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  • “Que Deus se levante, que seus inimigos sejam espalhados”
    A Sentinela — 1968 | 1.° de abril
    • “Que Deus se levante, que seus inimigos sejam espalhados”

      “Que Deus se levante, que seus inimigos sejam espalhados, e que aqueles que o odeiam intensamente fujam por causa dele.” — Sal. 68:1.

      1, 2. A quem tem Deus como inimigos, alguns destes sem o saberem?

      DEUS tem seus inimigos! Milhões de pessoas, atualmente, são inimigas da própria idéia de que há um Deus, o Altíssimo e Todo-poderoso, o Ser Divino que não tem princípio e nem fim, o Criador do céu e da terra, o Artífice do homem. Aquele a quem todas as criaturas humanas inteligentes na terra têm de prestar contas, dependendo inteiramente Dele.

      2 Há outras pessoas que afirmam ser adoradores de Deus, mas que são realmente seus inimigos, mui provavelmente os piores inimigos por motivo de o representarem mal e serem assim hipócritas religiosos. É como declarou há muito tempo alguém que amava a Deus: “Eles declaram publicamente que conhecem a Deus, mas repudiam-no pelas suas obras, porque são detestáveis, e desobedientes, e não aprovados para qualquer sorte de boa obra.” (Tito 1:16) Centenas de milhões de outras pessoas são inimigos de Deus sem o saberem, não que adorem deuses falsos, mas porque são amigos deste mundo: “Não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tia. 4:4; NM; CBC) Sem contestação, Deus tem seus inimigos, infelizmente para eles!

      3. (a) Até que ponto se levantará Jeová agora contra seus inimigos? (b) Qual é Seu propósito, conforme declarado em Isaías 28:21, e isso deve fazer que os inimigos pensem no quê?

      3 Chegou o tempo para que Deus se levante contra seus inimigos na terra com um só movimento final para eliminá-los inteiramente. Nas páginas da História estão casos em que Deus se levantou contra certos inimigos daqueles dias, para aliviar-se da resistência deles. Mas, agora, segundo o seu propósito declarado, ele se levantará para livrar a terra dos seus inimigos hodiernos em um só grande movimento que abrange tudo, não permitindo que nenhum escape. Não se esqueceu do seu propósito declarado, embora fosse registrado há vinte e sete séculos atrás: “Jeová se levantará assim como no Monte Perazim, Ele ficará agitado assim como na planície baixa perto de Gibeom, para executar o seu ato — seu ato é estranho — e para fazer a sua obra — sua obra é incomum.” (Isa. 28:21) A História mostra o que ocorreu em Perazim naquela ocasião, e isso deveria bastar para fazer que os inimigos hodiernos de Jeová pensassem em como as suas forças destrutivas jorrarão impetuosamente como águas sobrepujantes para varrer a eles e aos seus ídolos.

      4, 5. (a) Quem testemunhou o que Deus fez em Perazim e Gibeom, e que papel tinha este de desempenhar para com os inimigos de Deus em toda a terra? (b) No Salmo 68:1-3, o que pediu em oração a respeito dos inimigos e dos justos?

      4 Um homem que testemunhou tanto o que ocorreu em Perazim como o que ocorreu mais tarde em Gibeom, no século onze antes de nossa Era Comum, foi o Rei Davi, de Jerusalém. (2 Sam. 5:17-25; 1 Crô. 14:8-17) A eliminação daqueles inimigos filisteus em Perazim e Gibeom não acabou por completo com todos os inimigos do reino de Deus que Jeová estabelecera ali, no Oriente Médio, tendo o Rei Davi como o seu representante visível no trono de Jerusalém. Havia muitos outros inimigos que ainda permaneciam na faixa de terra que Jeová Deus prometera dar ao antepassado de Davi, o patriarca Abraão, faixa esta que ia desde o grande rio Eufrates até o rio do Egito. (Gên. 15:17-21; 12:1-9; 13:14-18) Outros inimigos poderosos, tais como os sírios, permaneciam nesta área geral de terra e tinham de ser destruídos ou subjugados e se tornarem vassalos. O Rei Davi recebera a ordem de Deus de lidar com tais inimigos de tal modo que cumprisse a promessa de Deus de dar “toda a terra” aos descendentes de Seu fiel amigo, Abraão. Davi devia ter presente estes inimigos quando escreveu as palavras iniciais do Salmo 68 (versos um a três):

      5 “Que Deus se levante, que seus inimigos sejam espalhados, e que aqueles que o odeiam intensamente fujam por causa dele. Assim como se afasta a fumaça, que os afaste; assim como a cera se derrete por causa do fogo, que os iníquos pereçam de diante de Deus. Mas, quanto aos justos, que se regozijem, que se animem perante Deus, e que exultem com regozijo.”

      6, 7. (a) A quem citou ali o salmista Davi, e o que foi tal pessoa instruída a fazer para representar a presença de Deus? (b) Quando e por quê proferiu tal pessoa as palavras citadas por Davi?

      6 Visto que ainda havia inimigos não subjugados na Terra Prometida, a marcha vitoriosa de Jeová Deus contra seus inimigos ainda não fora feita por completo. Apropriadamente, então, o Rei Davi foi inspirado a escrever e a citar as palavras do homem a quem Jeová Deus usou quando começou esta marcha vitoriosa, a saber, o profeta Moisés, no século dezesseis A. E. C. Moisés, naquele tempo, achava-se no deserto de Sinai, na Arábia, junto com as doze tribos dos filhos de Israel e uma “vasta companhia mista” de não israelitas também. (Êxo. 12:38; Núm. 11:4) O acampamento inteiro se compunha de milhões de pessoas. Na primavera setentrional do ano prévio, Jeová Deus livrara miraculosamente a todos eles do Egito, até mesmo destruindo os exércitos dos egípcios sob Faraó, quando tentaram alcançar os fugitivos israelitas ao cruzarem estes o leito seco do Mar Vermelho. No terceiro mês depois disso, os israelitas e a “multidão mista” atingiram o Monte Sinai, e ali Jeová Deus fez com eles um pacto ou contrato nacional.

      7 Segundo a lei deste pacto nacional, foi erguido um tabernáculo sagrado para a adoração de Deus. No quarto mais recôndito deste tabernáculo foi colocada a arca de ouro do pacto para representar a presença de Deus ali. Sempre que os israelitas levantavam tendas e se mudavam para o local seguinte, a arca do pacto era levada nos ombros dos sacerdotes para esse lugar de parada seguinte. Assim, Deus e seu povo estavam em marcha para tomar posse da Terra Prometida. Havia muitos inimigos no caminho, antes mesmo de conseguirem a posse completa da terra inteira. Em reconhecimento disto, Moisés, qual mediador entre Deus e a nação de Israel, suplicou a Deus que tomasse a liderança, assim como Números 10:35, 36 nos diz, nas seguintes palavras: “Acontecia que, quando a Arca partia em viagem, Moisés dizia: ‘Levanta-te, ó Jeová, e que teus inimigos sejam espalhados; e que aqueles que te odeiam intensamente fujam de diante de ti.’ E quando descansava, ele dizia: ‘Retorna, ó Jeová, às miríades de milhares de Israel.’

