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  • Pondo os interesses do reino em primeiro lugar
    A Sentinela — 1962 | 15 de janeiro
    • Pondo os interesses do reino em primeiro lugar

      O TREINAMENTO especial provido para superintendentes das congregações das testemunhas de Jeová, num curso de um mês, nas Escolas do Ministério do Reino da Sociedade Torre de Vigia, tem sido recebido com muita apreciação. Mas, para os homens com famílias para sustentar, e numa época em que há escassez de empregos, fazer arranjos para cursar a escola tem exigido forte fé.

      Os que têm cursado a escola tiveram de encarar uma questão. Não, não se tratava da questão se iam cursar a escola; sabiam a resposta para isso. Mas a questão era: Estaria o seu patrão secular disposto a dar-lhes licença por um mês inteiro ou mais, empregando-os ainda quando voltassem? Não importa qual a resposta, sabiam que estariam fazendo a coisa certa por porem o seu serviço a Deus em primeiro lugar.

      Alguns empregadores, ao saberem que o servo de congregação receberia treinamento gratuito a fim de equipá-lo para uma superintendência mais eficiente, maravilharam-se do interesse demonstrado pela organização nos que a representavam. Só a idéia de que não se cobrava nada pelo treinamento, nem mesmo por cama e mesa na escola, deixou-os espantados. E qual seria o objetivo do treinamento? Não comercial; não para que o superintendente pudesse ganhar mais dinheiro para alguma organização, nem mesmo para que ganhasse mais dinheiro para si mesmo; mas para que pudesse cuidar mais eficientemente das necessidades espirituais dos na sua congregação. O fato de que a Sociedade Torre de Vigia fornece o treinamento de modo gratuito e o superintendente está disposto a contribuir o seu tempo para recebê-lo, tem feito alguns patrões sentir que o mínimo que podiam fazer era dar um pouco de cooperação.

      Em outros lugares de emprego não tem havido encorajamento espontâneo. Tem sido uma prova de fé para o servo de congregação, mas uma prova que ‘ele tem enfrentado com a ajuda de Jeová.

      Um superintendente de Fort Worth, no Texas, relata a seguinte experiência sua: “Quando eu recebi meu convite para cursar a Escola do Ministério do Reino, em South Lansing, Nova Iorque, dirigi-me ao proprietário da empresa em que eu estava empregado e pedi seis semanas de licença. A resposta foi um decidido não, e, quando eu informei meu patrão que eu ia de qualquer modo, ele começou a publicar anúncios para me substituir como supervisor na sua organização comercial. . . .

      “Na segunda-feira antes de minha partida, o proprietário enviou memorandos internos aos dezesseis chefes de departamento, para que entrassem imediatamente em contato comigo se os seus negócios exigissem isso, visto que eu estaria de licença nas próximas seis semanas.

      “Quando recebi o meu último cheque de pagamento, perguntei se eu podia receber o pagamento das minhas férias, visto que minha família iria precisá-lo. Meu patrão respondeu: ‘Que tal se eu enviar o seu próximo cheque de pagamento à sua esposa e lhe guardar o pagamento das férias para o verão, visto que o senhor vai provavelmente às férias novamente, como faz cada verão.’”

      O superintendente em Burlington, North Carolina, teve a seguinte experiência: “Quando pedi um mês de licença, a fim de freqüentar a Escola do Ministério do Reino, meu supervisor informou-me que ele não se oporia a ninguém que procurasse servir ao Senhor. No dia seguinte; porém, o encarregado do pessoal informou-me que eu perderia antiguidade e o seguro se tomasse uma licença prolongada, e se surgisse um caso de emergência, eles teriam de empregar outro para me substituir. Apesar disso, estava decido a ir à escola, e eu declarei isso.

      “Antes de partir para a escola, meu supervisor veio falar comigo. e disse-me que eu não me preocupasse enquanto estivesse ausente durante o mês, que o meu seguro estaria vigorando para mim mesmo e para a minha família, e que eu teria uma promoção ao voltar a trabalhar. Expressei-lhe o meu agradecimento por tudo o que ele tinha feito por mim, mas disse-lhe que eu estava mais interessado na minha obra ministerial do que em assumir mais responsabilidade ali, e que, também devido à minha atividade ministerial, eu teria de ter mais duas semanas de licença durante o verão para assistir à nossa assembléia no Texas. Ele disse que sempre tinha resolvido as coisas para mim, e que daria um jeito também para o verão.”

      Um servo de congregação, que é também pioneiro na Carolina do Norte, escreveu o seguinte: “Minha esposa e eu ficamos jubilantes quando recebi o convite para cursar a 17a. Classe da Escola do Ministério do Reino em South Lansing, Nova Iorque. Temos estado por vários anos no serviço de pioneiro regular e eu estava muito alegre de receber treinamento que melhoraria a minha capacidade de apresentar a mensagem do Reino de Jeová.

      “No entanto, surgiu um grande problema. Eu tinha estado trabalhando para a companhia . . . por cerca de um ano e meio, e a espécie de empregos que tornam possível que minha esposa e eu trabalhássemos de pioneiros são escassos nesta região. Quando me dirigi ao supervisor do pessoal, falando-lhe sobre freqüentar a escola bíblica, ele foi cético. Salientou prontamente que os últimos três homens que tiraram mais de duas semanas de licença tinham sido despedidos. Apesar disso, dirigi-me ao gerente distrital a respeito da escola. Expliquei o valor educativo do curso, as aulas de conferências públicas e o propósito do treinamento. Quando expliquei que precisaria quatro semanas de licença para o curso, ele pensou por alguns momentos e disse; ‘Eu sei que toma a sua religião a sério e isso é bom para qualquer homem. Vou fazer uma exceção e deixa-lo ir, porque gosto do seu trabalho e porque tem uma boa folha de serviço aqui.’ Quando comecei a perguntar sobre o pagamento de uma semana de férias, ele interrompeu-me, dizendo: ‘Não se preocupe com o dinheiro. Eu vou continuar a pagar-lhe regularmente sob a condição de que não espalhe isso no escritório. Afinal de contas’, disse ele, ‘esta é uma exceção muito rara’.

