BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Por que ninguém consegue prever a economia
    Despertai! — 1975 | 22 de julho
    • diminuir o seu poder aquisitivo. A moeda, em outras palavras, perde seu valor, e, em relação às moedas de outros países, vale menos do que valia antes de iniciar-se o período inflacionário. Assim, tem de ser desvalorizada oficialmente no mercado mundial. Os estrangeiros conseguem então comprar mais facilmente os produtos agora mais baratos da nação atingida, criando ainda mais estragos. Como assim? Demandam os suprimentos que já eram escassos e que foram grandes causadores da inflação em primeiro lugar. Com que resultados? Mais inflação! “Inflação galopante” agora aflige a economia da maioria das nações ocidentais.

      Naturalmente, também, quando se desvaloriza a moeda, ela perde algo mais, além de apenas seu valor nominal. Perde a confiança de muitas pessoas. Param de investir e tentam apegar-se ao que têm. Assim, o comércio perde o capital adicional de que precisa para expandir-se, a fim de satisfazer a procura dos produtos. Ao invés de acelerar a produção, precisa reduzi-la, porém os preços continuam altos. As pessoas são despedidas dos seus empregos e poderia acontecer uma “recessão”. A situação atual dos EUA e em outras partes é descrita por alguns como uma forma de recessão. Um número recorde de greves, também, reduziu a produção.

      Inflação, recessão, desemprego tudo ao mesmo tempo — já são bastante estonteantes para se considerar. Mas, a atual pletora de problemas atingiu proporções de pesadelo. Como? Pela introdução de novos e inesperados elementos. Os preços do petróleo quadruplicaram e outros recursos naturais são mais difíceis de obter e, subseqüentemente, mais caros. Estes ajustes radicais — desconhecidos há apenas alguns meses atrás — atingiram virtualmente toda indústria no mundo ocidental com resultados estonteantes e às vezes devastadores.

      Tempo inclemente significou menores safras; populações avolumantes lutam pelos suprimentos limitados. Assim, alimentos básicos certa vez baratos, tais como feijão e açúcar, multiplicaram de custo várias vezes. Quase que todo dia uma porcentagem maior da renda da pessoa mediana é usada para adquirir as necessidades da vida.

      O desejo das pessoas de ter mais de tudo atingiu o sistema em ainda outro sentido, e esse é o das compras a crédito. Ao passo que a economia se expandia e era aparentemente viril, o crédito era popular. Atualmente, parece haver algum estreitamento do uso do crédito, à medida que as pessoas compreendem que não conseguem pagar suas dívidas com dinheiro inflacionado. As altas taxas de juros sobre o dinheiro barato afugentam os que querem empréstimos. Menos crédito usado significa menos produtos e serviços vendidos, deprimindo ainda mais a produção. Mas, até recentemente, todo o mundo esperava cegamente que o crescimento econômico continuasse indefinidamente. Nos EUA, acumulou-se a dívida total de US$ 2,5 trilhões (Cr$ 20 trilhões). Isso é mais de duas vezes o produto nacional bruto (ou a soma de todos os produtos e serviços daquela nação em um ano). Para cada dólar de moeda dos EUA em circulação, há agora US$ 8 de dívida.

      Com efeito, grande parte do aparente “milagre econômico” obtido no mundo ocidental, nas décadas recentes, não é realmente nada mais do que uma miragem, visto que se baseia mormente em dívidas — dinheiro emprestado. Como Thomas Oliphant escreve no Sunday Globe de Boston, os estadunidenses hoje em dia estão “numa situação muito pior do que a dos seus pais . . . Seu maior bem-estar material parece, pelo menos, ser resultado tanto do enorme aumento do uso e da disponibilidade de crédito como de uma economia mais saudável”. A nação, como outras, acha-se desesperadamente endividada.

      Impossível Prever

      Será de admirar que, com todos estes fatores, e centenas de outros não mencionados aqui, contorcendo a economia do mundo ocidental, ninguém possa predizer com exatidão para onde vai? Os problemas não mais se limitam a algumas nações, mas são de todas elas e inter-relacionados. O menor ajuste feito na situação política ou econômica de um país pode abalar toda a complexa rede.

      Os economistas acham-se assim bolando ao léu no atual oceano econômico, nadando ‘cachorrinho’ para permanecerem à tona, como todo o mundo. Estão perplexos diante da ampla série de fatores que atuam entre si. “O conhecimento do homem sobre suas próprias instituições econômicas é limitado”, confessa R. W. Everett, do Banco Chase Manhattan, de Nova Iorque, Divisão de Pesquisas Econômicas, adicionando: “A boa análise se torna mais difícil devido a que tais instituições mudam constantemente.”

      A impossível tarefa diante dos previsores econômicos é descrita em cores vivas pelo colunista Max Lerner, que escreve para uma cadeia de periódicos:

      “Esta é a época para os economistas ficarem em evidência. Não parecem saber muito, e o que realmente sabem, pouco proveito há em saberem. Mas, são lindos de contemplar, ao se contorcerem e debaterem, menearem e saltarem como peixes na rede das circunstâncias econômicas que os envolvem.”

      A maioria deles espera o melhor, mas não conseguem apresentar nenhuma razão sólida para se crer que as coisas melhorarão. Mesmo que o sistema conseguisse sair temporariamente da crise atual, como poderia alguém crer que possa conseguir manter seu equilíbrio no futuro? Como vimos, seu fim parece óbvio. A única pergunta é: Quando terminará?

      As pessoas que têm fé na Bíblia sabem que a mudança mundial — não apenas um grande ajuste no sistema econômico — virá. Sabem que a Bíblia afirma que o sistema mundial não pode dar certo e em breve passará, sendo substituído por um sistema feito por Deus. Agora mesmo, ao passo que são obviamente atingidas pelo sistema em que vivem, não repousam sua confiança nele. (Mat. 6:9, 10, 19-34) Voltam-se para outra parte para obter conhecimento exato do futuro, ou seja, para Deus.

  • O amor os move a fazê-lo
    Despertai! — 1975 | 22 de julho
    • O amor os move a fazê-lo

      ● Em Máli, África Ocidental, há muito poucas testemunhas de Jeová. A maioria delas têm de andar quase dez quilômetros para comparecer às reuniões cristãs. Profundamente preocupados com o bem-estar espiritual do povo, dois europeus e um africano se ofereceram para servir ali. Individualmente, devotam mais de 200 horas cada mês em proclamar a verdade bíblica. Embora o calor seja quase que insuportável, amiúde alcançando 48,9 graus centígrados, consideram suas obras de amor como valendo bem a pena. Trabalhadores comuns, médicos, autoridades públicas e outros profissionais estão ansiosos de estudar a Bíblia.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar