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Precisa ter perseverançaA Sentinela — 1973 | 15 de julho
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Precisa ter perseverança
“Tende necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” — Heb. 10:36.
1. (a) Por que era de se esperar que os anos depois de 1914 fossem difíceis? (b) Quais são algumas das dificuldades preditas com tanta exatidão?
OS ANOS depois do levante de nação contra nação e de reino contra reino, no ano de 1914, foram difíceis para a raça humana, mas não se devia esperar outra coisa. As profecias bíblicas sobre estes tempos em que vivemos indicam que haveria “escassez de víveres e terremotos num lugar após outro” e que todas estas coisas seriam “um princípio das dores de aflição”. (Mat. 24:7, 8) Revelação 12:12 predisse que este seria um tempo de “ai” na terra, porque o Diabo sabe que só “tem um curto período de tempo”. O apóstolo Paulo, em 2 Timóteo, capítulo 3, mostrou por que estes “últimos dias” seriam “tempos críticos, difíceis de manejar”, tempos em que muitos não teriam fé nem integridade.
2. Que condições provadoras teriam de suportar os cristãos?
2 Além disso, a profecia de Jesus em Mateus, capítulo 24, predisse que os verdadeiros cristãos, nestes dias, seriam odiados por todas as nações, alguns sendo até mesmo traídos e mortos. Seria um tempo em que haveria falsos profetas na terra, quando aumentaria o que é contra a lei e quando se esfriaria o amor das pessoas. E depois de descrever todas estas condições que haviam de ocorrer, Jesus disse: “Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” — Mat. 24:13; Rev. 12:17.
3. (a) O que indicou o relato paralelo em Lucas 21 quanto ao que aconteceria aos cristãos? (b) Então, por que é a perseverança tão importante?
3 Que esta perseverança em tais tempos é muito necessária da parte dos servos de Deus é também salientado no relato paralelo sobre a profecia de Jesus, em Lucas, capítulo 21, que narra os sofrimentos e as perseguições que haviam de sobrevir aos cristãos fiéis no tempo atual. Jesus o expressou do seguinte modo: “Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas.” Por isso está envolvida a obtenção da vida eterna. — Luc. 21:12-19.
4. (a) Apesar de todas as dificuldades do ‘tempo do fim’, que trabalho especial têm os cristãos? (b) O que prova que está sendo feito em todo o mundo?
4 Junto com tal perseverança e sofrimento durante anos de dificuldades, os cristãos, segundo a profecia bíblica, deviam empenhar-se na pregação das boas novas do Reino em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações, antes de vir o fim deste sistema de coisas. O Anuário das Testemunhas de Jeová de 1973 mostra que se faz tal pregação agora em 208 terras em volta do mundo. — Mat. 24:14.
5. Como nos ajuda o exemplo de Jesus Cristo?
5 O que ajuda os cristãos a perseverar nestes “últimos dias”? Muitos anos já se passaram desde 1914, quando começou a primeira guerra mundial, e durante este período os servos de Deus têm passado por muitas provas. Em tais condições provadoras, o que lhes tem ajudado muito é o exemplo da perseverança de Cristo em sofrimentos. Pedro trouxe isso à nossa atenção: “De fato, fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” (1 Ped. 2:21-23) Lembramo-nos de que Jesus Cristo se estribava em seu Pai e orava a ele. Nós também precisamos pedir a ajuda de Jeová para perseverar. — Mat. 26:39, 42, 44.
6. (a) Por que é preciso precaver-se para não cair? (b) Por que podemos confiar em que Jeová nos ajude quando estamos em tentação?
6 Além de se suportar sofrimentos, é também preciso resistir a tentações. A já mencionada descrição de Paulo a respeito da má conduta da humanidade nos “últimos dias” indica a forte influência a favor do que é errado, que estaria presente na terra. Portanto, os cristãos precisam estar constantemente muito cuidadosos e sempre confiar em Jeová, para ajudá-los em tempos de tentação. Em 1 Coríntios, capítulo 10, Paulo delineou algumas das tentações às quais os primitivos servos de Jeová estiveram sujeitos, tais como a idolatria ou a fornicação, e depois disse: “Conseqüentemente, quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia. Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens. Mas Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” — 1 Cor. 10:12, 13.
7. (a) Que motivos de encorajamento há para nós? (b) Que prova poderá apresentar para mostrar que alguns se deixam enfraquecer espiritualmente?
7 Jeová nos ajuda a suportar tentações e a agüentar sofrimentos por nos dar orientação espiritual e encorajamento. Também, Jeová tem dado ao seu povo um enorme aumento mundial em mais testemunhas, e isto nos anima. Visto que nos amamos mutuamente, devemos sempre estar encorajando outros na nossa família e na congregação. É evidente que se precisa ajudar a muitos a estar cônscios de sua necessidade espiritual, porque, depois de ficarem esclarecidos e começarem a servir a Jeová, alguns se deixam ficar espiritualmente fracos; perdem o apreço pela justiça de Jeová e caem na inatividade no que se refere a coisas espirituais. (Mat. 5:3) Os que assim se tornam inativos no ministério precisam acordar e ser reativados. Abre-se, assim, um grande campo de atividade para nós os que somos fortes.a — Gál. 6:1.
8. Quão sério é tornar-se inativo, e que perguntas suscita isso?
8 É lamentável ver que alguns começam a servir a Jeová e depois diminuem de atividade, pois isto pode significar a perda duma oportunidade de tal pessoa obter a vida eterna. (Rev. 3:15, 16) Igualmente séria é a situação daqueles que cedem à tentação, cometem violações sérias das leis de Deus, e, em resultado, precisam ser expulsos da congregação. No que se refere à desassociação, esta ocorre sempre por que a Palavra de Deus estabelece a norma para os membros da congregação. (1 Cor. 5:9-13) A questão é: Como podemos impedir que tais coisas aconteçam a nós ou aos que nos são próximos? O que podemos fazer para aumentar nossa perseverança?
NO PRIMEIRO SÉCULO E. C.
9. (a) Que condições a circunstâncias tornaram a perseverança tão vital para os cristãos hebreus do primeiro século E. C.? (b) O que nos ajuda a compreender a espécie de pressão suportada pelos primitivos cristãos hebreus?
9 Um exemplo interessante de como ajudar outros a perseverar é o dos hebreus que se tornaram cristãos depois de Pentecostes do ano 33 da Era Comum. Haviam abandonado práticas realizadas sob o pacto da lei, inclusive a oferta de sacrifícios de animais, o reconhecimento do sacerdócio e o sustento do templo. Haviam aceito o arranjo novo e melhor de Deus, que funcionava por intermédio do sacrifício resgatador de Cristo Jesus. Estes cristãos viviam no “tempo do fim” do “sistema de coisas” judaico e haviam suportado a oposição amarga e fanática de outros judeus em Jerusalém e na Judéia. O próprio Paulo havia sofrido a mesma perseguição fanática por parte dos judeus antes de ser enviado a Roma, para apresentar seu apelo a César. (Atos, capítulos 22 e 23) Apesar destas pressões, os cristãos hebraicos tinham de manter a integridade. Além disso, estava na iminência de se cumprir para eles a profecia de Jesus em Lucas 21:20-24, que sabemos agora ter sido um tempo muito difícil para eles. Os exércitos romanos entrariam na região, por causa da rebelião dos judeus (66 E. C.), e, depois, estes exércitos se retirariam de repente, permitindo a fuga dos que acatassem a profecia de Cristo. Certamente, deve ter sido uma prova para todo aquele que dava muito valor as coisas materiais. Devem ter realmente tido fé, para abandonar lares e bens, e fugir da Judéia. De modo que houve, de fato, um cumprimento em pequena escala de Mateus, capítulo 24, e Lucas, capítulo 21, que têm um cumprimento maior no nosso tempo. Em vista das condições em nossos dias, podemos entender, até certo ponto, que espécie de pressão confrontava os cristãos hebreus durante um período de anos, no primeiro século E. C. — Veja A Sentinela de 1.º de maio de 1969.
10. (a) Por que escreveu Paulo aos hebreus? (b) Como os animou Paulo e como nos pode ajudar o exame de provas passadas a enfrentar com coragem as próximas que surgirem?
10 Quando parecia que alguns haviam esfriado na sua devoção, o apóstolo Paulo escreveu-lhes uma carta para animá-los. (Heb. 13:22) Por observarmos o que o apóstolo Paulo disse, podemos saber como ajudar a nós mesmos e animar também outros a ter perseverança. Um bom modo de animar alguém é lembrar-lhe de que maneira Jeová o sustentou em face de grandes provas. Paulo disse: “Persisti em lembrar-vos dos dias anteriores, em que, depois de terdes sido esclarecidos, perseverastes em uma grande competição, debaixo de sofrimentos, às vezes enquanto expostos como que num teatro, tanto a vitupérios como a tribulações, e tornando-vos às vezes parceiros dos que estavam tendo tal experiência. Porque vós tanto expressastes compaixão pelos em prisão como suportastes alegremente o saque de vossos bens, sabendo que vós mesmos tendes uma possessão melhor e subsistente. Portanto, não lanceis fora a vossa franqueza no falar, que recebe a paga duma grande recompensa. Pois tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” (Heb. 10:32-36) Sim, haviam passado por algumas provas severas e haviam perdido alguns de seus bens, mas ainda estavam vivos, tendo roupa, alimento e outras necessidades. Por isso podiam ser gratos a Jeová e continuar a servi-lo. Acima de tudo, tinham a perspectiva de obter a vida eterna pela perseverança. Por meio de tudo isso, podiam ver que Jeová era capaz de ajudá-los através de muitas provas futuras; portanto, por que temer a próxima? Tal encorajamento destinava-se a manter aqueles cristãos hebreus fortes no seu apreço das coisas de Jeová e do prêmio a ser obtido por manterem a integridade.
11. O que indica que alguns dos hebreus haviam perdido sua atenção espiritual, e por que é tal condição perigosa?
11 Paulo escreveu a estes cristãos de modo bem franco. Haviam ficado ‘obtusos no seu ouvir’. (Heb. 5:11) Isto não queria dizer que seus ouvidos tivessem deixado de funcionar, mas, antes, seu ouvido espiritual e sua atenção às coisas espirituais eram fracos. Mostravam certa indiferença para com a Palavra e os propósitos de Jeová, descuidando-se de suas necessidades espirituais. Talvez não se dessem conta do perigo de sua situação. Alguém tinha de alertá-los. Por isso, Paulo descreveu a necessidade que tinham então como exigindo alguém para ensinar-lhes desde o começo as coisas elementares das proclamações sagradas de Deus.
12. (a) Qual é a melhor maneira de se ajudar alguém cujo ouvido espiritual ficou obtuso? (b) O que disse Paulo para animá-los a não se satisfazer com verdades elementares, mas para se restabelecerem?
12 Esta é exatamente a fórmula precisa para se ajudar os que se tornam inativos ou que adormecem espiritualmente, a saber, ensinar-lhes novamente a verdade. Quando ficam obtusos quanto a ouvir coisas espirituais, deixam de assimilar alimento sólido da Palavra de Deus. Tornam-se espiritualmente como bebês, assimilando apenas leite e não apreciando as verdades fortes da Palavra de Deus. (Heb. 5:13) Um bebê precisa de alguém que cuide dele, porque não pode cuidar de si mesmo. Não pode fazer decisões a respeito do certo ou do errado. Os cristãos certamente não podem ser assim, porque a decisão errada pode significar perder o favor de Jeová e a própria vida. Se quiserem perseverar, terão de assimilar alimento sólido, usando suas faculdades preceptivas e as Escrituras, e ter uma base para decidir o que é certo e o que é errado. No caso dos hebreus, Paulo exortou-os a aumentarem seu conhecimento da verdade e avançar à madureza. (Heb. 6:1, 2) Aqueles cristãos não foram classificados por Paulo junto com os que se haviam desviado além de poder ser restabelecidos, mas, antes, ele disse: “Em vosso caso, amados, estamos convencidos de melhores coisas e de coisas acompanhadas de salvação, embora estejamos falando deste modo. Pois Deus não é injusto para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome, por terdes ministrado aos santos e por continuardes a ministrar. Mas, desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas.” (Heb. 6:9-12) Estas palavras de Paulo são muito animadoras também para nós.
AUMENTO DO APREÇO
13. No capítulo inicial de sua carta aos hebreus, como passou Paulo a aumentar o apreço pelo que Jeová havia feito?
13 Ao examinarmos esta carta escrita pelo apóstolo Paulo, vemos a importância de os cristãos aumentarem o apreço pelas coisas espirituais na mente de outros cristãos. Logo no início da carta, nos capítulos um e dois, o apóstolo menciona que Jeová falara há muito tempo atrás aos seus servos por meio dos profetas (que muitas vezes recebiam a informação por meio de anjos). (Veja Gálatas 3:19.) Os hebreus estavam familiarizados com a história e sabiam que Jeová havia usado anjos nos tratos com seus antepassados. Isto havia sido algo maravilhoso. Se um anjo de Jeová falasse em pessoa a um de nós, dificilmente o esqueceríamos enquanto vivêssemos. Mas, no primeiro século, fizera-se algo de especial para os cristãos. Havia ocorrido algo muito mais grandioso. Deus havia falado por meio de seu Filho, que ocupava uma posição muito superior à dos anjos. “Com referência a qual dos anjos disse ele [Deus] alguma vez: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés’?” — Heb. 1:13.
14. Por que é necessário prestar mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas por nós?
14 Tendo apreço destas grandes verdades, o cristão pensante compreende quão importante é prestar atenção ao que foi dito por este Filho de Deus. Por isso, Paulo escreve a seguir: “É por isso que é necessário prestarmos mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas por nós, para que nunca nos desviemos. Pois, se a palavra falada por intermédio de anjos mostrou-se firme, e toda transgressão e ato desobediente recebeu retribuição em harmonia com a justiça, como escaparemos nós, se tivermos negligenciado uma salvação de tal magnitude, sendo que começou a ser anunciada por intermédio do nosso Senhor e nos foi confirmada por aqueles que o ouviram?” (Heb. 2:1-3) Portanto, se não estivermos inclinados a prestar mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas por nós, forçosamente nos desviaremos e perderemos a vida eterna.
15. (a) Como se pode usar um barco para ilustrar o afastamento vagaroso? (b) Descreva como o cristão poderia afastar-se de Deus e da congregação cristã.