      “Quando expliquei a escola ao gerente do parque de carros-reboques onde eu moro, ele disse que não me cobraria nada durante a minha ausência, e que deixasse o carro-reboque onde estava.

      “Portanto, embora muitas vezes os nossos problemas pareçam montanhescos, se confiarmos em Jeová e na sua capacidade de solucionar os nossos problemas, então a nossa única preocupação grande é louvar o seu nome mais e mais.”

      O superintendente em Beaumont, na Califórnia, escreve o seguinte: “Quando recebi o convite para ir à Escola do Ministério do Reino em South Lansing, eu estava tendo dificuldades com as minhas cordas vocais, que o médico descreveu como ‘garganta irritada de pregador’. O remédio, disse ele, era parar de falar tanto. Minha única renda procedia de vendas, e estas tinham sido quase nulas nos últimos meses, com a costumeira acumulação de contas. Mas o espírito de Jeová interveio então, e minha esposa sugeriu que ela talvez pudesse obter um emprego. Ela conseguiu isso, e, embora o seu ordenado não cobrisse todas as despesas e mais a passagem, contudo nos deu algo. De modo que ela tomou seu caderno de notas e seu lápis, como secretária, e eu tomei o avental dela e poupei a minha voz. Com uma contribuição da parte da congregação, para preencher a lacuna, posso cursar a Escola do Ministério do Reino, pela benignidade imerecida de Jeová.”

      Um servo de congregação de Brooklyn, Nova Iorque, conta que falou em três ocasiões separadas com o seu patrão, pedindo licença para poder freqüentar a Escola do Ministério do Reino. Todas as três vezes lhe foi negado isso, e na terceira vez a resposta foi irada. Três dias depois chegou o tempo para partir para a escola, de modo que o irmão se dirigiu novamente ao seu patrão, esta vez pedindo seu pagamento integral, visto que se tinha de despedir. Nesta ocasião, depois duma longa conversa, em que se explicou novamente o propósito da escola, ele concedeu a licença.

      Alguns dos que freqüentaram a escola têm perdido o seu emprego secular por isso, mas, mesmo estes não acham que o Senhor os tenha abandonado. Absolutamente não! Ele os tem abençoado além da sua expectativa com as boas coisas recebidas na Escola do Ministério do Reino. Nem deixará Ele de ouvir as orações deles nos dias vindouros, quando pedirem: “Dá-nos o nosso pão para o dia, de acordo com as necessidades do dia.” (Luc. 11:3, NM) Conforme o próprio Jesus assegurou, os que buscarem fervorosamente, primeiro o reino de Deus verão que todas as outras coisas necessárias à vida lhes serão acrescentadas. — Mat. 6:33.

      É bom o exemplo destes superintendentes em porem os interesses do Reino em primeiro lugar. São, como o apóstolo Pedro disse que devem ser, “exemplos para o rebanho”. (1 Ped. 5:3, NM) Outros associados com a sociedade do Novo Mundo imitarão o seu bom exemplo. Quando se vêem em circunstâncias em que o trabalho secular torne impossível assistir a um congresso do povo de Jeová ou quando o serviço secular começa a afetar a assistência às reuniões congregacionais, lembrar-se-ão do conselho encontrado em Hebreus 13:7 (NM): “Lembrai-vos dos que vos governam, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta seu comportamento, imitai-lhes a fé.”

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1962 | 15 de janeiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Qual é a autoridade para a declaração que aparece no parágrafo 17, página 667, da Sentinela de 1960: “Grandes corpos de água . . . que distinguem o nosso globo dos outros planetas do sistema solar”?

      Se tomar qualquer livro de astronomia e ler o que tem a dizer sobre os planetas do nosso sistema solar, poderá facilmente verificar se o que A Sentinela diz na página 667 é correto na sua declaração de que grandes corpos de água distinguem o nosso globo como diferente dos outros planetas do sistema solar. A simples razão para isso é que não estão à mesma distância do sol que a nossa terra. Por conseguinte, as temperaturas dos vários planetas variam segundo a sua maior proximidade do sol ou a sua maior distância do sol.

      Por exemplo, a temperatura de Vênus, na sua face que dá para o sol, é de centenas de graus acima de zero; ao passo que do outro lado é de centenas de graus abaixo de zero. Que efeito isso teria sobre H2O pode muito bem ser avaliado. De modo que a terra, estando a uma distância adequada do sol, está favorecida com as condições precisamente exatas para a vida do homem e para a economia da natureza nela da qual ele depende.

      ● Quem ocupa posição mais elevada na organização de Jeová, os serafins ou os querubins? — R. J., Estados Unidos.

      Pelo que parece, os serafins ocupam a posição mais elevada. Onde quer que os querubins são mencionados em relação a Jeová, mostra-se que estão numa posição inferior, estando Jeová ou assentado ou cavalgando sobre eles. Veja-se 2 Samuel 6:2; 2 Reis 19:15; 1 Crônicas 13:6; Salmos 80:1; 99:1. No entanto, no único lugar em que os serafins são mencionados, em Isaías 6:1-6, mostra-se que ocupam posições acima do trono de Jeová.

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