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SemanaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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descanso no sétimo dia. (Gên. 7:4, 10; 8:10, 12) Períodos de sete dias foram observados com relação aos casamentos realizados em Padã-Arã e na Filístia. (Gên. 29:27, 28; Juí. 14:12, 17) Um período de sete dias também foi observado no enterro de Jacó. (Gên. 50:10) Não obstante, o registro da Bíblia não mostra que estes períodos primitivos de sete dias se ajustavam a um arranjo semanal, tendo um dia inicial regular e seguindo-se um após outro numa forma consecutiva. Entre alguns povos antigos, os ciclos de sete dias eram governados pelas quatro fases da lua e começavam de novo com cada lua nova. Uma vez que um mês lunar abrange vinte e nove ou trinta dias, isto não permitiria que houvesse ciclos de sete dias inteiramente consecutivos.
Uma referência antiga a um período de dez dias é encontrada em Gênesis 24:55. No antigo Egito, o tempo era dividido em ciclos de dez dias (três deles para cada mês), e os israelitas, como é óbvio, ficaram a par disto durante sua longa estada no Egito.
SOB A LEI
É primeiramente junto com as instruções referentes à Páscoa judaica que encontramos um preceito divino que exigia a guarda de um período específico de sete dias. Este período tornou-se a anual Festividade dos Pães Não-Fermentados que era, posteriormente, celebrada pelos israelitas após a Páscoa. Tanto o primeiro dia como o sétimo, ou último dia, deviam ser dias de descanso. — Êxo. 12:20; 13:6-10; veja SÁBADO.
Períodos de festividades
Havia, naturalmente, certos períodos de festividades de sete dias de duração que a Lei determinava, e que não começavam nem terminavam, necessariamente, conforme a semana regular, governada pelo sábado. Iniciavam-se num determinado dia do mês lunar, e, por conseguinte, o dia inicial caía em diferentes dias da semana, de ano em ano. Isto se dava com a Festividade dos Pães Não-Fermentados, que seguia a Páscoa, e caía em 15-21 de nisã, e a Festividade das Barracas, nos dias 15-21 de etanim. Também, a Festividade das Semanas, ou Pentecostes, baseava- se numa contagem de sete semanas, e mais um dia, mas estas sete semanas só começavam a contar a partir de 16 de nisã, e, assim, nem sempre decorriam de forma concomitante com as semanas regulares que terminavam nos sábados regulares. — Êxo. 12:2, 6, 14-20; Lev. 23:5-7, 15, 16; Deut. 16:9, 10, 13.
Os dias da semana não receberam nomes, mas eram designados simplesmente por número, a exceção sendo o sétimo dia, chamado de “sábado”. (Êxo. 20:8) Isto também se dava nos dias de Jesus e dos apóstolos, embora o dia anterior ao sábado viesse a ser chamado de a “Preparação”. — Mat. 28:1; Atos 20:7; Mar. 15:42; João 19:31.
O termo “sábado” é empregado para períodos de sete dias e de sete anos
Devido à importância que o pacto da Lei atribuía ao sábado, o sétimo dia, a palavra “sábado” era comumente empregada para representar a inteira semana de sete dias. (Lev. 23:15, 16) Era, igualmente, utilizada para referir-se ao sétimo ano, que era um ano sabático de descanso para a terra. E também representava o inteiro período de sete anos, ou semana de anos, que terminava num ano sabático. (Lev. 25:2-8) A Míxena judaica utiliza a expressão “semana de anos” em duas ocasiões. — Veja SETENTA SEMANAS.
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Semanas, Festividade DasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SEMANAS, FESTIVIDADE DAS
Veja PENTECOSTES.
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Semeador, SemearAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SEMEADOR, SEMEAR
O antigo método de semear era, em geral, por “sementeira à mão”. O semeador levava a semente do cereal numa dobra de sua veste, ou num receptáculo. Dispersava a semente à sua frente, com a mão, num longo movimento de varredura que ia do depósito das sementes até o lado oposto. Na Palestina, a época de semeadura se estendia de cerca de outubro até a primeira parte de março, dependendo da espécie de semente que se semeava.
ESSENCIAL A BÊNÇÃO DE JEOVÁ SOBRE O SEMEADOR
Jeová é Aquele que fornece a semente e o processo de crescimento, bem como a luz solar e a chuva, por meio das quais o campo produz muitas vezes mais a quantidade que é plantada. (2 Sam. 23:3, 4; Isa. 55:10) Toda a humanidade, quer os justos, quer os iníquos, recebe assim benefícios do Criador. (Mat. 5:45; Atos 14:15-17) Não obstante, uma vez que Jeová Deus não exerce em geral um controle específico sobre os fatores que tornam possível o crescimento, pessoas iníquas, às vezes, podem ter uma colheita abundante, ao passo que pessoas justas, por experimentarem condições desfavoráveis, podem sofrer uma safra reduzida. — Compare com Jó 21:7-24.
Por outro lado, quando se enquadra em seu propósito, Jeová pode abençoar o semeador e propiciar-lhe abundantes colheitas, ou pode provocar a escassez de frutos, dependendo da fidelidade e da obediência do semeador a Ele. A título de exemplo, Jeová determinou fazer de Israel uma nação grande e numerosa na Terra Prometida, assim, ele abençoou de forma abundante seus servos obedientes. Quando Isaque estava morando temporariamente em Canaã, muito embora os naturais daquela terra o fustigassem, Jeová o abençoou, de modo que sua semeadura resultou numa colheita de cem medidas por uma medida específica que havia semeado. — Gên. 26:12.
