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Tribunal De JustiçaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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coisa alguma, e não fazendo nada segundo uma tendência preconceituosa. — 1 Tim. 5:19, 21; veja EXPULSÃO.
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Tributação (Imposto)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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TRIBUTAÇÃO (IMPOSTO)
Formas de tributação são há muito empregadas para a manutenção dos serviços governamentais, de autoridades públicas e também de sacerdotes. Os impostos que eram antigamente cobrados incluíam o dízimo, o tributo, o pedágio, o imposto por cabeça, e o imposto por itens de consumo, pelas exportações, pelas importações, e por bens transportados através dum país por mercadores.
IMPOSTOS PARA A MANUTENÇÃO DO SANTUÁRIO DE JEOVÁ
Os serviços do santuário eram mantidos por meio de tributação. O dízimo obrigatório constituía a fonte primária para a manutenção dos sacerdotes arônicos e levitas, e, pelo menos em uma ocasião, eles receberam uma parte dos despojos de guerra, segundo um imposto estipulado por Jeová. (Núm. 18:26-29; 31:26-47; veja DÍZIMO.) Jeová também instruiu a Moisés que, ao fazer um recenseamento, cada pessoa registrada devia pagar meio siclo como a “contribuição pertencente a Jeová”, esta servindo a favor da tenda de reunião. (Êxo. 30:12-16) Parece que era costumeiro os judeus fornecerem uma soma fixa a cada ano, embora não se fizesse anualmente um censo. Jeoás, por exemplo, invocou o “imposto sagrado . . . ordenado por Moisés”. (2 Crô. 24:6, 9) Os judeus da época de Neemias obrigaram-se a pagar anualmente um terço dum siclo para o serviço do templo. (Nee. 10:32) E, na época do ministério terrestre de Jesus, os judeus pagavam duas dracmas para o templo. Pedro, quando lhe perguntaram se Jesus obedecia tal tributação, respondeu de forma afirmativa. Mais tarde, ao considerar o assunto, Jesus indicou que os reis não cobram impostos de seus filhos, os filhos sendo parte da casa real, em favor da qual se coletam impostos. No entanto, embora fosse o Filho unigênito Daquele que era adorado no templo, Jesus, a fim de evitar dar motivos para que outros tropeçassem, certificou-se de que o imposto fosse pago. — Mat. 17:24-27.
IMPOSTOS COBRADOS POR GOVERNANTES
Com o estabelecimento da realeza em Israel, passaram-se a cobrar impostos, incluindo a décima parte do rebanho e dos produtos da terra, a fim de sustentar o rei, a casa deste e as várias autoridades e servos governamentais. (1 Sam. 8:11-17; 1 Reis 4:6-19) Já no fim do reinado de Salomão, a convocação para trabalhos forçados e a manutenção governamental se tornara tão onerosa para o povo que eles solicitaram ao filho e sucessor de Salomão, Roboão, que aliviasse o ‘serviço duro e o jugo pesado’. A recusa de Roboão moveu dez tribos a revoltar-se. — 1 Reis 12:3-19; veja TRABALHOS FORÇADOS.
Os israelitas, ao ficarem sujeitos ao domínio estrangeiro, tiveram de submeter-se a ainda outras formas de tributação. À guisa de exemplo, quando o faraó Neco fez de Jeoiaquim seu vassalo, e impôs pesada multa ou tributo a Judá, Jeoiaquim levantou os fundos necessários por fazer com que seus súditos pagassem determinada soma “segundo o imposto individual de cada um”. — 2 Reis 23:31-35; veja TRIBUTO.
No período persa, os judeus (com a exceção dos sacerdotes e de outros que serviam no santuário, e que foram isentados por Artaxerxes Longimano) tiveram de pagar imposto (middáh ou mindáh), tributo (belóh) e pedágio (halákh). (Esd. 4:13, 20; 7:24) Julga-se que middáh designa o imposto pessoal, individual; belóh, um imposto sobre itens de consumo, ou imposto de consumo; e halákh o pedágio pago pelos viajantes em postos de estradas ou vaus dos rios. O middáh (traduzido “tributo” em Al, IBB, NM, em Neemias 5:4) deve ter sido bem alto, pois muitos dos judeus tiveram de pedir dinheiro emprestado para pagá-lo. Além de terem de pagar os impostos cobrados pelos persas, os judeus normalmente também tinham de pagar pela manutenção do governador. — Nee. 5:14, 15.
