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ContribuiçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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voluntária a Jeová” que teve de ser suspensa porque as coisas oferecidas ‘mostraram-se suficientes para toda a obra a ser feita, e mais do que suficientes’. (Êxo. 35:20-29; 36:3-7) As contribuições do Rei Davi para a construção do templo prospectivo incluíam sua “propriedade especial” de ouro e de prata. Por sua vez, os príncipes e os chefes do povo contribuíram alegremente ouro e prata, além de cobre, ferro e pedras. — 1 Crô. 29:1-9.
Embora ninguém possa realmente enriquecer a Jeová, que possui todas as coisas (1 Crô. 29:14-17), contribuir é um privilégio que concede ao adorador a oportunidade de demonstrar seu amor a Jeová. As contribuições feitas, não a título de publicidade, nem por motivos egoístas, mas com a atitude correta e para promover a adoração verdadeira, trazem felicidade, junto com a bênção de Deus. (Atos 20:35; Mat. 6:1-4; Pro. 3:9, 10) A pessoa pode assegurar-se de ter um quinhão dessa felicidade por reservar regularmente parte de seus bens materiais a fim de apoiar a adoração verdadeira e ajudar as pessoas merecedoras. — 1 Cor. 16:1, 2.
Jeová supre o melhor exemplo de dar, pois Ele concede à humanidade “vida, e fôlego, e todas as coisas” (Atos 17:25), deu seu Filho unigênito em favor da humanidade (João 3:16) e enriquece os cristãos para toda sorte de generosidade. (2 Cor. 9:10-15) Deveras, “toda boa dádiva e todo presente perfeito vem de cima, pois desce do Pai das luzes celestiais”. — Tia. 1:17; veja DÁDIVAS, PRESENTES.
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Contribuição SagradaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONTRIBUIÇÃO SAGRADA
Um lote de terra, na visão de Ezequiel sobre a divisão da Terra Prometida. Cada uma das 12 tribos, exceto a de Levi (Efraim e Manassés representando José, compondo assim as 12), recebeu uma parte que ia de E a O na terra. Ao S do lote de Judá, que era a sétima parte a contar do extremo N, situava-se a “contribuição sagrada”. (Eze. 48:1-8) O limite N dessa faixa se estendia ao longo do limite S da parte de Judá; fazia fronteira, ao S, com o lote de Benjamim, que era a quinta parte a contar do extremo S. (48:23-28) A contribuição sagrada tinha 25.000 côvados (uns 13 km) de largura, de N a S. Devia ser dada pelo povo para utilização governamental. No meio da contribuição sagrada achava-se o santuário de Jeová. — 48:8.
O santuário se localizava no meio duma área com 25.000 côvados de cada lado. O restante da faixa a E e a O dessa área quadrada consistia em 2 lotes (de 25.000 côvados ou uns 13 km de largura) para o maioral ou príncipe. (Eze. 48:20-22) A seção quadrada era dividida como segue: uma faixa ao longo da fronteira N, de 10.000 côvados (c. 5 km) de largura, para os levitas. Não podia ser vendida nem trocada. (48:13, 14) Limitando-se com o lote dos levitas, ao S, havia uma faixa de 10.000 côvados (c. 5 km), uma contribuição a Jeová para os sacerdotes, “uma contribuição da contribuição”. O santuário se localizava neste lote (48:9-12) Isto deixava uma faixa de 5.000 côvados (c. 2,6 km) de largura ao S. No meio deste lote se localizava a cidade chamada “O Próprio Jeová Está Ali”. A cidade tinha 4.50 côvados (c. 2,2 km) de cada lado, tendo doze portas, com uma área de pastagem de 25 côvados (c. 150 m) de largura por toda a volta. A parte restante do quadrado de 25.000 côvado de cada lado, a saber, 10.000 côvados a E da cidade e 10.000 côvados a O (5.000 côvados de largura) era considerada como profana, devia ser cultivada pelas tribos de Israel fim de fornecer alimento para a cidade. — 48 15-19, 30-35.
