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“Da abundância do coração”A Sentinela — 1974 | 15 de agosto
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“Da abundância do coração”
OS HOMENS não costumam poder guardar para si as boas novas, não é verdade? Sentem-se compelidos a contá-las a outros. Isto se dá especialmente quando as boas novas podem ser de verdadeira bênção para os ouvintes. É por isso que as testemunhas cristãs de Jeová, com coração cheio de apreço pelas promessas preciosas de Deus, sentem-se induzidas a compartilhar a verdade bíblica com outros. É como disse Jesus Cristo: ‘Da abundância do coração a boca fala.’ — Luc. 6:45.
Por aproveitarem bem as oportunidades que se apresentam na vida diária para falar sobre as Escrituras, muitas Testemunhas tiveram a alegria de ver outros tomar sua posição a favor da adoração verdadeira.
Por exemplo, uma Testemunha fazia compras num supermercado superlotado, na Califórnia. No balcão das carnes, a senhora ao seu lado observou: “Veja só! O preço da carne é muito elevado. Não sei como alguém com família pode dar-se ao luxo de comprar carne.” A Testemunha respondeu: “Muitas famílias não podem dar-se a esse luxo. Muitos passam fome hoje em dia.” A senhora concordou e observou que as coisas estavam ficando tão ruins, que ela não sabia como tudo isso ia acabar. Comentando o que se seguiu, a Testemunha escreveu:
“Eu lhe disse que muitos pensavam do mesmo modo como ela e estavam realmente preocupados com o futuro. Palestramos sobre o fato de que, apesar dos esforços dos homens, as coisas não melhoram, mas continuamente pioram.
“Continuei: ‘Não sei se lê muito a Bíblia, mas eu leio a minha todo o tempo. Segundo as palavras de Jesus, estes tempos críticos são cumprimento da profecia bíblica. As condições não vão melhorar, mas vão ficar ainda piores.’ Ela pensou por um momento, depois disse: ‘Tentei ler a minha Bíblia, mas simplesmente não a entendo.’ Eu lhe disse que isso se dava provavelmente porque a maioria das Bíblias estavam escritas em inglês arcaico e não falamos assim nos dias atuais. Foi por isso que obtive para mim uma Bíblia escrita em inglês moderno.
“Ela me perguntou se qualquer um podia comprar tal Bíblia. Eu lhe disse que, se quisesse ter uma, eu tinha uma extra no meu carro, que poderia dar-lhe. Ela ficou muito agradecida e disse que esperaria enquanto eu fosse ao carro para buscá-la. Quando cheguei ao carro, descobri que já havia colocado meu último exemplar.
“Lembrei-me de que outra Testemunha morava a três quarteirões do mercado. Por isso, orei em todo o caminho para sua casa, para que tivesse uma Bíblia, e tinha mesmo.
“Visto que levei mais tempo do que havia esperado, realmente não pensava que a senhora ainda estivesse no mercado quando eu voltasse. Mas ela estava esperando ali onde a deixei. Li para ela algo de 2 Timóteo 3, Mateus 24 e Lucas 21. As pessoas estavam empurrando os carrinhos de compras em volta de nós, enquanto líamos a Bíblia. Daí, ela disse que queria conhecer sua Bíblia assim como eu a conhecia. Por isso perguntei-lhe se queria que eu fosse ao lar dela e lhe ajudasse a entender a Bíblia. Ela me deu seu endereço e providenciei visitá-la em casa.”
Iniciou-se um estudo bíblico domiciliar com esta senhora. Hoje, como testemunha batizada de Jeová, ela mesma faz expressões públicas a outros sobre a sua esperança baseada na Bíblia. Deveras, há bons motivos para se aproveitar cada oportunidade de transmitir a mensagem consoladora da Bíblia a outros. Move-o seu coração a fazer isso?
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Perguntas dos leitoresA Sentinela — 1974 | 15 de agosto
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Perguntas dos leitores
● Visto que Romanos 11:26 diz que “todo o Israel será salvo”, significa isso que se espera a conversão de todos os judeus?
