parar.”
Para que você mesmo evite cometer imoralidade sexual, é preciso que você conduza seu coração, em vez de deixar-se conduzir por ele. (Provérbios 23:19) Como poderá fazer isto?
Fixe limites: Um rapaz talvez pense que sua namorada espera que ele tome a iniciativa de beijá-la e abraçá-la, quando, na realidade, ela talvez não espere isso. “Pela presunção só se causa rixa, mas há sabedoria com os que se consultam mutuamente.” (Provérbios 13:10) Assim sendo, se está saindo com alguém, expresse ao outro o que pensa desse assunto, por ‘consulta mútua’. Fixe sabiamente limites para as expressões de afeto. Ao mesmo tempo, não dê indícios duvidosos. Usar roupas coladas, reveladoras e sensuais pode transmitir a seu namorado a mensagem errada.
Evite situações tentadoras: A Bíblia fala sobre uma jovem virgem que foi convidada por seu namorado a passear com ele até um local isolado nos montes. Qual o motivo dele? Era para que pudessem apreciar juntos as belezas do início da primavera. No entanto, os irmãos da jovem vieram a saber do passeio programado e ficaram indignados, pondo fim a tais planos. Foi por acharem que ela possuía inclinações para a imoralidade? De forma alguma! Mas eles conheciam bem o poder da tentação sob tais circunstâncias. (O Cântico de Salomão 1:6; 2:8-15) Semelhantemente, você deve evitar circunstâncias que poderiam levar à tentação, tais como ficar a sós, com alguém com quem você esteja saindo junto, numa casa, num apartamento ou num carro estacionado.
Conheça seus limites: Há ocasiões em que talvez seja mais vulnerável aos engodos sexuais. Por exemplo, talvez esteja desanimado por causa de alguma falha pessoal ou algum desacordo com seus pais. Seja como for, em tais ocasiões, precisará ser especialmente cauteloso. (Provérbios 24:10) Também, tenha cuidado com o consumo de bebidas alcoólicas. Sob a influência delas, você poderá deixar de lado suas inibições. “O vinho, e o vinho doce é que tiram o bom motivo.” — Oséias 4:11.
Diga não para valer: Que pode um casal de namorados fazer quando as emoções vão aumentando e eles verificam que estão ficando perigosamente íntimos? Um deles tem de dizer ou fazer algo que rompa tal inclinação. Débora veio a ficar a sós com seu namorado, que parou o carro num lugar isolado para “conversarem”. Quando as emoções começaram a ferver, Débora disse a seu namorado: “Não estamos nos abraçando demais? Não devíamos parar com isso?” Aquilo mudou a inclinação. Ele imediatamente a levou de carro para casa. Dizer não, nestas circunstâncias, talvez seja a coisa mais difícil que você já teve de fazer. Mas, como disse uma moça de 20 anos que cedeu e teve relações sexuais: “Se não cair fora, vai arrepender-se depois!”
Tenha um(a) acompanhante: Embora isso seja visto como antiquado por alguns, ter um(a) acompanhante quando sai com alguém ainda é uma boa idéia. “Parece que não confiam na gente”, queixam-se alguns pares. Talvez. Mas será sábio confiar em si mesmo? Provérbios 28:26 declara, sem rodeios: “Quem confia no seu próprio coração é estúpido, mas aquele que anda em sabedoria é o que escapará.” Ande de forma sábia, por pedir a alguém que a(o) acompanhe a um encontro. “Realmente respeito o rapaz que traz um(a) acompanhante. Sei que ele está tão interessado quanto eu em manter-se casto”, revelou Débora. “Isso não nos traz problemas, pois, quando desejamos falar algo em particular, simplesmente nos afastamos um pouco dos outros. A proteção que isso nos dá compensa quaisquer inconveniências.”