15 É muito interessante ver que Paulo usou esta expressão, “nunca nos desviemos”. Talvez já tenha visto alguém num barco pequeno sair correndo assim que chega à praia, sem amarrar o barco. Quando se fica observando, vê-se que, no início, o afastamento do barco da praia dá-se aos poucos, dependendo das correntes e do vento. Mas, com o tempo, o barco afasta-se cada vez mais no lago. Por outro lado, quando não se fica observando isso constantemente, talvez se fique chocado de ver, mais tarde, que o barco já está no meio do lago. De modo que o processo do afastamento é em geral vagaroso, e isto é o que pode acontecer aos cristãos quando deixam de ‘prestar mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas’, tendo seus ‘ouvidos ficado obtusos’. Ao passo que aumenta a perda do apreço de coisas espirituais, a pessoa cria aos poucos maus hábitos, talvez deixando de estudar e depois faltando às reuniões cristãs. Tornar-se irregular em falar a outros sobre as boas novas não é algo que acontece com a velocidade dum barco a motor que atravessa velozmente o lago, mas é um processo vagaroso, assim como quando um barco se afasta centímetro por centímetro dum ancoradouro seguro. É realmente o que o apóstolo Paulo chama de ‘negligenciar a salvação’.
16. (a) Quais são as verdades importantes que devemos saber avaliar, conforme se menciona em Hebreus 2:10, 14, 18? (b) O que devemos fazer quando nossa perseverança está sendo posta à prova?
16 Nosso inimigo, aquele que causa sofrimentos e a perda da salvação, é Satanás, o Diabo. Por causa da vinda de Cristo Jesus, os meios de se reduzir o Diabo a nada tornaram-se certos. Cristo tornou-se o Agente Principal da salvação e sofreu a morte para fazer esta provisão. (Heb. 2:10, 14) Esta gloriosa provisão de salvação certamente devia ser considerada com grande apreço pelo cristão. Paulo salientou aos seus irmãos hebreus sofredores que Cristo Jesus compreende nossa situação; ele também sofreu como homem. Paulo foi muito animador em salientar isso: “Por ter ele mesmo sofrido, ao ser posto à prova, pode vir em auxílio daqueles que estão sendo postos à prova.” (Heb. 2:18; 4:15, 16) Sim, os cristãos sabem que há um Cristo vivo nos céus, o qual está pronto para vir em auxílio deles quando estão sendo postos à prova! Por isso, ore pedindo esta ajuda divina da próxima vez que sua perseverança e sua integridade forem severamente provadas.
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Anime outros a perseverarA Sentinela — 1973 | 15 de julho
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Anime outros a perseverar
1. (a) A que exortou Paulo seus irmãos hebreus? (b) Quantas vezes faremos bem em nos animar mutuamente?
FOI APENAS nove anos antes de Jerusalém ser destruída pelos romanos, em 70 E. C., que o apóstolo Paulo escreveu a sua carta dinâmica à congregação hebraica de cristãos naquela cidade. No artigo precedente, consideramos o que ele disse nos Heb. capítulos um e dois desta carta. No Heb. capítulo três da carta aos hebreus cristianizados, Paulo exorta seus irmãos hebreus a considerar o apóstolo e sumo sacerdote Jesus, que foi fiel como Filho sobre a casa de Deus. Os cristãos têm diante de si a oportunidade de fazer parte desta casa, se se apegarem à sua franqueza no falar e à sua jactância a respeito da esperança até o fim. Isto significa perseverança. Os cristãos precisam evitar criar “um coração iníquo, falto de fé, por se separar do Deus vivente”; antes, precisam continuar a exortar-se e animar-se mutuamente cada dia, enquanto se possa chamar de “hoje”. — Heb. 3:12, 13.
2. No Heb. capítulo quatro do livro de Hebreus, como animou Paulo seus irmãos?
2 Nas Escrituras há muitas palavras excelentes de conselho e muitos exemplos a serem considerados por nós. Paulo lembrou aos cristãos hebreus ali em Jerusalém alguns destes exemplos para seu encorajamento. Contou como Deus se indignou com o antigo Israel e não deixou a maioria dos hebreus antigos, que saíram do Egito, entrar na Terra da Promessa. Por que não? Porque agiram de modo desobediente, por falta de fé. Ora, nós não queremos falhar de modo similar em ganhar o prometido. Proclamaram-se a nós as boas novas, e se tivermos fé, poderemos ter a certeza de entrar no ‘descanso de Deus’. Por isso nos exortamos e animamos mutuamente a não cair no mesmo modelo de desobediência dos que saíram do Egito. Devemos ter sempre em elevada estima as boas novas que nos foram proclamadas e manter forte a nossa fé. Deixemos que a Palavra de Deus exerça seu poder na nossa vida. “Porque a palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e da sua medula, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” — Heb. 4:1-5, 11, 12.