No primeiro século EC, os judeus se ressentiam grandemente do pagamento de impostos, não só por causa da corrupção predominante entre os coletores de impostos, mas também porque isto os obrigava a reconhecer sua sujeição a Roma. (Veja COBRADOR DE IMPOSTOS.) No entanto, não só Jesus Cristo como o apóstolo Paulo mostraram que era correto pagar impostos a “César”, ou às “autoridades superiores”. (Mat. 22:17-21; Rom. 13:1, 7; veja CÉSAR [Deus e César].) Entre as várias espécies de impostos mencionados nas Escrituras Gregas Cristãs acha-se o télos (um imposto, dever ou tributo indireto; Mat. 17:25; Rom. 13:7). Também é mencionado a kénsos (um imposto por cabeça; Mat. 17:25; 22:17, 19; Mar. 12:14) e o phóros (um termo mais amplo, que se julga designar um imposto cobrado sobre casas, terrenos e pessoas; Luc. 20:22; 23:2).
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TributoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TRIBUTO
Em geral, dinheiro ou outros valores, tais como gado, pago por um Estado ou governante a uma potência estrangeira em reconhecimento da submissão, ou a fim de manter a paz ou para obter proteção. As nações que exigiam tributo de outros povos freqüentemente recebiam ouro e prata, ou produtos que eram escassos em sua própria terra. Desta forma, fortaleciam sua posição econômica ao passo que debilitavam as nações subjugadas por apropriar-se grandemente de seus recursos.
Os reis de Judá — Davi (2 Sam. 8:2, 6), Salomão (Sal. 72:10; compare com 1 Reis 4:21; 10:23-25), Jeosafá (2 Crô. 17:10, 11) e Uzias (2 Crô. 26:8) — bem como o Rei Acabe, de Israel (2 Reis 3:4, 5), receberam tributos de outros povos. No entanto, por causa de infidelidade, os israelitas ficavam, não raro, em posição inferior, e se viam obrigados a pagar tributo a outros. Já na época dos juízes, quando sob domínio do rei moabita, Eglom, eles pagavam tributo. (Juí. 3:12-17) Em anos posteriores, tanto o reino de Judá como o reino setentrional de Israel pagaram tributo ao ficarem sob o controle de potências estrangeiras. (2 Reis 17:3; 23:35) Em várias épocas, pagaram o que equivalia a uma forma de tributo quando “compravam” nações inimigas, ou subornavam outras, para obter ajuda militar. — 2 Reis 12:18; 15:19, 20; 18:13-16; para um estudo das palavras na língua original, veja TRIBUTAÇÃO (IMPOSTO) .
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TrigoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TRIGO
Importante cereal cultivado que há muito tem fornecido ao homem valioso item de sua dieta alimentar, e, por vezes, até mesmo em tempos recentes, como antigamente, tem sido vendido ao dobro ou triplo do preço da cevada. (Compare com 2 Reis 7:1, 16, 18; Revelação 6:6.) O trigo, quer por si só, quer misturado a outros grãos, era comumente transformado em pão. (Êxo. 29:2; Eze. 4:9) Este cereal também podia ser comido cru (Mat. 12:1) e era transformado em sêmola pelo esmagamento de seus grãos. Especialmente as espigas verdes de trigo eram preparadas por tostamento. (Lev. 2:14; 2 Sam. 17:28) O trigo era exigido como tributo das tribos ou nações derrotadas (2 Crô. 27:5), e figurava nas ofertas apresentadas a Jeová. — 1 Crô. 23:29; Esd. 6:9, 10.
A própria planta, quando jovem, assemelha-se à grama e é verde-brilhante. O trigo maduro, contudo, pode alcançar de 60 cm a 1,5 m de altura, e é castanho-dourado. Suas folhas são longas e delgadas, e o caule central termina numa espiga cheia de grãos. Uma variedade de trigo, cultivada no antigo Egito, e ainda encontrada ali, possui várias espigas em cada caule. (Compare com Gênesis 41:22, 23.) As variedades de trigo que têm sido comumente cultivadas na Palestina nos anos mais recentes, e provavelmente também nos tempos bíblicos, têm “barba”, isto é, possuem pêlos ásperos, espinhentos, nas cascas dos grãos.