A Amizade com Deus
Acima de tudo, cultivar íntima amizade com Deus, conhecendo-o como pessoa real, dotada de sentimentos, o ajudará a evitar uma conduta que ofenda a Ele. Extravasar o coração a Ele sobre problemas específicos faz com que você se torne mais achegado a Ele. Muitos pares desejosos de manter-se castos até mesmo têm orado juntos a Deus, em episódios muito carregados de emoção, e têm pedido que Ele lhes dê a força necessária.
Jeová generosamente responde por dar a tais pessoas “poder além do normal”. (2 Coríntios 4:7) Você, naturalmente, tem de fazer a sua parte. Todavia, assegure-se de que, com a ajuda e a bênção de Deus, é possível dizer não à imoralidade sexual.
Perguntas para Consideração Capítulo 24
◻ Quais são algumas das coisas que você poderá fazer que o(a) ajudarão a entesourar as leis de Jeová quanto ao sexo?
◻ Como podem seus amigos influir em seu conceito sobre o sexo pré-marital?
◻ Por que você acha que deve ter cautela quando tem um encontro com alguém do sexo oposto?
◻ Quais são algumas das coisas que um casal de namorados pode fazer para proteger-se da imoralidade sexual?
[Nota(s) de rodapé]
a De acordo com certo estudo, 60 por cento das mulheres disseram que tal ato foi espontâneo e não planejado.
[Destaque na página 193]
Começa-se só com alguns abraços e beijinhos . . .
[Destaque na página 194]
No namoro, evitem a imoralidade por não se isolarem.
[Foto na página 196]
Se a situação ficar “quente” demais, tenha o bom senso de dizer Não! — para valer!
[Fotos⁄Quadro na página 195]
Permanecer Casto ao Sair com Alguém
Evite situações que possam levar a agarramentos e a abraços e beijos.
Saia em grupo, ou leve um(a) acompanhante.
Mantenha a conversa em nível edificante.
Desde o início, deixe que sua namorada (ou seu namorado) conheça sua atitude a respeito de fixar limites às expressões de afeto.
Vista-se com modéstia e evite atos sexualmente estimulantes.
Peça para ser levada para casa, se achar que sua castidade corre perigo.
Evite longas “despedidas”.
Procure chegar cedo a casa.
[Fotos]
Os casais de namorados podem realizar atividades que não os isolem dos outros.
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Masturbação — quão séria é?Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas
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Capítulo 25
Masturbação — quão séria é?
“Fico imaginando se a masturbação é errada aos olhos de Deus. Será que afetará minha saúde física e/ou mental no futuro, e se eu algum dia me casar?” — Melissa, de 15 anos.
ESTAS idéias afligem a muitos jovens. Qual a razão? A masturbação é algo muito difundido. Alega-se que cerca de 97 por cento dos varões, e mais de 90 por cento das mulheres, já se tinham masturbado quando atingiram os 21 anos. Ademais, tal hábito tem sido culpado por toda sorte de males — desde as verrugas e as pálpebras avermelhadas até a epilepsia e a doença mental.
As pesquisas médicas do século vinte não mais fazem tais afirmações alarmantes. Deveras, os médicos atualmente acreditam que a masturbação não provoca nenhuma doença física. Os pesquisadores William Masters e Virginia Johnson acrescentam que “não existe nenhuma evidência médica comprovada de que a masturbação, não importa com que freqüência, leve à doença mental”. No entanto, existem outros efeitos prejudiciais! E muitos jovens cristãos preocupam-se devidamente com tal hábito. “Quando me entregava [à masturbação], eu sentia como se estivesse falhando para com Jeová Deus”, escreveu uma jovem. “Às vezes ficava seriamente deprimida.”
O que é exatamente a masturbação? Quão grave é, e por que tantos jovens verificam ser ela um hábito difícil de romper?
Por Que os Jovens São Vulneráveis
A masturbação é uma auto-estimulação deliberada a fim de produzir a excitação sexual. Na flor da juventude, os desejos sexuais tornam-se fortes. São liberados poderosos hormônios que afetam os órgãos reprodutores. O jovem, assim, fica cônscio de que tais órgãos são capazes de produzir agradáveis sensações. E, às vezes, o jovem pode ficar sexualmente excitado sem sequer pensar em sexo.
