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  • Irmão, Irmã
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    • especulativo, cuja invenção é creditada a Jerônimo, e remonta a uma data não anterior a 383 E.C. Jerônimo não só deixa de citar qualquer apoio tradicional para sua hipótese recém-formulada, mas também, em escritos posteriores, vacila em suas opiniões e até revela dúvidas quanto à sua “teoria dos primos”. Como comenta Lightfoot: “São Jerônimo não alegava nenhuma autoridade tradicional em favor de sua teoria, e que, portanto, somente na Escritura devia-se buscar evidência em favor dela. Examinei a evidência bíblica, e a . . . combinação de dificuldades . . . mais do que contrabalança estes argumentos secundários em favor dela, e, com efeito, têm de levar à sua rejeição.” — St.  Paul’s Epistle to the Galatians (Epístola aos Gálatas, de São Paulo), 1874, p. 258.

      Nas Escrituras Gregas, quando o relato envolve um sobrinho ou um primo, não se usa adelphós. Antes, explica-se o parentesco, como “o filho da irmã de Paulo”, ou “Marcos, primo [anepsiós] de Barnabé”. (Atos 23:16; Col. 4:10) Num mesmo texto, ocorre tanto a palavra grega syggenón (“parentes”, tais como primos) como adelphón (“irmãos”), mostrando que tais vocábulos não são usados a esmo, ou de forma indiscriminada, nas Escrituras Gregas. — Luc. 21:16.

      Quando, durante o ministério de Jesus, “seus irmãos, de fato, não estavam exercendo fé nele”, isto certamente os excluiria de serem seus irmãos em sentido espiritual. (João 7:3-5) Jesus contrastou estes irmãos carnais com seus discípulos, que criam nele e eram seus irmãos espirituais. (Mat. 12:46-50; Mar. 3:31-35; Luc. 8:19-21) Esta falta de fé por parte de seus irmãos carnais nos proíbe de identificá-los com os apóstolos que têm os mesmos nomes que eles: Tiago, Simão, Judas; eles são explicitamente diferençados dos discípulos de Jesus. — João 2:12.

      O relacionamento que tais irmãos carnais de Jesus tinham com sua mãe, Maria, também indica que eram filhos dela, em vez de parentes mais afastados. São usualmente mencionados junto com ela. Declarações no sentido de que Jesus era o “primogênito” de Maria (Luc. 2:7), e de que José “não teve relações com ela até ela ter dado à luz um filho” também apóiam o conceito de que José e Maria tiveram outros filhos. (Mat. 1:25) Até mesmo os vizinhos em Nazaré reconheceram e identificaram Jesus como sendo “irmão de Tiago, e José, e Judas, e Simão”, acrescentando: “E não estão as suas irmãs aqui conosco?” — Mar. 6:3.

      À luz destes textos, suscita-se a pergunta: Por que, então, devia Jesus, pouco antes de sua morte, confiar sua mãe Maria aos cuidados do apóstolo João, em vez de a seus irmãos carnais? (João 19:26, 27) Manifestamente, porque o primo de Jesus, o apóstolo João, era um homem que provara sua fé, era o discípulo a quem Jesus amava de modo tão terno, e este parentesco espiritual transcendia ao carnal; naquele tempo, lembre-se, não há indícios de que seus irmãos carnais já fossem discípulos de Jesus.

      Após a morte de Jesus na estaca de tortura, seus irmãos carnais mudaram sua atitude duvidosa, pois estavam presentes, junto com sua mãe e os apóstolos, quando estes se reuniram para oração, após a ascensão de Jesus. (Atos 1:14) Isto sugere que também estavam presentes por ocasião do derramamento do espírito santo no dia de Pentecostes. Tiago, que se destacou de forma proeminente entre os anciãos do Corpo Governante em Jerusalém e que, embora não fosse apóstolo, escreveu a carta que leva seu nome, é, segundo se crê, irmão de Jesus. (Atos 12:17; 15:13; 21:18; Gál. 1:19; Tia. 1:1) Crê-se que Judas, o irmão de Jesus, e não o apóstolo, escreveu o livro que leva o seu nome. (Judas 1, 17) Paulo indica que pelo menos alguns dos irmãos de Jesus eram casados. — 1 Cor. 9:5.

