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  • O dragão vermelho
    A Sentinela — 1963 | 15 de abril
    • Nas Escrituras, dez é símbolo de inteireza, e chifres, de poder. (Zac. 1:21) Os dez chifres deste dragão representariam, portanto, que ele tinha completo poder como um poderoso ou o “deus deste mundo”. As suas sete cabeças com diademas mostram que ele está à testa dos sete príncipes demônios, os quais estão sobre as sete potências mundiais da profecia bíblica: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma e a potência Anglo-Americana dos tempos modernos. Que essas potências mundiais têm príncipes demônios sobre elas se vê do fato de que a Pérsia, conforme indica a Bíblia, tinha o demônio “príncipe do reino da Pérsia” que interferiu com um mensageiro angélico nos dias de Daniel. — 2 Cor. 4:4; Dan. 10:13, ALA.

      Diz-se que o dragão arrastou “a terça parte das estrelas do céu”. Nas Escrituras, os anjos são referidos como estrelas, “estrelas da alva”. Arrastar o dragão essas estrelas retrata bem que ele teve êxito em atrair para si diversos dos anjos fiéis, desviando-os do serviço de Jeová e fazendo com que se tornassem demônios. Entretanto, não podemos tomar essa expressão “uma terça parte” como sendo literal, visto que esta é uma expressão empregada em sentido geral, tanto no livro de Apocalipse como no resto das Escrituras, significando uma certa parte. — Jó 38:7; Zac. 13:8, 9; Apo. 8:7-9; 9:15, ALA.

      Este dragão, segundo se mostra, espera o nascimento do filho varão, da divina organização celestial semelhante a uma esposa, para que o possa devorar. Este filho varão é símbolo representativo do reino de Deus, tendo a seu Filho Jesus Cristo como Rei, conforme se vê pelo fato de que se destina a “reger todas as nações, com cetro de ferro”. (Apo. 12:5, ALA) Esta profecia faz lembrar as palavras de Jeová Deus dirigidas a seu Filho, no Salmo 2:7-9, ALA: “Tu és meu filho . . . Pede-me, e eu te darei as nações por herança . . . Com vara de ferro as regerás.” Não resta dúvida quanto a Satanás, o Diabo, estar contra o reino de Deus, nem tampouco quanto a êle travar guerra contra os servos fiéis de Deus, segundo se nota em Apocalipse 12:17.

      Quanto ao tempo do cumprimento dos eventos observados em Apocalipse, capítulo doze, as palavras do contexto nos dão um indício: “As nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira.” Quando é que as nações se enfureceram como nunca antes? Certamente foi em 1914. Aquele ano, portanto, marcaria o tempo para começarem a ocorrer estes eventos. — Apo. 11:18, ALA.

      Se alguém se admirar quanto a Satanás, o Diabo, ter acesso ao céu, note que, em Jó 1:6 a 2:1, se mostra Satanás se apresentando no céu juntamente com os filhos angélicos de Deus. Tampouco contradiz a oração-modelo de Jesus o fato de Satanás ter estado às vezes nos céus. Por que não? Porque o que Jesus nos disse que pedíssemos em oração não era que a vontade de Deus seja feita, na terra como estava sendo feita no céu naquela época, mas, antes, que a vontade de Deus fosse feita tanto no céu como na terra: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” — Mat. 6:10, ALA.

      O dragão vermelho, tendo sido lançado do céu, tem agora “grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta”. Na batalha do Armagedon que se aproxima velozmente, ele será lançado no abismo por mil anos. Depois disso, será solto por um curto, período, a fim de provar a humanidade, após o que sofrerá o aniquilamento eterno no lago de fogo, a segunda morte. — Apo. 12:12, NTR; 16:14, 16; 20:1-3, 7-10; 21:8.

  • A besta que emerge do mar
    A Sentinela — 1963 | 15 de abril
    • A bêsta que emerge do mar

      QUANTO à besta que emerge do mar, o apóstolo João escreveu: “Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso, e boca como boca de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta.” — Apo. 13:1-3, ALA.

      A palavra grega para besta é theríon, que significa um animal selvagem perigoso. É, interessante que uma das definições de “besta” é “um mamífero selvagem, feroz por natureza”. A descrição desta besta faz lembrar a profecia de Daniel acerca de certas bestas, uma semelhante ao leão, outra semelhante ao urso, uma terceira semelhante ao leopardo, e assim por diante, que ele próprio identifica mais tarde como representando certas potências mundiais ou governos tais como os da Medo-Pérsia e da Grécia. Esta besta que emerge do mar ou do abismo está em conformidade com isto, pois o mar é usado para representar “povos, multidões, nações e línguas”. — Apo. 17:15; Dan. 7:1-8; 8:1-22, ALA.

      Obviamente, esta besta representaria os governos visíveis, terrestres, humanos. Ter ela sete cabeças e dez chifres, simboliza a inteireza, retratando, por conseguinte, que todas as nações do mundo têm estado sob o controle de Satanás, especialmente os sete governos do mundo que exerceram completo poder desde o Egito até agora. Esses foram e são bestiais do ponto de vista de Deus, não importando qual seja a sua aparência aos seus próprios olhos ou aos de seus povos. Com efeito, pode-se dizer que admitem tàcitamente que são bestiais, escolhendo símbolos tais como o urso russo, o leão britânico e a águia norte-americana.

      Note-se que o dragão Satanás, segundo se informa, deu o seu poder a esta besta, bem como trono e autoridade. Devem, portanto, pertencer a ele e cumprir as suas ordens. Isto está em corroboração com a oferta que Satanás fez de dar a Jesus todos os reinos do mundo se se prostrasse diante dele e o adorasse. Por isso Jesus se referiu a Satanás como o ‘príncipe deste mundo’; Paulo o chamou de “deus deste mundo”, “o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência”; e é por isso que João disse que “o mundo inteiro jaz no maligno”. Sendo a organização visível de Satanás, seu instrumento ou ferramenta, podemos entender por que se diz que as sete cabeças dela têm blasfêmias ou nomes blasfemos. — João 12:31; 2 Cor. 4:4, VB; Efé. 2:2; 1 João 5:19, ALA.

      O que dizer da cabeça que recebeu um golpe mortal, mas que foi curada? Esta cabeça foi a sexta cabeça, representada nos tempos modernos pela

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