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Desde quando estamos “nos últimos dias”?A Sentinela — 1981 | 15 de maio
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“Sede salvos desta geração pervertida.” — Atos 2:37-40.
OS “ÚLTIMOS DIAS” DO PACTO DA LEI E DO SISTEMA JUDAICO
9. O batismo de Jesus e sua unção com espírito santo pressagiavam os “últimos dias” para que pacto, e por quê?
9 Jesus nasceu sob o pacto da Lei judaico conforme mediado pelo profeta Moisés. Quando Jesus foi batizado e ungido com espírito santo, ele se tornou Mediador dum novo pacto, que seria feito com judeus ou israelitas espirituais. Isso pressagiava os “últimos dias” para o pacto da Lei judaico e o sistema judaico que girava em torno do templo herodiano, lá em Jerusalém. Quando Jesus subiu ao céu como Mediador entre Deus e seus discípulos, o novo pacto foi selado com o valor do sangue de seu perfeito sacrifício humano. A prova disso foi fornecida naquele maravilhoso dia de Pentecostes com o derramamento do espírito santo, que produziu israelitas espirituais, com quem era feito o novo pacto. Ao mesmo tempo, isto eliminou ou cancelou o antigo pacto da Lei com o Israel carnal. (Efé. 2:15, 16; Col. 2:13, 14) Mas o favor especial de Deus foi prolongado para com os judeus por mais três anos e meio, até meados do segundo semestre de 36 E.C. Por quê?
10. (a) Por que continuou temporariamente o favor de Jeová para com os judeus após Pentecostes de 33 E.C.? (b) Quando, porém, terminou o sistema judaico, no Oriente Médio?
10 Porque a profecia especificava que o favor especial de Deus continuaria com o seu povo pactuado por “setenta semanas de anos”, e este período de 490 anos terminou em 36 E.C., sendo o próprio Jesus Cristo martirizado no meio dessa 70.ª semana. (Dan. 9:24-27, Matos Soares) Mas Jerusalém e seu templo não foram destruídos naquele ano, nem foram os judeus deportados da província da Judéia naquele ano. Quando isso ocorreu em 70 E.C., acabou então o sistema judaico de coisas no Oriente Médio. Foi este “fim” que Jesus teve em mente quando fez a sua profecia aos seus discípulos.
11. (a) O que mostra que Jesus estava pensando no “fim” da Jerusalém terrestre quando fez a sua profecia aos seus discípulos, no Monte das Oliveiras? (b) Disse Jesus ali que os “tempos designados das nações” só começariam após a destruição de Jerusalém, que ocorreria 37 anos depois do discurso de Pedro em Pentecostes?
11 Pedro, André, Tiago e João perguntaram a Jesus:“ Quando sucederão estas coisas?” Que coisas? Quando Jesus percorrera o templo, ele dissera: “Não observais todas estas coisas? Deveras, eu vos digo: De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.” (Mat. 24:1-3; Mar. 13:1, 2; Luc. 21:5, 6) Na profecia que Jesus proferiu depois no Monte das Oliveiras, ele disse: “Haverá grande necessidade na terra e furor sobre este povo; e cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Luc. 21:23, 24) Jesus não disse ali que os “tempos designados das nações” só começariam em 70 E.C., com a destruição de Jerusalém e a despovoação de toda a Judéia. Este fim calamitoso do sistema judaico de coisas em Jerusalém e em torno dela, bem como de seu templo, ocorreu 37 anos depois do discurso de Pedro no dia de Pentecostes, de modo que ele estava certo ao dizer que o derramamento do espírito de Deus estava ocorrendo “nos últimos dias” — da ordem judaica de coisas.
12. Além de falsos cristos e falsos profetas, que mais comporia o “sinal” de que os discípulos judaicos viviam nos “últimos dias”?
12 Na sua profecia de Mateus 24:4-22, Jesus mostrou que a mera vinda de falsos cristos e falsos profetas não seria todo o “sinal” de que seus discípulos judaicos viviam nos “últimos dias” do sistema judaico de coisas. Jesus acrescentou: “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.