Não, porque a evidência das Escrituras aponta para o pleno número dos israelitas espirituais como os abrangidos pela expressão “todo o Israel”. Que as diferenças carnais não mais valem perante Deus é esclarecido em Gálatas 3:28, onde lemos: “Não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre, não há nem macho nem fêmea; pois todos vós sois um só em união com Cristo Jesus.” E em Gálatas 6:16, este grupo composto de crentes, tanto judeus como não-judeus, é chamado “Israel de Deus”.
O apóstolo Paulo, na sua carta aos romanos, esclareceu que os descendentes naturais de Abraão, mediante seu neto Jacó, eram candidatos a ser ‘adotados’ como filhos de Deus. No entanto, por rejeitarem a Jesus como o Messias, a maioria perdeu este favor imerecido. Por este motivo, Jeová Deus ofereceu a não-judeus a oportunidade de se tornarem parte do verdadeiro Israel. O apóstolo escreveu: “Nem todos os que procedem de Israel são realmente ‘Israel’. Tampouco por serem o descendente de Abraão são todos eles filhos, mas: ‘O que será chamado “teu descendente” será por intermédio de Isaque.’ Quer dizer, os filhos na carne não são realmente os filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são contados como o descendente.” (Rom. 9:1-8) “Não é judeu aquele que o é por fora, nem é circuncisão aquela que a é por fora, na carne. Mas judeu é aquele que o é no íntimo, e a sua circuncisão é a do coração, por espírito, e não por um código escrito. O louvor desse não vem de homens, mas de Deus.” — Rom. 2:28, 29.
De modo similar, Jesus Cristo salientou aos líderes religiosos do judaísmo, que o haviam rejeitado: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” (Mat. 21:43) Esta nação mostrou ser a nação do Israel espiritual, composta tanto de judeus como de não-judeus que aceitaram a Jesus Cristo como seu Senhor. Sobre esta nação, o apóstolo Pedro declarou: “Vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. Porque vós, outrora, não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; vós éreis aqueles a quem não se mostrara misericórdia, mas agora sois os a quem se mostrou misericórdia.” — 1 Ped. 2:9, 10.
Segundo o livro de Revelação, o número de membros desta nação espiritual é limitado a 144.000. O apóstolo João escreveu: “Ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel.” (Rev. 7:4) Por diversos motivos, isto simplesmente não se pode referir ao Israel segundo a carne. Sabendo que a revelação lhe foi apresentada em “sinais” e que Jeová Deus tratava com a nova nação do Israel espiritual, João deve ter entendido que a referência a “toda tribo dos filhos de Israel” era simbólica. O próprio fato de que a lista das tribos não corresponde plenamente com as do Israel natural, conforme apresentada em Números, capítulo 1, confirma isso. (Rev. 7:5-8) Além disso, revelou-se a João que os 144.000 “foram comprados [não apenas dentre o Israel natural, mas] dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro”. (Rev. 14:1, 4) Revelação 5:9, 10, esclarece isso ainda mais: “Com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre a terra”.
Assim, quando a maioria dos israelitas naturais deixou de se aproveitar da oportunidade de se tornarem membros do Israel espiritual, durante o tempo que lhes foi concedido exclusivamente (à base do pacto de Deus com Abraão), Jeová Deus abriu a oportunidade para não-judeus se tornarem membros naquela nação. (Veja Daniel 9:27; Lucas 1:68-79; Atos 3:19-26.) Esta inclusão dos gentios na nação espiritual foi a maneira em que Deus se propôs salvar “todo o Israel”, conforme disse o apóstolo Paulo: “Não quero, irmãos, que sejais ignorantes deste segredo sagrado, a fim de que não sejais discretos aos vossos próprios olhos: que a obtusão das sensibilidades aconteceu em parte a Israel [os judeus literais], até que tenha entrado o pleno número de pessoas das nações, e desta maneira [“assim”, Kingdom Interlinear] é que todo o Israel será salvo.” — Rom. 11:25, 26.