Por exemplo, as tensões produzidas por várias preocupações, temores ou frustrações podem influir no sensível sistema nervoso dum rapaz e provocar a excitação sexual. O acúmulo de sêmen, por sua vez, pode fazê-lo acordar sexualmente excitado. Ou pode produzir a ejaculação noturna, geralmente acompanhada de um sonho erótico. Similarmente, algumas moças podem sentir-se estimuladas, sem ter tal intenção. Muitas sentem um acentuado desejo sexual pouco antes ou logo depois de seu período menstrual.
Assim, se já sentiu tal excitação, não há nada de errado com você. Esta é uma reação normal de um corpo jovem. Tais sensações, mesmo que mui intensas, não são a mesma coisa que a masturbação, visto que são, em grande parte, involuntárias. E, ao ficar mais velho, diminuirá a intensidade destas novas sensações.
A curiosidade e a novidade destas novas sensações, porém, levam alguns jovens a deliberadamente manipular, ou brincar com seus órgãos sexuais.
‘Combustível Mental’
A Bíblia descreve um rapaz que encontra uma mulher promíscua. Ela o beija e diz: “Vem deveras, . . . regalemo-nos . . . mutuamente com expressões de amor.” Daí, o que acontece? “De repente ele vai atrás dela, igual ao touro que chega ao abate.” (Provérbios 7:7-22) Como é óbvio, as paixões deste jovem foram atiçadas, não simplesmente pela operação de seus hormônios, mas pelo que ele viu e ouviu.
Similarmente, um rapaz admite: ‘A raiz de todo o meu problema com a masturbação se reduzia àquilo com que eu alimentava minha mente. Eu ficava vendo programas de TV que incluíam a imoralidade e, em alguns casos, via programas de TV por cabo que mostravam nus. Tais cenas são tão chocantes que a gente as retém. Elas reapareciam na minha mente, fornecendo-me o combustível mental necessário para praticar a masturbação.’
Sim, com freqüência é aquilo que a pessoa lê, vê e ouve, bem como aquilo a respeito de que fala, ou em que medita, que provoca a masturbação. Como confessou uma mulher de 25 anos: “Eu simplesmente parecia não conseguir largar tal hábito. No entanto, costumava ler romances de amor, e isto contribuía para tal problema.”
Um “Tranqüilizante”
A experiência desta mulher jovem revela qual é, sem dúvida, o maior motivo pelo qual é tão difícil romper esse hábito. Prossegue ela: “Geralmente eu me masturbava para obter alívio da pressão, da tensão, ou da ansiedade. Esse prazer passageiro era como a bebida que o alcoólico toma para acalmar seus nervos.”
Os pesquisadores Suzanne e Irving Sarnoff escrevem: “Para alguns, a masturbação pode tornar-se um hábito a que recorrem em busca de consolo, sempre que se sentem rejeitados ou apreensivos quanto a algo. Outros, contudo, podem apelar para isto apenas ocasionalmente, quando se acham sob o mais agudo stress emocional.” Evidentemente, outros recorrem similarmente a tal hábito quando estão aborrecidos, deprimidos, sentem-se solitários, ou sob grande stress; isto se torna um “tranqüilizante” para fazê-los esquecer suas dificuldades.
O Que a Bíblia Diz?
Um jovem perguntou: “É a masturbação um pecado imperdoável?” A Bíblia nem sequer menciona a masturbação.a Tal hábito era comum no mundo de língua grega nos tempos bíblicos, e utilizavam-se várias palavras gregas para descrever tal hábito. Mas nenhuma de tais palavras é empregada na Bíblia.
