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Atenas — “cidade de muitos deuses”A Sentinela — 1982 | 1.° de janeiro
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Quando Paulo escreveu aos coríntios gregos, ele se expressou fortemente contra a sabedoria humana. Em defesa do verdadeiro cristianismo, colocou a filosofia humana no seu devido lugar, dizendo: “Se alguém entre vós pensar que é sábio neste sistema de coisas, torne-se ele tolo, para que se torne sábio. . . . ‘Jeová sabe que os raciocínios dos sábios são fúteis.’” (1 Cor. 3:18-20) Sim, não somente seus raciocínios mostram ser fúteis, mas também as obras das suas mãos perecem. Basta olhar para a Acrópole. Sua estátua dourada de Atena desapareceu. Apenas parte do Partenon continua de pé. E que dizer do Erecteion, santuário conjunto de Atena e de Posseidon? Pouco resta de sua soberba beleza anterior.
Ao partirmos da Acrópole e descermos os degraus dos altos propileus, lembramo-nos das palavras do apóstolo Paulo ao tribunal de Atenas: “Não devemos imaginar que o Ser Divino seja semelhante a ouro ou prata, ou pedra, semelhante a algo esculpido pela arte e inventividade do homem.” — Atos 17:29.
O GENUÍNO CRISTIANISMO AINDA VIVE
Nesta excursão, conseguiu captar um pouco do espírito da Atenas antiga e moderna? Para sentir totalmente esse espírito naturalmente, é preciso associar-se com o povo. Muitos visitantes acharam que os atenienses são realmente hospitaleiros. Certamente não é coincidência que a palavra grega para estrangeiro também significa hóspede, pois os gregos são muito hospitaleiros para com os estrangeiros.
Por isso, não deve surpreender que o verdadeiro cristianismo, que se caracteriza por tal espírito, se arraigue novamente em Atenas e em toda a Grécia. Ora, só em Atenas há mais de 7.000 Testemunhas de Jeová associadas com 110 congregações! Em toda a Grécia há 20.000 Testemunhas de Jeová. Embora, iguais a Paulo, sejam consideradas como ‘publicadores de deidades estrangeiras’, continuam a proclamar o “Deus Desconhecido”, Jeová, aos habitantes de Atenas e de toda a Grécia.
Nossa visita terminou e passamos a retornar. Olhando para trás, de certa distância, vemos pela última vez a Acrópole. O sol poente transforma o cume de mármore da cidade em ouro radiante. Que espetáculo! Mas ficamos especialmente contentes de que são tantos os que agora têm verdadeira iluminação espiritual em Atenas, a secular “cidade de muitos deuses”.
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A busca de prazeres não dá verdadeira felicidadeA Sentinela — 1982 | 1.° de janeiro
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A busca de prazeres não dá verdadeira felicidade
AS PESSOAS que passam a viver exclusivamente para os prazeres em pouco tempo ficam cegas às suas responsabilidades para com Deus. Isto aconteceu com certos israelitas, aos quais foram dirigidas as seguintes palavras da profecia de Isaías: “Ai dos que se levantam de manhã cedo somente à procura de bebida inebriante, que ficam até tarde no crepúsculo vespertino, de modo que o próprio vinho os inflama! E terá de mostrar-se haver harpa e instrumentos de cordas, pandeiro e flauta, bem como vinho nos seus banquetes; mas eles não olham para a atividade de Jeová e não viram o trabalho das suas mãos.” — Isa. 5:11, 12.
Os israelitas a quem se dirigiram estas palavras tinham por objetivo principal na vida a busca de prazeres sensuais. Começavam a beber logo de manhã e continuavam nisso noite adentro, caindo assim sob total influência do vinho. Embriagados, perdiam o autodomínio, ficando barulhentos e turbulentos. Suas folias desenfreadas estavam acompanhadas de música, sem dúvida de música sensual para estimular as paixões.
Visto que aqueles que estavam numa relação pactuada com Deus podiam assim ser enlaçados pelos prazeres, isso constitui uma advertência para os cristãos, para se prevenirem contra irem em busca de prazeres. A pessoa não pode simplesmente presumir da sua atual relação com Jeová Deus, e a contínua intimidade com ele é essencial para a verdadeira felicidade.
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