13. Que atividades humanas fariam parte do “sinal”?
13 “Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome. Então, também, muitos tropeçarão e trairão uns aos outros, e se odiarão uns aos outros. E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará. Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim [télos]. Portanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na Judéia comecem a fugir para os montes.” — Mat. 24:3-16.
14. Segundo Paulo, o que se daria com os judeus até então?
14 Até então, o quê? O apóstolo Paulo, escrevendo por volta do ano 50 E.C., referiu-se aos judeus, dizendo: “Sempre enchem a medida de seus pecados. Mas, por fim veio sobre eles o furor dele [de Deus].” (1 Tes. 2:16) Isso devia ser esperado nos “últimos dias” do sistema judaico de coisas, lá no Oriente Médio.
15. Foram ou não foram bem-sucedidos os esforços dos judeus de protelar o “fim” de seus “últimos dias”, e por quê?
15 Os judeus não cristianizados tentaram protelar o fim dos “últimos dias” do seu sistema palestinense de coisas. Em 65 E.C., levantaram-se contra os seus suseranos romanos. Isto resultou num estado judaico independente por uns cinco anos. Até mesmo foram cunhadas moedas judaicas para comemorar esses anos desesperados. Mas, o fim (télos) veio implacavelmente em 70 E.C., às mãos dos romanos empenhados em manter o prestígio.
16. (a) Em 2 Timóteo 3:1-5, 12, referia-se Paulo aos “últimos dias” para os Judeus, de 29 a 70 E.C.? Por quê? (b) Era possível haver outros “últimos dias” para o cumprimento da profecia de Paulo?
16 Por volta do ano 65 E.C., durante o seu segundo e último encarceramento antes de seu martírio, o apóstolo Paulo escreveu ao seu fiel companheiro missionário Timóteo. Em 2 Timóteo 3:1-5, 12, Paulo escreveu-lhe sobre as condições morais e religiosas que prevaleceriam durante o que ele chamou de “últimos dias”. É provável que Timóteo tenha sobrevivido à destruição de Jerusalém em 70 E.C. É assim evidente que Paulo não estava escrevendo a Timóteo sobre os “últimos dias” do sistema judaico de coisas, o período de 29 a 70 E.C. Paulo estava escrevendo sobre um período futuro de últimos dias, após o tempo da destruição de Jerusalém, aplicando-o em escala maior a mais do que apenas ao povo judaico, a saber, a todas as partes do mundo. A revolta judaica de 65 a 70 E.C. certamente não cumpriu a predição de Paulo em 2 Timóteo 3:1-5. Quando os cristãos viram “a coisa repugnante”, o exército romano, desolador, “estar em pé num lugar santo”, ou na vizinhança do templo, fugiram de Jerusalém e de toda a Judéia para a Peréia.
A DURAÇÃO DE QUE “ÚLTIMOS DIAS”?
17. Caso se argumente que os “últimos dias” correspondem a toda a “Era Cristã”, até agora, o que significaria isso quanto à extensão do tempo?
17 No entanto, alguns estudantes da Bíblia talvez argumentem que os “últimos dias” abrangem toda a “Era Cristã”, desde o dia de Pentecostes, quando Pedro citou Joel 2:28-32, até a nossa própria data (1981) e até o futuro indefinido. Pois bem, o que significaria isso? O seguinte: A chamada Era Judaica estendeu-se desde 1513 A.E.C., quando se fez o pacto da Lei no monte Sinai, até 70 E.C. Trata-se dum período de 1.582 anos. Em comparação, quanto tempo dura a chamada Era Cristã, se for medida a partir de Pentecostes de 33 E.C., quando foi derramado o espírito santo e foi estabelecida a primeira congregação cristã, na antiga Jerusalém? Ela já dura mais de 1.947 anos. Isto significaria que os “últimos dias”, se corressem contemporaneamente com a Era Cristã, eram centenas de anos mais longos do que a precedente Era Judaica. Estranho, não acha?