3. Que circunstâncias talvez se tornassem um laço para os cristãos hebreus?
3 Aqueles cristãos hebreus do primeiro século viviam no meio duma grande multidão de judeus que praticavam a religião rabínica, tradicional, e que procuravam seguir o pacto da lei apesar de este ter terminado. Os cristãos achavam-se na minoria e por isso eram impopulares, perseguidos e odiados. Mas não podiam nem pensar em voltar ao judaísmo para evitar o ódio e a perseguição, nem podiam deixar-se atrair pelas festividades sociais relacionadas com as sinagogas. Tinham de manter conhecimento e entendimento sadios de como Cristo cumpriu a Lei, a fim de não recaírem no judaísmo e em oferecer sacrifícios de animais, coisas que todas, então, eram somente meros ritos vãos e ineficientes aos olhos de Deus.
4. Quais foram algumas das doutrinas que Paulo incluiu na sua carta para edificar os hebreus?
4 Sob tais condições, quem estava em melhores condições de compreender a pressão e a perseguição a que os cristãos judeus em Jerusalém estavam expostos do que o apóstolo Paulo? Quem estava melhor preparado para fornecer-lhes argumentos fortes para refutar a tradição judaica do que Paulo, o ex-fariseu? Com o conhecimento da lei mosaica que obteve aos pés de Gamaliel, podia apresentar prova incontestável de que Cristo era o cumprimento da Lei, junto com suas ordenanças e seus sacrifícios, e que o arranjo anterior já havia sido substituído por realidades muito mais gloriosas. Todos os novos ensinos, extraordinariamente brilhantes, a respeito do Cristo foram ali apresentados aos conversos judaicos com provas tão abundantes das Escrituras Hebraicas, que nenhuma pessoa razoável podia deixar de ficar convencida e edificada espiritualmente. A carta aos hebreus mostra o profundo amor de Paulo aos seus irmãos e seu desejo ardente de ajudá-los de maneira prática no seu tempo de grande necessidade espiritual.
SUPERIORIDADE DO NOVO SOBRE O VELHO
5. Como salientou ele a superioridade do novo arranjo cristão?
5 A consideração desta carta aos hebreus mostra como Paulo salientou a superioridade do novo arranjo feito por Deus para seu povo. Sob este novo sistema de coisas, Jesus Cristo tornou-se para sempre o sumo sacerdote, aquele que não precisa de sucessores assim como precisavam os sumos sacerdotes nos antigos dias levíticos. Ele não precisa oferecer diariamente sacrifícios pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo, assim como faziam aqueles sacerdotes. Pôde fazer um único sacrifício perpétuo pelos pecados do povo e depois assentar-se à direita de Deus. — Heb. 6:20; 7:11-28; 8:1; 9:6-28.
6. Por que era o novo pacto muito superior ao pacto da lei?
6 Entrou então em vigor um novo pacto que faz coisas que o antigo pacto nunca podia fazer. O pacto da lei lembrava aos homens os seus pecados, exigindo que oferecessem sacrifícios continuamente. E, no entanto, nunca podia abrir o caminho para o homem receber a vida eterna. Paulo citou a profecia de Jeremias a respeito dum novo pacto que seria feito por Jeová: “‘Este é o pacto que celebrarei com eles depois daqueles dias’, diz Jeová. ‘Porei as minhas leis nos seus corações e as escreverei nas suas mentes.’” E ele continuou a citação, dizendo: “De modo algum me lembrarei mais dos seus pecados e das suas ações contra a lei.” “Ora, onde há perdão desses”, argumenta Paulo, “não há mais oferta pelo pecado”. (Heb. 10:16-18; 8:7-13; Jer. 31:31-33) De modo que o novo é enormemente superior ao antigo, de muitas maneiras.
7. (a) Como salientou Paulo a importância de se ter fé? (b) Como demonstrou o exemplo de Jesus a relação entre a fé e a perseverança?
7 No Heb. capítulo 11 da carta de Paulo aos hebreus salienta-se a fé como absolutamente necessária, pois sem ela é impossível agradar a Deus. Os hebreus cristianizados sabiam tudo sobre os seus antepassados, os homens fiéis da antiguidade. Por isso, Paulo pôde usar aquilo pelo qual Abraão e os outros homens de fé haviam passado como meio de encorajamento. Aqueles homens devotos de Deus demonstraram a absoluta necessidade de se manter fé forte sob muitas provas. Daí, no Heb. capítulo 12, Paulo culminou seu argumento com a referência ao Agente Principal e Aperfeiçoador de nossa fé, dizendo: “Assim, pois, visto que temos a rodear-nos uma tão grande nuvem de testemunhas, ponhamos também de lado todo peso e o pecado que facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus. Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus. Deveras, considerai de perto aquele que aturou tal conversa contrária da parte de pecadores contra os próprios interesses deles, para que não vos canseis nem desfaleçais nas vossas almas.” (Heb. 12:1-3) A perseverança fiel de Cristo é o exemplo que devemos copiar. Ele aturou a conversa contrária e a dor porque podia ver mediante a fé a alegria que o aguardava depois de passar pela morte. Se a nossa fé for forte, ao ponto de podermos antever a Nova Ordem que nos aguarda, então também deveremos poder perseverar. Por manter assim focalizado um holofote espiritual na superioridade do exemplo de Cristo e no arranjo cristão, Paulo pôde exortar seus conservos de Deus a manter uma estima elevada das coisas sagradas.
