-
Julgamento(S)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
JULGAMENTO(S)
Veja CAUSA JURÍDICA (PROCESSO LEGAL); DECISÕES JUDICIAIS; LEI.
-
-
LeiAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
e subtítulos. Sem embargo, as Escrituras Gregas Cristãs estão repletas de leis, de ordens e de decretos que o cristão tem por obrigação observar. — Rev. 14:12: 1 João 5:2, 3; 4:21; 3:22-24; 2 João 4-6; João 13:34, 35; 14:15; 15:14.
Jesus forneceu instruções a seus discípulos para pregarem as ‘boas novas do reino’. Sua ordem encontra em Mateus 10:1-42; Lucas 9:1-6; 10:1-12. Em Mateus 28:18-20, uma nova ordem foi dada aos discípulos de Jesus, para irem, não apenas aos judeus, mas a todas as nações, a fim de fazerem discípulos e de batizá-los com um novo batismo, “em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei”. Assim, com autorização divina, Jesus ensinou e explicou ordens enquanto estava na terra. (Atos 1:1, 2), bem como após sua ressurreição. (Atos 9:5, 6; Rev. 1:1-3) Todo o livro de Revelação (Apocalipse) consiste em profecias, ordens, admoestações e instruções para a congregação cristã.
A “lei do Cristo” abrange o inteiro proceder e âmbito da vida e do trabalho do cristão. Com a ajuda do espírito de Deus, o cristão pode seguir tais ordens, de modo a ser julgado de forma favorável por essa lei, pois é “a lei desse espírito que dá vida em união com Cristo Jesus”. — Rom. 8:2, 4.
A “LEI DE DEUS”
O apóstolo Paulo menciona a luta do cristão, ao ser influenciado por dois fatores, a “lei de Deus”, a “lei da minha mente” ou a “lei desse espírito que dá vida”, de um lado, e a “lei do pecado” ou a “lei do pecado e da morte” do outro. Paulo descreve tal conflito, afirmando que a carne decaída, infetada pelo pecado, está escravizada à “lei do pecado”. “A mentalidade segundo a carne significa morte”, mas “Deus, por enviar o seu próprio Filho na semelhança da carne pecaminosa e concernente ao pecado, condenou o pecado na carne”. Por meio do espírito de Deus, o cristão pode vencer tal luta — por exercer fé em Cristo, submetendo à morte as práticas do corpo e vivendo segundo a orientação do espírito — e pode obter a vida. — Rom. 7:21 a 8:13.
A “LEI DO PECADO E DA MORTE”
O apóstolo Paulo argumenta que, devido ao pecado do pai da humanidade, Adão, “a morte reinou”, desde Adão até a época de Moisés (quando foi dada a Lei), e que a Lei tornou manifestas as transgressões, tornando os homens culpados do pecado. (Rom. 5:12-14; Gál. 3:19) Esta regra, ou “lei do pecado”, que opera na carne imperfeita, exerce poder sobre ela, fazendo com que se incline para a violação da lei de Deus. (Rom. 7:23; Gên. 8:21) O pecado causa a morte. (Rom. 6:23; 1 Cor. 15:56) A lei de Moisés não pôde sobrepujar a regência dos reis pecado e morte, porém a liberdade e a vitória vêm por meio da bondade imerecida de Deus mediante Jesus Cristo. — Rom. 5:20, 21; 6:14; 7:8, 9, 24, 25.
A “LEI DA FÉ”
A “lei da fé” é contrastada com “a das obras”. O homem não consegue alcançar a justiça por suas próprias obras, ou pelas obras da lei de Moisés, como se granjeasse a justiça em recompensa pelas obras, mas a justiça provém da fé em Jesus Cristo. (Rom. 3: 27, 28; 4:4, 5; 9:30-32) Tiago afirma, contudo, que tal fé será acompanhada de obras, em resultado da fé da pessoa, e em harmonia com ela. — Tia. 2:17-26.
A ‘LEI DO MARIDO’
A mulher casada está sujeita à “lei de seu marido”. (Rom. 7:2; 1 Cor. 7:39) O princípio da chefia marital se aplica na inteira organização de Deus, e tem operado entre os que adoram a Deus, bem como entre muitos outros povos. Deus detém a posição dum marido para com sua “mulher”, a “Jerusalém de cima”. (Gál. 4:26, 31; Rev. 12:1, 4-6, 13-17) A organização nacional judaica mantinha um relacionamento de esposa para com Jeová, como seu marido. — Isa. 54:5, 6; Jer. 31:32.