      8, 9. No Salmo 68:4-6, o que foi que o Rei Davi instou com seu povo que fizesse com respeito a Deus?

      8 As vitórias de Jeová e todo o seu tratamento misericordioso de seu povo merecia ser celebrado com cânticos de louvor a Ele. O salmista Rei Davi, que era cantor e músico, instou com seu povo, as doze tribos de Israel a que fizessem isso:

      9 “Cantai a Deus, entoai melodia ao seu nome; alçai um cântico Àquele que cavalga pelas planícies desérticas como Já, que é seu nome; e jubilai-vos diante dele; um pai de meninos órfãos e um juiz de viúvas é Deus em sua santa morada. Deus faz que os solitários habitem numa casa; traz os prisioneiros à plena prosperidade. Contudo, quanto aos teimosos, têm de residir numa terra devastada.” — Sal. 68:4-6.

      10. Como, no caso de Israel, Deus demonstrará ser (a) um pai para meninos órfãos e (b) juiz de viúvas?

      10 Nenhuma nação ou povo da terra, atualmente, poderia ter melhor governante do que tinha a antiga nação de Israel em seu Deus, seu Rei invisível. Sua inteira nação havia sido prisioneiros involuntários e imerecedores no Egito pagão; mas Jeová Deus desolou a terra do Egito com dez miraculosas pragas e os levou à prosperidade, que atingiu sua plenitude por volta do tempo do Rei Davi. No Egito, a nação de Israel tinha sido como um menino órfão, mas Jeová demonstrou-se um pai para ela, chamando a nação inteira do “meu primogênito”. (Êxo. 4:22) Quando tirou a Israel, seu primogênito, da opressão debaixo do Faraó que desafiou a Deus, foram mortos todos os varões primogênitos do Egito. O povo de Deus ali era como uma viúva desamparada, sem ter ninguém a quem apelar por ela no tribunal, e Ele entrou em cena como o justo Juiz do Supremo Tribunal e certificou-se de que a nação afligida obtivesse justiça, libertação. Veio a ser como um marido para o seu povo. — Isa. 54:5; Jer. 3:14; 31:31, 32.

      11. Como foi que Deus lidou com o “solitário” em contraste com os “obstinados”, e com que nome cavalgava?

      11 Tratados como escravos perigosos no Egito, os israelitas eram como pessoas solitárias num deserto inamistoso, sem terem nenhum lar para onde ir. Jeová, porém, os tirou dali e os colocou numa casa, na Terra Prometida. Aqueles que se mostraram Seus inimigos e obstinadamente se opuseram a ele, fez que residissem sem as bênçãos refrescantes do favor divino, como numa terra tostada pelo sol. Seu nome é Já, que é abreviação do nome Jeová. Tornou conhecido a seu povo lá no Egito o seu nome Jeová, como eles e seus fiéis antepassados jamais o conheceram antes. (Êxo. 15:1, 2; 17:16) Com este nome, sobre o qual acumulara fama, cavalgou pela planície desértica ao guiar Seu povo até à terra da promessa. Alcem um cântico a Ele!

      A MARCHA DE SINAI A SIÃO

      12, 13. Como o salmista Davi nos faz lembrar, que coisas pode Deus mover a fim de mostrar seu poder qual Criador, e como foi que demonstrou isto em Sinai?

      12 Para este Deus Onipotente, Jeová, não é nada mover o céu e a terra para mostrar que ele é o Deus da criação e de todas as leis dela. Demonstrou seu poder de fazer isso no Monte Sinai, na Arábia, para onde levou seu povo no terceiro mês depois de livrá-lo do escravizador Egito. Bem antes de declarar os Dez Mandamentos do cume do Monte Sinai, fez terríveis demonstrações na terra e no céu, a fim de inculcar no povo de Israel que o Legislador dele não era mera criatura humana insignificante, mas era o Deus do céu e da terra. Se as coisas inanimadas da criação são movidas pela sua presença invisível, por que as suas criaturas humanas inteligentes, que contemplam suas maravilhosas obras de criação, não deviam também ser movidas? Ele pode mover o céu e a terra a cumprir Sua vontade. A divina qualidade de poder de fazer isto foi o que o salmista Rei Davi trouxe à lembrança e mencionou, para o louvor de Jeová, ao dizer

      13 “Ó Deus, quando saístes à frente do teu povo, quando marchaste pelo deserto . . . a própria terra se sacudiu, o próprio céu também gotejava por causa de Deus; este Sinai se sacudiu, por causa de Deus, o Deus de Israel. Copiosa chuva começaste a fazer cair, ó Deus; tua herança — até mesmo quando estava exausta — tu mesmo a revigoraste. Tua comunidade de tendas — eles habitaram nela; em tua boa qualidade passaste a torná-la pronta para o aflito, ó Deus.” — Sal. 68:7-10.

      14. (a) Como foi que Deus revigorou sua herança quando esta estava exausta? (b) Por quanto tempo era seu povo uma “comunidade de tendas”, e que resistência enfrentou por fim?

      14 O povo de Israel fora tirado de entre as nações pagãs para ser a possessão exclusivado próprio Deus, e ele o chamava de sua herança. (Deu. 32:8, 9) Fora afligido no Egito; e, quando alcançara o sopé do Monte Sinai no deserto, estava sem dúvida exausto, como uma terra sedenta. Mas ali, por lhe dar os Dez Mandamentos e todas as demais leis do Seu pacto e por estabelecer Sua pura adoração organizada entre eles, Jeová Deus começou a causar uma chuva de bênçãos espirituais. Isto foi espiritualmente revigorante para o povo de sua herança e os forteleceu como alimento. Verificaram que tinham de viver, não só do alimento físico, mas também de toda palavra procedente da boca de Deus. Passaram longo tempo — quarenta anos — como uma comunidade de tendas no deserto e fora dos limites da Terra Prometida. Mas, no ano final, Jeová os levou às fronteiras da “terra que manava leite e mel”. Daí os reis locais começaram a oferecer resistência. O que restava fazer então? Ouçam:

      15, 16. Conforme observado no Salmo 68:11, que parte desempenharam as mulheres de Israel em relação às vitórias de Deus por meio de seus homens?

      15 “O próprio Jeová fornece a afirmação; as mulheres que proclamam as boas novas são um grande exército. Até os reis de exércitos fogem, fogem. Quanto àquela que fica em casa, ela participa do despôjo. Embora, ó homens, continuásseis deitados no meio dos montes de cinza do acampamento, haverá as asas de uma pomba coberta de prata, e suas pontas das asas de ouro verde-amarelado. Quando o Todo-poderoso espalhou os reis nele, começou a nevar em Salmom.” — Sal. 68:11-14.

