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  • Anuário das Testemunhas de Jeová de 1980

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  • Anuário das Testemunhas de Jeová de 1980
  • Anuário das Testemunhas de Jeová de 1980
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  • SUA ESPERANÇA
  • FORTE BASE PARA ESPERANÇA
  • O PODER DA ESPERANÇA
  • FORTALECIMENTO DA ESPERANÇA CRISTÃ
  • BOAS NOVAS DEVIDO A ATIVIDADES INSPIRADAS PELA ESPERANÇA
  • A PÁGINA IMPRESSA DÁ ESPERANÇA
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Anuário das Testemunhas de Jeová de 1980
yb80 pp. 3-32

Anuário das Testemunhas de Jeová de 1980

Milhões de pessoas encontram-se hoje ‘sem esperança e sem Deus no mundo’. (Efé. 2:12) Apesar das grandes promessas humanas feitas neste século quanto a um futuro melhor, perdem a esperança de ver alguma vez a solução para as condições atribuladas do mundo. Estão sendo arrastadas pelo espírito do mundo, ficando assim apáticas, deprimidas e cínicas. Nas suas frustrações, muitos recorrem à violência, às drogas, à imoralidade sexual, ao crime e até mesmo ao suicídio. Neste respeito, uma notícia da Nova Zelândia declarou: “Nunca ficaram as pessoas tão desmoralizadas, tão dessatisfeitas com o governo humano.”

Mas, há uma notável exceção. Há um grupo de pessoas, de mais de dois milhões, espalhadas em umas 200 terras e ilhas dos mares, que têm uma esperança viva quanto ao futuro. Por quê? Porque têm fé implícita na capacidade e disposição do Criador, de endireitar os assuntos no seu próprio tempo devido. E têm fortes motivos para crer que o tempo devido está próximo. Quem são? São as Testemunhas de Jeová. Sentiram na sua própria vida o cumprimento das seguintes palavras inspiradas: “Que o Deus que dá esperança vos encha de toda alegria e paz pela vossa crença, para que abundeis em esperança com poder de espírito santo.” — Rom. 15:13; 1 Ped. 1:3.

SUA ESPERANÇA

Baseiam sua esperança nas promessas seguras de Deus. O que foi que Deus prometeu? Suas promessas são destacadas nas palavras que seu Filho, Jesus Cristo, falou enquanto estava aqui na terra, e na oração que ensinou aos seus seguidores: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” Com isso ele estava dando aos cristãos algo em que esperar. (Mat. 6:9, 10; 7:7) Fazendo tais petições, os cristãos estariam aguardando com fé a vindicação do nome de Deus, o triunfo da justiça e a eliminação da hipocrisia religiosa, bem como de todos os outros males na terra.

Sim, porque fazer a vontade de Deus na terra significará que Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. (Rev. 21:4) Estas palavras, na realidade, prometem a vida eterna em perfeição e felicidade, na terra paradísica, a bilhões de descendentes de Adão, vivos e mortos. Além disso, o tempo para a realização destas coisas está agora próximo. Isto se vê nos fatos físicos em cumprimento de profecias tais como as encontradas em Mateus, capítulos 24 e 25, Marcos, capítulo 13, Lucas, capítulo 21, 2 Timóteo 3:1-5, e Revelação 6:1-8.

A eliminação de todo pranto e de todas as lágrimas exigiria também o retorno dos entes queridos que estão nos túmulos. Por isso se nos dá a esperança duma ressurreição de “todos os que estão nos túmulos memoriais”, “tanto de justos como de injustos”. Por causa desta esperança, os cristãos não estão enlutados assim como os outros. — João 5:28, 29; Atos 24:15; 1 Tes. 4:13.

FORTE BASE PARA ESPERANÇA

Por que é que as Testemunhas de Jeová podem ter tanta confiança na sua esperança cristã? Em primeiro lugar, porque Jeová Deus, o Criador, existe realmente. Toda a sua criação visível atesta isso, e não só atesta a sua existência, mas também muitíssimas das suas maravilhosas qualidades ou atributos, tais como a sua sabedoria, seu poder e seu amor. (Rom. 1:20) Além disso, seus tratos com a humanidade, conforme registrados na sua Palavra, provam que ele é Deus fiel, que simplesmente não pode mentir. (Tito 1:2; Heb. 10:23) Por causa disso, os cristãos ‘têm forte encorajamento para se apegar à esperança que se lhes apresenta’. O que Jeová promete ele cumpre. — Heb. 6:18.

As próprias medidas que Jeová Deus tem tomado para trazer o cumprimento de suas promessas fornecem aos cristãos uma base adicional para terem forte esperança. A medida principal foi ele enviar seu Filho à terra, para morrer pelos nossos pecados. Visto que a humanidade foi vendida à escravidão do pecado e da morte, por meio do pecado de Adão, teria de ser abolida a escravidão ao pecado e à morte para podermos usufruir a vida eterna sob as condições do Reino. (Rom. 5:12) Para este fim, Deus “deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna”. Desde então, Deus tem feito preparativos adicionais para as bênçãos do Reino por convocar e treinar 144.000 seguidores ungidos de Jesus, a fim de estarem associados com este como o ‘descendente de Abraão’, que abençoará toda a humanidade. — João 3:16; Gál. 3:16, 29; Rev. 14:1; 20:6.