Visto que a masturbação não é diretamente condenada na Bíblia, significa isto que ela é inofensiva? Absolutamente que não! Embora não seja colocada na mesma categoria que alguns pecados crassos, tais como a fornicação, a masturbação certamente é um hábito impuro. (Efésios 4:19) Os princípios da Palavra de Deus indicam, assim, que você ‘tira proveito’ por resistir fortemente a este hábito impuro. — Isaías 48:17.
Excita o “Apetite Sexual”
“Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo”, insta a Bíblia, “com respeito a[o] . . . apetite sexual”. (Colossenses 3:5) Este “apetite sexual” não se refere às sensações sexuais normais, mas à paixão descontrolada. Tal “apetite sexual” pode, assim, levar a pessoa a cometer atos crassamente imorais, conforme Paulo descreve em Romanos 1:26, 27.
Mas, não são tais desejos ‘amortecidos’ pela masturbação? Não, pelo contrário, como um jovem admitiu: “Quando você se masturba, sua mente se fixa nos desejos errados, e tudo que faz é aumentar seu apetite por eles.” Não raro, usa-se uma fantasia imoral para aumentar o prazer sexual. (Mateus 5:27, 28) Assim sendo, caso as circunstâncias sejam propícias, a pessoa poderá facilmente cometer imoralidade. Isto se deu com um jovem, que admite: “Houve época em que eu achava que a masturbação podia aliviar a frustração, sem que eu ficasse envolvido com uma mulher. No entanto, vim a sentir sobrepujante desejo de fazer isso.” Ele cometeu fornicação. Não é surpreendente, pois, que um estudo de âmbito nacional (nos EUA) revelasse que, dentre os adolescentes que se masturbavam, a maioria também cometia fornicação. Ultrapassavam os que eram virgens em 50 por cento!
Macula Mental e Emocionalmente
A masturbação também instila certas atitudes mentalmente corrompedoras. (Compare com 2 Coríntios 11:3.) Ao se masturbar, a pessoa fica absorta nas suas próprias sensações físicas — torna-se totalmente egotista. O sexo se desvincula do amor, e é relegado a um reflexo que alivia a tensão. Mas a intenção de Deus era que os desejos sexuais fossem satisfeitos por meio das relações sexuais — como uma expressão de amor entre o homem e sua esposa. — Provérbios 5:15-19.
O masturbador poderá também inclinar-se a ver as pessoas do sexo oposto como meros objetos sexuais — instrumentos de satisfação sexual. As atitudes erradas, transmitidas pela masturbação, maculam assim o “espírito”, ou inclinação mental dominante, da pessoa. Em alguns casos, os problemas causados pela masturbação persistem mesmo depois do casamento! Com bom motivo, a Palavra de Deus insta: “Amados, . . . purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito.” — 2 Coríntios 7:1.
Um Conceito Equilibrado da Culpa
Muitos jovens, embora em geral tenham êxito em vencer tal mau hábito, sucumbem a ele ocasionalmente. Felizmente, Deus é muito misericordioso. “Porque tu, ó Jeová, és bom e estás pronto a perdoar”, disse o salmista. (Salmo 86:5) Quando um cristão sucumbe à masturbação, o coração dele muitas vezes o condena. Todavia, a Bíblia declara que “Deus é maior do que os nossos corações e ele sabe todas as coisas”. (1 João 3:20) Deus vê mais do que os nossos pecados. A grandeza de seu conhecimento o habilita a ouvir de forma condolente nossos fervorosos pedidos de perdão. Como escreveu uma mulher jovem: “Tenho-me sentido culpada até certo ponto, mas, saber que Deus amoroso é Jeová, e que ele pode ler meu coração e saber de todos os meus esforços e intenções, impede-me de me sentir deprimida demais quando eu falho, ocasionalmente.” Por lutar contra o desejo de masturbar-se, não é provável que você cometa o grave pecado da fornicação.
A revista A Sentinela, de 1.° de novembro de 1954, declarava: “[Nós talvez] vejamos que estamos tropeçando e caindo muitas vezes em certo mau hábito, que se arraigou mais profundamente em nosso anterior padrão de vida do que nós imagináramos. . . . Não desespere. Não conclua que cometeu o pecado imperdoável. É assim que Satanás gostaria que arrazoasse. O fato de que se sente entristecido e aborrecido consigo mesmo é, por si só, prova de que não foi demasiado longe. Nunca se canse em se voltar humilde e sinceramente para Deus, procurando seu perdão, purificação e ajuda. Aproxime-se dele como um filho vai a seu pai quando está em dificuldades, não importa quantas vezes seja por causa da mesma fraqueza, e Jeová lhe dará graciosamente a ajuda, por causa da sua benignidade imerecida e, se o leitor for sincero, Ele lhe dará o reconhecimento duma consciência purificada.”
Como poderá você obter tal “consciência purificada”?
[Nota(s) de rodapé]
a Deus executou Onã por ‘desperdiçar o seu sêmen na terra’. No entanto, o que estava envolvido era o coito interrompido, e não a masturbação. Ademais, Onã foi executado por egoisticamente deixar de realizar o casamento levirato, a fim de dar seqüência à linhagem familiar de seu irmão falecido. (Gênesis 38:1-10) Que dizer da “emissão de sêmen”, mencionada em Levítico 15:16-18? Pelo visto, ela não se refere à masturbação, e sim à ejaculação noturna, bem como às relações sexuais conjugais.
Perguntas para Consideração Capítulo 25
◻ O que é masturbação, e quais são alguns dos conceitos populares errôneos a respeito dela?
◻ Por que os jovens muitas vezes sentem fortíssimo desejo sexual? Acha que isto é errado?
◻ Que coisas podem alimentar o desejo de masturbar-se?
◻ Será que a masturbação causa algum dano a um(a) jovem?
◻ Quão grave pecado acha você que é a masturbação? Como é que Jeová considera um jovem que está lutando para combatê-la, embora talvez tenha problemas de superá-la?
[Destaque na página 200]
Alguns sentem o impulso de masturbar-se quando estão sob pressão, tensos, solitários ou deprimidos.
[Destaque na página 202]
‘A raiz de todo o meu problema com a masturbação se reduzia àquilo com que eu alimentava minha mente.’
[Destaque na página 204]
“Quando me entregava [à masturbação], eu sentia como se estivesse falhando para com Jeová Deus.”
[Foto na página 198]
Embora a masturbação possa provocar fortes sentimentos de culpa, a oração sincera, pedindo o perdão de Deus, e o empenho árduo de resistir a tal hábito podem dar à pessoa uma boa consciência.
[Foto na página 203]
Filmes, livros, e programas de TV eróticos muitas vezes são o ‘combustível mental’ da masturbação.
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Masturbação — como combater tal impulso?Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas
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Capítulo 26
Masturbação — como combater tal impulso?
“TRATA-SE de um fortíssimo vício”, disse um rapaz que lutou contra a masturbação por mais de 15 anos. “Isto pode ser tão viciador quanto qualquer tóxico ou bebida alcoólica.”
O apóstolo Paulo, contudo, não permitiu que seus desejos se tornassem um amo inflexível. Pelo contrário, ele escreveu: “Surro o meu corpo [os desejos carnais] e o conduzo como escravo.” (1 Coríntios 9:27) Ele era duro consigo mesmo! Um esforço similar habilitará qualquer pessoa a romper o hábito da masturbação.
“Preparai a Vossa Mente Para Ação”
Muitos se masturbam para aliviar a tensão e a ansiedade. A masturbação, porém, é uma forma infantil de reagir diante dos problemas. (Compare com 1 Coríntios 13:11.) Melhor é exercer sua faculdade de “raciocínio” e atacar o problema em si. (Provérbios 1:4) Quando problemas e frustrações parecerem sobrepujantes, ‘lance sobre Deus toda a sua ansiedade’. — 1 Pedro 5:6, 7.
