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O mundo comercial tem motivo de prantearA Sentinela — 1967 | 1.° de novembro
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coisas terríveis que têm ocorrido nesta terra, desde o tempo em que Babilônia começou sob Ninrode, há bem pouca coisa dela que não se pode remontar à religião falsa, com sua falsa representação de Deus, seu desfacelamento da unidade entre os homens por meio de divisões raciais, nacionais e religiosas, de alianças com a política, e de atividades correlatas. Por conseguinte, Deus fala com base nos fatos, quando diz: “Sim, nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.” — Rev. 18:24.
16. Que lei de Deus a Babilônia, a Grande, se deleita em violar, e por que é tão culpada de sangue?
16 A lei de Deus, fornecida ao patriarca Noé depois do grande dilúvio, rezava: “Qualquer pessoa que derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue.” (Gên. 9:6) Noé era o representante de sua família, de quem surgiu toda a raça humana. Por conseguinte, esta lei é válida para toda a humanidade. Segundo esta lei, Babilônia, a Grande, merece morrer. Ela tem enorme culpa de sangue diante de Deus. Nas suas saias se acha o sangue até mesmo das testemunhas de Jeová, além de milhões de seus próprios devotos e de outros. O antigo Israel, qual nação de testemunhas de Jeová, sofreu a oposição das religiões falsas das nações circunvizinhas. Eventualmente, a religião falsa até mesmo tornou cativa aquela nação. Quando Jesus estava na terra, sofreu oposição e eventualmente foi morto, martirizado por meio da perseguição religiosa. Não temos dificuldade em lembrar-nos das guerras religiosas, tais como as Cruzadas, os massacres, a queima de pessoas na estaca, o saque das nações, a matança de comunidades inteiras e a conversão forçada de nações inteiras a certo ramo da religião, pelo temor da espada.
17, 18. Dêem um exemplo, de The Americana Annual, 1948 (O Livro do Ano da Enciclopédia Americana, 1948), de como a diferença em religião provoca o tumulto e a carnificina humana.
17 Um exemplo de como a diferença de religião provoca o tumulto, o motim, a mutilação e a carnificina humana foi demonstrado quando a Índia hinduísta e o Paquistão muçulmano se separaram, no verão setentrional de 1947, e os Biques, os hindus e os muçulmanos, deram vazão a seus ódios religiosos. A respeito da matança religiosa que ocorreu, The Americana Annual 1948, páginas 326, 327, diz:
18 Infelizmente, a rapidez com que foi efetuada a divisão trouxe em sua esteira imenso deslocamento econômico e a renovação da amarga contenda comunitária. Mais de 4.000.000 de pessoas ficaram envolvidas na troca de populações entre os dois estados, e, durante as primeiras duas semanas, foram mortas cada dia mais pessoas, na União da Índia e no Paquistão, do que em todos os países então sob o escrutínio, naquele tempo, do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A separação de muçulmanos e não-muçulmanos destruiu a prévia eficiência dos serviços vitais, . . .
19, 20. Como é que a Encyclopedia Britannica fornece evidência do ódio e da culpabilidade de sangue causados pela religião falsa?
19 O 1948 Britannica Book of the Year, página 385, fornece-nos evidência do ódio causado pela religião falsa e de uma violação da lei de Deus sobre a santidade do sangue. Diz, a respeito da partilha do Pendjab:
20 Amritsar, a cidade sagrada dos siques, ficou em suas mãos. Isso produziu, contudo, o efeito de dividir em duas partes a comunidade sique, 2.000.000 deles ficando no Pendjab oriental (domínio da Índia), e 1.750.000 no Paquistão; ademais, muitos importantes santuários e propriedades de terras siques se situavam do lado ocidental do rio. Isto levou a uma tentativa concentrada da parte dos siques de eliminar os muçulmanos locais, o que, por sua vez, provocou terríveis represálias. O resultado foi a emigração em massa de siques e hindus, de um lado, para o domínio da Índia, e de muçulmanos para o Paquistão, do outro lado. Comboios de refugiados que fugiam pelas rodovias e ferrovias eram violentamente atacados e, em muitos casos, virtualmente aniquilados. Ambos os domínios fizeram o máximo para assegurar o livre trânsito para os refugiados, mas isto se tornou difícil pela relutância das tropas e da polícia em tomar resoluta ação contra seus companheiros religiosos fanáticos. . . .