O PODER DA ESPERANÇA

A esperança e a fé estão intimamente relacionadas. Mas, seria um erro encarar a esperança como mero aspecto da fé. Os escritores bíblicos fazem uma distinção entre as duas, como em 1 Coríntios 13:13: “Agora, porém, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três.” A fé dá essência à esperança, pois lemos: “A fé é a expectativa certa de coisas esperadas.” Por outro lado, a esperança fortalece a fé. — Heb. 11:1.

A esperança sustentava os fiéis homens da antiguidade. Sem dúvida, a profecia que Jeová Deus proveu no Éden deu a Abel uma base para ter esperança: “Porei inimizade entre ti [a Serpente] e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” Por causa desta promessa, o apóstolo Paulo podia escrever: “Pois a expectativa ansiosa da criação [o mundo da humanidade] está esperando [embora sem se dar conta disso] a revelação dos filhos de Deus [os membros ungidos do corpo de Cristo]. Porque a criação estava sujeita à futilidade, não de sua própria vontade, mas por intermédio daquele que a sujeitou, à base da esperança de que a própria criação será também liberta da escravização à corrução e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação junta persiste em gemer e junta está em dores até agora.” — Gên. 3:15; Rom. 8:19-22.

Os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó foram sustentados pela esperança duma “cidade” com verdadeiros alicerces, o reino de Deus. Por causa disso, puderam empenhar-se por um lugar melhor, um pertencente ao céu. A esperança sustentou também o profeta Moisés. — Heb. 11:10, 13-22, 24-26, 35.

E não foi a esperança que sustentou a Jesus Cristo? Sim, porque lemos que foi “pela alegria que se lhe apresentou” que ele pôde suportar tanto e sair-se vitorioso. Ele teve forte confiança no derradeiro triunfo da justiça, conforme podemos até ver na sua Oração-Modelo. Ele teve também a esperança de compartilhar novamente na glória que tinha originalmente com o seu Pai. — Heb. 12:2; João 17:5.

Que quadro triste apresentaram os apóstolos e outros discípulos de Jesus quando seu Amo foi morto! Naquela ocasião, eles estavam sem esperança, deprimidos, temerosos e inativos. Mas, que mudança ocorreu quando sua esperança foi reanimada por meio da ressurreição de Jesus dentre os mortos! — Luc. 24:17, 32.

Quanto passou a destacar-se a esperança na sua vida depois disso! Tinham em especial forte esperança na volta de seu Amo e na ressurreição dos mortos. Sua esperança, de fato, tornou-se a questão que havia entre os governantes e esses cristãos. Assim, em certa ocasião, o apóstolo Paulo declarou no tribunal que estava “sendo chamado a julgamento pela esperança da promessa que Deus fizera aos nossos antepassados”. — Atos 26:6, 7; 23:6; 3:21.

Não há dúvida, a esperança tem poder sustentador. Apóia-nos quando sofremos provações, quando nos sobrevêm provas e desapontamentos. Os cristãos em Tessalônica demonstravam isso, porque Paulo lhes escreveu que “nos lembramos incessantemente da vossa obra fiel, e do vosso labor amoroso, e da vossa perseverança devido à vossa esperança no nosso Senhor Jesus Cristo, perante nosso Deus e Pai”. — 1 Tes. 1:3.

A esperança serve também de proteção. É por isso que ela é comparada a um capacete: “Mantenhamos os nossos sentidos, estando vestidos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação.” (1 Tes. 5:8; Efé. 6:17) Assim como o capacete, na antiguidade, feito de diversos materiais, protegia o soldado empenhado na guerra carnal, assim a esperança, o capacete espiritual, protege nossa mente contra ataques de dúvidas quanto ao nosso ensino e contra as tentações de violar os princípios bíblicos.

Visto que a esperança provê também segurança, ela é comparada a uma âncora. “Temos esta esperança como âncora para a alma, tanto segura como firme.” (Heb. 6:19) Assim como a âncora serve para manter o navio firme, seguro e estável no meio duma tormenta furiosa, assim a nossa esperança cristã nos ajuda a sobreviver às tormentas da vida, qualquer que seja a sua natureza: desapontamentos, injustiças, doenças, adversidades ou perseguições.

FORTALECIMENTO DA ESPERANÇA CRISTÃ

Sem dúvida, Jeová Deus fez com que tudo isso fosse registrado na sua Palavra para que, “por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança”. (Rom. 15:4) Segue-se assim que, por alimentarmo-nos diariamente da Palavra de Deus fortaleceremos a nossa esperança. Isto requer tanto tempo como esforço. Na realidade, significa tomar o tempo que normalmente gastaríamos com outras coisas e usá-lo para a leitura e o estudo da Bíblia. (Efé. 5:11, 15, 16) Visto que nenhum cristão é auto-suficiente, temos de reunir-nos também com concristãos. Em tais reuniões podemos estimular outros, e ser estimulados por eles, ao amor e a obras excelentes por fazermos uma declaração pública de nossa esperança. (1 Cor. 12:14-26; Heb. 10:23-25) De fato, sempre que tivermos a oportunidade, devemos querer fazer “firme o nosso apego à nossa franqueza no falar e à nossa jactância a respeito da esperança firme até o fim”. Quanto mais fizermos isso, tanto maior e mais forte se tornará a nossa esperança. — Heb. 3:6.

