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O maravilhoso relógio das coisas vivasDespertai! — 1972 | 8 de janeiro
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Assim, no inverno usufruem flores que normalmente crescem só no verão, e, as que normalmente florescem no outono, podem vir a ter em outras estações.
O crisântemo, por exemplo, é normalmente uma planta que floresce no outono. Mas, pode-se conseguir que floresça no verão. Apenas cubra-a com uma caixa de papelão às tardinhas, e remova a caixa de manhã. O período estendido de escuridão fará com que os crisântemos reajam como se estivessem no outono, e florescerão com as flores de verão.
Por outro lado, a pessoa talvez queira usufruir no inverno flores que normalmente florescem só no verão. Por dar-lhes diariamente doses de luz artificial depois do fim do dia, pode-se fazer com que estas plantas reajam como se tivessem chegado os longos dias de verão. Assim, florescerão durante os curtos dias de inverno.
Efeito Sobre os Animais
Depois de descobrir os notáveis efeitos da duração da luz do dia sobre as plantas, fez-se pesquisa para certificar-se se os animais eram influenciados similarmente. Em resultado, verificou-se que muitos animais, também, regulam suas rotinas sazonais pela duração da luz do dia.
As primeiras experiências com aves foram efetuadas com estorninhos. Os estorninhos se acasalam normalmente na primavera, quando os dias vão ficando mais longos. No entanto, encompridaram-se artificialmente os dias curtos de dezembro no hemisfério setentrional por se ligarem luzes sobre as aves depois do pôr do sol. Em poucos dias os estorninhos começaram a trocar de penas e a criar a plumagem colorida de sua estação de acasalamento na primavera. Adiantou-se sua tabela de tempo de procriação em quatro meses por aumentar a duração de sua exposição diária à luz!
Efetuaram-se experiências similares com os furões, que também se procriam normalmente na primavera ou em princípios do verão. Estes animaizinhos, também, se acasalaram no inverno quando foram expostos a períodos extras de luz. Tanto os estorninhos como os furões são criaturas de dias longos. Acham-se entre as criaturas que reagem sexualmente a períodos longos de luz.
Todavia, muitos outros animais, tais como cabritos, ovelhas e veados, procriam-se no outono. A duração mais curta da luz do dia os influencia sexualmente. Assim, criadores de ovelhas, que querem cordeiros no início da primavera, limitam a exposição de seus animais à luz do dia no fim do verão. Por levarem as ovelhas para galpões escuros perto do fim do dia em julho e agosto, o processo de reprodução é iniciado mais cedo.
Efetuaram-se também muitas experiências interessantes com insetos, inclusive o bicho-da-seda. Os ovos, postos no outono, passam o inverno num estado dormente. Chocam-se e produzem larvas, ou vermes, na primavera. As larvas logo se transformam em pupas, e daí em mariposas adultas. Mas, os ovos postos em princípios do verão não passam por um período de hibernação.
As experiências revelam que é a duração da luz do dia que determina por que os ovos postos em princípios do verão não passam por um estado de hibernação ao passo que os postos no outono passam. Pela regulação artificial da luz, pode-se fazer que as mariposas dos bichos-da-seda reproduzam geração após -geração sem que nenhum de seus ovos entre num estágio de hibernação. Mas, quando se muda a duração da exposição à luz, as mariposas põem ovos que se tornam dormentes.
Como no caso das plantas, há obviamente algum mecanismo dentro dos animais que desencadeia suas várias reações à duração da luz. Crê-se que um hormônio esteja envolvido. Mas, conhecem-se poucos pormenores quanto a como se recebem ou se transmitem as mensagens de duração de luz.
Embora o homem tenha aprendido muito sobre as inumeráveis maravilhas da criação, é continuamente lembrado de quanta coisa lhe permanece um mistério. O estudo dos efeitos da luz sobre as coisas vivas ilustra novamente isto.
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Colecionar selos como passatempoDespertai! — 1972 | 8 de janeiro
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Colecionar selos como passatempo
ALGUNS o consideram o passatempo mais excelente do mundo. Outros o desprezam. Não obstante, cativa as pessoas de todas as rodas da vida, quer tenham noventa ou apenas nove anos de idade.
Parece que a mais antiga referência à coleção de selos foi na Inglaterra em 1841, um ano depois de terem sido primeiro emitidos. O Times de Londres trazia o seguinte anúncio:
“Uma jovem senhora desejosa de cobrir seu quarto de vestir com selos cancelados, tem sido até agora incentivada em seu desejo pelos seus amigos particulares a ponto de ter tido êxito em colecionar 16.000. Sendo estes, porém, insuficientes, ela ficará muitíssimo grata se alguma pessoa bondosa, que talvez tenha estes pequenos artigos (de outra forma inúteis) à sua disposição, a ajudar em seu projeto excêntrico!”
Desde aquele tempo, muitos colecionadores de selos não só derivaram prazer do passatempo, mas verificaram que aliviava a tensão. Outros apreciam o lado educativo disso. Também, o toque artístico dos selos atrai alguns colecionadores, ao passo que as perspectivas de lucro financeiro motivam ainda outros.
O Que Tornou Possível a Coleção de Selos?
Antes do serviço postal, as pessoas enviavam mensagens e cartas via viajantes de confiança. Por volta do século dezesseis, operava um serviço postal internacional entre diversos países europeus. Mas, era bastante custoso e envolvia muita demora na entrega. Daí, em 1680, um homem chamado Dockwra iniciou um sistema de carteiros em Londres, Inglaterra. Recolhiam-se cartas de hora
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