ANIMADOS A ESTIMAR AS COISAS SAGRADAS
8. Como se relacionam com a perseverança a santificação e a estima de coisas sagradas?
8 Ele mostrou também a importância da santificação e da pureza, relacionando-as juntas, dizendo: “Empenhai-vos pela paz com todos e pela santificação sem a qual nenhum homem verá o Senhor, vigiando cuidadosamente para que ninguém seja privado da benignidade imerecida de Deus; para que nenhuma raiz venenosa, brotando, cause dificuldade e para que muitos não sejam aviltados por ela; para que não haja fornicador, nem alguém que não estime as coisas sagradas, igual a Esaú, que em troca de uma só refeição renunciou aos seus direitos de primogênito. Porque sabeis que também depois, quando quis herdar a bênção, ele foi rejeitado, porque, embora buscasse seriamente uma mudança de pensamento [por parte de seu pai], com lágrimas, não achou lugar para ela.” (Heb. 12:14-17) Sim, Esaú não conseguiu manter a estima pelas coisas sagradas nem mesmo sob a ligeira pressão de sentir fome. Ele não teve a fé necessária para visualizar a alegria resultante para os fiéis. Não suportou uma prova tão pequena. Nestes “últimos dias” haverá escassez de víveres, e nós também podemos às vezes ter fome. Mas este não é motivo de renunciar à nossa situação abençoada como servos de Deus. Jeová nos ajudará através de todas as nossas provações, sejam pequenas ou grandes. (Mat. 4:1-11) Neste respeito, Jesus é nosso grande exemplo.
9. Qual é um dos melhores modos de ajudarmos a nós mesmos e a outros a estimar coisas espirituais e reconhecermos a necessidade de perseverar?
9 Paulo recomenda como remédio aos que talvez tenham ficado obtusos no seu ouvir e recaído na inatividade: “Apeguemo-nos à declaração pública da nossa esperança, sem vacilação, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e a obras excelentes, não deixando de nos ajuntar, como é costume de alguns, mas encorajando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto vedes chegar o dia.” (Heb. 10:23-25) Isto nos salienta a importância de tanto assistirmos às reuniões como de regularmente participarmos nas reuniões, a fim de mantermos nossa estima de coisas espirituais. Os que ficaram fracos ou obtusos no seu ouvir podem ser restabelecidos ou estimulados ao amor e a obras excelentes quando os levamos às reuniões cristãs. Realmente, não há nada que possa substituir esta provisão de Deus.
10. (a) Por que devemos encorajar-nos agora uns aos outros? (b) Que qualidade induz alguém a encorajar seus irmãos?
10 Paulo nos disse que devemos encorajar-nos uns aos outros tanto mais ao vermos chegar o dia. Agora que já atingimos o estágio da história em que está próximo o fim da regência de Satanás, torna-se imperioso que continuemos a encorajar-nos uns aos outros. Embora a maioria dos verdadeiros cristãos, atualmente, não tenha procedido do sistema religioso judaico que se opunha aos primitivos cristãos e os perseguia, contudo, vivemos cercados de tentações e estamos sob a pressão da perseguição e do ódio de muitas outras fontes. Saímos de Babilônia, a Grande, que em alguns lugares ainda parece estar materialmente próspera, mas certamente não queremos voltar às suas práticas más. Pedro advertiu contra tal coisa. (2 Ped. 2:21, 22) Chegou o tempo de termos em alta estima as coisas sagradas que aprendemos. Por causa do amor existente na congregação cristã, todos desejam ver seus irmãos e suas irmãs perseverar e continuar no caminho que conduz à vida eterna. Portanto, é tempo de nos exortarmos e encorajarmos uns aos outros. Cada um de nós poderá lembrar-se do que o apóstolo Paulo fez para encorajar e ajudar seus irmãos. Salientou-lhes a superioridade deste arranjo novo e melhor feito por Deus para seu povo. De modo que não deve haver nenhuma inclinação da nossa parte de nos afastarmos para o mundo e seus sistemas religiosos.
11. Que benefício obtemos das coisas espirituais escritas por Paulo aos hebreus?
11 Nós também podemos tirar proveito do que Paulo disse aos hebreus, lembrando-nos da grande provisão feita por Jeová por meio do sacerdócio eterno, dos benefícios do novo pacto e de se tirarem os pecados para sempre por meio do único sacrifício de Cristo. Embora possamos ter ouvido estas coisas muitas vezes, não são algo comum ou ordinário. São absolutamente superiores. A repetição da verdade é edificante. Há muitas oportunidades excelentes de se falar dos benefícios espirituais que todos nós usufruímos como servos dedicados de Jeová nestes ‘últimos dias”. Por lembrarmos um ao outro estas coisas todo-importantes nos ajudaremos mutuamente para não nos desviarmos.