Mas, não despercebamos que é também “por intermédio da nossa perseverança” que obtemos esperança. A esperança não só nos ajuda a perseverar, mas a perseverança, por sua vez, fortalece nossa esperança. Por isso é que foi escrito: “Exultemos enquanto em tribulações, visto que sabemos que tribulação produz perseverança; perseverança, por sua vez, uma condição aprovada; a condição aprovada, por sua vez, esperança, e a esperança não conduz a desapontamento.” Sim, quando continuamos a fazer a vontade de Deus, resistindo à oposição e às tentações, chegamos a reconhecer que Deus nos aprova, que lhe agradamos. Isto, por sua vez, fortalece a nossa esperança. (Rom. 5:3-5) É assim como também lemos: “Desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que . . . pela fé e pela paciência [herdeis] as promessas.” — Heb. 6:11, 12.

O que mais pode fortalecer a nossa esperança? O amor altruísta o fará, porque “o amor . . . acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas“. (1 Cor. 13:4, 7) O amor acredita todas as coisas que Deus prometeu na sua Palavra, fortalecendo assim a esperança. O amor nos fará otimistas, positivos, expectantes; fará com que esperemos o melhor. A esperança não desiste facilmente da perspectiva de melhora nos outros. Está pronta para não considerá-los incorrigíveis. O amor fará com que o cônjuge cristão continue esperando que o incrédulo ou a incrédula finalmente se torne crente. Tal esperança tem sido recompensada vez após vez, mesmo depois de tantos quantos 25 anos! Quando vamos de casa em casa com as boas novas do reino de Deus, o amor fará com que esperemos encontrar pessoas semelhantes a ovelhas, famintas e sedentas da justiça.

Termos uma boa consciência, sermos honestos com nós mesmos e termos uma boa relação com o nosso Pai celestial também servirá para fortalecer a nossa esperança. Judas, por ter mau coração, achou seu caso desesperador e por isso se suicidou. (Mat. 27:3-5) Pedro, por ter bom coração, pôde restabelecer-se depois de ter negado três vezes o seu Amo. (Mat. 26:75; João 21:15-17) O apóstolo Paulo, por ter uma boa consciência, pôde pedir esperançosamente que outros orassem por ele: “Fazei orações por nós, pois confiamos em ter uma consciência honesta.” — Heb. 13:18.

Conforme já observamos anteriormente, as orações são, na realidade, expressões de esperança. Fortalecemos nossa esperança por expressá-la em oração e também devemos orar a Deus para reforçar nossa esperança assim como Jesus enfatizou, que devemos sempre ‘orar e nunca desistir’. (Luc. 18:1) Por isso, continuamos a orar para que nossas esperanças se cumpram no tempo devido de Deus. Visto que, quanto mais orarmos, mais forte se tornará a nossa esperança, ‘oremos incessantemente’, sim, ‘persistamos em oração’. — 1 Tes. 5:17; Rom. 12:12.

Que as Testemunhas de Jeová possuem esta espécie de esperança pode ser visto nos relatórios de sua atividade inspirada pela esperança durante o ano de serviço de 1979.

BOAS NOVAS DEVIDO A ATIVIDADES INSPIRADAS PELA ESPERANÇA

“Como água fresca para a alma cansada é a notícia boa duma terra longínqua.” (Pro. 25:25) Este ano, de fato, vieram bons relatórios de muitos países. Isto é deveras motivo de alegria, porque o povo de Jeová passou por severas provas nos últimos anos. Tem havido provas por causa de desapontamentos com o cumprimento de certas esperanças. Em cada vez mais países o nacionalismo está tornando mais difícil a obra de testemunho. Há sempre-crescentes pressões econômicas por causa da inflação e do desemprego. A moderna tendência para com o materialismo, a busca de prazeres e a satisfação dos desejos carnais tem causado vítimas. (Por exemplo, se não tivesse havido desassociações, os Estados Unidos teriam tido um aumento de quase 3,5 por cento, em vez de quase 1,5 por cento.)

Que realmente temos motivos de ser gratos pode ser visto em que, apesar dos ligeiros decréscimos em colocação de publicações durante o ano de serviço de 1979, houve um aumento de uns 14 por cento em batismos, no total de 113.672. Houve também aumentos em horas, cerca de 4 por cento, e também leves aumentos em revisitas e estudos bíblicos domiciliares. Há também motivo de agradecimento pelos relatórios de países tais como a Nigéria e as Filipinas. Depois de alguns anos de decréscimos no número de Testemunhas nestes países, os últimos meses têm presenciado uma decidida tendência de aumento. Em um país africano — apesar da proscrição — as Testemunhas puderam assistir aos milhares a assembléias de circuito, e centenas de pessoas foram batizadas. Sua esperança é luminosa e forte, apesar de sua situação.