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CopeiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COPEIRO
Um oficial da corte real que servia vinho ou outras bebidas ao rei. (Gên. 40:1, 2, 11; Nee. 1:11; 2:1) Os deveres do copeiro-mor incluíam, às vezes, provar o vinho antes de servi-lo ao rei. Isto se dava porque sempre havia a possibilidade de se fazer uma tentativa de matar o rei por envenenar-lhe o vinho.
Xenofonte, o historiador, descreve o proceder ao se servir o vinho aos reis persas e medos. Os copeiros levavam o vinho ao copeiro-mor, que lavava o cálice na presença do rei, derramava um pouco de vinho na sua mão esquerda e o bebia. Daí, segurando levemente o cálice entre o polegar e os outros dedos, entregava-o ao rei. Graças a tais cuidados, os copeiros egípcios eram amiúde chamados de “puros de mãos”.
A principal habilitação para tal cargo era a completa fidedignidade, visto que estava em jogo a vida do rei. Tal posição era uma das mais honrosas na corte. O copeiro-mor amiúde estava presente em conferências e palestras reais. Mantendo um relacionamento íntimo e usualmente confidencial com o rei, não raro exercia considerável influência sobre o monarca.
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CopistaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COPISTA
Veja Escriba.
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Copo (Taça)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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COPO (TAÇA)
Veja VASOS.
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CoráAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORÁ
[talvez, calvície].
Um levita coatita da família de Izar. (Êxo. 6:16, 18, 21; 1 Crô. 6:1, 2, 22 [Aminadabe talvez fosse um nome alternativo de Izar]) Durante a peregrinação de Israel pelo deserto, ele se rebelou contra a autoridade de Moisés e de Arão, fazendo-o em conluio com os rubenitas Datã, Abirão e Om, e 250 “maiorais da assembléia“, ou “homens de fama”. (Núm. 16:1, 2) Contenderam que “a assembléia inteira, todos eles, são santos e Jeová está no seu meio”, perguntando: “Então, por que vos devíeis erguer acima da congregação de Jeová?” (Núm. 16:3-11) Moisés mais tarde mandou chamar Datã e Abirão mas eles se recusaram a comparecer, pensando que Moisés não tinha nenhum direito de convocá-los. (Núm. 16:12-15) Disse-se a Corá, a sua assembléia, e ao sumo sacerdote Arão que se apresentassem perante Jeová, todos supridos com incensários e queimando incenso. — Núm. 16:16, 17.
Corá e os 250 homens junto com ele, todos portando incensários, com incenso sendo queimado, ficaram em pé na entrada da tenda de reunião, junto com Moisés e Arão, no dia seguinte. A glória de Jeová apareceu a toda a assembléia, e Deus falou a Moisés e Arão, mandando-lhes que se separassem do meio da assembléia, ‘para que eu a extermine num instante’. No entanto, Moisés e Arão intercederam pelo povo, e Deus então mandou que Moisés ordenasse à assembléia para se afastar dos tabernáculos de Corá, Datã e Abirão. Fez-se isto. (Núm. 16:18-27) Pouco depois, “a terra passou a abrir a sua boca e a tragar tanto a eles como os da sua casa, e todo o gênero humano que pertencia a Corá, e todos os bens”. Eles e tudo que lhes pertencia desceram vivos ao Seol, e a terra os cobriu. — Núm. 16:28-34.
Os que estavam diante da tenda da reunião com os incensários cheios de incenso não escaparam, pois “saiu fogo da parte de Jeová e passou a consumir os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam incenso”. (Núm. 16:35) O próprio Corá estava com eles naquele momento, e, assim, pereceu nesse fogo que veio da parte de Deus. — Núm. 26:10.