      16 Nos tempos antigos, as mulheres não tomavam parte na batalha, mas, quando as tropas vitoriosas retornavam, saíam de seus lares para celebrar e para declarar as boas novas com dança, cânticos e música. Miriã, a irmã de Moisés, liderou as mulheres israelitas na dança e nos cânticos depois que seu Deus, Jeová, aniquilou os exércitos egípcios no Mar Vermelho. (Êxo. 15:20, 21) A filha de Jefté veio se encontrar com ele com dança e música quando retornava de sua vitória sobre os inimigos amonitas. (Juí. 11:34) Quando o Rei Saul, em companhia de seu general, Davi, retornavam da vitória sobre os filisteus, as mulheres saíram de todas as cidades para saudá-los com música, cânticos e dança. (1 Sam. 18:6, 7) As mulheres não deveriam ficar silenciosas em tais ocasiões. Eram seus homens que foram usados na luta vitoriosa sob Deus e tinham direito de participar na celebração da vitória e dar a glória e o crédito pela vitória a Deus, cuja vontade seus homens haviam feito.

      17. (a) Por que as mulheres da atualidade estão obrigadas a contar as “boas novas”? (b) Qual era a “afirmação” que Deus deu ao antigo Israel, e o que deveria fornecer a obediência à “afirmação?

      17 As mulheres desse tipo não são inimigas de Deus. Não importa quão grandiosas fossem as boas novas que as mulheres tinham a contar lá naquele tempo em que o salmista Davi escreveu, as mulheres destes dias modernos têm ainda mais grandiosas boas novas a contar, e, destarte, provar que não são inimigas, mas sim amigas de Deus. Recebem as boas novas de Deus, e é seu direito e sua obrigação contá-las. Lá naquele tempo, nos dias da jovem nação de Israel, ‘o próprio Jeová forneceu a afirmação’. Qual foi a afirmação? À medida que os israelitas se aproximaram da Terra Prometida para tomá-la das mãos dos inimigos de Deus, Sua “afirmação” a eles seria a de irem avante corajosamente e tomarem posse dela, executando com armas de guerra os inimigos de Deus que ocupavam a Terra Prometida sem o direito a ela, dado por Deus. A obediência a esta ordem ou “afirmação” da parte dos homens batalhadores de Israel deveria produzir que resultado? O Deus a quem foi dirigida a oração: “Levanta-te, ó Jeová, e que teus inimigos sejam espalhados”, garantia que o resultado seria a vitória! Resultaria em “boas novas” que as mulheres seriam movidas a celebrar com música e dança e a contar em cântico.

      18. (a) Em que sentido poderia ser dito que Deus fornece a “afirmação” às mulheres? (b) De que modo começou a “nevar” em Salmom quando Deus espalhou os reis inimigos?

      18 Por lutar pelo seu povo e lhe dar a vitória, Jeová estaria dando algo às mulheres para que contassem. Estaria suprindo-lhes o tema de seu cântico de celebração; estaria dando a elas as boas novas. Neste sentido, poderia ser mencionado como dando a afirmação. Na celebração da vitória, as mulheres contariam como os reis pagãos dos exércitos inimigos haviam fugido de diante de Jeová Deus, quando Ele se levantou contra eles em batalha. As mulheres contariam que, quando Deus, o Onipotente, espalhou os reis inimigos que estavam no caminho de Israel, os corpos mortos dos exércitos inimigos cobriam o campo como a neve, como em Salmom; ou, possivelmente que, para conceder a vitória a seu povo, ele mandará vir uma neve miraculosa em Salmom. Os batalhadores vitoriosos em favor de Deus retornariam para casa depois de despojar o inimigo morto, e partilhariam o despôjo com suas mulheres, que tiveram de ser deixadas em casa para cuidar do lar.

      19. Como, embora os homens ficassem deitados entre os montes de cinza do campo, haveria uma pomba coberta com metais preciosos?

      19 Talvez tenha acontecido que, embora os exércitos executores de Deus tivessem que ficar deitados entre os montes de cinza durante a campanha, havia uma pomba, feita de metais preciosos, com penas cobertas de prata e as pontas de suas asas de ouro verde-amarelado, para levarem para casa como troféu da vitória de Jeová. Mas, daí, também, a nação de Israel era chamada de “rola” de Jeová. (Sal. 74:19) Deste ponto de vista, embora os homens desta nação rola de Deus tivessem de deitar-se entre os montes de cinza do acampamento, durante a campanha de luta contra os inimigos de Deus, sairia como uma rola, de asas fortes e de aparência limpa, reluzente como se tivesse coberta de prata e de ouro verde-amarelado. Assim, Deus não entregaria sua nação rola às mãos de Seus inimigos.

      20. O que é que os inimigos têm feito desde 1914, de modo que Jeová tem de levantar-se contra eles no Armagedom?

      20 A força deste relato poético dos tratos de Deus não deve ser desperdiçada com os inimigos hodiernos de Deus Estes inimigos tentam obstruir a realização do propósito de Deus com respeito a seu povo, o levá-lo com êxito a uma nova ordem justa, que ele tem prometido. O “tempo do fim”, conforme predito em sua Palavra, tem chegado para as nações deste mundo, começando em 1914 no fim dos Tempos dos Gentios, “os tempos designados das nações”. Recusam deixar o poder durante este “tempo do fim” e pacificamente dar lugar à soberania exercida por Deus sobre a terra criada por Ele. Assim, torna-se necessário que o Deus Onipotente as expulse. Ele tem de levantar-se contra elas em batalha. Isto fará no campo de batalha do Armagedom. No ínterim, as nações inimigas continuam a bloquear o progresso do povo de Deus, ao se empenhar na promoção dos interesses terrestres do reino de Deus.

      21. Como no caso de Davi, como foi que os inimigos tentaram impedir Jesus Cristo de reinar, e com que êxito?

      21 O reino não é o do antigo Davi na Jerusalém terrestre, mas o do prometido Filho de Davi, Jesus Cristo, que nasceu na linhagem de Davi mediante a virgem judia, Maria, por um milagre de Deus. Os inimigos tentaram impedir Davi de governar como rei no Monte Sião em Jerusalém, mas, foram desgraçadamente derrotados quando Deus se levantou contra eles. Semelhantemente, os inimigos tentaram impedir que o Filho de Davi, Jesus Cristo, dominasse como rei, mas eles também curvaram-se em derrota. Mataram Jesus Cristo fora de Jerusalém no dia em que era morto o cordeiro pascoal judeu, mas, no terceiro dia, o Deus Onipotente o levantou dentre os mortos qual glorioso Filho espiritual imortal. O Filho de Davi subiu então para o seu Pai celeste. Ali, Jeová Deus o lançou como a Pedra real na Sião celeste, para começar a governar ali no devido tempo de Deus, isto é, em 1914. Daí, Deus começaria a fazer de todas as nações gentias um escabelo sob os pés do Filho de Davi. — Luc. 21:24; Isa. 28:16-21; Sal. 110:1, 2; Atos 2:34-36; Heb. 10:13.

      22. Contra o que têm resistido as nações gentias desde 1914?

      22 Desde 1914, as nações gentias têm recusado reconhecer o fim dos “tempos designados das nações” e têm resistido a serem postas como escabelo do reinante Filho de Davi. Mas, sua teimosa resistência demonstrar-se-á vã no Armagedom.