Suponhamos que, por acaso, veja ou ouça algo sexualmente estimulante. A Bíblia recomenda: “Preparai a vossa mente para ação; exercei controle sobre vós mesmos.” (1 Pedro 1:13, New International Version) Avigore a mente e rejeite o pensamento imoral. A excitação logo se desvanecerá.
É especialmente difícil, porém, rejeitar os maus pensamentos quando a pessoa fica a sós, à noite. Uma mulher jovem aconselha: “A melhor coisa a fazer é levantar-se logo da cama e ocupar-se em algum tipo de tarefa, ou, talvez, comer um lanche, de modo que sua mente se volte para outras coisas.” Sim, obrigue-se a ‘considerar quaisquer coisas que sejam de séria preocupação, justas, castas, amáveis, de que se fale bem’. — Filipenses 4:8.
Quando tiver dificuldade em dormir, esforce-se de imitar o fiel Rei Davi, que escreveu: “Quando me lembro de ti [Deus] no meu leito de repouso, medito em ti durante as vigílias da noite.” (Salmo 63:6) Obrigar sua mente a refletir sobre Deus e Suas qualidades com freqüência quebrará o encanto. É também de ajuda refletir sobre como Deus encara este hábito sujo. — Salmo 97:10.
Tome Medidas Preventivas
“Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se, mas os inexperientes passaram adiante e terão de sofrer a penalidade”, escreveu o sábio inspirado. (Provérbios 22:3) Poderá mostrar-se argucioso por ser previdente. Por exemplo, caso note que certas atividades, que usar roupa muito apertada, ou ingerir certas comidas, deixam-no sexualmente estimulado, então, faça tudo para evitá-los. As bebidas alcoólicas, por exemplo, podem diminuir as inibições duma pessoa, e tornar mais difícil ela exercer domínio de si mesma. Também evite, como se fosse a praga, qualquer leitura, programas de TV, ou filmes de temas sensuais. “Faze meus olhos passar adiante de ver o que é fútil”, orou o salmista. — Salmo 119:37.
Medidas preventivas podem também ser tomadas para aqueles momentos em que você se torna especialmente vulnerável. A mulher jovem talvez verifique que seus desejos sexuais tornam-se mais intensos em certos períodos do mês. Ou, a pessoa talvez se sinta emocionalmente ferida ou deprimida. “Mostraste-te desanimado no dia da aflição? Teu poder será escasso”, avisa Provérbios 24:10. Assim, evite ficar sozinho por longos períodos de tempo. Planeje atividades edificantes que conservem sua mente ocupada em empreendimentos desafiadores, dando-lhe menos oportunidade de gravitar em torno de pensamentos imorais.
Ofensiva Espiritual
Um rapaz de 27 anos, que lutou contra tal hábito desde os 11 anos, por fim conseguiu obter a vitória. “Foi uma questão de passar à ofensiva”, explicou ele. “Eu leio a Bíblia, pelo menos dois capítulos, todos os dias, sem exceção.” Ele tem feito isso, sem falta, por mais de três anos. Ainda outro cristão aconselha: “Antes de deitar-se, leia algo relacionado com coisas espirituais. É importantíssimo que o último pensamento do dia seja espiritual. Orar, nessa ocasião, também é extremamente valioso.”
‘Ter bastante para fazer na obra do Senhor’, tal como na obra de ensinar a Bíblia a outros, também ajuda. (1 Coríntios 15:58) Uma mulher que conseguiu livrar-se da masturbação declarou: “Uma coisa que agora realmente me ajuda a evitar esse hábito é que, como evangelizadora de tempo integral, a minha mente e as minhas energias estão todas voltadas para ajudar outros a cultivar um relacionamento aprovado com Deus.”
Por meio de orações sinceras, poderá também suplicar a Deus “o poder além do normal”. (2 Coríntios 4:7) “Derramai vosso coração diante dele [Deus].” (Salmo 62:8) Uma jovem diz: “A oração é uma instantânea torre forte. Orar na hora em que o desejo surge é definitivamente de ajuda.” Também, ao levantar-se, e no decorrer do dia, expresse sua determinação a Deus, e suplique o seu fortalecedor espírito santo. — Lucas 11:13.