As notícias procedentes de Malaui, ao todo, são animadoras. Nossos irmãos saíram vencedores. (Isa. 54:17) O ano de 1979 marcou uma virada, porque a maioria de nossos irmãos foi solta, embora ainda haja milhares deles em campos de refugiados do outro lado da fronteira, em Moçambique. Atualmente, as autoridades governamentais estão enfatizando o pagamento de impostos, de modo que agora requerem mais o recibo de pagamento de impostos do que a cédula de afiliação partidária. Isto não constitui problema para as Testemunhas. Providenciaram-se também socorros para os em necessidade de coisas materiais. Em muitos lugares, os irmãos estão criando boa reputação para si por trabalharem arduamente em projetos comunais. O número de circuitos e de estudos bíblicos domiciliares tem aumentado, junto com os batismos.

A atividade inspirada pela esperança, no Brasil, resultou num auge de todos os tempos de 106.970 Testemunhas, bem como num auge de todos os tempos na assistência de 299.453 à Comemoração. Durante o ano, o total de 9.387 pessoas simbolizaram sua dedicação pelo batismo em água. Hong Kong teve um aumento de 10 por cento; a Itália, um aumento de 8 por cento, no total de 77.774 Testemunhas, e o Japão, um aumento de 10 por cento, com um auge de 50.473 publicadores. Dá também satisfação ver este ano aumentos, embora não grandes, em países tais como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Recorrendo à tabela, pode-se ver muitos outros países com aumentos. A Alemanha teve centenas de batizados acima do número do ano passado.

Entre os aspectos mais animadores do relatório sobre o ano de serviço de 1979 está o número muito maior daqueles que participaram no serviço de pioneiro, especialmente no serviço de pioneiro auxiliar; este último requer que se devotem 60 horas por mês à pregação e ao ensino. Isto mostra que muitíssimas Testemunhas de Jeová têm o espírito de abnegação, apesar da tendência mundial de se entregar cada vez mais à satisfação dos próprios desejos.

Neste respeito, o ano passado viu o Japão atingir um auge de 15.194 pioneiros, o que na época representava mais de 30 por cento do total de Testemunhas. Na Coréia houve um aumento de 46 por cento no número dos pioneiros auxiliares sobre o ano anterior. Um motorista de táxi, que é Testemunha, serve ali como tal, embora passe a maior parte de cada dia ganhando o sustento. Como o consegue? Ele deixa um compêndio bíblico no assento de trás do seu táxi, e isso amiúde resulta em oportunidades para dar testemunho. Deste modo, ele conseguiu colocar num mês tantos quantos 142 livros. Na Coréia, também, a média mensal de 15 por cento dos irmãos varões encarcerados por causa de sua atitude de neutralidade conseguem fazer serviço de pioneiro auxiliar.

Entre outros países que apresentaram relatórios animadores sobre este aspecto da obra de testemunho estão a Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos. Na Grã-Bretanha, mães com diversos filhos pequenos conseguem arranjar seus afazeres de modo a servir assim de seis a nove meses por ano. No México, mães com seis, sete e até mesmo dez filhos conseguem ocasionalmente fazer o mesmo. Na Terra Nova, certa mãe serviu assim com bom êxito em um mês, embora trabalhasse oito horas por dia num emprego secular, tendo de cuidar dum marido desempregado e de sete filhos!

A PÁGINA IMPRESSA DÁ ESPERANÇA

Será que um só tratado pode induzir alguém faminto da verdade a aceitar a esperança bíblica que as Testemunhas trazem? Pode, sim! Uma Testemunha, indo de casa em casa, em Sesoto, na África do Sul, contatou uma senhora que, em resultado da leitura do tratado “Por Que Existimos?”, estava esperando a visita das Testemunhas. Ela queria tornar-se membro da “igreja” delas, porque lhe era claro, em vista da leitura deste tratado, que as Testemunhas tinham a verdade. Iniciou-se com ela um estudo bíblico, e um ano mais tarde ela se dedicou a Deus e foi batizada.

Será que a leitura de uma só revista pode dar esperança a alguém? Novamente a resposta é sim! Um preso, em Portugal, obteve por acaso, e pela primeira vez, um exemplar da revista Despertai!. Sua reação? Ele escreveu ao escritório ali: “Prezados Senhores: Li a revista Despertai! pela primeira vez e gostaria de expressar meu apreço por esta esplêndida revista, que achei dotada dum teor não-político, humanístico e cem por cento realístico. Realmente, nem posso expressar o que sinto, mas, tentarei explicar o que poderia ter sido a minha carreira, se eu tivesse passado meu tempo de folga na leitura duma revista tal como Despertai!. Eu teria então adotado um proceder diferente daquele que me levou para trás das grades . . . Todavia, estou convencido de que, com a preciosa ajuda da revista Despertai!, serei bem sucedido em dar um novo rumo à minha vida.”