      AVISANDO AS NAÇÕES

      23, 24. (a) Qual era a “afirmação” que Jeová deu em 1914? (b) O que foi que Jesus predisse que ocorreria depois de 1914, e será que isto está incluído na “afirmação” mandatária?

      23 Como o Salmo 68:11 já disse há muito: “O próprio Jeová fornece a afirmação.” No fim dos Tempos dos Gentios em 1914, Jeová Deus forneceu a afirmação para a expulsão das nações inimigas na terra. Acham-se em seu “tempo do fim”. (Dan. 11:40; 12:4) Com respeito ao que deveria acontecer durante este “tempo do fim”, o Filho de Davi, Jesus Cristo, predisse não só a guerra mundial, as fomes, as pestes, os terremotos e a angústia das nações, mas também a proclamação das boas novas de um novo governo, o legítimo governo da terra, a saber, o reino de Deus. Depois de predizer as perseguições contra seus fiéis seguidores, disse Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:7-14.

      24 Assim, Deus avisa às nações inimigas. Tem fornecido a “afirmação” para que tais inimigos sejam subjugados, transformados em escabelo sob os pés do Filho de Davi. Esta “afirmação” mandatória inclui também avisá-las antes que Ele se levante contra elas no Armagedom. Será que tal aviso tem sido dado

      25. (a) Dar aviso tem significado o que para as testemunhas do Reino e o que para Deus? (b) Semelhantemente, o nascimento do Reino significou o que, e que espécie de novas resultou?

      25 Sim, especialmente desde o ano de 1919. Isto tem significado uma luta da parte das testemunhas do Reino de Jeová desde aquele ano. Mas, estas testemunhas do Reino têm orado: “Que Deus se levante, que seus inimigos sejam espalhados.” Em resposta, Deus tem limpado o caminho para que elas avisem as nações inimigas por pregarem as boas novas de que o reino de Deus foi estabelecido às mãos do Filho de Davi em 1914. Isto tem significado uma série de vitórias para Jeová, tornando possível que, atualmente, o aviso do Reino seja dado às nações em 197 terras e em 164 idiomas. O próprio nascimento do reino de Deus nos céus significou uma vitória para ele sobre Satanás, o Diabo, e seus demônios. (Rev. 12:5-12) A expansão da obra de aviso a respeito do Reino a cada vez mais nações tem significado vitórias adicionais para Jeová Deus. Tais vitórias divinas servem quais boas novas que devem ser contadas às pessoas.

      26. (a) Como é verdade, atualmente, que “as mulheres que proclamam as boas novas” são grande número? (b) Por que é a palavra “exército” uma boa palavra para este grupo de mulheres?

      26 Tais vitórias espirituais de Deus até agora têm sido comemoradas em todo o mundo. A “afirmação” de Deus não tem sido feita em vão. Como resultado de passar ele a executá-la de forma vitoriosa, “as mulheres que proclamam as boas novas são um grande exército”. (Sal 68:11) Os fatos relatados provam isso. Em abril de 1967 havia ao redor do globo 1.154.079 pessoas que davam o aviso a respeito do reino de Deus e anunciavam Seus feitos em sua marcha vitoriosa para o Armagedom. Trata-se de uma grande companhia de celebrantes. E, se examinarmos as pessoas que constituem esta multidão de celebrantes, verificaremos que a ampla maioria delas são mulheres. Por isso, dos 1.154.079 celebrantes, o número de mulheres comporia um “grande exército”. E “exército” é uma boa palavra para este grupo de mulheres que “proclamam as boas novas”. Por quê? Porque são lutadoras sob Deus, cujo nome é Já, ou Jeová. Muitas delas talvez tenham de cuidar da casa como mãe, esposa ou filha, mas partilham dos despojos das vitórias de Deus mediante suas testemunhas do Reino na terra. Ao irem de casa em casa, pregando, tais mulheres como um todo fazem mais do que todos os homens.

  • A subida de Deus para bem acima de todos os inimigos
    A Sentinela — 1968 | 1.° de abril
    • A subida de Deus para bem acima de todos os inimigos

      1. Que medida de interesse demonstram os homens para com o reino de Deus, e o que invejam a respeito dele?

      SE os homens, na maior parte, não celebrarem o reino estabelecido de Deus por meio do Filho celeste de Davi, Jesus Cristo, um “grande exército” de mulheres o fará. Os homens estão interessados principalmente na política deste mundo. Preferem a política humana e o nacionalismo ao reino de Deus, que reina desde o celeste Monte Sião. (Rev. 14:1-5; Heb. 12:22-28) Os governos políticos da humanidade invejam o lugar que a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, consigna ao reino celeste do Filho de Davi. Ignoram sua existência e seu direito de dominar toda a terra. Consideram-se maiores, mais elevados do que o reino de Deus. Ressentem ser rejeitados por Deus. Sua atitude invejosa se compara à da atribuída poeticamente pelo salmista Davi às montanhas da região de Basã, quando estas se compararam com o Monte Sião, onde estava situada Jerusalém.

      2, 3. Como figurava Basã quanto à altura, e que monte mostrou Jeová que escolhera como a sede do governo, e como?

      2 Diz o salmista Davi: “A região montanhosa de Basã é uma montanha de Deus; a região montanhosa de Basã é uma montanha de picos. Por que tu, ó tu montanha de picos, continuas a observar invejosamente o monte que Deus tem desejado para si mesmo, para habitar nela? Até o próprio Jeová residirá ali para sempre. Os carros de guerra de Deus enumeram dezenas de milhares, milhares que se repetem vez após vez. O próprio Jeová veio de Sinai para o lugar santo. Subistes ao alto; levaste embora cativos; recebeste dádivas em forma de homens, sim, até mesmo os obstinados, para residires entre êles, ó Já Deus.” — Sal. 68:15-18.

      3 Pode-se dizer que a região montanhosa de Basã alcançava sua crista no Monte Hermom, de mais de dois mil e setecentos metros de altura. Pensa-se agora que o “alto monte” em que Jesus Cristo foi transfigurado perante seus discípulos Pedro, Tiago e João foi o Monte Hermom. (Mat. 17:1, 2) Apesar da altitude da área montanhosa de Basã, Jeová Deus, escolheu o Monte Sião como o lugar alto em que estabelecer a cidade capital do Rei Davi e localizar ali a arca do pacto, próxima ao palácio de Davi. (2 Sam. 6:12-16) É por isso que ele habilitou o Rei Davi a capturar a forteleza de Sião e mudar a sede de seu governo de Hebrom para o Monte Sião. (2 Sam. 5:4-10) A captura de Sião foi uma vitória para Jeová Deus; e, quando sua arca do pacto foi levada para lá pelo Rei Davi, foi como se Jeová começasse a reinar em Sião sobre a nação de Israel. No Monte Sião, dizia-se que o Rei Davi se sentava no “trono de Jeová”, como seu representante visível. — 1 Crô. 29:23.