Se não se tivesse oferecido à humanidade em geral a oportunidade de se tornar parte do Israel espiritual, “todo o Israel” não podia ter sido salvo. Por que não? Porque, por causa da insensibilidade dos israelitas naturais, o número dos membros do Israel espiritual não teria sido completado dentro do tempo determinado por Deus. Jeová Deus viu que ia ser assim e por isso intencionou que a nação do Israel espiritual fosse tirada dentre a humanidade, quer dizer, tanto de judeus como de não-judeus. Este era um “segredo sagrado”. Conforme nos diz Efésios 3:5, 6: “Em outras gerações, este segredo não foi dado a conhecer aos filhos dos homens assim como agora tem sido revelado aos seus santos apóstolos e profetas, por espírito, a saber, que os das nações haviam de ser co-herdeiros e membros associados do corpo, e co-participantes conosco [os judeus crentes, tais como o apóstolo Paulo] da promessa, em união com Cristo Jesus, por intermédio das boas novas.”
Naturalmente, deve ser lembrado que a rejeição do Israel natural por Jeová, qual nação escolhida, não fechou para as pessoas daquela nação a oportunidade de ficar reconciliadas com ele. Os israelitas naturais, junto com todos os outros humanos, foram comprados pelo sangue precioso de Jesus Cristo. (1 Tim. 2:5, 6; Heb. 2:9) Portanto, esses israelitas ou judeus naturais podem reconciliar-se com Deus como discípulos devotos de seu Filho. É por isso que o apóstolo Paulo podia dizer: “Se serem lançados fora significa reconciliação com o mundo, o que significará o acolhimento deles [dos judeus individuais], senão vida dentre os mortos?” — Rom. 11:15.
É evidente que nem todo o mundo gentio escolheu ser reconciliado com Deus, e nunca o será. Senão, não haveria motivo de o Senhor Jesus Cristo e seus anjos agirem contra os ímpios. Mas, tal ação será tomada. Lemos: “Isto toma em conta que é justo da parte de Deus pagar de volta tribulação aos que vos causam tribulação, mas, a vós, os que sofreis tribulação, alívio junto conosco, por ocasião da revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus. Estes mesmos serão submetidos à punição judicial da destruição eterna de diante do Senhor e da glória da sua força.” (2 Tes. 1:6-9) É digno de nota que os cristãos em Tessalônica sofreram tribulação tanto às mãos dos judeus como dos não-judeus. (Atos 17:5-9) Portanto, não há motivo para se afirmar que todos os judeus serão convertidos e que, por isso, apenas os não-judeus hão de sofrer o julgamento adverso das mãos de Jesus Cristo.
Até que se execute tal julgamento divino, tanto judeus como não-judeus têm a oportunidade de ficarem reconciliados com Deus. Os membros do Israel espiritual, ainda na terra, e uma “grande multidão” de outros servos devotos de Jeová Deus e de seu Filho Jesus Cristo sobreviverão à execução do julgamento. (Rev. 7:2, 3, 9-17) Assim será salva toda a nação do Israel espiritual; nada impedirá que aquela nação tenha seu pleno número predeterminado de membros.
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Aviso para os que vão à igrejaA Sentinela — 1974 | 15 de agosto
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Aviso para os que vão à igreja
Os canais noticiosos têm publicado muito sobre as dificuldades que abalam as igrejas. Estas são um prelúdio de dificuldades maiores a vir.
Profecias bíblicas escritas há muito tempo atrás pelo profeta Ezequiel predizem que os amigos políticos das igrejas por fim se voltarão contra elas. Predizem também o fim desastroso das igrejas.
Embora talvez se sinta chocado, não feche os olhos a isso. Leia por si mesmo a evidência. Ela é apresentada graficamente no livro “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?. Este livro encadernado de 384 páginas apresenta uma consideração pormenorizada das notáveis profecias do livro bíblico de Ezequiel. Peça-o hoje mesmo, enviando apenas Cr$ 3,50.
Queiram enviar-me o livro “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como? pelo qual envio Cr$ 3,50 Queiram enviar-me também grátis um folheto bíblico oportuno.
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