18. Visto que o espírito santo tem sido derramado durante toda a “Era Cristã”, apesar da grande apostasia o que se argumenta a respeito da expressão “últimos dias”?
18 Todavia, poderia ser apresentado o argumento numa pergunta de objeção: Não é durante os “últimos dias” que o espírito santo deve ser derramado, e não foi derramado sem interrupção, apesar da grande apostasia, desde Pentecostes de 33 E.C., até agora? Não existem, nos últimos anos, alguns que afirmam ter sido ungidos com espírito santo, de modo que se sentem obrigados a tomar dos emblemas da Ceia ou Refeição Noturna do Senhor? Então, logicamente, não significa isso que os “últimos dias” de Atos 2:16-21 coincidem com a inteira Era Cristã, com este longo período ininterrupto do derramamento do espírito de unção?
19. A quem se dirigiu primeiro Joel 2:28-32, e cumpriu-se a profecia antes de começarem os “últimos dias” de seu sistema de coisas na Palestina ou durante esses dias?
19 Contudo, temos de encarar o fato de que o período do favor espiritual de Deus para com os judeus circuncisos terminou em 36 E.C., quando não-judeus, gentios, incircuncisos, começaram a ser admitidos na congregação gerada pelo espírito, dos discípulos de Cristo. Também, os dias do sistema judaico de coisas, com seu templo em Jerusalém, durou ainda mais, até 70 E.C. A profecia de Joel 2:28-32, citada pelo apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, foi primeiro dirigida aos judeus circuncisos, e a história bíblica prova que houve um derramamento do espírito de unção durante os “últimos dias” do sistema judaico de coisas, na sua Terra da Promessa, e não antes desses “dias”. Tais dias certamente não eram os últimos dias do Império Romano, a sexta potência mundial da história bíblica. Esta sexta potência mundial só foi sucedida pela sétima potência mundial (o Império Britânico com suas colônias americanas) em 1763 E.C., em cumprimento da sétima cabeça da fera simbólica de Revelação 13:1-3, que tinha sete cabeças e 10 chifres.
20. Atualmente, que corpos políticos estão incontestavelmente nos seus “últimos dias”?
20 Hoje, é incontestável que o Império Britânico, a Comunidade Britânica de Nações, relacionada com ele, e seu aliado, os Estados Unidos da América, se encontram nos seus “últimos dias”. O arranjo internacional, do qual esses corpos políticos são firmes defensores, a saber, as Nações Unidas, com suas 152 nações-membros, também se encontra nos seus “últimos dias”. Quão desarrazoado é, então, argumentar que a longa Era Cristã seja os “últimos dias” a que se refere a profecia de Joel!
21. Será que a profecia de Joel, a respeito do espírito santo, não admite nenhum período similar, igual, de “últimos dias”?
21 O apóstolo Pedro, baseando-se no desenvolvimento dos fatos, aplicou a profecia de Joel à parte final do sistema judaico de coisas no Oriente Médio. Mas, nem Pedro, nem Joel 2:28, 29, estavam dizendo que não haveria nenhum período similar de “últimos dias”, nada semelhante, durante o qual, de modo correspondente, se derramaria acentuadamente o espírito santo.
22. (a) Cumpriram-se todas as particularidades da profecia de Joel 2:28-32 durante os “últimos dias” do antigo sistema judaico? (b) Cumpriram-se naquele tempo todas as partes da pergunta múltipla feita pelos discípulos a Jesus, ou o que é preciso provar ainda?
22 Além disso, o que Joel predisse relacionado com o derramamento do espírito santo, a saber, portentos celestiais, sinais terrestres, fogo, fumaça brumosa, o escurecimento do sol, a transformação da lua em sangue, nada disso se realizou nos “últimos dias” em que o apóstolo Pedro viveu. Por conseguinte, para Jeová, o Inspirador da profecia, ser mostrado fiel em tudo o que predissera, tinha de haver outro período de tempo chamado de “últimos dias”, para que se cumprissem todas as partes de sua profecia. Ainda precisam ser aduzidos fatos históricos para responder à pergunta feita pelos quatro apóstolos a Jesus Cristo: “Qual será o sinal da tua presença [parousia] e da terminação do sistema de coisas?” (Mat. 24:3) A evidência hoje disponível prova que nós mesmos vivemos no cumprimento moderno dos “últimos dias”. Mas, desde quando, e por quê? Temos de dar, a seguir, sincera atenção a esta indagação.