      4. (a) No tempo de Davi, como foi que Jeová subiu ao alto? (b) Como foi que Jeová levou cativos e recebeu “dádivas em forma de homens”?

      4 O Monte Sião só atinge cerca de setecentos e cinqüenta metros de altura acima do nível do mar. Quando Jeová, conforme representado por sua arca do pacto, mudou-se para lá, estava subindo, acompanhado triunfantemente por dezenas de milhares de carros de guerra, por assim dizer, visto que o Monte Sião havia sido ganho por meio de guerra para o seu reino terrestre. Davi, seu rei ungido, obteve a vitória sobre os inimigos na Terra Prometida. Muitos cativos foram levados, muitos dos quais obstinadamente resistindo contra o povo escolhido de Deus tomar a terra. Foi como se o próprio Jeová levasse os cativos e retornasse em triunfo ao Monte Sião. Muitos deles ficaram disponíveis como escravos; e, com estes cativos, poderiam ser feitas dádivas em forma de homens, especialmente para os levitas, para fazerem o trabalho braçal no tabernáculo da adoração de Deus. (Esd. 8:20) Desta forma, Jeová realmente recebeu “dádivas em forma de homens”. Também, começou a residir na Terra Prometida, muito embora os inimigos obstinados tivessem de ser subjugados.

      5. (a) Onde foi que Jeová lançou a Jesus Cristo como a Pedra Real, e como? (b) A respeito daquela Pedra Real, como é que os governantes da cristandade se comparam aos governantes judeus?

      5 O próprio Davi reinava no Monte Sião terrestre. Porque o Filho unigênito de Jeová, Jesus Cristo, como homem era o Filho de Davi, o alto lugar celeste em que Jeová entronizou este Filho glorificado pode ser assemelhado ao Monte Sião. Ali, no Monte Sião celeste, é onde Jeová Deus lançou Jesus Cristo como a Pedra Real, depois de o ressuscitar dentre os mortos, tudo isto em cumprimento da profecia de Isaías 28:16. (1 Ped. 2:5-7) Mas, quando se tratava de aceitar Jesus Cristo, o Filho de Davi, como o legítimo Herdeiro do reino de Davi, por causa de sua descendência humana de Davi, os governantes judeus de há dezenove séculos atrás bradaram ao Governador Pôncio Pilatos, que servia ao Imperador Tibério César: “Não temos rei senão César.” (João 19:15) Não obstante, pelo poder de ressurreição de Deus, este Filho de Davi começou a dominar no celeste Monte Sião. Jeová escolheu este monte simbólico como a sede de governo ao invés do terrestre Monte Sião, ou qualquer outro pico montanhoso de Basã. Mas, como os governantes judeus, os reis da cristandade não desejam qualquer sede de governo celeste dominando sobre eles; preferem seus próprios altos montes governamentais na terra.

      “DÁDIVAS EM FORMA DE HOMENS”

      6, 7. Em sua carta aos efésios, como é que o apóstolo Paulo prova que o Salmo 68 é profético?

      6 Este não é um modo imaginário de se encarar as coisas. É o cumprimento de profecia. O apóstolo Paulo considerava profético o Salmo 68. Ao escrever à congregação cristã na antiga Éfeso, Ásia Menor, citou o Salmo 68:18 e explicou como esta profecia teve seu cumprimento em Jesus Cristo e sua congregação de discípulos. Assim, em Efésios 4:7-13, escreveu Paulo:

      7 “Ora, a cada um de nós se deu benignidade imerecida, conforme o Cristo repartiu a dádiva gratuita. Por isso êle diz: ‘Quando êle ascendeu ao alto, levou consigo cativos; deu dádivas em homens.’ Ora, a expressão, ‘ele ascendeu’, o que significa senão que êle também desceu às regiões mais baixas, isto é, à terra? O mesmo que desceu é também aquele que ascendeu muito acima de todos os céus, para que desse plenitude a todas as coisas. E ele deu alguns como apóstolos, alguns como profetas, alguns como evangelizadores, alguns como pastores e instrutores, visando o treinamento dos santos para obra ministerial, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos alcancemos a unidade na fé e no conhecimento exato do Filho de Deus.”

      8. (a) Que significado tem sido dado ao fato de que Paulo aplicou o Salmo 68:18 a Jesus Cristo? (b) Nos dias de Davi, como foi que Jeová fez as coisas descritas no Salmo 68:18?

      8 A forma que o apóstolo Paulo aqui explica o cumprimento do Salmo 68:18 não significa nem quer dizer que Jesus Cristo é Jeová Deus. Mas na Bíblia Hebraica não é o Salmo 68:18 dirigido a Jeová? Sim. Mas, no cumprimento típico destas palavras, que o Rei Davi tomou parte, não foi o próprio Jeová que literalmente subiu ao Monte Sião e tomou seu lugar real ali e armou sua tenda de adoração ali. De modo direto, quem o fez foi Davi, o governante e guerreiro ungido que representava Jeová. Assim, conforme representado em Davi, Jeová Deus fez estas coisas. Embora o próprio Davi fizesse tais coisas, Davi considerava Jeová Deus, que era o Responsável, como fazendo tais coisas. Assim, então, Davi se dirigia a Jeová Deus como sendo o Fazedor destas coisas. Um proceder similar é também verdadeiro no cumprimento atual.

      9. (a) No cumprimento completo do Salmo 68:18, como foi que Jeová desceu e subiu? (b) Como foi que Jesus Cristo “ascendeu muito acima de todos os céus”?

      9 Neste cumprimento completo, não foi o próprio Jeová que “desceu às regiões mais baixas, isto é, à terra”. Foi o Filho unigênito de Jeová que realmente desceu, até indo às profundezas do Seol ou Hades, seu cadáver sendo colocado numa sepultura escavada na rocha. (Isa. 53:9; Mat. 27:57-61; Sal. 16:10; Atos 2:25-32) Jesus Cristo subiu do túmulo terrestre, mas não pelo seu próprio poder. (Como poderia um morto ressuscitar a si mesmo,a ou, o que é ainda mais difícil, tornar-se vivo numa ressurreição espiritual?) Repetidas vezes, as Escrituras inspiradas dizem que foi Deus quem ressuscitou de entre os mortos a Jesus Cristo, o Filho de Davi. Nem foi Jeová Deus que subiu, de modo literal, da terra para o céu, para o celeste Monte Sião. Foi o ressuscitado Filho de Davi, Jesus Cristo, que, no quadragésimo dia de sua ressurreição, subiu de volta para o céu. No celeste Monte Sião, foi lançado como preciosa Pedra Angular por Jeová Deus. Jesus Cristo “ascendeu muito acima de todos os céus” no sentido de que Jeová Deus lhe deu um lugar mais alto do que todas as demais criaturas celestes, uma posição bem acima delas, maior do que tivera antes. — Fil. 2:5-11.

      10. (a) Quando citava o Salmo 68:18, por que usou Paulo o pronome “ele” ao invés de “tu”? (b) Como foi que “levou consigo cativos”, e o que foi que fez com êles?

