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O fim dum sistema de coisasA Sentinela — 1975 | 15 de maio
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o fim. Aos seus discípulos sobreviriam também coisas específicas, por anunciarem o verdadeiro Messias e seguirem seu exemplo. Jesus prosseguiu:
“Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome. Então, também, muitos tropeçarão e trairão uns aos outros, e se odiarão uns aos outros. E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará. Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:9-14.
Isto se cumpriu quando aumentou em geral o desrespeito à lei e a falta de amor a Deus. Os judeus, aonde quer que houvessem sido espalhados, afirmavam servir a Deus quando perseguiam os discípulos de Cristo. Não obstante, os cristãos pregavam as boas novas do reino em toda a terra habitada, especialmente nas nações às quais os judeus haviam sido dispersos. — Col. 1:6, 23
A EVIDÊNCIA DA IMINÊNCIA DO FIM
Jesus especificou então a coisa peculiar que indicaria a grande iminência do fim do sistema judaico de coisas. Ele disse:
“Portanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na Judéia comecem a fugir para os montes. . . . pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — Mat. 24:15-22.
Isto seria um aviso certo para os cristãos saírem de Jerusalém e da província da Judéia imediatamente, com grande pressa, sem fardos desnecessários e por um caminho direto.
Qual era esta “coisa repugnante” e como estava em pé no “lugar santo”? Reagindo à revolta dos judeus em outubro de 66 E. C., o general romano Galo desceu da Síria durante a Festividade das Barracas, judaica, e cercou Jerusalém com “exércitos acampados”. Depois duma luta, levou suas tropas para dentro da cidade de Jerusalém, indo, de fato, ao ponto de minar uma parte da muralha do templo. Este certamente era um ataque contra o que os judeus consideravam como sagrado. Mas, Galo retirou-se repentina e inesperadamente. Os judeus, saindo da cidade, seguiram e hostilizaram seu exército, capturando engenhos de sítio e voltando a Jerusalém com confiança ainda maior na sua segurança.
Assim que Galo se retirou, os cristãos em Jerusalém partiram da cidade para a região montanhosa do outro lado do rio Jordão, na província da Peréia. Estavam a salvo da morte quando, quatro anos depois, o General Tito capturou Jerusalém.
ALGUMA “CARNE” SALVA
No período entre 66 e 70 E. C., houve grande tumulto em Jerusalém quando diversas facções lutaram entre si pelo controle da cidade. Daí, em 70 E. C., o General Tito, filho do Imperador Vespasiano, avançou contra a cidade, rodeou-a com uma fortificação de estacas pontiagudas, conforme Jesus predissera, e levou os habitantes a um estado lastimável de inanição. Parecia que, se o sítio durasse mais algum tempo, “nenhuma carne” dentro da cidade sobreviveria. Mas, conforme Jesus predissera a respeito desta “grande tribulação”, a maior que Jerusalém já sofreu, “se Jeová não tivesse abreviado os dias, nenhuma carne se salvaria. Mas, por causa dos escolhidos, que ele escolheu, abreviou os dias”. — Mar. 13:19, 20.
Providencialmente, o sítio durou apenas 142 dias. Mesmo assim, porém, peste, pestilência e a espada devoraram 1.100.000 pessoas, deixando 97.000 sobreviventes para serem vendidos em escravidão ou para serem gladiadores na arena romana. Assim, os “escolhidos” de Jeová haviam escapado da cidade condenada. Por isso, Jeová não precisou prolongar o tempo de angústia, mas pôde executar a vingança em pouco tempo, poupando 97.000 pessoas e assim salvando alguma “carne”.
Assim acabou o sistema judaico de coisas. Eles não mais tinham seu templo. Todos os seus registros foram destruídos, de modo que hoje nenhum judeu pode provar que é de linhagem sacerdotal ou que é da tribo real de Judá. Jesus Cristo destaca-se como o único cuja linhagem provadamente descende de Judá através de Davi. Só ele é o Rei legítimo. (Eze. 21:27) Ele ocupa o cargo de Sumo Sacerdote para toda a humanidade, não segundo a descendência de Arão, mas “à maneira de Melquisedeque”, por designação direta de seu Pai, Jeová Deus. — Heb. 7:15-17.
Mas a resposta à pergunta dos apóstolos: “Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” exigia ainda mais, porque a parousia de Jesus, sua “presença” no poder do Reino, não ocorreu por ocasião da destruição de Jerusalém. Portanto, Jesus falou sobre o fim dum sistema ainda maior de coisas, dando muito mais informação sobre o “sinal”. Isto será considerado num número seguinte desta revista.
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Homem determinadoA Sentinela — 1975 | 15 de maio
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Homem determinado
NAS primeiras horas da manhã de quinta-feira, 23 de janeiro de 1975, John Otto Groh encerrou quarenta e um anos de serviço devoto a Jeová, seu Deus. Aqueles das testemunhas de Jeová que o conheciam, lembrar-se-ão dele como homem determinado. Nasceu em Kulm, Dacota do Norte, E. U. A., em 3 de julho de 1906, e, ainda jovem, tornou-se metalúrgico de pesquisa, formado pela universidade. Daí, em abril de 1934, foi batizado, e oito anos depois ele e sua esposa Helen começaram a devotar todo o seu tempo à divulgação das boas novas do reino de Deus, na região de Pittsburgo, na Pensilvânia. Tornaram-se membros da família de Betel de Brooklyn em 1953, e o irmão Groh, com o tempo, tornou-se o encarregado das compras da Sociedade Torre de Vigia ali. Ele era membro do corpo governante mundial das testemunhas de Jeová. Muitos lembrar-se-ão também do irmão Groh pelo papel importante que desempenhou na supervisão de muitas grandes assembléias das testemunhas de Jeová em Nova Iorque e em outras partes. Nos funerais realizados no Salão do Reino do Betel de Brooklyn estavam presentes muitos conhecidos de negócios para ouvir algo sobre a esperança feliz que este amigável homem determinado entretinha. Conforme disse o orador nesta ocasião, o irmão Groh saiu-se vitorioso pelo seu proceder fiel. (1 Cor. 15:57) Pode-se dizer a seu respeito, assim como de outros ungidos que completam sua designação terrestre: “Porque as coisas que fizeram os acompanham.” — Rev. 14:13.
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