      IRMÃ

      Nas Escrituras, este termo é aplicado tanto a irmãs bilaterais como a meias-irmãs, as que tinham o mesmo pai, porém diferentes mães (Gên. 34:1, 27; 1 Crô. 3:1-9), ou a mesma mãe, porém diferente pai, como no caso das irmãs de Jesus. (Mat. 13:55, 56; Mar. 6:3) Os filhos de Adão obviamente se casaram com suas irmãs, visto que toda a humanidade descendeu de Adão e Eva. (Gên. 3:20; 5:4) (Eva, esposa de Adão, como ‘osso de seus ossos e carne de sua carne’, era um parente ainda mais próximo que uma irmã. [Gên. 2:22-24]) Não havia nenhum estigma relacionado com o casamento com irmãs ou meias-irmãs. O relato narra que mais de dois mil anos depois, Abraão casou-se com Sara, sua meia-irmã. (Gên. 20:2, 12) A Lei mosaica, dada cerca de 430 anos depois, contudo, proibia tais uniões como sendo incestuosas. (Lev. 18:9, 11; 20:17) Sem dúvida, à medida que a raça humana se desviava cada vez mais da perfeição original de Adão, as leis da hereditariedade tornavam prejudicial que pessoas que eram parentes próximos se casassem entre si.

      “Irmã”, em seu emprego mais amplo, incluía concidadãs duma mesma nação. (Núm. 25:17, 18) Nações ou cidades que possuíam íntimo relacionamento ou que mantinham práticas morais similares eram assemelhadas a irmãs. — Jer. 3:7-10; Eze. 16:46, 48, 49, 55; 23:32, 33.

      A palavra hebraica para irmã (’ahhóhth) é traduzida “o (a) outro (a)” quando descreve a colocação de objetos em relação com peças correspondentes no tabernáculo e nas visões de Ezequiel. — Êxo. 26:3, 5, 6, 17; Eze. 1:9, 23; 3:13.

      NA CONGREGAÇÃO CRISTA

      Jesus ensinou que os parentescos espirituais têm precedência sobre os carnais. As mulheres que faziam a vontade de seu Pai eram ‘irmãs’ que mereciam mais consideração do que os simples parentes carnais. (Mat. 12:50; Mar. 3:34, 35) Alguém disposto a cortar vínculos terrestres, se necessário, por causa do Reino, terá “cem vezes mais” de “irmãs” e de outras relações ‘familiares’ agora, além da “vida eterna” no futuro. (Mat. 19:29; Mar. 10:29, 30; Luc. 14:26) As mulheres na congregação cristã são chamadas irmãs, em sentido espiritual. — Rom. 16:1; 1 Cor. 7:15; 9:5; Tia. 2:15.

      EMPREGO FIGURADO

      O apego à sabedoria é incentivado pelo sábio escritor Salomão, ao sublinhar a importância dos mandamentos de Jeová. Ele afirma: “Dize à sabedoria: ‘Tu és minha irmã’; e que chames a própria compreensão [entendimento] de ‘parenta’.” — Pro. 7:4.

  • Isabel
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • ISABEL

      Veja ELISABETE (ISABEL).

  • Isaías
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • ISAÍAS

      [salvação de Jeová]. Um profeta, filho de Amoz, ou Amós (que não era o profeta Amós). Serviu em Judá e em Jerusalém nos dias dos reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, de Judá. (Isa. 1:1) Na época do serviço profético de Isaías, os reis Peca e Oséias governavam o reino setentrional de Israel, que findou em 740 A.E.C. Miquéias, Oséias e Odede eram profetas contemporâneos dele. Isaías, evidentemente, começou a profetizar depois de Oséias, e antes de Miquéias. — 2 Crô. 28:9; Osé. 1:1; Miq. 1:1.

      INÍCIO DE SUA OBRA PROFÉTICA

      No ano em que morreu o Rei Uzias (778/777 A.E.C.), Isaías teve uma visão que o comissionava para o serviço especial de falar por Jeová ao povo de Judá e de Jerusalém sobre os vindouros julgamentos de Deus. Foi-lhe dito de antemão que os ouvidos das pessoas não o acatariam. Jeová disse que esta situação continuaria até que aquela nação fosse arruinada, e que apenas um “décimo”, “uma descendência santa”, seria deixada, como o toco duma árvore maciça. O serviço profético de Isaías deve ter confortado e fortalecido a fé daquele pequeno número, embora os demais daquela nação se recusassem a dar ouvidos. — Isa. 6:1-13.