      10 Por conseguinte, é notável que, quando o apóstolo Paulo citou o Salmo 68:18, não o dirigiu a Jeová Deus e usou o pronome pessoal “tu”, mas disse “ele”. Paulo sabia que no dia de Pentecostes de 33 E. C., Jesus Cristo, que ascendera ao céu, recebeu de Jeová Deus o espírito santo e o derramou sobre seus discípulos que o esperavam em Jerusalém, cerca de cento e vinte deles. “Levou consigo cativos”, não por ressuscitar os servos pré-cristãos fiéis de Deus e levá-los para o céu junto consigo, visto que, no dia de Pentecostes o apóstolo Pedro mesmo disse que até mesmo o Rei Davi, pré-cristão não subira ao céu, mas ainda jazia sepultado na terra da Judéia. (Atos 2:1-34) Os “cativos” que Jesus levou e que ele, como Davi, entregou ao serviço de Deus, foram aqueles cento e vinte em Jerusalém, sobre os quais derramou o espírito santo. Cerca de três mil mais “cativos” foram acrescentados à sua procissão da vitória naquele mesmo dia de Pentecostes. (Atos 2:37-42) Sob tais circunstâncias êle podia, como representante de Jeová, dar dádivas em homens.

      11. Como foi então, que Jeová tanto recebeu como deu “dádivas em forma de homens”?

      11 Por Jesus, a quem ressuscitara, Jeová Deus ‘recebeu dádivas em forma de homens’. (Sal. 68:18) Por meio do ressuscitado Jesus, podia também ‘dar dádivas em homens’ no dia de Pentecostes e dali em diante.

      12. (a) Que “dádivas em homens” concedeu Jesus Cristo e a quem? (b) De que fato era evidência tangível a concessão de tais “dádivas em homens”?

      12 As “dádivas em homens” na forma dos doze apóstolos, alguns dos quais eram também profetas cristãos, estavam em marcante evidência naquele dia de Pentecostes em 33 E. C. (Atos 2:37, 42, 43) Estas “dádivas em homens”, apostólicas e proféticas, foram prontamente aceitas pelos outros discípulos cativos. Mas, houve outras “dádivas em homens” que o vitorioso Cristo, à mão direita de Deus, no céu deu à sua congregação de discípulos na terra, a saber, evangelistas, pastores espirituais e instrutores. Homens dedicados, batizados e cheios do espírito serviam de modo proeminente nestas posições nas atividades da congregação cristã do primeiro século, segundo o registro bíblico. É por isso que o apóstolo Paulo falou das “dádivas em homens” em Efésios 4:11 e Atos 20:28. (Atos 21:9; 2 Tim. 4:5) Quando tais “dádivas em homens” foram concedidas à recém-formada congregação cristã em Jerusalém, constituía evidência tangível e visível de que o ressuscitado Jesus Cristo havia ‘ascendido’ vitoriosamente para o celeste Monte Sião, onde Jeová Deus o colocou como preciosa “pedra angular de alicerce”. Sobre ele é edificada sua congregação.

      13. (a) Que “dádivas em homens” tem atualmente a congregação cristã, e, especialmente desde quando? (b) Como foi que as nações da cristandade rejeitaram a Pedra Real de Deus, mas o que foi que Deus fez quanto a ela?

      13 Até mesmo hoje em dia, a verdadeira congregação cristã tem tais “dádivas em homens”. Não temos os apóstolos e profetas cristãos em pessoa, mas realmente os temos junto conosco em seus escritos inspirados nas Escrituras Gregas Cristãs. Ademais, nós, da verdadeira congregação cristã, temos as outras “dádivas em forma de homens” nas posições de evangelistas, pastores espirituais e instrutores, especialmente desde o ano de 1919. Por travarem a primeira guerra mundial de 1914-1918, as nações da cristandade provaram que rejeitavam o reino de Deus e rejeitavam a Pedra Real a quem havia designado um lugar no celeste Monte Sião, a legítima sede de governo para toda a terra. Culminaram esta rejeição da Pedra Real de Deus por votarem em 1919 a favor de uma Liga das Nações, especialmente nações da cristandade. Mas, à Pedra Real a quem os construtores políticos, apoiados pelo clero religioso, assim rejeitaram, Jeová Deus confirmou em sua posição exaltada no celeste Monte Sião, em cumprimento completo de Isaías 28:16. Jeová Deus tornou evidente este fato por libertar seu povo em 1919 da escravidão babilônica e então lhe dar as “dádivas em homens”.

      14. (a) Como é que Jeová reside agora entre os “obstinados”? (b) O que se tornam os “cativos” voluntários, e como é que Jeová reside entre eles?

      14 Os “obstinados” opositores ao vitorioso reino de Deus realmente não conseguem nada contra ele. No Armagedom, quando Jeová Deus se levantar contra eles como no Monte Perazim e em Giboem, destruí-los-á por completo por meio de sua Pedra Real exaltada, Jesus Cristo. No ínterim, Deus ainda reside como Rei até mesmo entre os “obstinados” e apesar deles. A sua Pedra Real, Jesus Cristo, no celeste Monte Sião, afirma Jeová: “Domina no meio dos teus inimigos.” (Sal. 110:1, 2) Mas, aqueles que aceitam “estas boas novas do reino” e voluntariamente se tornam “cativos” dos vitoriosos Jeová Deus e seu Cristo, tornam-se seus “homens de boa vontade”. (Luc. 2:14) Ele os edifica espiritualmente como congregação cristã por meio das “dádivas em forma de homens”, a saber, evangelistas, pastores e instrutores. Por seu espírito santo, Já Deus reside entre tais cativos voluntários.

      NENHUM DE SEUS INIMIGOS HÁ DE ESCAPAR

      15, 16. A luz do que Davi disse no Salmo 68:19, 20, somente como pode ser explicado terem os escolhidos para o reino celeste escapado da extinção?

      15 Atualmente, cinqüenta anos depois do término da Primeira Guerra Mundial em 1918, ao rememorarmos as coisas, podemos expressar-nos nas palavras do salmista Davi, junto com suas fortes garantias para o futuro: “Bendito seja Jeová, que diariamente leva a carga para nós, o verdadeiro Deus de nossa salvação. . . . O verdadeiro Deus é para nós um Deus de atos salvadores, e a Jeová, o Senhor Soberano, pertencem as saídas da morte. Deveras, o próprio Deus quebrará em pedaços a cabeça de seus inimigos, o cocoruto cabeludo da cabeça de todo aquele que anda em sua culpa. Jeová tem dito: ‘De Basã os trarei de volta, os trarei de volta das profundezas do mar, a fim de que possas lavar teus pés em sangue, que a língua de teus cães possa ter sua porção tirada dos inimigos.’” — Sal. 68:19-23.