Na lei patriarcal, o marido era o cabeça indisputado da família, a esposa estando-lhe submissa, embora ela pudesse fazer recomendações, sujeitas à aprovação do marido. (Gên. 21:8-14) Sara chamava a Abraão de “senhor”. (Gên. 18:12; 1 Ped. 3:5, 6) Uma cobertura para a cabeça era usada pela mulher, qual símbolo de sua sujeição a seu cabeça marital. — Gên. 24:65; 1 Cor. 11:5.
Sob a Lei fornecida a Israel, a esposa estava sujeita ao marido. O marido podia permitir ou anular os votos que ela fazia. (Núm. 30:6-16) Ela não recebia herança, mas acompanhava a herança fundiária, e, no caso em que tal herança era recomprada por um parente, ela era incluída na compra. (Rute 4:5, 9-11) Ela não podia divorciar-se do marido, mas o marido tinha o direito de se divorciar dela. — Deut. 24:1-4.
No arranjo cristão, requer-se que a mulher reconheça a posição do homem e não a usurpe. O apóstolo Paulo cita a mulher casada como estando sob a lei do marido, enquanto ele viver, mas indica que ela fica livre com a morte dele, de modo que não será adúltera caso venha a se casar de novo. — Rom. 7:2, 3; 1 Cor. 7:39.
A “LEI RÉGIA”
A “lei régia” é a do grande Rei, Jeová. (Tia. 2:8) O teor do pacto da Lei era o amor, e “tens de amar o teu próximo como o ti mesmo” era o segundo dos mandamentos sobre os quais toda a Lei e os Profetas dependiam. (Mat. 22:37-40) Os cristãos, embora não estejam sob o pacto da Lei, estão sujeitos à lei do Rei Jeová, e de seu Filho, o Rei Jesus Cristo, sob o novo pacto.
ALGUNS ASPECTOS DO PACTO DA LEI
I. DO GOVERNO CIVIL
A. Jeová Deus é o Soberano Supremo
1. O Chefe (Cabeça) administrativo, legislativo e judiciário de governo, e o Cabeça religioso (Isa. 33:22)
2. O único que tem direito a delegar autoridade governamental (Dan. 4:25, 35; 7:13, 14)
3. “Nunca deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa” (“diante de minha face”, CBC), isto é, “em desafio a mim” (Deut. 5:7; Êxo. 20:3)
4. Proibida a idolatria (Êxo. 20:4-6; Deut. 5:8-10)
a. Idolatria era lesa-majestade, alta-traição contra o poder soberano do Estado, rebelião (Êxo. 22:20; Deut. 8:19)
b. Nomes de outros deuses não deviam ser mencionados (Êxo. 23:13)
c. Nenhuma forma de Deus fora vista pelos israelitas, para que a copiassem (Deut. 4:15-20)
B. Proibidas as práticas da falsa adoração
1. Cortar bem curtas as madeixas (costeteletas), ou destruir a extremidade da barba (Lev. 19:27)
2. Retalhar a própria carne em honra aos mortos (Lev. 19:28)
3. Fazer tatuagem nos corpos (Lev. 19:28)
4. Impor-se a calvície em honra aos mortos
(Deut. 14:1) (Os quatro atos precedentes eram práticas das religiões pagãs.) (Jer. 48:36, 37)
5. Plantar árvores como postes sagrados perto do altar de Jeová (Deut. 16:21)
6. Figuras de pedra, imagens, altos sagrados dos cananeus não deviam ser preservados (Núm. 33:51, 52; Deut. 7:25)
7. Trazer coisas detestáveis, devotadas à destruição, para a casa da pessoa (Deut. 7:26; 13:17)
8. Falar de modo revoltoso contra Jeová, como falso profeta (Deut. 13:5)
9. Advogar alguém a adoração falsa traria a pena de morte (Deut. 13:6-10; 17:2-7)
10. Cidades que se passavam para a adoração falsa; deviam ser destruídas (Nada na cidade devia ser tomado; tudo devia ser queimado, exceto o ouro, a prata, o cobre, o ferro, que deviam ser dados ao tesouro do santuário de Jeová.) (Deut. 13:12-16; Jos. 6:19, 24)
11. Devotar os descendentes a outros deuses, era punido com a morte (Lev. 18:21, 29)
12. A prática do ecumenismo (comunhão de fés)