Ajuda de Outros
Se seus esforços pessoais não estão tendo êxito, converse então com alguém que possa ajudá-lo, tal como seu pai ou sua mãe, ou um ancião cristão. As mulheres jovens acharão ser útil fazer confidências a uma mulher cristã madura. (Tito 2:3-5) Um rapaz que chegou ao ponto de desespero total disse: “Uma noite, eu conversei sobre isso em particular com meu pai.” Revelou ele: “Foi preciso juntar todas as minhas forças para contar a ele. Eu chorava ao lhe falar, visto me sentir tão envergonhado. Mas jamais me esquecerei do que ele me disse. Com um sorriso reconfortante no rosto, ele me disse: ‘Você me faz sentir muito orgulhoso de você!’ Ele sabia o que eu tinha enfrentado para chegar àquele ponto. Nenhuma palavra poderia ter elevado mais meu espírito e minha determinação do que estas.
“Papai mostrou-me então alguns textos, a fim de me ajudar a ver que eu não tinha ido ‘longe demais’”, prosseguiu o jovem, “daí, alguns outros textos para ter certeza de que eu entendia a seriedade do meu proceder errado. Ele disse que eu deveria ‘procurar reabilitar-me’ até certo período, e que nós conversaríamos de novo sobre isso. Ele me disse que eu não deveria deixar-me abater, se eu sofresse uma recaída, mas que simplesmente tentasse passar um período maior de tempo sem ceder”. Depois de vencer plenamente este problema, este rapaz acrescentou: “Deixar que alguém mais ficasse a par do meu problema, para me ajudar, foi o maior benefício.”
Como Lidar com Uma Recaída
Depois de se empenhar arduamente para vencer tal hábito, um jovem sofreu uma recaída. Ele mesmo admitiu: “Isso quase me deixou esmagado. Eu me sentia tão indigno! Daí, racionalizei: ‘Já fui longe demais. Não tenho mais o favor de Jeová, assim, por que ser duro comigo mesmo?’” No entanto, uma recaída não significa que a pessoa tenha perdido a luta. Relembra uma jovem de 19 anos: “De início, acontecia quase toda a noite, mas daí, comecei a confiar mais em Jeová, e, com a ajuda de seu espírito, eu agora só falho talvez umas seis vezes por ano. Eu me sinto muito mal depois disso, mas, toda vez que eu falho, quando chega a tentação seguinte, eu me sinto muito mais forte.” Assim, gradualmente, ela está vencendo em sua luta.
Quando ocorre uma recaída, analise o que levou você a isso. Uma jovem diz: “Eu recapitulo o que tenho lido ou em que tenho pensado. Quase sempre, posso apontar a razão do deslize. Desta forma, posso parar de fazer aquilo, e corrigir a situação.”
As Recompensas do Bom Combate
Um rapaz que se livrou da masturbação disse: “Desde que venci tal problema, mantenho uma consciência limpa perante Jeová, e isso é algo que eu não trocaria por nada neste mundo!”
Sim, a boa consciência, um senso aprimorado de valor pessoal, maior força moral e um relacionamento mais íntimo com Deus são, todos, recompensas do bom combate contra a masturbação. Declarou uma mulher jovem que finalmente venceu o hábito da masturbação: “Creia-me, a vitória sobre este hábito bem que vale todo o esforço feito.”
Perguntas para Consideração Capítulo 26
◻ Por que é perigoso entreter pensamentos eróticos? Que pode um(a) jovem fazer para desviar sua mente para outra coisa?
◻ Que medidas preventivas pode um jovem tomar para reduzir a tentação de praticar a masturbação?
◻ Por que é útil a ofensiva espiritual?
◻ Que papel tem a oração em se vencer tal hábito?
◻ Por que é de ajuda fazer confidências a alguém, se existir um problema neste sentido?
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