O seguinte torna claro que a mera leitura dum livro também pode dar a alguém uma esperança baseada na Bíblia: No México, uma jovem senhora, viciada em tóxicos e em condições lastimáveis, tanto físicas como morais, pediu alguns cigarros a uma Testemunha que estava de visita a uma prisão. Em lugar de cigarros, ela lhe deu o livro Verdade. As circunstâncias impediram que se fizesse uma revisita a ela, mas, um ano depois, a Testemunha que lhe dera o livro encontrou-a na rua. Ela estava muito feliz. Havia vencido seu vício de tóxicos e já se associava com as Testemunhas. Havia gostado tanto do livro, que entrara em contato com a editora dele, começara a estudar a Bíblia com as Testemunhas, e em pouco tempo se dedicara a Deus e fora batizada.

Especialmente a belamente ilustrada publicação Meu Livro de Histórias Bíblicas tem sido um instrumento eficaz para edificar esperança nas pessoas. Neste respeito, recebeu-se o seguinte relatório de Belize, na América Central: “O livro Meu Livro de Histórias Bíblicas parece ter tomado Belize de assalto. Um homem de oitenta anos de idade, em apreço pelo que aprendeu, disse: ‘Depois de todos estes anos, acabo de descobrir que ainda sou menino.’ É comum que pessoas se cheguem a uma Testemunha na rua e peçam ‘um destes livros como meu vizinho tem’. Os livros são pedidos por pessoas que nunca antes escutaram. Entre os escolares, é o TAL de livro a ter.” Uma experiente Testemunha nigeriana expressou sentimentos similares. É um “livro que agrada tanto a amigos como a inimigos . . . Tenho visto gente vir aos lares de Testemunhas de Jeová para pedir um livro. . . . Vejo que até mesmo os que nunca antes permitiram que as Testemunhas chegassem à sua porta vêm pedindo o livro. No nosso território é conhecido como ‘O Livro’. Os professores gostam do livro . . . até mesmo analfabetos o querem.”

Uma menina austríaca, de oito anos, escreveu à Sociedade: “Eu gostaria de que soubessem quanto gosto do livro ‘Meu Livro de Histórias Bíblicas’. Gosto especialmente de olhar vez após vez para as vigorosas gravuras. Todas as histórias são maravilhosas. Já li o livro inteiro, e agora começo a lê-lo novamente com todos os textos bíblicos. Também, pude mostrar o livro ao meu professor, e também leio dele para minha amiga. Quero agradecer-lhes muito por ele.”

Uma Testemunha, no Japão, apresentou o livro Histórias Bíblicas ao presidente da firma com quem vai de carro para o trabalho. Este, depois de lê-lo cuidadosamente, obteve 300 exemplares para os seus empregados. Ao presenteá-los com ele, incentivou-os a que o lessem com a família.

Na Nigéria, uma Testemunha conseguiu colocar 37 exemplares do livro Histórias Bíblicas com os estudantes do colégio em que trabalhava. Uma menina Testemunha de 15 anos colocou mais de 400 exemplares deste livro com seus professores e colegas de estudos.

Na República Dominicana, certo pastor protestante gostou tanto do livro Histórias Bíblicas, que encomendou 50 exemplares dele para os membros de sua igreja. Em Nova Iorque, a instrutora duma escola dominical encomendou 60 exemplares para os seus alunos e amigos.

Em Fíji, um jovem obteve um livro Histórias Bíblicas e levou-o consigo para a sua ilha afastada. Algumas semanas mais tarde, quando uma Testemunha o visitou, encontrou um grupo de 15 crianças que estavam ansiosas para lhe contar o que haviam aprendido deste jovem. O produtor dum programa de rádio de perguntas bíblicas declarou pessoalmente que ele tirou proveito da leitura deste livro. Agora, as pessoas estão querendo exemplares dele para poderem responder às perguntas dele.

O livro Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la também foi bem recebido em Fíji. Uma Testemunha, com uma grande família, procura dar testemunho por transcrever artigos das publicações da Sociedade, em inglês, para o vernáculo, apresentando-os a uma emissora local de rádio. Em resultado da tradução e da irradiação do capítulo “Sua Roupa e Sua Aparência Falam Sobre Você”, ela recebeu 40 pedidos de exemplares do livro Juventude, do qual foi tirado. As pessoas visitam-na agora no seu lar para pedir estudos bíblicos.

No Equador, dois missionários têm por costume visitar escolas e pedir permissão para falar com os estudantes. Em nove meses, colocaram 5.817 livros Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la e Veio o Homem a Existir por Evolução ou por Criação?.

A página impressa continua a ser poderosamente usada para ajudar os famintos da verdade a obter uma esperança de base sólida.

A ESPERANÇA BÍBLICA MODIFICA A VIDA DAS PESSOAS

A pregação das boas novas da esperança do Reino induziu pessoas dos tempos bíblicos a serem ‘lavadas’ de toda sorte de práticas más. (1 Cor. 6:9-11) O mesmo se dá hoje, conforme mostram as seguintes experiências.