      16 Durante este “tempo do fim”, e sob a perseguição mundial que foi predita que viria aos fiéis seguidores de Cristo, é algo assombroso ver como os voluntários “cativos” do vitorioso Jesus Cristo conseguiram escapar de serem varridos da existência. Isto só pode ser explicado pelo fato de que Jeová é “Deus de atos salvadores” e a ele “pertencem as saídas da morte”. Neste sentido, temos de lembrar-nos de que, de 1918 em diante até o Armagedom, Deus abreviou os dias da tribulação sobre as nações e reinos mundanos. Fê-lo, conforme Jesus Cristo predisse, por amor aos seus escolhidos, a fim de que alguma carne pudesse ser salva na terra. (Mat. 24:21, 22) Esta abreviação da tribulação tem contribuído para a salvação até mesmo do restante ungido dos que Deus tem escolhido para o reino celeste com Cristo.

      17. Que outros “cativos” voluntários hodiernos têm razão de bendizer a Jeová pelos atos de salvação?

      17 Não só estes, mas também a “grande multidão” de outros “cativos” voluntários na terra têm razão de bendizer a Jeová como um “Deus de atos salvadores”, “o verdadeiro Deus de nossa salvação”, Aquele que “leva a carga para nós”. É exatamente isto que a “grande multidão” faz agora, conforme predito em Revelação 7:9,10.

      18. De que modo Jeová os trará de volta de Basã e das profundezas do mar, e para que tipo de tratamento?

      18 Jeová Deus não fará quaisquer “atos salvadores” para seus inimigos. Ele se levantará contra eles no Armagedom, quebrando-lhes as cabeças em pedaços, a fim de quebrar o cocoruto cabeludo daqueles que têm culpa diante dele e que continuam a aumentar sua culpa. Na destruição da religiosa Babilônia, a Grande, e na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso” no Armagedom, estes inimigos tentarão escapar para lugares altos e baixos, escondendo-se em lugares aparentemente longe do alcance de todos. Se, por assim dizer, fossem para a região montanhosa de Basã e para seus picos altos, dali o inescapável Jeová Deus os faria descer e voltar para ser punidos. Se, até mesmo em submarinos atômicos, tentarem esconder-se nas profundezas do mar, o inevitável Jeová Deus os fará voltar. Para o quê? Para enfrentarem a matança, para que seu sangue vital possa ser derramado. Isto habilitará que os verdadeiros seguidores do Filho de Davi, com efeito, lavem os pés no sangue dos seus inimigos. Não será dado a tais inimigos detestáveis nenhum enterro decente, mas, se tivermos quaisquer cães biblicamente detestáveis em nosso serviço, Deus lhes permitirá lamberem o sangue dos inimigos, contra os quais Deus se tem levantado.

      CORTEJOS TRIUNFAIS

      19. Que cortejos de vitória têm visto os inimigos “obstinados”, e que tribos tomam parte em tais cortejos?

      19 Já nestes tempos estimulantes, antes da guerra do Armagedom, os inimigos obstinados e teimosos têm visto os cortejos triunfais do povo de Jeová. Este celebra jubilosamente as notáveis vitórias que Jeová Deus já obteve pelo Filho de Davi desde 1914, quando começou o “tempo do fim”. Atualmente, não podem ser identificadas quaisquer tribos do Israel natural, tais como as tribos de Benjamim, Judá, Zebulom e Naftali, visto que os registros genealógicos judeus foram perdidos durante a última metade do primeiro século de nossa Era Comum. Mas, realmente temos um restante das “doze tribos” do Israel espiritual, que ficarão de pé junto com o Filho de Davi no celeste Monte Sião. (Rev. 7:4-8; 14:1-5; Gál. 6:16) Este pequeno restante dos israelitas espirituais tem participado nestes hodiernos cortejos de vitória em honra aos vitoriosos Jeová Deus e seu Filho de Davi. É como o que Davi descreveu a respeito de seus próprios dias:

      20, 21. (a) Para onde se dirigiam tais cortejos de vitória, e por que eram chamados de cortejos de Deus? (b) Por que foi que Davi chamou Jeová de “meu Deus, meu Rei”?

      20 “Têm visto teus cortejos, ó Deus, os cortejos de meu Deus, meu Rei, para o lugar santo. Os cantores estavam na frente, os tocadores de instrumentos de corda depois deles; no meio estavam as donzelas tocando tamborins. Nas multidões congregadas bendizei a Deus, Jeová, ó vós que sois da Fonte de Israel. Há o pequeno Benjamim subjugando-os, os príncipes de Judá com sua multidão que grita, os príncipes de Zebulom, os príncipes de Naftali. Teu Deus tem deitado ordem à tua força. Mostra realmente força, ó Deus, tu que tens atuado por nós.” — Sal. 68:24-28.

      21 No antigo Israel, cada vitória de Jeová Deus se tornou razão para um cortejo de vitória da parte de seu povo escolhido, que marchava para o Seu santuário ou lugar central de adoração. Cortejos de tal tipo eram chamados de cortejos de Deus, como se ele encabeçasse o cortejo até seu santuário. Pela vitória em favor de seu povo, ele confirmara sua realeza sobre eles, razão pela qual o salmista Davi falou de Jeová Deus como sendo “meu Rei”. Por isso, ele merecia ser louvado publicamente com música e cânticos, com a participação de homens e mulheres de todas as tribos de Israel.

      22. (a) Quem era a “Fonte de Israel” da qual vieram os israelitas? (b) Por que podia Deus deitar ordem sobre sua força, e por que tinha de mostrar a sua própria força?

      22 Os cantores e as mulheres que tocavam tamborins cantavam: “Nas multidões congregadas bendizei a Deus, Jeová, ó vós que sois da Fonte de Israel.” (Sal. 68:26) A fonte terrestre de todas as doze tribos do Israel era, naturalmente, o patriarca Jacó, cognominado Israel; mas sua verdadeira Fonte como nação escolhida era Jeová Deus, e deviam bendizer a ele quando estivessem em multidões congregadas, como na ocasião de um cortejo de vitória. Dele tinha vindo a força daquela nação, e, assim, legitimamente deitara ordem sobre a força dela para o Seu serviço. Mas, para que a nação tivesse êxito e triunfo, Ele tem de mostrar sua força e tem de atuar por eles contra os inimigos.

      23. (a) Desde 1919, como têm visto as nações gentias os cortejos de “meu Deus, meu Rei”? (b) Quem tem tomado grande parte neles?

      23 Nos tempos modernos, desde 1919 de nossa Era Comum, as testemunhas cristãs de Jeová têm tido tais cortejos de vitória em honra das vitórias de seu Deus, Jeová. Unidamente “nas multidões congregadas” têm saído, dando testemunho do seu nome e reino tanto publicamente como de casa em casa, conforme os apóstolos de Jesus Cristo costumavam fazer. (Atos 5:42; 20:20) Têm feito isto sob a liderança invisível de Jeová Deus, cujo nome levam. Desta forma, as pessoas de todas as nações gentias têm visto os cortejos do Deus e Rei das testemunhas de Jeová. Em tais cortejos da obra de testemunho, a grande seção das mulheres que são testemunhas dedicadas têm tido uma proeminência que não pode ser despercebida ou deixada de ser mencionada.

