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MiriãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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jubiloso toque de tamborins e em danças. Em resposta ao cântico liderado por Moisés, Miriã entoou: “Cantai a Jeová, pois ele ficou grandemente enaltecido. Lançou no mar o cavalo e seu cavaleiro.” — Êxo. 15:1, 20, 21.
QUEIXA-SE DE MOISÉS
Quando os israelitas se achavam no deserto, Miriã e Arão começaram a falar contra Moisés, por causa da esposa cusita dele. A proeminência e a influência de Moisés junto ao povo talvez tenham criado em Miriã e Arão um desejo ciumento de ter mais autoridade, de modo que continuaram dizendo: “É somente por meio de Moisés que Jeová falou? Não falou também por meio de nós?” Jeová, porém, estava ouvindo e instruiu repentinamente a Moisés, Miriã e Arão que se dirigissem à tenda de reunião. Ali Deus relembrou aos murmuradores que o irmão deles, Moisés, era Seu servo, aquele com quem Deus falava, não indiretamente, mas “boca a boca”. Jeová em seguida indagou de Miriã e Arão: “Por que, pois, não temestes falar contra meu servo, contra Moisés?” A ira de Deus ficou acesa contra eles, e, ao se afastar a nuvem que pairava sobre a tenda, ‘Miriã foi atacada de lepra branca como a neve’. Arão suplicou misericórdia, Moisés intercedeu por ela, e Jeová permitiu que Miriã voltasse ao acampamento, depois de uma humilhante quarentena de sete dias. — Núm. 12:1-15.
Ter somente Miriã sido afligida de lepra pode sugerir que ela foi a instigadora da conduta errada naquela ocasião. O pecado dela em murmurar contra Moisés pode ter sido maior do que o de Arão, possivelmente se tratando até dum caso de ciúme feminino contra outra mulher (visto que eles começaram a falar contra Moisés por causa da mulher cusita dele), Arão se colocando do lado de sua irmã, e não de sua cunhada. Uma vez que Miriã era considerada profetisa, talvez tivesse gozado da posição de primeira dama em Israel. Assim, Miriã talvez receasse que a esposa de Moisés iria eclipsá-la quanto à posição. Apesar de tais possibilidades, contudo, e ao passo que era totalmente incorreto que tanto Miriã como Arão murmurassem contra Moisés, era especialmente errado que Miriã o fizesse, por causa da posição de sujeição ao homem, designada por Deus, para a mulher. (Veja Gênesis 3:16; 1 Coríntios 11:3.) A conduta pecaminosa de Miriã foi posteriormente usada como exemplo admoestador, pois, no fim da peregrinação pelo deserto, Moisés disse ao povo que obedecesse às instruções sacerdotais quanto à lepra, e instou com eles que se lembrassem do que Jeová fez a Miriã, quando saíam do Egito. — Deut. 24:8, 9; veja ARÃO.
Miriã morreu e foi sepultada em Cades, no deserto de Zim, pouco antes da morte de Arão. (Núm. 20:1, 28) Séculos mais tarde, mediante seu profeta Miquéias, Jeová trouxe à lembrança o privilégio que Miriã usufruía junto com seus irmãos, quando Israel saiu do Egito, dizendo: “Pois eu te fiz subir da terra do Egito e te remi da casa dos escravos; e passei a enviar diante de ti Moisés, Arão e Miriã.” — Miq. 6:4.
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Mirra IAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MIRRA I
Uma das cidades principais da província da Lícia. Situada perto da costa SO da Ásia Menor, Mirra (Mira, BJ; CBC; CT; LR; MH; PIB; Vozes) ocupava um outeiro a mais de 3 km do litoral, junto ao rio Andraco. O local é agora conhecido como Dembre. As ruínas ali incluem túmulos cavados na rocha e um grande teatro, com adornos bem preservados. O nome antigo “Myra” aparentemente abrangia tanto a cidade como seu excelente porto, Andriaca, no estuário do navegável rio Andraco. Cais destroçados ainda ladeiam este rio. Que Mirra era uma cidade portuária de destaque pode ser deduzido de ser ela o centro da adoração do deus dos marinheiros. Os marinheiros oravam a esta deidade antes de iniciarem longas viagens e, ao chegarem em segurança a seu destino, pagavam seus votos.
Como prisioneiro destinado a Roma, o apóstolo Paulo chegou a Mirra, vindo de Cesaréia, via Sídon. Ali ele e seus companheiros de viagem tiveram de transferir-se para um navio graneleiro vindo de Alexandria, que velejava para a Itália. — Atos 27:1-6, 38.
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Mirra IiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MIRRA II
Uma goma-resina aromática. (Cân. 1:13; 4:6, 14; 5:1, 13) Não se tem certeza quanto à sua fonte precisa, nos tempos antigos. Mas crê-se, em geral, que a mirra, na maioria dos casos, tenha sido uma resina obtida dum arbusto ou pequena árvore espinhosa conhecida como Commiphora myrrha, ou a variedade relacionada, Commiphora kataf. Ambos estes arbustos vicejam em áreas rochosas, especialmente nas colinas de pedra calcária. Sua madeira e sua casca possuem cheiro forte. Embora a resina exsude por si mesma do caule ou dos ramos grossos e duros de ambas as variedades, a dimanação pode ser aumentada por meio de incisões. Inicialmente, a resina clara, branca ou castanho- amarelada, é macia e pegajosa, mas, ao pingar no solo, endurece e se torna vermelho-escura ou negra.
A mirra era um dos ingredientes do óleo de santa unção. (Êxo. 30:23-25) Apreciada por sua fragrância, era usada para aromatizar roupas, camas e outros itens. (Compare com Salmo 45:8; Provérbios 7:17; O Cântico de Salomão 3:6, 7.) A jovem sulamita de O Cântico de Salomão parece ter aplicado mirra líquida no corpo antes de se recolher à noite. (Cân. 5:2, 5) Massagens com óleo de mirra foram incluídas no tratamento especial de beleza a que Ester se submeteu. (Ester 2:12) A mirra também era uma das substâncias empregadas na preparação dos corpos
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