Na Suécia, uma Testemunha recebeu um telefonema dum homem em cuja porta deixara uma folha destinada aos “não-em-casa”. O homem havia estado em casa, mas se sentira deprimido demais para abrir a porta. Mas, ao ler a folha intitulada “Vivos e Saudáveis Para Sempre”, pediu que a Testemunha o visitasse imediatamente. O homem havia ficado tão deprimido naquela manhã, que carregara seu revólver e estava pronto para se suicidar quando a Testemunha foi visitá-lo. Mas, ao ler a folha sobre ‘ficar vivo e saudável para sempre’, mudou de idéia. A Testemunha pôde consolá-lo com a esperança do Reino, sendo que o homem assinou então para as revistas A Sentinela e Despertai!.

No Canadá, certa mãe, que há pouco se havia tornado Testemunha, pediu que alguém desse testemunho ao seu filho na penitenciária. Ele se havia tornado um delinqüente alcoólatra tão violento, que recebera uma condenação indefinida de detenção, o que tornava provável que nunca sairia da penitenciária. As autoridades carcerárias advertiram os anciãos das Testemunhas sobre este homem. Mas ele aceitou tão bem a esperança do Reino que, depois de 19 anos na penitenciária, ele obteve livramento condicional. Sempre terá um oficial da condicional o investigando. Agora ele é um tão tranqüilo e sorridente pai feliz, casado, que nunca se imaginaria que jamais fosse alcoólatra violento!

Na Áustria, uma Testemunha indo de casa em casa encontrou um jovem que ainda estivera na cama, embora a tarde já fosse bem avançada. Desapontado com a vida, ele se havia voltado para as bebidas alcoólicas e as drogas como única alternativa para o suicídio. Iniciou-se com ele um estudo bíblico regular. Após o segundo estudo, ele parou de fumar; após o terceiro estudo, livrou-se de sua barba exótica. Com o tempo, venceu outros problemas. Quando perguntado, numa assembléia de circuito, qual foi o ponto alto da sua vida, ele respondeu que foi ser batizado no dia anterior.

Como a ‘esperança viva’ ajuda pessoas a endireitarem sua vida marital pode ser visto em duas experiências procedentes de Belize, na América Central. Indo de casa em casa, as Testemunhas deixaram o livro Torne Feliz Sua Vida Familiar com uma senhora que vivia com um homem sem os benefícios do matrimônio. O casal começou imediatamente a ler junto o livro, passando horas em procurar os textos. Na próxima visita, as Testemunhas notaram o livro Vida Familiar na mesa do centro. A senhora havia escrito por extenso toda a passagem de Gênesis 2:24, que reza: “Por isso é que o homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” Quando as Testemunhas os visitaram de novo, esta mulher anunciou que já era a Sra.——. Seu marido acolheu de bom grado as Testemunhas e iniciou-se um estudo bíblico.

Naquele mesmo país, havia uma senhora que tinha vivido com um homem por 25 anos, tendo nove filhos com ele. Quando chegou a conhecer a esperança do Reino e seus requisitos, ela pediu que o homem se casasse com ela. Ele se negou, e, assim, ela o abandonou, levando consigo seus nove filhos. Os anciãos na sua congregação não só a ajudaram em sentido espiritual, mas também puderam encontrar um meio para ela ganhar a vida e sustentar também seus filhos. Não há dúvida de que a esperança bíblica modifica a vida das pessoas para melhor.

DIVULGAÇÃO DA ESPERANÇA APESAR DE PERSEGUIÇÃO

Muitas Testemunhas de Jeová se lembram hoje das palavras do apóstolo Paulo: “Somos apertados de todos os modos, mas não comprimidos sem nos podermos mover; . . . somos perseguidos, mas não ficamos cambaleando; somos derrubados, mas não destruídos.” — 2 Cor. 4:8, 9.

Como Jeová está provendo tal ajuda nos nossos dias pode ser visto no seguinte relatório dum país africano, onde há muita perseguição:

‘Quando fomos presos, a polícia confiscou nossa literatura, Bíblias, livros e revistas. Mais tarde, quando alguns presos políticos de outra região foram transferidos para o nosso campo, ficamos alegremente surpresos de ver que eles tinham algumas de nossas publicações. A polícia havia decidido vender os livros confiscados dos nossos irmãos, para lucrar com isso. Estes presos políticos, por sua vez, estavam dispostos a vender-nos estes livros. Desta maneira, consegui ter um estoque considerável de literatura. Imaginem minha felicidade quando pude ver o nome dum irmão escrito na parte interna da capa, e lá estava eu, na prisão, beneficiando-me agora com a literatura confiscada dele!’

No último ano foi promulgada uma nova lei, em certo país africano, segundo a qual se deviam adotar medidas mais estritas contra todos os que praticavam uma religião não autorizada. Todavia, as Testemunhas não se deixaram em nada deter por isso. Durante o ano passado, mais de 2.000 pessoas recém-dedicadas foram batizadas; atingiram-se novos auges no número de pregadores por tempo integral e dirigem-se quase 30.000 estudos bíblicos para pessoas interessadas.