      24. Em relação a isso, onde têm sido realmente vistas as “multidões congregadas”?

      24 Em relação com estes modernos cortejos de vitória, ó, que vastas “multidões congregadas” têm sido vistas nas assembléias de circuito, de distrito, nacionais e internacionais das testemunhas de Jeová! Note, por exemplo, a reunião pública na cidade de Nova Iorque no Domingo, 7 de agosto de 1958, quando foi proferido pelo presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos EUA) a 253.922 ouvintes o discurso intitulado “O Reino de Deus já Domina — Está Próximo o Fim do Mundo?”!

      25. (a) Quando é que será realizada a maior de todas as celebrações de vitória, e por quê? (b) No que será empregada a força daqueles que estão no cortejo?

      25 Ah, mas que cortejo de vitória deverá haver em todo o mundo depois de Jeová se levantar contra seus inimigos no campo de batalha do Armagedom e obter sua maior vitória de todos os tempos! Oh, como os sobreviventes favorecidos da guerra do Armagedom celebrarão Sua vitória eterna com cânticos e música, bendizendo aquele que é a Fonte da vida de Seu povo! Em resposta às fervorosas orações deste. Ele terá mostrado ali sua força para a vindicação de sua soberania universal e de seu santo nome. Ele terá atuado também em prol da libertação deles. Em apreciação de sua dívida para com Ele, continuarão a acatar as ordens que ele impuser sobre sua força física e espiritual. Durante os mil anos do reinado de Cristo que se segue, usarão com alegria sua força para falar dos atos e da gloriosa vitória de Jeová a milhares de milhões de pessoas que serão ressuscitadas dentre os mortos.

      REPROVAÇÕES PARA TODOS QUE NÃO TRAZEM DÁDIVAS ANTES DO ARMAGEDOM

      26, 27. Por que, conforme delineado no Salmo 68:29-35, é aconselhável fazer uma decisão correta agora?

      26 Os anos que restam agora, antes que Deus se levante contra seus inimigos no Armagedom, são anos críticos, tornando mui aconselhável uma decisão correta da parte de todos. No Armagedom serão dadas reprovações, e ser alguém reprovado ali significará a sua destruição. Mui apropriadamente, o salmista Davi recomendou uma decisão correta como a coisa sábia para os nossos tempos momentosos, dizendo:

      27 “Por causa do teu templo em Jerusalém, reis trarão dádivas a ti mesmo. Reprova o animal selvagem dos canaviais, a assembléia de touros, com os novilhos dos povos, cada um pisando em pedaços de prata. Ele tem espalhado as pessoas que se deleitam em lutas. Artefatos de bronze virão do Egito; Cuxe mesmo rapidamente estenderá as mãos com dádivas a Deus. Ó vós, reinos da terra, cantai a Deus, entoai melodia a Jeová — . . . Aquele que monta sobre o antigo céu dos céus. Vede! Ele soa com sua voz, uma voz forte. Atribuí fortaleza a Deus. Sobre Israel está sua eminência e sua força está nas nuvens. Deus inspira temor desde o teu grandioso santuário. O Deus de Israel é ele, dando força, até mesmo poder às pessoas. Bendito seja Deus.” — Sal. 68:29-35.

      28. Em que sentido o “Egito” e “Cuxe” têm fornecido dádivas a Jeová Deus?

      28 Quem, então, é “Rei das nações”, sim, “o Rei por tempo indefinido”? É Jeová Deus, o Soberano Universal, que é superior a todos os reis das nações. (Jer. 10:7, 10) Até mesmo seu Filho, Jesus Cristo, é superior a todos eles. (Rev. 17:14; 19:16) Os reis da cristandade, bem como os do paganismo, recusam-se a reconhecer a suprema realeza de Jeová. Mas, têm sido obrigados a fazer contribuições para a adoração de Jeová conforme exercida em Seu templo espiritual, do qual Jesus Cristo é a Pedra Angular de Alicerce e seus fiéis discípulos são “pedras viventes”. (1 Ped. 2:5-9) Visto que os adoradores de Jeová, suas testemunhas cristãs têm obedecido com determinação a Deus como Governante antes que aos homens, os governantes terrestres têm sido obrigados a fazer legislação e render decisões jurídicas que têm mostrado consideração favorável aos adoradores fiéis de Jeová no Seu templo. Neste aspecto, por assim dizer, artigos de bronze têm vindo da antiga nação inimiga do Egito; e Cuxe ou Etiópia, outro inimigo, tem sido pronto em oferecer dádivas a Jeová Deus.

      29. (a) Como deviam as pessoas dos “reinos da terra” cantar Àquele que está montado sobre os céus? (b) Como é que serão reprovados o “animal selvagem dos canaviais” e a “assembléia de touros”, e por quê?

      29 Agora é o tempo para que as pessoas de todos os “reinos da terra” ouçam a mensagem do Reino proclamada pelas testemunhas cristãs de Jeová e participem em cantar louvores a Jeová, Aquele que monta triunfantemente, como que num carro de guerra, sobre os mais altos dos céus desde os tempos antigos. Os poderosos governantes da terra, como o “animal selvagem dos canaviais”, o hipopótamo, ou como a “assembléia de touros”, com seus súditos seguindo-os como “novilhos dos povos”, serão reprovados por Jeová Deus no Armagedom, porque não lhe oferecem “pedaços de prata” como tributo, mas continuam “pisando” aquilo que pertence a Ele. Eles “se deleitam em lutas” contra êle e seus fiéis adoradores. Em resposta à nossa oração de se levantar contra tais opositores, Jeová Deus os espalhará e os destruirá, e livrará seu povo perseguido. Como alto trovão, sua “voz forte” ressoará em reprovações que farão silenciar para sempre todos os inimigos opositores.

      30. (a) Por que devíamos atribuir força a Deus? (b) Como está sua “eminência” sobre o Seu povo?

      30 Será que realmente cremos que Jeová Deus tem a força para fazer isto? É vital para nós que lhe atribuamos tal força. Até estes mesmos dias, tem dado força e poder a seu restante do Israel espiritual e a seus dedicados companheiros terrestres a fim de fazerem o que tem ordenado a eles que façam como Suas testemunhas, durante estes dias perigosos antes do Armagedom. A ele temos de dar, a ele temos de atribuir a força do que nós mesmos temos conseguido realizar, por causa das maravilhosas vitórias que ele nos tem dado. Entre nós, atribui-se a ele o lugar mais elevado de “eminência”, não se reconhecendo a quaisquer outros deuses ou governantes terrestres como superiores a Ele ou até mesmo como sendo tão elevados quanto ele. Sua “eminência” como Soberano Universal paira meridianamente sobre nós, porque obedecemos a ele como Governante e pregamos seu reino pelo Filho de Davi, em todo o mundo.

      31. Como está sua força “nas nuvens”?

      31 Verdadeiramente, “sua força está nas nuvens”, nos céus, mais altas do que o espaço sideral, pois ele é o Onipotente. No Armagedom, demonstrará sua onipotência bem acima dos homens e diabos, para vindicar Sua soberania universal. Não nos compete bendizê-lo como Deus? Sim, tanto agora como para todo o sempre!b

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