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RegistroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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registro este a que Gamaliel se referiu, conforme relatado por Lucas em Atos 5:37.
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ReiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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REI
[Heb. , mélekh]. Um soberano que dispõe de autoridade para governar sobre outros. Jeová é o Rei supremo, possuindo ilimitado poder e autoridade. Os reis de Judá eram reis subordinados, que representavam a Sua soberania na terra. Como eles, Jesus Cristo é um Rei subordinado, dotado de muito maior poder do que aqueles reis terrestres, porque Jeová o colocou na posição de governar o universo. (Fil. 2:9-11) Por conseguinte, Jesus Cristo tornou-se o “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. — Rev. 19:16.
OS PRIMEIROS REIS
Entre os governantes terrestres, um rei é um soberano do sexo masculino, investido da autoridade suprema sobre uma cidade, uma tribo, uma nação ou um império, e ele, usualmente, governa de forma vitalícia. Ninrode, descendente de Cã, foi o primeiro rei humano mencionado no registro da Bíblia. Ele governou sobre um reino que abrangia várias cidades na Mesopotâmia, e foi um rebelde contra a soberania de Jeová. — Gên. 10:6, 8-10.
Canaã e os países que o cercavam, possuíam reis nos dias de Abraão, muito antes de os israelitas os terem. (Gên. 14:1-9) Desde os primórdios históricos também encontramos reis entre os filisteus, edomitas, moabitas, midianitas, amonitas, sírios, hititas, egípcios, assírios, babilônicos, persas, gregos e romanos. Muitos destes reis governavam sobre domínios restritos, tais como uma cidade-estado. Adoni-Bezeque, para exemplificar, jactava-se de ter conquistado a setenta de tais reis. — Juí. 1:7.
O primeiro rei humano registrado na Bíblia como sendo justo foi Melquisedeque, rei-sacerdote de Salém. (Gên. 14:18) Além de Jesus Cristo, que é tanto Rei como Sumo Sacerdote, Melquisedeque é o único governante aprovado por Deus que detinha ambos estes cargos. O apóstolo Paulo indica que Deus usou Melquisedeque como representação típica de Cristo. (Heb. 7:1-3; 8:1, 6) Nenhum outro servo fiel de Deus, nem mesmo Noé, tentou ser rei, e Deus não designou nenhum deles, até que Saul foi ungido, sob a orientação de Deus.
REIS ISRAELITAS
Inicialmente, Jeová governava sobre Israel como Rei invisível, por vários meios, primeiramente por meio de Moisés, e, daí, por meio de juízes humanos, desde Josué até Samuel. (Juí. 8:23; 1 Sam. 12:12) Por fim, os israelitas clamaram por um rei, de modo a serem semelhantes às nações em sua volta. (1 Sam. 8:5-8, 19) Sob a provisão legal, incorporada no pacto da Lei, para que houvesse um rei humano divinamente designado, Jeová designou Saul, da tribo de Benjamim, mediante o profeta Samuel. (Deut. 17:14-20; 1 Sam. 9:15, 16; 10:21, 24) Devido à desobediência e à presunção, Saul perdeu o favor de Jeová e a oportunidade de fornecer uma dinastia de reis. (1 Sam. 13:1-14; 15:22-28) Voltando-se então para a tribo de Judá, Jeová escolheu Davi, filho de Jessé, para ser o próximo rei de Israel. (1 Sam. 16:13; 17:12) Por apoiar fielmente a adoração e as leis de Jeová, Davi foi privilegiado a estabelecer uma dinastia de reis. (2 Sam. 7:15, 16) Os israelitas alcançaram um auge de prosperidade sob o reinado de Salomão, um dos filhos de Davi. — 1 Reis 4:25; 2 Crô. 1:15.