Em outro país, onde a atividade das Testemunhas está proscrita, quatro irmãos passaram quatro meses na cadeia por obedecerem antes a Deus como governante do que aos homens. Ao serem soltos, dois deles perderam o emprego. Um destes começou a montar uma pequena quitanda, a qual o habilita agora a ser regularmente pioneiro auxiliar. Seu exemplo impeliu mais quatro na sua congregação a se juntarem a ele nesta atividade.

Uma perseguição especialmente severa existe em outro país, onde muitas centenas de Testemunhas estão na prisão. Ainda assim, os que estão em liberdade prosseguem destemidamente. De modo que, numa região onde havia antes apenas três Testemunhas batizadas, sete publicadores participam agora no testemunho e 60 assistem às reuniões. Um irmão está dirigindo estudos com 168 pessoas em grupos de cerca de 40.

Aumentando as provas que os irmãos têm de enfrentar em alguns países, os opositores procuram obrigá-los a transigir não só na questão do nacionalismo, mas agora também em questões de feitiçaria e adoração de antepassados. Um irmão conta: ‘Fui espancado com a coronha dum fuzil, na maior parte na cabeça. Mas, Jeová me fortaleceu. O que me deu alegria foi que, no dia seguinte, os perseguidores voltaram à minha casa e pediram publicações, pelas quais contribuíram.’

Em mais outro país em que a obra do Reino está proscrita, uma professora, Testemunha, fez questão de visitar todos os pais de seus alunos. Considerou com eles o progresso de seus filhos, problemas de comportamento e coisas assim. Isto lhe abriu muitas oportunidades para dar testemunho a respeito do reino de Deus, e, em resultado, ela tem diversos estudos bíblicos domiciliares.

O CONGRESSO “ESPERANÇA VIVA”

Jeová Deus ordenou ao seu antigo povo de Israel que se reunisse três vezes por ano em festividades. Ele sabia muito bem quanto tais reuniões fortaleceriam a fé do seu povo e lhe dariam esperança. — Deu. 16:16.

Em harmonia com este modelo divinamente aprovado, o povo de Jeová reuniu-se na maioria dos países durante 1979, duas vezes para assembléias de circuito e uma vez para o congresso “Esperança Viva”. O número de assembléias de distrito “Esperança Viva” em cada país era de uma a mais de noventa.

Estes congressos, sem dúvida, serviram à finalidade de edificar a fé e fortalecer a esperança do povo de Jeová. Servem também para dar um grande testemunho do nome e reino de Jeová. De fato, resultaram em muita publicidade favorável nos jornais, no rádio e na TV. Estes destacaram relatos que falavam sobre as mudanças para melhor que a verdade produziu na vida das pessoas, e como até mesmo “presos encontram Deus por meio das Testemunhas”. Emissoras de TV destacaram o batismo, e os jornais publicaram fotografias e histórias sobre ele. Um jornal publicou uma fotografia dum ‘detento numa penitenciária federal, que iniciava uma vida nova com o seu batismo na crença das Testemunhas de Jeová’.

Todos os que assistiram a eles estavam cônscios de suas necessidades espirituais e receberam ricas bênçãos. Neste respeito, um casal de pioneiros zelosos foi ouvido exclamar no fim do primeiro congresso de Milwaukee, E. U. A.: “Este foi definitivamente o melhor congresso a que já assistimos. Sentimo-nos muito encorajados e edificados!” Um relatório da Suécia declarou: “Nunca antes se ouviram tantas observações espontâneas sobre o valor do programa, tanto durante como depois da assembléia. Tocou o coração de gente de toda espécie, provendo conselho claro e franco.” Ouviram-se repetidas vezes expressões tais como: “Isto é o que necessitamos!” e: “Isto é o que queremos, orientação clara!”

Naturalmente, fazer um relatório sobre o congresso “Esperança Viva” com a mesma candura usada pelos escritores da Bíblia requer mencionar que nem todos os presentes mostravam o mesmo apreço. Ainda havia alguns que andavam em volta, nos corredores, durante o programa, ou se empenhavam em muita conversa enquanto os irmãos falavam na tribuna. Também houve uma corrida para assentos preferidos, o que dificilmente está em harmonia com o amor que deveria assinalar os seguidores de Cristo. — João 13:34, 35.

Entre as principais bênçãos do congresso, naturalmente, estavam os lançamentos em inglês. Na tarde de sexta-feira, os congressistas receberam o Comentário à Carta de Tiago. Este compêndio, que contém um exame de versículo por versículo da carta de Tiago, causou grande emoção. Em muitos países será usado como compêndio na Escola Teocrática durante os próximos dois anos. No sábado, os congressistas tiveram o prazer de receber A Escolha do Melhor Modo de Vida, que contém muito conselho excelente baseado principalmente nas duas cartas do apóstolo Pedro. E no domingo de manhã, os congressistas tiveram a surpresa agradável de receber o lançamento de dois cassetes com a gravação do livro de Atos.

