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  • Fica irado por causa de pequenas coisas?
    A Sentinela — 1965 | 1.° de novembro
    • Fica irado por causa de pequenas coisas?

      UM EDITOR de revista que corria por movimentada rua francesa, com a mala na mão, passou perto dum reluzente carro esportivo. Subitamente, para sua surpresa, um homem pulou do carro, acusando-o de o ter arranhado com a mala. Fervendo de raiva, o homem deu um golpe tão severo no editor que este jamais recuperou os sentidos. Será que um arranhãozinho num carro vale a vida dum homem? A resposta é óbvia; todavia, no estado de ira incontrolada, esse pode ser o preço que talvez o leitor faça que alguém pague por algo tão pequenino quanto um arranhãozinho.

      Vivemos numa época de alta velocidade que está cheia de tensões e pressões, as quais tornam sensíveis as pessoas. Pequenas coisas podem incomodar tanto que causam que as pessoas tensas explodam de raiva, dizendo coisas de que mais tarde se arrependem, ou fazendo coisas de que depois sentem remorsos. Uma observação impensada, um esbarro sem intenção ou uma descortesia irritante é coisinha à-toa, mas, por causa de tais coisinhas, a pessoa pode tornar-se violentamente irada se deixar de exercer o domínio próprio.

      Há muitas contrariedades pequenas que se podem esperar numa cidade, tais como um empurrão em passeios movimentados ou em lojas superlotadas, alguém que fala por muito tempo no telefone público quando deseja usá-lo, um motorista que lhe corta o caminho no tráfego, alguém que bate na traseira de seu carro ou toca impacientemente a buzina de seu carro, e assim por diante. Se permitir que tais coisas o irritem, perderá rapidamente a paciência, chegando a ponto de explodir, e tentará ferir a outra pessoa com palavras ou atos. É melhor aprender a viver com outras pessoas na comunidade do que deixar que as coisas que elas fazem o movam a ficar com raiva. Num estado de ira, poderá perder o controle de si próprio e fazer algo de que talvez se arrependa pelo resto da vida.

      Quer esteja nas ruas da cidade ou em casa, ou entre amigos e colegas de negócios, mostrará sabedoria se aprender a desperceber pequenas coisas que poderiam incomodá-lo se assim o permitisse. Por que perder amigos, agravar suas relações com colegas de trabalho ou negociantes e estragar seu casamento por ficar irado por causa de coisas sem importância que fazem? Se sua esposa amassar o pára-lama do carro da família, queimar as torradas, apertar o tubo de pasta de dentes no centro, ao invés de na extremidade inferior, ou fizer outra coisa que o irrite, seria sábio exercer o domínio próprio e não dizer a primeira coisa que lhe vier à boca. Uma observação causticante pode facilmente começar um argumento quente que talvez esfrie sua relação marital. A esposa também faria bem em exercer o domínio próprio e não permitir que a ira surja quanto a coisas pequenas que o marido faz e que a incomodam. Tem havido pessoas que pediram divórcio por causa de disputas acaloradas sobre coisas pequenas tais como torradas queimadas ou a escolha dos programas de televisão. São estas coisas mais importantes do que um casamento?

      Dano pode ser causado a um filho quando o pai ou a mãe deixa de controlar a ira por causa de pequenas coisas que a criança talvez faça e que irritam. Um padrasto na cidade de Nova Iorque, que trabalhava de noite, era mantido acordado por um menino arteiro de dois anos e meio. Com ira cega, ele largou sua ira sobre a criança, surrando-a até que ela morreu. Em outra cidade estadunidense, um menino de 22 meses de idade teve de ser hospitalizado em quatro ocasiões diferentes, por causa de ser surrado por sua mãe sem paciência. Poder-se-ia fornecer longa lista de casos chocantes de maus tratos dados pelos pais a filhos pequenos. É tão comum nesta época de altas tensões que os médicos ficam gravemente preocupados.

      Pequenas contrariedades não são tão importantes que a pessoa tenha de machucar seus filhos, arruinar seu casamento, perder seus amigos ou até mesmo perigar a vida de outras pessoas. Não vale a pena pensar nelas. Por se pensar nelas, elas se ampliam, fazendo que a ira se acumule até que explode em ações prejudiciais. Há coisas mais importantes na vida em que pensar.

      Há sabedoria no provérbio que diz: “Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.” (Pro. 16:32, ALA) Esta declaração da Palavra de Deus delineia importantíssimo fato da vida. A fim de viver de modo harmonioso com as outras pessoas da comunidade, o leitor tem de desperceber suas ações e seus hábitos impensados. Ninguém é perfeito. Com certeza as pessoas farão coisas que podem incomodar, especialmente quando o leitor estiver com disposição desagradável. Não se ganha nada por reagir com violência. Quem perde é o leitor mesmo. Por outro lado, se exercer domínio próprio, se for vagaroso em irar-se, ganhará muito. Terá aprendido o que é importante fator para se manter boas relações com outros, apegar-se aos amigos, granjear o respeito de seu empregador e merecer o amor de sua esposa e filhos. Quando unido a outras virtudes saudáveis, o domínio próprio pode fazer que o leitor seja uma vantagem para uma firma ou comunidade.