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Após estes “últimos dias” vem o Reino messiânico de Deus!A Sentinela — 1981 | 15 de maio
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Após estes “últimos dias” vem o Reino messiânico de Deus!
1. (a) A expressão “últimos dias” requer o que com respeito a estes dias? (b) Será que os “últimos dias” do sistema judaico tiveram um fim?
DIAS chamados de “últimos dias” devem ter um fim. No caso dos judeus e de seu templo reconstruído em Jerusalém, esses dias terminaram no ano 70 E.C. Do contrário, porque seriam chamados de “últimos dias”? Mas, historicamente, tiveram um fim (télos). Falando sobre aqueles dias finais do sistema judaico de coisas, Jesus disse: “Então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — Mat. 24:21, 22; Mar. 13:19, 20.
2. (a) Quem eram os “escolhidos”, por causa dos quais foi abreviada a “grande tribulação” sobre Jerusalém? (b) Que conceito sobre o cumprimento das palavras proféticas de Jesus torna-as extravagantes?
2 Relata-se que 97.000 judeus dentro de Jerusalém sobreviveram ao sítio e à desolação de sua cidade santa e do seu templo construído pelo Rei Herodes. Todavia, esses não eram os “escolhidos” pelos quais se abreviou aquela “grande tribulação”. Antes, eram os cristãos que, após o levantamento do primeiro sítio, em 66 E.C., obedeceram prontamente ao conselho de Jesus, dado em Mateus 24:16-20, e fugiram da cidade condenada, para fora da província da Judéia. Tudo isso, lá naquele tempo, já era bastante horrível. Mas, se as palavras de Jesus sobre isso, em Mateus 24:21, 22, e Marcos 13:19, 20, se restringissem apenas ao fim (télos) de Jerusalém em 70 E.C., então a sua linguagem sobre isso torna-se extravagante. Certamente, aquela não era a maior tribulação que já ocorrera em toda a história humana, registrada.
3. As palavras descritivas de Jesus assumem sua proporção correta apenas quando encaramos a destruição da antiga Jerusalém de que ponto de vista?
3 As palavras de comparação, de Jesus, assumem suas proporções corretas apenas quando encaramos a destruição de Jerusalém como típica ou como vislumbre duma “grande tribulação” sem paralelo, ainda futura, a destruição da cristandade, que afirma já ter um bilhão de membros. A destruição dela inicia a de todo o império mundial da religião falsa. Pouco depois virá a destruição de todos os elementos mundanos, que se separaram do império babilônico, mundial, da religião falsa, mas que não estão a favor do reino messiânico de Deus. O número dos humanos vivos, eliminados durante essa “grande tribulação” excederá em muito o número de todos os destruídos no dilúvio dos dias de Noé, isto é, nos anos 2370-2369 A.E.C.
4. (a) As “guerras e relatos de guerras”, sobre as quais Jesus profetizou, deviam ocorrer durante que período de tempo? (b) O que indica serem chamados de “um princípio das dores de aflição”?
4 Na profecia de Jesus, em Mateus 24:4-22, as “guerras e relatos de guerras” sobre que ele falou limitavam-se a um período específico. No caso do sistema judaico de coisas, sobre o qual os discípulos perguntaram primeiro, tratava-se do período dos “últimos dias” de 29 a 70 E.C. Este período ficou deveras marcado por “guerras e relatos de guerras”, junto com fomes, pestilências e terremotos. Os judeus, sem dúvida, sentiram alguns dos efeitos de tais coisas calamitosas. Mas, Jesus disse que essas coisas eram apenas “um princípio das dores de aflição”. (Mat. 24:8) Não seriam os últimos estertores da morte.