Durante o reinado do filho de Salomão, Roboão, a nação se seccionou em dois reinos. O primeiro rei do reino setentrional, de dez tribos — mencionado geralmente como Israel — foi Jeroboão, filho de Nebate, da tribo de Efraim. (1 Reis 11:26; 12:20) De maneira desobediente, ele dirigiu a adoração de seu povo para os bezerros de ouro. Devido a este pecado, ele incorreu no desfavor de Jeová. (1 Reis 14:10, 16) Um total de vinte reis governaram no reino setentrional, de 997 a 740 AEC, começando com Jeroboão e terminando com Oséias, filho de Elá. No reino meridional, Judá, dezenove reis reinaram de 997 a 607 AEC, principiando com Roboão e terminando com Zedequias. (Atalia, usurpadora do trono, e que não era um rei, não é contada.)
Representantes divinamente designados
Os reis do povo de Jeová, designados por Jeová, deviam atuar como Seus agentes régios, sentando-se, não sobre seus próprios tronos, mas sobre o “trono do reinado de Jeová”, isto é, como representantes de Seu governo teocrático. (1 Crô. 28:5; 29:23) Contrário ao costume de alguns povos orientais, naqueles dias, a nação de Israel não deificava seus reis como deuses. Todos os reis de Judá eram considerados como sendo os ungidos de Jeová, embora o registro não declare de maneira específica que cada rei singular fosse literalmente ungido com óleo quando ascendeu ao trono. Registra-se que o óleo literal de unção foi utilizado quando se estabelecia uma nova dinastia, na ocasião em que o trono foi disputado, na velhice de Davi, bem como nos dias de Jeoás, e quando um filho mais velho foi relegado a favor de um filho mais moço, na época em que Jeoacaz foi entronizado. (1 Sam. 10:1; 16:13; 1 Reis 1:39; 2 Reis 11:12; 23:30, 31, 34, 36) Parece provável, contudo, que tal unção fosse o costume regular.
O rei de Judá era o principal administrador dos assuntos daquela nação, como um pastor do povo. (Sal. 78:70-72) Ele, em geral, a liderava nas batalhas. (1 Sam. 8:20; 2 Sam. 21:17; 1 Reis 22:29-33) Ele também atuava como o tribunal de maior instância do judiciário, exceto que o sumo sacerdote consultava a Jeová, para obter decisões, em algumas questões de Estado, e sobre certos assuntos em que a decisão era dificílima, ou era insuficiente a evidência fornecida pelas testemunhas. — 1 Reis 3:16-28.
Restrições régias
As restrições impostas ao rei, no exercício de sua autoridade, eram o seu próprio temor de Deus, a lei de Deus, que ele tinha por obrigação obedecer, e a influência persuasiva dos profetas e dos sacerdotes, bem como da junta consultiva dos anciãos. Exigia- se que ele escrevesse para si mesmo uma cópia da Lei, e a lesse todos os dias de sua vida. (Deut. 17:18, 19) Ele era, como servo especial e representante de Jeová, responsável diante de Jeová. Houve — é triste dizê-lo — muitos reis de Judá que violaram tais restrições e governaram de forma despótica e iníqua. — 1 Sam. 22:12, 13, 17-19; 1 Reis 12:12-16; 2 Crô. 33:9.
Líder religioso
Embora a lei impedisse que o rei fosse sacerdote, ele devia supostamente ser o principal paladino não-sacerdotal da adoração de Jeová. Às vezes, o rei abençoava a nação em nome de Jeová, e representava o povo em oração. (2 Sam. 6:18; 1 Reis 8:14, 22, 54, 55) Além de ser responsável de salvaguardar a vida religiosa do povo das intrusões idólatras, ele dispunha da autoridade para demitir um sumo sacerdote infiel, como fez o Rei Salomão, quando Abiatar, o sumo sacerdote, apoiou a tentativa sediciosa de Adonias de apoderar-se do trono. — 1 Reis 1:7; 2:27.
