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O dilema que confronta os solteirosDespertai! — 1977 | 8 de julho
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do que ninguém’. Tais ditados proclamam, assim, que ficar solteiro é algo inerentemente ruim. Faz-se que a pessoa se sinta “anormal”, ou, talvez, até mesmo latentemente homossexual.
Uma coisa é a pessoa sentir necessidade de casar-se e não se casar por ter medo do casamento. Outra muito diferente é o solteiro reconhecer que não precisa casar-se. Afirma o educador, Dr. Henry Bowman: “Caso [a pessoa] sinta que permanecer solteiro é o modo de obter maior felicidade na vida, ele [ou ela] deve, a todo transe, permanecer solteiro. . . . Há solteiros bem ajustados; há ‘solteironas’ e ‘solteirões’ casados.”
Sim, ao invés de ser, com medo, “atirado” a um casamento não desejado, é melhor reconhecer o que o mestre sábio, Jesus Cristo, conhecia sobre as pessoas. Ele disse que alguns tinham o “dom” ou a habilidade de ser felizes por permanecerem solteiros, e incentivou os cristãos que tinham tal “dom” a apegar-se a ele e usá-lo para servir a Deus. — Mat. 19:10-12.
Um mito é uma fantasia, uma mentira popular. E podemos, com certeza, ver como seguir a quaisquer de tais mitos que consideramos aumentaria a confusão daquele que contempla a questão de casar-se ou ficar solteiro. No entanto, muitos jovens modernos gostariam de dizer-nos que não há nada a temer de qualquer fantasia. Siga as suas emoções, afirmam. Não se preocupe em cometer algum erro. Antes, vivam juntos por algum tempo e então se ‘continuarem se amando’, casem-se. Bem, será o “casamento experimental” um modo de sair do dilema, ou se trata de ainda outro mito?
“Casamento Experimental” — Solução Satisfatória?
Naturalmente, não há nada de novo na idéia de duas pessoas viverem juntas sem primeiro se casarem. O que é novo é o número dos que fazem isso abertamente. Nos Estados Unidos, certo relatório do governo indicava que, entre 1960 e 1970, houve um aumento de 700 por cento em casais amigados. Relatórios mais recentes indicam um salto ainda maior.
Além do óbvio conflito para a consciência cristã, a questão é: Será que tais casais usufruem o “casamento”? Será que coabitarem os remove da confusão e os coloca num relacionamento significativo e permanente?
A verdade é que, embora alguns casais amigados possam viver juntos a vida inteira, em geral tais ligações têm vida curta. O fruto delas é amargo e, não raro, tão emocionalmente desastroso quanto o divórcio. Por quê?
Reflita honestamente um instante. Que espécie de relacionamento é esse que dá mais valor à ‘liberdade de partir’ do que ao verdadeiro compromisso mútuo? Embora um casal talvez afirme que não está egoistamente apenas ‘recebendo’ mas está ‘partilhando’ o prazer, será razoável dar algo tão precioso e íntimo sem haver um compromisso?
Uma definição de “experimental” é “fundado na experiência”. Pode alguém dar-se ao luxo dum casamento experimental? Afinal de contas, não estamos considerando uma peça de roupa. Se esta for rasgada ao meio ou jogada fora, a pessoa simplesmente sai e compra outra roupa. Mas, as ‘cicatrizes’ emocionais dum relacionamento íntimo cortado são de muito maior alcance; têm levado alguns ao ponto de se suicidarem.
Até mesmo os casais que genuinamente se interessam um pelo outro enfrentam o problema abalador: a insegurança. Conforme um casal amigado respondeu a um parente que perguntou por que se iriam casar agora: “Por que queremos — queremos o compromisso.”
Outrossim, que dizer do argumento de que ‘realmente a gente não sabe com certeza como será o casamento com outra pessoa até que o experimente’? Certo autor comentou sabiamente a respeito de casais amigados: “Os ajustes do casamento não podem ser testados na condição de solteiro. Os que procuram fazer um teste, mesmo quando parece ser bem sucedido, não provam que conseguem viver juntos e felizes no casamento.” E pessoas que viveram sexualmente amigadas com vários parceiros não entram num novo relacionamento com grande visão. Comparado ao pouco que tenham aprendido, o preço emocional as deixou menos capazes de enfrentar os problemas, menos prontas a dar de si mesmas e menos prontas a confiar.
Naturalmente, a virtude antiquada do “autodomínio” não é popular hoje em dia. É considerada repressiva, inibidora, prejudicial à personalidade. Todavia, em resposta à pergunta: “É perigosa a restrição sexual?”, o livro Marriage for Moderns (Casamento Para a Gente Moderna), declara: “O controle sexual antes do casamento abrange menos riscos fisiológicos, psicológicos e sociais do que a gratificação sexual.”
Assim, o “casamento experimental”, como se dá com outros mitos matrimoniais, é um alicerce perigoso e frágil sobre o qual edificar. “Bem”, talvez arrazoe, “isso me ajuda a conhecer alguns conceitos a evitar, mas será que restam quaisquer princípios ‘positivos’? Como posso saber se estou preparado para o casamento? Como posso escolher sabiamente um cônjuge?”
Simplesmente não há ‘respostas-lemas’ para tais perguntas difíceis. No entanto, existem realmente orientações para o benefício daqueles que têm visão para ‘verem bem onde pisam’. Vamos explorá-las no artigo seguinte.
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Achar um cônjuge adequadoDespertai! — 1977 | 8 de julho
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Achar um cônjuge adequado
DISSE certo poeta: “Se quer casar-se sabiamente, case-se com alguém semelhante a você”. ‘Mas, quem é semelhante a mim?’ bem que poderia perguntar. Assim, a resposta começa, não com uma espiada ao redor da pista de dança, mas com uma espiada honesta em si mesmo. Também tem falhas, falhas de personalidade; não oferece a perfeição. Por outro lado, possui certas crenças, talentos, gostos e necessidades. Tente com empenho observá-los.
Ademais, precisa determinar a sua própria preparação
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