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Seja ‘ajuizado’ ao se aproximar a Nova OrdemA Sentinela — 1973 | 15 de dezembro
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filho espiritual de Deus para torná-lo mau? Por certo, Deus nem o tentou nem o pressionou a fazer isso, nem o fez qualquer outro. Contudo, este filho espiritual tornou-se rebelde contra seu Pai celestial. A causa de sua rebelião não era externa, mas interna, provinda de seu próprio coração. (Veja Tiago 1:13-15.) Portanto, para nós, não importa quais as forças adversas, externas, que haja, o fator decisivo para a fidelidade está dentro de nós, o que temos no coração. Isto ainda será assim durante o período milenar, em que as pessoas serão julgadas “segundo as suas ações”.
24. Em que confiam alguns, quanto a fazer as mudanças necessárias na sua personalidade e nos seus hábitos? E o que desejaremos determinar num estudo seguinte?
24 Poderia dizer-se, porém: “Ora, eu reconheço que tenho alguns hábitos maus, tendências e modos errados, que não venci assim como devia ter feito. Mas estou certo de que, uma vez que passamos através da “grande tribulação”, eu serei diferente — ainda não perfeito, é claro, mas diferente.’ É isto ser ‘ajuizado’? Devemos pensar que a terribilidade da “grande tribulação” e de sua guerra do Armagedom de algum modo opere em nós uma transformação corretiva quanto ao nosso coração? Considere a informação que segue.
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Está pronto para a vida na nova Ordem de Deus?A Sentinela — 1973 | 15 de dezembro
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Está pronto para a vida na nova Ordem de Deus?
1-3. (a) Que acontecimento espantoso deu-se com os israelitas no Mar Vermelho? (b) Mudou isso os israelitas? Como o sabemos?
REMONTE em pensamentos ao tempo do êxodo do antigo Israel do Egito. Ao chegarem à margem ocidental do Mar Vermelho, os israelitas se viram encurralados, ao passo que as forças de Faraó avançavam contra eles pela retaguarda. Passaram a murmurar e a se queixar: ‘Por que nos trouxe este Moisés ao deserto para sermos massacrados junto com nossas esposas e nossos filhos?’ Mostraram ter falta de fé na direção de Deus. No entanto, Jeová mandou que Moisés estendesse sua vara sobre o mar e Deus fez então que o mar se abrisse, formando um caminho através dele até à margem oriental. Talvez tenham estado envolvidas cerca de três milhões de pessoas, e, conforme salienta o livro Ajuda ao Entendimento da Bíblia (página 546, em inglês):
“Visto que Israel atravessou o mar numa única noite, dificilmente se pode presumir que as águas se abrissem num canal estreito. Antes, deve ter tido a largura de uma milha (1,6 quilômetros), ou de algumas milhas. Tal grupo, embora em formação bastante cerrada, junto com as carroças que tinham, sua bagagem e seu gado, mesmo numa formação bastante fechada, ocuparia uma área de talvez três milhas quadradas (7,7 quilômetros quadrados). . . . Tal coluna levaria várias horas para entrar no leito do mar e atravessá-lo.”
2 Que sensação enorme não deve ter sido fazer esta marcha através do mar para o outro lado, e, uma vez chegado ali, voltar-se e ver as águas se juntar novamente e afogar as forças de Faraó como se fossem ratos encurralados! Deveras, algo espantoso, emocionante! Mas, transformou isso os israelitas? Eram eles pessoas diferentes, nas margens orientais do Mar Vermelho, das que haviam sido nas margens ocidentais?
3 Leia a narrativa e verá que dentro de um mês surgiram novamente suas queixas e sua murmuração — de não haver então água suficiente. Nestas e em murmurações subseqüentes, não ergueram o rosto para o céu e se queixaram diretamente de Deus. Não, queixaram-se do agente humano, visível, que ele usava. Sua falta de fé continuava. — Êxo. 15:22-24; 16:1, 2.
4-6. (a) O que determina se milagres ou outros acontecimentos espantosos têm ou não um efeito duradouro sobre a pessoa? (b) Como é isto ilustrado por Lucas 17:11-19?
4 Se um ato poderoso de Deus tem um efeito apenas temporário ou realmente muda a pessoa depende de o coração da pessoa ser afetado ou não. Isto se deu no caso dos milagres dos profetas de Deus e de seu próprio Filho. Quem não tem ouvido falar da lepra, uma doença temível que ataca diversas partes do corpo — os dedos das mãos e dos pés, as orelhas, o nariz e os lábios? Estes são consumidos aos poucos. Suponhamos que isto lhe acontecesse e que tivesse de ver seu corpo e seu rosto sofrer aos poucos tal deformação. Mas o que diria então se alguém o curasse, restabelecendo-lhe o corpo e o rosto em saúde, de modo que o acontecimento fosse como um pesadelo já passado? Como se sentiria? O que diria?
5 Em Lucas 17:11-19 lemos a respeito de Jesus encontrar-se com dez leprosos, enquanto andava de uma aldeia para outra. Conforme prescrevia a Lei, estes homens permaneceram à distância e gritaram: “Jesus, Preceptor, tem misericórdia de nós!” Ele teve misericórdia deles, mandando-os ir apresentar-se aos sacerdotes, segundo a Lei. Em caminho todos os dez foram curados. O que fizeram então?
6 Apenas um voltou a Jesus para expressar agradecimentos, e ele era samaritano. E os outros nove? Sem dúvida, seguiram seu caminho, alegrando-se. Haviam recebido o que queriam. E o que foi isso? A cura física.
7. Demonstra o forte desejo de ter saúde física que estamos preparados para a vida na nova ordem de Deus?
7 Com que nos parecemos nós neste respeito? É natural que aguardemos a saúde física que a nova ordem de Deus trará. (Rev. 21:3, 4) Mas, então, quantas pessoas conhece que não gostariam de ter saúde perfeita, estar livres de padecimentos e de dores ou que não gostariam de reter ou recuperar o vigor da juventude? É evidente que a grande maioria hoje na terra gostaria de ter isso. Portanto, como poderia o mero desejo de saúde física ser um fator distintivo que nos marcaria como pessoas preparadas para a vida na nova ordem de Deus? Deve haver algo mais do que isso. Deve haver a motivação correta para se desejar a saúde perfeita que a nova ordem de Deus oferece.
8. (a) Como é a atitude correta ilustrada por um leproso que voltou a Jesus? (b) Ao lermos as promessas bíblicas sobre as bênçãos da Nova Ordem, o que nos devemos esforçar a fazer sempre?
8 Temos de ser semelhantes àquele único homem que deu meia-volta e retornou a Jesus, sem dúvida, sentindo-se como se o coração lhe fosse rebentar no peito, e talvez com lágrimas correndo pela face. Em que diferia dos outros? A diferença era que a bondade de Deus, mediante Cristo Jesus, tocou-lhe o coração. Ele viu na sua cura a evidência de quão grandioso Jeová é como Deus e ficou cheio do desejo de louvá-lo. Tinha a atitude correta; tinha apreço espiritual. Também nós, ao considerarmos cada uma das muitas bênçãos que a Nova Ordem oferece, devemos dar-nos conta da necessidade de pensar em que elas nos
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