Fiel à promessa de Deus, os israelitas verificaram que a Palestina era uma terra de trigo e de cevada. (Deut. 8:8; 32:14; Sal. 81:16; 147:14) Não só dispunham de quantidade suficiente para eles mesmos como também conseguiam exportar grãos. (2 Crô. 2:8-10, 15) Nos dias de Ezequiel, produtos de Judá e de Israel, incluindo o “trigo de Minite”, eram comercializados em Tiro. — Eze. 27:17.
O trigo era semeado na Palestina por volta da mesma época que a cevada, no mês bul (outubro-novembro), depois de as chuvas do início do outono setentrional terem amaciado suficientemente o solo para a aragem. (Isa. 28:24, 25) A colheita de trigo seguia a colheita da cevada (Rute 2:23; compare com Êxodo 9:31, 32), e estava ligada de perto à Festividade das Semanas ou Pentecostes, no mês de sivã (maio-junho), época em que se apresentavam dois pães fermentados de farinha de trigo como oferta movida a Jeová. (Êxo. 34:22; Lev. 23:17) Depois de o trigo ser debulhado, joeirado e peneirado, era amiúde estocado em buracos subterrâneos, prática a que talvez se faça alusão em Jeremias 41:8.
A Bíblia também faz referências ilustrativas ao trigo. É utilizado para representar pessoas aceitáveis a Jeová, “os filhos do reino”. (Mat. 3:12; 13:24-30, 37, 38; Luc. 3:17) Tanto Jesus como o apóstolo Paulo mencionaram o trigo ao ilustrar a ressurreição. (João 12:24; 1 Cor. 15:35-38) E Jesus assemelhou a prova que viria sobre seus discípulos, em resultado das provações que ele mesmo estava prestes a enfrentar, ao peneiramento do trigo. — Luc. 22:31.
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TrôadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TRÔADE
O principal porto marítimo da parte NO da Ásia Menor, de onde Paulo partiu em sua primeira visita à Macedônia, e ao qual voltou mais tarde, vez por outra. Achava-se situado a c. 32 km ao S do Helesponto (Dardanelos), e um pouco mais do que a metade desta distância ao S do local tradicional da antiga Tróia. Com efeito, Trôade deriva seu nome de Troad, o termo aplicado àquela parte da Mísia que circundava Tróia.
A cidade de Trôade foi inicialmente edificada na última parte do século IV AEC por Antígono, um dos generais de Alexandre Magno. Em 133 AEC, veio a ficar sob controle romano, e, depois disso, a região da Mísia tornou-se parte da província romana da Ásia. Júlio César, por certo tempo, pensou em transferir a sede do governo romano para Trôade. O imperador Augusto favoreceu ainda mais tal cidade por fazer dela uma colonia, independente do. governador provincial da Ásia, e por isentar seus cidadãos tanto dos impostos sobre terras como do imposto por cabeça.
Na segunda viagem de Paulo, provavelmente na primavera setentrional de 50 EC, e depois de atravessar a Frígia e a Galácia, o apóstolo e seus companheiros chegaram a Trôade, pois “o espírito de Jesus não lhes permitiu” penetrar na Bitínia. (Atos 16:6-8) Aqui em Trôade, Paulo teve uma visão incomum, a de um homem que o convocava: “Passa à Macedônia e ajuda-nos.” Imediatamente, concluíram “que Deus nos convocara para declarar-lhes as boas novas”. A ocorrência de “nos” neste texto (e do verbo na 1.a pessoa do plural nos versículos seguintes) tem de significar que foi aqui em Trôade que Lucas inicialmente se juntou ao grupo de Paulo e fez a viagem junto com eles, cruzando o mar Egeu até Neápolis. — Atos 16:9-12.
Depois de partir de Éfeso em sua terceira viagem, Paulo parou em Trôade, e ali pregou
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