Esposas e propriedades
O casamento e os costumes familiares dos reis de Judá incluíam a prática de ter uma pluralidade de esposas e concubinas, embora o rei não devesse multiplicar esposas para si mesmo — coisa que Salomão fez, para sua desgraça. (Deut. 17:17; 1 Reis 11:4) As concubinas eram consideradas como sendo bens da coroa, e eram repassadas para o sucessor ao trono, junto com os direitos e as propriedades do rei. Casar-se com uma das concubinas do rei falecido, ou tomá-la, equivalia a fazer de público uma pretensão ao trono. Assim sendo, ter tido Absalão relações sexuais com as concubinas de seu pai, o Rei Davi, e ter Adonias solicitado como esposa a Abisague, enfermeira e companheira de Davi em sua velhice, equivaliam a uma reivindicação do trono. (2 Sam. 16:21, 22; 1 Reis 2:15-17, 22) Tais atos significavam alta-traição.
Além dos bens pessoais do rei, dos despojos de guerra e dos presentes (1 Crô. 18:10), criaram-se outras fontes de renda, tais como impostos especiais sobre os produtos da terra para a mesa real, tributos dos reinos subjugados, pedágios pagos pelos mercadores viajantes que atravessavam o país, empreendimentos comerciais, tais como as frotas de comércio de Salomão, etc. — 1 Reis 4:7, 27, 28; 9:26-28; 10:14, 15.
A INSTABILIDADE DO REINO SETENTRIONAL
No reino setentrional de Israel observava-se o princípio da sucessão hereditária, exceto quando esta sofria a intervenção de assassinatos ou revoltas. A prática da religião falsa manteve o reino setentrional em constante estado de inquietação, que contribuiu para freqüentes assassínios de seus reis, e a usurpação do trono. Apenas duas dinastias duraram mais de duas gerações, as de Onri e de Jeú. Não estando sob o pacto davídico do reino, nenhum dos reis do reino setentrional se sentava no “trono do reinado de Jeová”, como sendo o ungido de Jeová.
REIS GENTIOS E REIS SUBORDINADOS
Os reis babilônios eram oficialmente consagrados como monarcas sobre todo o Império Babilônico por agarrarem a mão da imagem de ouro de Bel-Marduque. Ciro, o Grande, fez isto, de modo a assumir o controle do Império Babilônico sem ter de conquistar todo o império pela ação militar.
Outros reis alcançaram o trono por meio da nomeação de um rei superior, tal como aquele que conquistava o território envolvido. Era um costume freqüente os reis governarem os domínios conquistados através de reis nativos tributários de menor categoria. Por meio deste processo, Herodes, o Grande, tornou-se rei tributário de Roma sobre a Judéia (Mat. 2:1), Herodes Ântipas tornou-se rei sobre a Galiléia e a Peréia (Mat. 14:1), Herodes Agripa I sobre territórios na área da Palestina (Atos 12:1), e Aretas, o rei dos nabateus, foi confirmado por Roma em seu reino tributário. — 2 Cor. 11:32.
Os reis não-israelitas eram menos acessíveis a seus súditos do que aqueles que governavam o povo de Deus. Os reis israelitas evidentemente se misturavam de forma bem livre com seu povo. Os reis gentios eram, amiúde, bem distantes. Penetrar na corte interna do rei persa sem a sua permissão expressa automaticamente tornava tal pessoa passível de morte, a menos que o rei lhe concedesse sua permissão específica por estender-lhe o cetro, como foi feito no caso de Ester. (Ester 4:11, 16) O imperador romano, contudo, estava disponível para a audiência dum recurso apresentado por um cidadão romano, com relação a uma decisão feita por um juiz de menor alçada, mas somente depois de um processo tramitar por muitos oficiais de menor graduação. — Atos 25:11, 12.
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REINO
No emprego bíblico, o termo “reino” pode referir-se a aspectos específicos dum governo real. Pode referir-se ao domínio ou área geográfica sobre a qual se exerce a soberania. O domínio real abrangia assim, não só a capital, mas o inteiro domínio, abarcando quaisquer reinos subordinados ou tributários. — 1 Reis 4:21; Ester 3:6, 8.
“Reino” pode referir-se, de forma geral, a qualquer ou a todos os governos humanos, quer sejam realmente dirigidos, quer não, por um rei. — Esd. 1:2; Mat. 4:8.
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