BENEFÍCIOS ESPIRITUAIS
12. (a) Por que é agora tão especial saber como obter a vida eterna? (b) Quais são algumas das outras coisas que comparativamente poucas pessoas têm agora?
12 Quais são alguns dos benefícios espirituais que nós, como testemunhas cristãs de Jeová, podemos mencionar uns aos outros? São muitos. Podemos começar por dizer que sabemos como obter a vida; estimamos o sacrifício de resgate de Cristo. (Rom. 6:23) Pense nos que ainda praticam o judaísmo e que ainda aguardam o Messias, ou pense nos que são pagãos, sabendo pouco ou nada a respeito de Cristo e da esperança de vida. (1 Cor. 1:18, 23) Ou pense na cristandade, toda confusa com as muitas teorias e filosofias falsas e que não segue o rumo que conduz à salvação por Cristo. (Veja Mateus 15:1-9.) Em contraste, os servos de Jeová foram libertos das tradições de Babilônia, a Grande. (João 8:31, 32) Não vivemos em medo de sofrer num purgatório ou num inferno de fogo. Sabemos que os mortos estão dormindo. Temos a maravilhosa esperança da ressurreição. (João 5:28, 29; 1 Tes. 4:13-18; Rev. 20:4-13) Não estamos em confusão por causa do ensino falso da Trindade. Fomos libertos da superstição — não confiamos em amuletos, imagens, ídolos, e não precisamos arrastar-nos de joelhos montanha acima ou até altares, em cerimônias religiosas. Não sofremos por causa do descaso espiritual de falsos pastores na cristandade, nem somos oprimidos pelos seus clérigos. (1 Cor. 10:14; Mat. 9:36; Luc. 22:25, 26; 2 Cor. 1:24) Estas verdades são algo especial, que comparativamente poucos entendem.
13. Como encontram os que servem a Jeová proteção contra o demonismo?
13 Pense em como Jeová abriu a mente e o entendimento de seu povo para reconhecer os perigos do demonismo, nas suas muitas manifestações, tais como a astrologia e predizer a sorte, e em como isto nos protege contra ele. (Deu. 18:10-12; 1 Cor. 10:21; Gál. 5:19, 20; 1 Tim. 4:1; Rev. 18:4, 23) Embora outros tenham medo, nós não precisamos temer o espiritismo. — Núm. 23:21, 23; Pro. 18:10.
14, 15. Neste tempo da história mundial, quais são algumas das vantagens que os servos de Deus têm?
14 As condições do mundo estão piorando de dia em dia. Os homens desfalecem por causa do medo do que possa vir. No meio de todos, só as testemunhas cristãs de Jeová têm verdadeira esperança no futuro. Estes cristãos têm irmãos amorosos que os consolam e edificam; quando alguém está em necessidade, há outros para ajudá-lo. Especialmente quando Babilônia, a Grande, for destruída no meio de grande violência haverá ocasião para estes cristãos fiéis se consolarem e ajudarem mutuamente e para verem a salvação de Jeová. Haverá deveras muitas bênçãos por se estar então nas fileiras do povo de Jeová. — Luc. 21:26; 1 Tes. 5:12-15; Rev. 17:15-18; 19:1.
15 Sabemos por que se permitiu a iniqüidade. Compreendemos o significado dos “últimos dias” e não precisamos envolver-nos na política e na confusão do mundo. Os verdadeiros cristãos não se envolvem nas greves, nos distúrbios, nas insurreições e nas coisas contra a lei, nestes “últimos dias”. Tudo isso é proteção para nós. — Êxo. 9:15, 16; Jó 1:6-2:10; João 6:15; 17:16; Rom. 13:1-9.
16. Quais são algumas das coisas de que tiramos proveito pessoal por conhecermos a Palavra de Deus e vivermos segundo ela?
16 As testemunhas de Jeová gozam pessoalmente de muitos benefícios. Visto que não temos as ansiedades daqueles que estão neste velho sistema de coisas, que não têm esperança, podemos evitar muitas aflições. A ansiedade é uma das causas principais das doenças cardíacas. Por seguirmos as leis de Jeová em questões de moralidade, evitamos as doenças venéreas do mundo, que se alastram muito rapidamente nestes “últimos dias”. Mantemo-nos limpos do hábito de fumar, e isto é uma proteção contra o câncer, que aflige agora a tantos. Não nos tornamos beberrões, e por isso não padecemos do efeito destrutivo do alcoolismo na mente e no corpo. Não sofremos a infelicidade trazida pela perda na jogatina. Os feriados mundanos fazem com que muitos se endividem para mostrar “espírito festivo”, e depois passam muitos meses tentando pagar suas dívidas. Em contraste, o conhecimento da verdade da Palavra de Deus nos faz felizes, e diz-se que um coração feliz é bom remédio. Há também muita felicidade em transmitir a verdade a outros. De modo que há muitos benefícios, de todas as maneiras! — Fil. 4:6, 7; Gál. 5:19-23; Pro. 4:20-22; Mat. 5:3-12; Atos 20:35.