      Ser vagaroso em irar-se por causa de pequenas coisas, bem como por grandes coisas é o que se espera dos cristãos. Quando seguem o padrão estabelecido por Jesus Cristo, fazem mudanças em sua personalidade que as tornam marcantemente diferentes das pessoas do mundo. Dirigindo-se a elas, diz a Bíblia: “Sejam tiradas dentre vós toda a amargura maldosa, e ira, e furor, e brado, e linguagem ultrajante, junto com toda a maldade. Mas, tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros, assim como também Deus vos perdoou liberalmente por Cristo.” (Efé. 4:31, 32) A ira, a cólera, a gritaria e a linguagem ultrajante não têm lugar no temperamento do cristão. No entanto, tais coisas são comuns nas pessoas que não vivem segundo os princípios cristãos. É por isso que tais pessoas têm tanta dificuldade em se dar com os demais e amiúde são culpadas de atos violentos.

      Antes que arder de ira acalorada por causa de pequenas coisas que outras pessoas façam, siga as boas instruções da Bíblia por ser bondoso, ‘ternamente compassivo, perdoando liberalmente aos outros’. Não é melhor perdoar uma pessoa que acidentalmente arranhe o pára-lama de seu carro ou lhe corte a passagem no trânsito do que golpeá-la de modo a deixá-la inconsciente e possìvelmente tirar-lhe a vida? Não é melhor perdoar a pessoa que impensadamente lhe esbarra numa calçada ou que lhe impede o caminho, do que lançar uma torrente de doer os ouvidos de invectivas! Por certo, manifesta, sabedoria de sua parte, o não deixar que as pequenas coisas o irritem.

  • Júbilo no meio do temor mundial
    A Sentinela — 1965 | 1.° de novembro
    • Júbilo no meio do temor mundial

      Por que há crescente temor mundial? Como podemos encarar com júbilo o futuro?

      O MUNDO vive numa dieta de temor. Os veículos noticiosos, dando destaque aos crimes e às catástrofes sensacionais, criam diariamente o senso de maus agouros. Ameaças, reais e imaginárias, pendem sobre as cabeças das pessoas, quer as consideremos individual, nacional ou internacionalmente. Acrescente-se a isto o medo duma guerra quente atômica, o colapso da fé e da boa moral, o aumento da suspeita e intolerância que agora caracterizam as relações humanas, e o leitor verá um mundo de criaturas humanas que vivem e trabalham, que divertem-se e dormem, passando por constante pesadelo.

      Por motivo das “penetrações” científicas, a humanidade veio a conhecer um pouco mais sobre as vastas amplidões do espaço que cercam seu lar global. Ao invés de isto resultar em maior conforto e satisfação mentais, as informações adicionais às vezes servem para tornar o homem mais temeroso, mais perturbado quanto ao futuro, mais ansioso de suas horrendas possibilidades. Ao invés de o sol ser apenas um agente benigno, vitalizante, para a bênção do homem, para muitos ele se tornou ameaça potencial a toda a vida neste planeta, ao aprenderem sobre as poderosas manchas de energia que ele lança a centenas de milhares de quilômetros no espaço circunvizinho, intensificando grandemente a constante e misteriosa chuva de partículas cósmicas que interrompem as comunicações terrestres, e que se diz que até mesmo têm efeitos prejudiciais sobre a mente humana. Alguns cientistas predizem a futura intensificação das manchas solares até o ponto em que provavelmente envolvam o inteiro sistema planetário de nosso sol e reduzam tudo a cinzas.

      Agora, também, o homem tem conseguido enviar ao espaço veículos que circundam e atingem a lua, até mesmo obtendo notáveis fotografias de perto da superfície lunar. A emoção de tal consecução científica, contudo, não vem desacompanhada do difundido sentimento de insegurança, pois é bem conhecido que ambos os grandes blocos de nações, que agora se confrontam um ao outro em formação de guerra fria, planejam ser o primeiro a colocar uma missão militar na lua e a usá-la para perscrutar as instalações e os movimentos do inimigo. Assim, a lua não é mais apenas uma luz suavemente brilhante para o céu noturno. Tornou-se causa de cada vez mais profunda ansiedade. E o que ainda poderá ser descoberto, ao voltar o homem a sua atenção para os planetas próximos, é semelhantemente certo de promover o senso atemorizador de insegurança e incerteza.

      Até mesmo os poderosos mares, que Deus proveu como inexaurível reservatório para a operação do grande ciclo do

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