21. Como é que Babilônia, a Grande, tem feito tráfico em “almas humanas”?
21 Todos estamos a par de que os clérigos, especialmente os da cristandade, oraram a favor dos lutadores de ambos os lados durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, ajudando a insuflar os ódios. Escreveu um oficial britânico na Primeira Guerra Mundial: “As igrejas cristãs são os melhores fomentadores da ânsia de ver sangue que temos, e fizemos delas livre uso.” (A Brass Hat in No Man’s Land) Os líderes da política do mundo sabem que estes homens que pretendem ser a favor da paz, não só deixaram de impedir estas guerras, mas também as santificaram. Eis aqui o tráfico de Babilônia em “almas humanas”, vidas. — Rev. 18:13.
COMO SITUAR-NOS ENTRE OS ALEGRES
22. (a) Será que devemos encarar com medo a destruição da religião falsa, por causa da situação econômica que isso causará? (b) Que exame de nossa situação pessoal podemos fazer agora, de modo a alcançar a felicidade muito maior?
22 Será que devemos encarar a destruição de Babilônia, a Grande, que deve ocorrer sem falta, sem alarme por causa da perda comercial e a crise econômica que talvez cause? Não, antes, é preciso agir com presteza, livrando-nos da culpa de sangue junto com Babilônia, a Grande, por nos voltarmos para Jeová Deus, dedicando-nos a ele e simbolizando tal dedicação pelo batismo em água tão prontamente quanto pudermos, destarte fazendo uma solicitação a Deus a favor de uma boa consciência. (1 Ped. 3:21) Daí, sendo servos dedicados de Deus, ternos de ser mui cuidadosos de não nos envolvermos num emprego de Babilônia, a Grande, nem no apoio financeiro dela, e temos de rejeitar qualquer participação em seus empreendimentos religiosos e em qualquer tráfico com seus objetos religiosos. Mesmo se perdermos dinheiro ou tivermos de mudar de ocupação a fim de ganharmos nossa subsistência agora, é muito melhor situar-nos entre os que estão completamente livres dela. Será uma felicidade muito maior, de sentir-se alegre devido à queda de Babilônia, por estarmos do lado de Jeová, com a vida eterna em vista, do que gozar breve tempo de prazer junto com Babilônia, e ser um pranteador por causa da perda de coisas materiais e, o que é muito mais sério, a perda da vida. — Luc. 9:25; Rev. 18:4.
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Não comiam sangue algumA Sentinela — 1967 | 1.° de novembro
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Não comiam sangue algum
• Minúcio Félix, escritor latino do terceiro século de nossa Era Comum, escreveu um diálogo intitulado “Octavius”. Nele, procurou refutar as acusações lançadas contra os cristãos professos dos seus dias. Certa história que circulava era a de que bebiam sangue, sendo “a sua iniciação feita pela matança e pelo sangue de um infante”. Depois de delinear as práticas pagãs que mostravam crassa desconsideração pela vida e pela santidade do sangue, Minúcio Félix mostrou que os que abraçavam o Cristianismo naquele tempo respeitavam a lei de Deus sobre o sangue. Escreveu: “Eles [os pagãos] também não são diferentes dos que devoram os animais selvagens da arena, sujos e manchados de sangue, ou engordados com os membros ou as entranhas dos homens. A nós não é lícito quer ver ou ouvir falar dum homicídio; e evitamos tanto o sangue humano que não usamos o sangue nem mesmo dos animais comestíveis em nossa comida.” (The Octavius of Minucius Felix, Cap. XXX, conforme publicado em The Ante-Nicene Fathers, Volume IV, páginas 191, 192) É digno de nota que até mesmo no terceiro século E. C., aqueles que afirmavam seguir a Cristo tinham atitude bíblica para com o sangue, e que não era diferente da dos verdadeiros cristãos atualmente. — Gên. 9:3, 4; Atos 15:28, 29; 21:25.
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