a. Não se permitia nenhum pacto com deuses ou nações pagãos de Canaã (Êxo. 23:32; 34:12)
b. Não deviam reger-se pelos estatutos do Egito ou de Canaã (Lev. 18:3-5)
C. Governantes em Israel
1. Rei seria escolhido por Jeová, e não eleito; não podia ser estrangeiro (Deut. 17:15)
a. Não deviam aumentar o número de cavalos (Deut. 17:16)
b. Não deviam multiplicar esposas, nem aumentar a prata e o ouro (Deut. 17:17)
c. Deviam escrever uma cópia pessoal da lei de Jeová e lê-la a cada dia (Deut. 17:18, 19)
2. Autoridades de escalões inferiores
a. Maiorais das tribos (Núm. 1:4, 16, 44)
b. Autoridades, chefes de milhares e de centenas (Núm. 31:14)
c. Outros chefes de cinquenta e de dez (Êxo. 18:21, 25)
3. Governantes deviam ser respeitados (Êxo. 22:28)
D. Recenseamento feito por Moisés, às ordens de Jeová (Núm. 1:1-3; 3:14, 15; 4:1-3; 26:2)
1. Todos os varões com 20 anos ou mais foram taxados em meio siclo, quando foi feito o recenseamento, depois de saírem do Egito. (Êxo. 30:11-16) Embora talvez fosse feito, não há nenhum registro de isto ser ordenado por Jeová em outras ocasiões
E. A condição de membro da congregação de Israel — incluindo o gozo de privilégios e de obrigações impostas aos israelitas, entrar no recinto do templo, participar da Páscoa, etc.
1. Todos os varões judeus tinham direito à cidadania, com as seguintes exceções:
a. Nenhum homem castrado, por ter seus testículos esmagados ou pela extirpação do membro genital (Deut. 23:1)
b. Nem o filho ilegítimo, nem seus descendentes, até a décima geração (Deut. 23:2)
2. Nenhum varão amonita ou moabita, por tempo indefinido, porque não demonstraram hospitalidade, mas se opuseram a Israel na ocasião do Êxodo do Egito (Deut. 23:3-6)
3. Não deviam detestar os edomitas
4. Egípcios da terceira geração daqueles que tinham vivido como residentes forasteiros em Israel podiam ser admitidos (Deut. 23:7, 8)
F. Estrangeiros (Forasteiros)
1. Havia três tipos deles
a. O residente forasteiro circuncidado
b. O residente forasteiro incircunciso, ou colono no país (Lev. 25:47)
c. O estrangeiro incircunciso que passasse pelo país, ou residisse temporariamente nele (Deut. 15:3)
2. Tais pessoas não deviam ser maltratadas
(Êxo. 22:21; 23:9; Lev. 19:33, 34; Deut. 24:17)
3. O residente forasteiro circuncidado devia guardar a Páscoa (Êxo. 12:48, 49; Núm. 9:14); tinha de oferecer sacrifícios (Núm. 15:14-16)
4. Estrangeiros não podiam possuir escravos hebreus de modo permanente; israelitas eram escravos de Jeová, na terra de Deus, que Ele lhes havia consignado (Lev. 25:47-49, 55)
5. Os estrangeiros não estavam isentos da coerção para o pagamento de alguma dívida no sétimo ano (Deut. 15:1-3); podia-se exigir que pagassem juros (Deut. 23:20)
6. Um animal morto podia ser dado ou vendido ao residente forasteiro ou ao estrangeiro incircuncisos, pois tais não eram adoradores de Jeová; portanto, comê-lo não violaria as consciências deles (Deut. 14:21)
(O residente forasteiro circuncidado tinha, assim, a obrigação de obedecer toda a Lei, mas mesmo o estrangeiro incircunciso não poderia, logicamente, infringir de forma flagrante quaisquer leis fundamentais do país.)
G. Escravos e escravidão
1. Era permissível comprar escravos, ou as pessoas podiam vender-se como escravos para pagar dívidas (Êxo. 21:2; Lev. 25:39, 45, 47, 48); ou, a pessoa podia ser vendida caso não pudesse compensar seu roubo (Êxo. 22:3)
2. Nenhum hebreu, mas apenas estrangeiros, residentes forasteiros, ou colonos, podiam ser escravos permanentes. (Lev. 25:44-46) Veja o ponto 4, logo abaixo.