A condição espiritual de Israel determinava a espécie de colheita que eles obtinham. Jeová lhes disse, antes de entrarem na Terra Prometida: “Se continuardes a andar nos meus estatutos e a guardar os meus mandamentos, e deveras os cumprirdes, . . . vossa debulha há de alcançar a vossa vindima e a vindima alcançará a sementeira.” As safras seriam tão abundantes que a colheita não estaria terminada antes da época de se semear a seguinte safra. (Compare com Amós 9:13.) Por outro lado, Deus avisou-os: “Se não me escutardes, nem cumprirdes todos estes mandamentos, . . . semeareis simplesmente em vão a vossa semente, visto que os vossos inimigos certamente a comerão.” E adicionou: “Vossa terra não dará sua produção.” — Lev. 26:3-5, 14-16, 20; compare com Jeremias 12:13; Ageu 1:6.
Não se permitia a mistura de diferentes sementes na semeadura, embora diferentes espécies de sementes pudessem ser semeadas, cada espécie em lugares separados do mesmo campo. (Lev. 19:19; Isa. 28:25) Isto pode ter visado manter os israelitas cônscios de sua separação e diferenciação como o povo de Deus, sob a Sua Realeza. Caso um israelita violasse esta lei, misturando duas espécies de sementes, o inteiro produto de seu campo ou de seu vinhedo se tornava algo “devotado”. Por conseguinte, era confiscado para o santuário. — Deut. 22:9; compare com Levítico 27:28; Números 18:14.
EMPREGO ILUSTRATIVO
Ilustrando os cuidados e a bênção de Jeová para com o restante que voltou de Babilônia, o salmista escreveu: “Os que semeiam com lágrimas ceifarão com clamor jubilante. Aquele que sem falta sair, mesmo chorando, carregando uma bolsa cheia de semente, sem falta entrará com clamor jubilante, carregando seus feixes.” (Sal. 126:1, 5, 6) Os que retornaram de Babilônia ficaram felicíssimos com sua libertação, mas talvez tenham chorado ao semearem suas sementes no solo desolado que não tinha sido trabalhado durante setenta anos. Todavia, Jeová os tinha reajuntado por causa do Seu nome, e aqueles que prosseguiram com a semeadura e o trabalho de reconstrução usufruíram os frutos de seus labores. Por algum tempo, quando a construção do templo foi paralisada, Jeová reteve os frutos da terra, mas, mediante os profetas Ageu e Zacarias, o povo foi novamente estimulado à atividade, e obteve o favor de Deus. — Ageu 1:6, 9-11; 2:15-19.
Jeová emprega o processo de semeadura e de crescimento para ilustrar a garantida efetividade de sua palavra. (Isa. 55:10, 11) Jesus Cristo assemelhou a semeadura à pregação da palavra, as boas novas do Reino. Ele era o Semeador das verdades do Reino, e João, o Batizador, também tinha trabalhado qual semeador. Os discípulos de Jesus foram enviados para ceifar os campos que tinham sido semeados e estavam brancos para a colheita. Por conseguinte, ele lhes disse: “Desde já o ceifeiro está recebendo salário e está ajuntando fruto para a vida eterna, para que o semeador e o ceifeiro se alegrem juntos. . . . Um é o semeador e outro o ceifeiro. Eu vos mandei ceifar aquilo em que não labutastes. Outros labutaram [em semear], e vós entrastes no proveito do seu labor [pela colheita].” — João 4:35-38.
De novo, Jesus assemelhou a obra de pregação à semeadura, na ilustração do semeador. Nesta parábola, ele indicou que as condições sob as quais a semente é semeada podem influir na germinação e no crescimento da semente nos corações dos homens. — Mat. 13:1-9, 18-23; Luc. 8:5-15.
Em outra ilustração, Jesus se assemelhou a um semeador de semente excelente, e a semente aos “filhos do reino”. Outro semeador, um inimigo que semeia joio no campo, é o Diabo. Aqui ele, evidentemente, predizia a vinda duma apostasia, quando, dentro da congregação cristã, e em seu meio, haveria homens que afirmariam falsamente ser servos de Deus e tentariam macular a congregação e afastar os discípulos. — Mat. 13:24-30, 36-43; compare com Atos 20:29; 2 Coríntios 11:12-15; 2 Tessalonicenses 2:3-9; 1 Timóteo 4:1; 2 Timóteo 4:3, 4; 2 Pedro 2:1-3.
Assim como um lavrador semeia em paz a sua semente, assim as boas novas são semeadas em paz, e não com brigas, contendas, tumultos e o emprego da força. E os homens que fazem tal semeadura são homens pacíficos, e não briguentos, beligerantes ou provocadores de tumultos. Por conseguinte, na congregação cristã devem prevalecer condições pacíficas, a fim de que sua semeadura produza os frutos da justiça. — Tia. 3:18.
O apóstolo Paulo, após enumerar os frutos do espírito e as obras da carne, e admoestar cada um a provar qual era sua própria obra, disse: “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isto também ceifará; porque aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne corrupção, mas aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna.” — Gál. 5:19-23; 6:4, 7, 8.
Um exemplo de se semear visando a carne, com seus resultados, foi citado por Paulo em Romanos 1:24-27. Outros exemplos foram o da pessoa incestuosa, na congregação de Corinto, que praticava coisas carnais impuras, e também o de Himeneu e Alexandre, que promoviam o ensino impuro e a blasfêmia, e que foram entregues a Satanás “para a destruição da carne”. — 1 Cor. 5:1, 5; 1 Tim. 1:20; 2 Tim. 2:17, 18.
Para obter uma explanação da semeadura mencionada em Isaías 28:24, com seu significado ilustrativo, veja ARAR (LAVRAR).
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Semente (Descendente)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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SEMENTE (DESCENDENTE)
[Heb. , zéra‘; gr. , spérma].
Estes vocábulos hebraico e grego ocorrem muitas vezes nas Escrituras, tendo os
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