      É provável que a visão de Isaías, registrada no capítulo seis de seu livro, assinale o início de seu serviço profético, embora talvez já estivesse atuando como profeta antes dessa época. Afirma que profetizou nos dias de Uzias, que possivelmente incluiriam mais do que o último ano da vida de Uzias, quando Jotão, filho de Uzias, administrava os assuntos da casa do rei e julgava o povo, por causa da condição leprosa de seu pai. — 2 Crô. 26:21.

      DURAÇÃO DO SEU SERVIÇO PROFÉTICO

      Embora se concentrasse em Judá, Isaías também declarou profecias a respeito de Israel e das nações por toda a volta, uma vez que tinham que ver com a situação e a história de Judá. Usufruiu um cargo profético de longa duração, continuando pelo menos até o décimo quarto ano do reinado de Ezequias (732/731 A.E.C.), e, possivelmente, além dessa data, embora nenhuma profecia dele possa ser mostrada definitivamente como tendo sido proferida mais tarde. (Isa. 36:1, 2) Foi no décimo quarto ano de Ezequias que Senaqueribe enviou um exército contra Jerusalém e foi rechaçado. Além de fornecer o relato dessa tentativa de sítio e da libertação de Jerusalém, Isaías fala do retorno de Senaqueribe a Nínive e do assassinato dele ali. (Isa. 37:36-38) Caso essa ponta de informação histórica tenha sido escrita por Isaías e não foi uma inserção posterior feita por outrem, pode mostrar que Isaías profetizou algum tempo após o décimo quarto ano de Ezequias. Os registros cronológicos assírios (embora seja questionável sua fidedignidade) afirmam que Senaqueribe governou por cerca de vinte anos depois de sua campanha contra Jerusalém. Sem considerar se tal estatística é exata ou não, Isaías pode ter vivido até o reinado do Rei Manassés, de Judá. A tradição judaica, que também pode ser indigna de confiança, afirma que Isaías foi serrado em pedaços por ordem do Rei Manassés. (Não se conseguiu provar se Paulo faz referência a isto em Hebreus 11:37, como alguns crêem.) No entanto, contrapõe-se a tais argumentos a própria declaração de Isaías de que obteve suas visões nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. Não faz menção de ter realizado nenhuma obra profética durante o reinado de Manassés. — Isa. 1:1.

      FAMÍLIA DE ISAÍAS

      Isaías era casado. A esposa dele é chamada de “profetisa” (Isa. 8:3), que parece significar mais do que apenas a esposa dum profeta. Evidentemente, assim como Débora, do tempo dos juízes, e Hulda, no reinado de Josias, ela recebera de Jeová uma designação profética. (Juí. 4:4; 2 Reis 22:14) A Bíblia cita nominalmente dois filhos de Isaías, que lhe foram dados como “sinais e como milagres em Israel”. (Isa. 8:18) Sear-Jasube já tinha idade suficiente, nos dias de Acaz, para acompanhar seu pai quando Isaías proferiu uma mensagem àquele rei. O nome Sear-Jasube significa “Um mero restante retornará”. Este nome era profético no sentido de que, tão certamente quanto um filho nascido a Isaías recebera tal nome, o reino de Judá seria, no devido tempo, derrubado, e apenas um mero restante retornaria depois dum período de exílio. (Isa. 7:3; 10:20-23) Este retorno dum pequeno restante ocorreu em 537 A.E.C., quando o Rei Ciro, da Pérsia, expediu um decreto que os liberava de Babilônia, após um exílio de setenta anos. — 2 Crô. 36:22, 23; Esd. 1:1; 2:1, 2.

      Outro filho de Isaías foi citado nominalmente antes da sua concepção, e tal nome foi escrito numa tábua e atestada por testemunhas fidedignas. Pelo que parece, o assunto foi mantido em segredo até depois do nascimento desse filho, quando as testemunhas podiam vir e atestar que o profeta predissera

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