3. Escravo hebreu era liberto no sétimo ano de sua servidão (quer homem quer mulher), ou no ano do Jubileu, dependendo do que ocorresse primeiro. Durante a escravidão, devia ser tratado como trabalhador contratado, com bondade (Êxo. 21:2; Deut. 15:12; Lev. 25:10)
a. Se homem ao se tornar escravo viesse com sua esposa, ela saía ou era liberta junto com ele (Êxo. 21:3)
b. Se o amo (senhor) lhe desse uma esposa (evidentemente uma estrangeira) enquanto ele era escravo, apenas ele seria liberto; caso esta esposa lhe tivesse dado filhos, ela e os filhos continuavam sendo propriedade do amo (Êxo. 21:4)
4. No sétimo ano de servidão, o ano de sua libertação, o escravo hebreu podia permanecer com seu amo, caso o escravo assim desejasse (Êxo. 21:5, 6; Deut. 15:16, 17)
5. Caso o hebreu vendesse sua filha a outro hebreu, este podia tomá-la como concubina; de outra forma, a filha podia ser resgatada, mas não podia ser vendida a um estrangeiro. Caso, porém, o amo a designasse para ser esposa de seu filho, ela tinha de ser tratada com os mesmos direitos duma filha. Exigia-se que o filho do amo lhe desse incessante sustento, roupas e os direitos maritais relativos ao sexo, mesmo que tomasse outra esposa. Caso não o fizesse, ela devia ser liberta sem pagar o preço de resgate (Êxo. 21:7-11)
6. Os escravos não-hebreus podiam ser repassados de pai para filho (Lev. 25:44-46)
7. As mulheres cativas eram consideradas como despojo (Deut. 20:14); podiam ser tomadas quais escravas (Juí. 5: 30), ou podiam ser tomadas como esposas, pelos soldados, depois de elas seguirem certo proceder exigido. Caso desagradasse posteriormente ao marido, ela devia ser despedida de forma agradável à própria alma dela (Deut. 21:10-14)
8. Amo podia açoitar escravo. (Êxo 21:20, 21) Se este ficasse aleijado, obtinha sua liberdade (Êxo. 21:26, 27)
9. Quando escravo morria devido ao espancamento do amo: amo podia ser punido de morte, para vingar o escravo. Juízes decidiam qual a pena imposta (Êxo. 21:20, 21; Lev. 24:17)
10. Todos os escravos varões tinham de ser circuncidados (Gên. 17:12; Êxo. 12:44)
11. Escravos circuncidados podiam comer a Páscoa, e escravos do sacerdote podiam comer coisas sagradas (Êxo. 12:43, 44; Lev. 22:10, 11)
12. Compensação dada ao amo por escravo chifrado por touro era de 30 siclos (Êxo. 21:32)
13. Caso hebreu se vendesse como escravo a um residente forasteiro ou a um colono, o hebreu podia ser resgatado por alguém com direito de resgatá-lo, ou por ele próprio, a qualquer tempo, a quantia se baseando no número de anos até o Jubileu, ou até seu sétimo ano, o ano da libertação (Lev. 25:47-52; Deut. 15:12)
14. O amo, ao libertar o escravo hebreu, tinha de lhe dar um presente, conforme suas possibilidades (Deut. 15:13-15)
15. Era proibido obrigar um escravo fugitivo a voltar (pelo visto algo que se aplicava a um escravo que fugira dum amo num país estrangeiro, procurando refúgio em Israel) (Deut. 23:15, 16)
II. DAS LEIS MILITARES
A. As guerras eram guerras de Jeová. (Núm. 21:14; 2 Crô. 20:15) Por conseguinte, os soldados eram santificados antes de entrarem em combate (1 Sam. 21:1-6; compare com Levítico 15:16, 18.)
B. Idade dos soldados, de 20 anos ou mais (Núm. 1:2, 3; 26:1-4) (Segundo Josefo, Antiquities of the Jews [Antiguidades Judaicas], Livro III, cap. XII, par. 4, eles serviam até os 50 anos.)
C. Eram isentados do serviço militar
1. Os levitas, como ministros de Jeová (Núm. 1:47-49; 2:33)
-