Os incensários daqueles que conspiraram junto com Corá foram transformados em chapas metálicas com as quais o altar foi revestido. Fez-se isto “porque os apresentaram perante Jeová, de modo que se tornaram sagrados; e devem servir de sinal para os filhos de Israel”. (Núm. 16:36-40) Apesar desta poderosa evidência de julgamento divino, logo no dia seguinte a inteira assembléia de Israel murmurou contra Moisés e Arão, queixando-se: “Vós é que fizestes morrer o povo de Jeová.” Isto suscitou a indignação da parte de Deus e, apesar dos rogos de Moisés e de Arão, 14.700 morreram em resultado dum flagelo da parte de Jeová, que só cessou depois que Arão fez expiação a favor do povo. (Núm. 16:41-50) Depois disso, a posição sacerdotal de Arão foi confirmada pelo florescimento de seu bastão. — Núm., cap. 17.
Do registro bíblico parece evidente que os filhos de Corá não acompanharam seu pai nessa rebelião, pois declara: “No entanto, os filhos de Corá não morreram.” (Núm. 26:9-11) Os descendentes de Corá mais tarde obtiveram destaque no serviço levítico.
O escritor do livro de Judas vinculou Caim, Balaão e Corá, quando avisava os cristãos a vigiar os homens animalescos que “pereceram na conversa rebelde de Corá!” Corá, evidentemente, buscava glória para si mesmo. Desafiou as designações de Jeová, tornando-se rebelde, e, assim, sofreu merecidamente a morte, em consequência de seu proceder incorreto. — Judas 10, 11.
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CoraçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORAÇÃO
Este importante órgão do corpo bombeia o sangue (em que se acha a alma ou vida), a fim de nutrir as células do corpo. — Lev. 17:14.
Todas as emoções influem no coração. Um editorial na revista Health (Saúde), de fevereiro de 1966, declarava: “O modo de pensar doentio, sentimentos (emoções) doentios, e vontades doentias podem contribuir ativamente para o aparecimento de distúrbios cardíacos.” — P. 3.
No entanto, não ocorre apenas que todas as emoções influem no coração, mas há também evidência de que o coração, por sua vez, influi nas emoções. Que o coração desempenha um papel na formação da personalidade de seu possuidor é também indicado por certos conceitos médicos. O livro Emotions and Bodily Changes (As Emoções e as Alterações Físicas), de Flanders Dunbar (da editora “Columbia University Press”, 1954), cita W. H. von Wyss como afirmando: “Visto que a circulação é aquela função cuja cessação significa o fim instantâneo da vida, o coração se tornou um dos órgãos mais importantes da expressão íntima. É por este motivo que o coração possui relações tão íntimas com a vida emocional, e se tornou o símbolo daquilo que é realmente individual no homem, o símbolo de suas virtudes e de seus vícios. É o estudo destas relações que nos traz ao limiar de nosso conhecimento, à questão daquilo que, em última análise, une a psique e o soma [corpo] em uma só unidade.”
O SIGNIFICADO DO CORAÇÃO
Na Bíblia, “coração” é o que designa a sede das afeições e da motivação. (Sal. 119:11) Que o “coração” é o que motiva a mente e o proceder é ilustrado no relatório sobre a preparação e a construção da tenda de reunião no deserto. “Todo aquele cujo coração o impelia”, todos “cujos corações os incitavam” contribuíram com materiais, com suas perícias e sua mão-de-obra. (Êxo. 35:21, 26, 29) O espírito de Deus atuou sobre o coração de Bezalel e Ooliabe para que ensinassem a outros, e executassem os excelentes serviços requeridos. (Êxo. 35:30-35) Devido à sua força motivadora, o coração focaliza a atenção naquilo que a pessoa realmente é no íntimo, de modo que o apóstolo Pedro podia falar da “pessoa secreta do coração”. — 1 Ped. 3:3, 4.
A INCLINAÇÃO DO CORAÇÃO DOS HUMANOS IMPERFEITOS
Adão, embora contemplado com um bom coração, e tendo sua mente capaz de raciocinar de modo perfeito, permitiu que seu coração fosse engodado (Jó 31:27; Tia. 1:14, 15), rejeitou a verdade e desviou-se de Deus. Por conseguinte, todos os humanos, descendentes do decaído Adão, foram concebidos em pecado, e dados à luz no erro. (Sal. 51:5) Antes do Dilúvio, os homens, em geral, possuíam corações inclinados apenas para o mal; não tinham desejo
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