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  • A experiência da “morte temporária” — é prova de imortalidade?
    Despertai! — 1985 | 22 de abril
    • respeito das “visões” dos quase mortos: “Como acontece nas alucinações, as visões da outra vida são suspeitosamente parecidas com este mundo, segundo os relatos dos próprios pacientes moribundos.” Por exemplo, um senhor de 63 anos, que passara grande parte de sua vida no Texas, EUA, relatou a sua “visão” do seguinte modo: “Eu estava suspenso sobre uma cerca. . . . De um lado da cerca o território era extremamente escabroso, de matagal de algarobeiras . . . Do outro lado da cerca estava o mais lindo cenário de pastagem que acho que já vi . . . [Era] uma cerca de arame farpado de três ou quatro fios.” Será que este paciente realmente viu arame farpado no “céu”, ou no domínio depois da morte? É óbvio que tais imagens se baseavam em sua vida no Texas, sendo rememorados por seu banco de dados cerebral — a menos que nos peçam que creiamos que existe arame farpado “do outro lado”!

      Efetivamente, tantos casos de EMT são intimamente relacionados com as experiências e a formação de vida dos pacientes que é desarrazoado crer que estejam vislumbrando um domínio além da morte. Por exemplo, será que esses pacientes que vêem um “ser de luz” divisam a mesma pessoa, não importa se são cristãos, judeus, hindus ou muçulmanos? Em seu livro, Vida Depois da Vida (ed. do Círculo do Livro, p. 62), o dr. Raymond Moody explica: “A identificação do ser varia de indivíduo a indivíduo e parece estar muito em função dos antecedentes religiosos, da educação ou das crenças da pessoa em questão. Assim, a maioria dos que foram educados como cristãos, . . . identificam a luz com Cristo . . . Um homem e uma mulher judeus identificaram a luz com um ‘anjo’.”

      Num nível estritamente científico, o dr. Ring admite: “Lembro a minhas audiências que aquilo que tenho estudado são experiências da fronteira da morte, e não de após a morte. . . . Obviamente não há garantia de que tais experiências continuarão a desdobrar-se dum modo coerente com seu início, ou, deveras, que continuarão de algum modo. Esta, creio, é a correta posição científica a se tomar quanto ao significado de tais experiências.”

      O Bom-Senso e a Bíblia

      Quanto à morte, o psicólogo Siegel opina: “A morte, em termos de suas seqüelas físicas, não constitui mistério. Depois da morte, o corpo se desintegra e é absorvido no componente inanimado do meio-ambiente. O humano morto perde tanto a sua vida como sua consciência. . . . A conjectura mais lógica é a de que a consciência tenha o mesmo destino que o do cadáver. Surpreendentemente, este conceito de bom-senso não é o predominante, e a maioria da humanidade . . . continua a exercer sua motivação básica de permanecer viva e formular uma infinidade de crenças a respeito da sobrevivência do homem após a morte.”

      Há cerca de 3.000 anos, o mesmo “conceito de bom-senso” foi expendido por um Rei que escreveu: “Pois os viventes estão

  • A alma — é sua própria pessoa? ou está em seu íntimo?
    Despertai! — 1985 | 22 de abril
    • A alma — é sua própria pessoa? ou está em seu íntimo?

      ACHA que possui uma alma imortal que sobreviverá à sua morte? Muitas pessoas, com alguma formação religiosa — cristã, islâmica, judaica, xintoísta, budista ou hindu, compartilham esta idéia básica. Mas, por que crêem nisso? Porque têm provas? Ou porque a maioria das religiões e as crendices populares sempre lhes ensinaram dessa forma? Como foi, efetivamente, que a idéia da alma imortal penetrou no ensino “cristão”?

      Em seu livro Death Shall Have No Dominion (A Morte não Terá Domínio), escreve Douglas T. Holden: “A teologia cristã ficou tão fundida com a filosofia grega que criou pessoas que são uma mistura de nove partes do pensamento grego e uma parte do pensamento cristão.” Isto é bem ilustrado com respeito à crença geral numa alma imortal. Por exemplo, Platão, filósofo grego do quarto século AEC, escreveu: “A alma do homem é imortal e imperecível, e nossas almas realmente existirão em outro mundo!”

      Segundo Platão, para onde iam estas almas quando o corpo morria? “E os que parecem não ter vivido nem bem nem perversamente, vão para o rio Aqueronte, . . . e ali habitam e são purificados de suas más ações, e, tendo sofrido a penalidade pelos erros que cometeram contra outros, são absolvidos.” Não soa isso um tanto parecido com o ensino do purgatório, da cristandade? E onde vão as almas dos iníquos? “Elas são lançadas no Tártaro [para os antigos gregos, uma seção do Hades, reservada para o castigo dos piores transgressores], que é seu destino apropriado, e eles jamais sairão de lá.” Por certo, os antigos gregos já tinham sua crença de tormento eterno no inferno muito antes de os teólogos da cristandade se apossarem dela!

      Há Motivos de Dúvida?

      Caso seus Diálogos realmente reflitam suas próprias idéias, Platão estava convicto de ter uma alma imortal. E seus ensinos dentro em pouco começaram a convencer outros que o reverenciavam como filósofo. Em conseqüência disso, a filosofia platônica veio até a ser aceita pelos escritores cristãos do segundo século. Neste sentido, a Encyclopœdia Britannica declara: “Os platonistas cristãos davam a primazia à Revelação e consideravam a filosofia platônica como o melhor instrumento disponível para se entender e defender os ensinos da Escritura e da tradição eclesial. . . . Desde os meados do 2.º século AD, os cristãos que tinham certa formação filosófica grega começaram a sentir a necessidade de expressar sua fé nos termos dela, tanto para sua própria satisfação intelectual, como a fim de converter os pagãos instruídos. A filosofia que mais lhes agradava era o platonismo.”

      Não obstante, no decorrer dos séculos, houve notáveis dissidentes dos conceitos gregos sobre uma alma imortal. O tradutor da Bíblia, William Tyndale (c. 14921536) escreveu no prefácio de sua tradução: “Ao colocar as almas que partiram no céu, no inferno, ou no purgatório, destruís os argumentos com os quais Cristo e Paulo provam a ressurreição . . . Se a alma está no céu, dizei-me que motivo há para a ressurreição?” Trata-se duma pergunta lógica. Caso a morte seja vencida por meio de uma alma ‘imortal e imperecível’, então que propósito tem a ressurreição que Jesus ensinou, e na qual criam os antigos patriarcas hebreus? — Hebreus 11:17-19, 35; João 5:28, 29.

      Em seu livro The Agony of Christianity (Agonia do Cristianismo), o escritor Miguel de Unamuno pelejou com este mesmo conflito. Escreveu a respeito de Cristo: “Ele cria . . . na ressurreição da carne, segundo o modo judaico de pensar, e não na imortalidade da alma, segundo o modo platônico de pensar.” Chegou mesmo a prosseguir dizendo: “A imortalidade da alma . . . é um dogma filosófico pagão. . . . Basta ler o Fédon, de Platão, para se ficar convencido disto.”

      “Alma” na Bíblia

      O poeta Longfellow escreveu: “Tu és pó e ao pó voltarás, não foi mencionado a respeito da alma.” (O grifo é nosso.) Estava certo? Quando Deus disse: “Tu és pó e ao pó voltarás”, com quem estava falando? Com o primeiro homem, Adão. Será

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