Houve grande apreço de todos pelos três dramas baseados em temas bíblicos. O primeiro: “Qual É Sua Escolha?” descreveu vividamente a escolha que Moisés teve de fazer entre tudo o que o Egito tinha para oferecer e ser servo de Jeová Deus. Depois veio: “As Necessidades do Menino órfão de Pai — Pode Ajudá-lo?” Este tocou profundamente o coração de todos os que o ouviram e viram, e, sem dúvida, seu efeito será sentido na maior atenção que as congregações prestarão aos que literal e espiritualmente são viúvas e meninos órfãos de pai. Vigoroso, oportuno e induzindo muito a reflexões foi o drama “Sede Transformados por Reformardes a Vossa Mente”. Continha realmente uma mensagem esquadrinhadora da alma para todos os que ficam descuidados com a espécie de diversão que escolhem nestes dias.

Houve muitos discursos excelentes e edificantes, mas o espaço permite tocar apenas em alguns deles. A história de 100 anos da Sentinela e dos associados com ela como ‘mensageiros da esperança’ não só foi muito esclarecedora, mas também muito animadora. O discurso sobre a nossa consciência deu conselho pertinente aos que jovialmente dizem: “Isto não incomoda a minha consciência.” Este discurso mostrou quão importante é certificar-se do que a Palavra de Deus diz sobre determinado assunto e como afetará os nossos irmãos, bem como que efeito poderá ter sobre nós mesmos. E por causa das incursões que o impuro espírito do mundo está fazendo entre alguns do povo de Deus, outros discursos enfatizaram os requisitos cristãos de castidade, autodomínio e “atos santos de conduta”.

Ouviram-se muitos comentários apreciativos sobre a série de discursos a respeito de “Bom Juízo no meio dum Mundo Confuso”. Estes discursos salientaram o valor de se cultivar um conceito realístico sobre a vida, de se estabelecer uma relação de confiança com Jeová Deus e nossos irmãos, de fortalecermos nossa esperança baseada na Bíblia e a vontade de viver, bem como a admissão de variedade e recreação na vida. Um ponto bem destacado no discurso “A Escolha do Melhor Modo de Vida” foi que Jeová Deus nos salvará do tropeço — assim como fez com Davi, no caso da insolência de Nabal — mas que temos de fazer a nossa parte. Os irmãos apreciaram também a candura deste mesmo discurso, que reconheceu a responsabilidade da Sociedade por parte do desapontamento que alguns sentiram quanto a 1975.

“Modéstia Cristã — Evidência de Sabedoria” destacou o ponto de que modéstia significa reconhecer as próprias limitações. A Bíblia mostra que Deus é humilde, mas, visto que ele não tem limitações, o termo modéstia não se aplica apropriadamente a ele. Por outro lado, o cristão pode ser humilde e ainda assim não reconhecer plenamente suas limitações, como no caso do apóstolo Pedro. — Sal. 18:35; Mar. 14:27-31, 66-72.

A mensagem animadora contida no discurso público: “A Única Esperança da Humanidade — O Inabalável Reino de Deus”, também provocou muitas expressões de apreço. E, terminando o congresso num tom bem positivo e animador, houve o discurso final: “Somos Incentivados Pela Nossa Esperança Viva.”

O testemunho de casa em casa e nas ruas, pregando as boas novas do Reino e anunciando o congresso na manhã de sexta-feira, foi novamente um ponto de destaque. E deve ser notado que se enquadrou muito bem em todas as admoestações dadas sobre a importância da obra de testemunho. Forneceu uma bela oportunidade para os publicadores mais novos participarem na atividade de casa em casa e também para todos os outros sentirem o prazer da pregação do Reino. Tal serviço de campo é especialmente frutífero e é apreciado por causa de sua eficácia. Em muitos lugares, a participação de milhares nesta atividade, ao mesmo tempo, resultou em muita publicidade favorável, tanto nos jornais como na TV. Destacaram-se extensivamente as descrições desta obra sob cabeçalhos tais como “A Sentinela Publica Mensagem por 100 Anos”. “Testemunhar para Deus é trabalho de amor”, e: “15.000 Testemunhas cobrem hoje a região com A Sentinela.”

Pode-se mencionar de passagem que o programa de alimentação simplificada, em alguns países, permitiu que muitos mais dos irmãos usufruíssem o programa do congresso. Além disso, muitos expressaram grande prazer com os belos arranjos de cânticos do Reino apresentados por meio de gravações, antes de cada sessão matutina e vespertina.

Os congressos “Esperança Viva” deveras forneceram “alimento no tempo apropriado”. Todos, quer Testemunhas, quer não, que vieram a estes congressos “cônscios de sua necessidade espiritual” tiveram sua fé e seu amor fortalecidos, e sua ‘esperança viva’ tornada mais brilhante e real. — Mat. 24:45-47; 5:3.

[Tabela nas páginas 24-31]

RELATÓRIO MUNDIAL DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ PARA O ANO DE SERVIÇO DE 1979

(Veja a publicação)

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