5. (a) Levaram aquelas coisas aflitivas, naquele tempo à “presença”, de Cristo e à “terminação do sistema de coisas”? (b) Também, fez-se a pregação do Reino no alcance predito? Por quê?
5 Essas coisas desastrosas levaram ao fim (télos) do sistema judaico de coisas na Palestina. Mas, conforme podemos ver hoje, não mostraram ser “o sinal da . . . presença [de Cristo] e da terminação do sistema de coisas”, coisas incluídas na série de perguntas dos discípulos. (Mat. 24:3; Mar. 13:4) Também, durante os “últimos dias” do sistema judaico, a pregação destas “boas novas do reino . . . em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”, necessariamente era em escala limitada, por causa do número reduzido de pregadores do Reino, fazendo-se essa pregação sob perseguição. (Mat. 24:9-14) Naturalmente, porém, o mundo inteiro era para eles campo aberto, porque a pregação do Reino não devia ficar limitada apenas aos judeus circuncisos. Depois da ressurreição de Jesus dentre os mortos, seus discípulos receberam a ordem de ir e ‘fazer discípulos de pessoas de todas as nações’. (Mat. 28:19, 20) De modo que a pregação do Reino, em escala global, então ainda tinha de ser futura, após 70 E.C.
6. (a) A ocorrência de que coisas foi predita para depois da tribulação sobre os judeus, naquele tempo? (b) Por que não se juntam os “escolhidos” a “todas as tribos da terra” no lamento delas?
6 Referindo-se à “grande tribulação” sobre Jerusalém em 70 E.C., Jesus passou a falar sobre as coisas que ocorreriam “imediatamente depois da tribulação daqueles dias”. (Mat. 24:29) Haveria o aparecimento do “sinal do Filho do homem”; também haveria um lamento, não da parte de apenas as 12 tribos espalhadas dos judeus naturais, mas da parte de “todas as tribos da terra”. Igualmente, haveria o ajuntamento de todos “os seus escolhidos” até ser completo. Estes “escolhidos” não se juntariam a “todas as tribos da terra” no lamento sobre a iminente calamidade mundial. Em vez de se lamentarem, alegrar-se-iam com o “sinal do Filho do homem” aparecendo no céu. (Mat. 24:30, 31) Regozijar-se-iam com a evidência de que estavam nos “últimos dias” do sistema do velho mundo. Desde aquele ano lamentoso de 1914 E.C., ano da primeira guerra mundial da humanidade, temos essa evidência em medida extraordinária.
7. Após o fim dos “últimos dias” do sistema global de coisas, o que se deve esperar, segundo a oração do Pai-Nosso?
7 Os “últimos dias” de alguma coisa tem de ser seguido por algo mais. O que se seguirá aos “últimos dias” deste sistema global de coisas? Não importa o que os prognosticadores do mundo prevejam sobre a condição da terra após uma esperada terceira guerra mundial, as Testemunhas de Jeová prevêem o reino messiânico de Deus, aquele pelo qual Jesus ensinou seus discípulos a orar na Oração do Pai-Nosso. — Mat. 6:9, 10.
8. Por que fazem os cristãos ainda a oração do Pai-Nosso, apesar do que Paulo escreveu por volta de 60-61 E.C., em Colossenses?
8 Ainda fazemos esta oração, sem considerar o que o apóstolo Paulo escreveu em Colossenses 1:13, por volta de 60-61 E.C. Lá naquele tempo, ele escreveu: “Ele [o Pai celestial] nos livrou da autoridade da escuridão e nos transferiu para o reino do Filho do seu amor.” Isto se refere a um reino espiritual, para o qual haviam sido transferidos os cristãos colossenses enquanto ainda na carne, aqui na terra, numa cidade religiosamente obscurecida da Ásia Menor. Não se pode negar que a situação espiritual deles, na terra, sob o domínio de Satanás, o Diabo, não era o cumprimento da Oração do Pai-Nosso: “Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino.” (Luc. 11:2; Mat. 6:9, 10) Para esta oração ser respondida plenamente, tinha de haver a
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