17. Que benefícios podem obter as famílias cristãs por cumprirem as leis de Deus?
17 Um grande número de famílias do mundo rompem-se hoje por falta de respeito para com as leis de Jeová. Mas o ensino de Jeová nos tem ajudado a alcançar a união familiar. Seguindo-se as Escrituras, os filhos devidamente instruídos pelos pais nas atividades cristãs são protegidos contra os efeitos prejudiciais da delinqüência e do vício dos narcóticos, tão prevalecentes hoje em dia e que resultam em tanta aflição e infelicidade. — Efé. 6:1-4; Pro. 3:1, 2.
18. Mostre com textos a superioridade do companheirismo cristão sobre a companhia dos do mundo.
18 Nossa associação na congregação cristã e o companheirismo com nossos irmãos são uma grande bênção, pois é um verdadeiro prazer estar com os que produzem os frutos do espírito. Assim não ficamos envolvidos com as obras da carne, que são tão prejudiciais. — Pro. 17:17; Gál. 5:22-26; 1 Cor. 15:33.
19. (a) Pode pensar em mais outros motivos de se ser grato a Jeová? Quais são alguns deles? (b) Como poderemos perseverar até o fim?
19 Seria possível prosseguir e gastar muitas horas revisando as bênçãos do arranjo de Jeová provido para seus servos. Quem, senão os servos de Jeová, pode ver o que o reino de Deus significa desde que o Rei Jesus Cristo começou a reinar nos céus, em 1914 E. C.? (Sal. 2:4-6; 110:1, 4; Dan. 2:44; 7:13, 14; Mat. 11:25-27; 13:44; Rev. 11:15-17; 19:11-21) Quem mais entende de que modo Jeová, sob esta regência do Reino, fará desta terra um paraíso em que o homem há de viver para sempre? (Rev. 21:1-5; Sal. 37:9-11, 29; Ecl. 1:4; Isa. 65:17-23; Eze. 34:25-27; Luc. 23:42, 43) Ao passo que lê a Palavra de Deus, pense em todos os modos em que Jeová proveu o que necessitamos, e nunca deixe de agradecer a Jeová. (Rom. 8:28) É esta espécie de estima das boas coisas de Jeová e esta reflexão nas suas muitas bênçãos que edificam e animam. É sobre isso que devemos falar. (Atos 14:21, 22; 1 Cor. 14:3) É assim que podemos ajudar-nos mutuamente a manter nossa espiritualidade. Mesmo que venham provas, recebemos muitas provisões de Jeová para nos ajudar a perseverar. (Tia. 1:12) Fortalecemos nossa fé como pessoas e como congregações, de modo que estamos numa situação excelente para perseverar até o fim, ao resistirmos às tentações e às más influências destes “últimos dias” e participarmos na proclamação das boas novas. Portanto, seja nossa determinação a mesma que a expressa pelo apóstolo Paulo: “Ora, nós não somos dos que retrocedem para a destruição, mas dos que têm fé para preservar viva a alma.” — Heb. 10:39.
[Foto na página 432]
Ao comentarmos nas reuniões animamo-nos e exortamo-nos mutuamente a perseverar.
[Foto na página 433]
São as coisas sobre as quais falamos realmente assuntos que resultam em benefícios espirituais?
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Quem representa o cristianismo?A Sentinela — 1973 | 15 de julho
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Quem representa o cristianismo?
● Se se perguntasse hoje às pessoas em geral sobre quem representa melhor o cristianismo, muitas talvez mencionassem os clérigos instruídos. Entretanto, um ponto interessante é salientado a respeito dos primitivos cristãos no livro Evangelismo na Primitiva Igreja (Evangelism in the Early Church):
“Em contraste com a atualidade, quando o cristianismo está altamente intelectualizado e dispensado por clérigos profissionais a constituintes cada vez mais restritos à classe média, nos dias primitivos, a crença foi divulgada espontaneamente por evangelistas informais e teve seu maior atrativo entre a classe operária.
“Se na primitiva Igreja não havia distinção entre os ministros de tempo integral e os leigos quanto a esta responsabilidade de divulgar o evangelho de toda maneira possível, tampouco havia distinção entre os sexos neste respeito. Era axiomático que todo cristão foi convocado para ser testemunha de Cristo, não só pelo modo de vida, mas também pelos lábios. Cada um devia ser apologista, pelo menos ao ponto de estar pronto de se desincumbir bem na explicação da esperança que havia neles. E isto enfaticamente incluía mulheres. Elas tiveram um papel muito grande na promoção do cristianismo.”
Portanto, se uma mulher ou alguém da classe operária o visitar no seu lar para falar-lhe sobre o cristianismo, escute o que tem a dizer à base da Bíblia. Esta pessoa talvez represente realmente o cristianismo mais de perto do que os clérigos instruídos.
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